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O ministro da boa educação Tiago Brandão Rodrigues faz muito bem em iniciar o seu "périplo pelo país" no Algarve. Afinal, essa região é sinónimo de turismo, espreguiçadeiras e noitadas. Os verdadeiros testes da vida são mesmo dispensáveis. O pedagogo está pleno de razão. Basta existir e ser medíocre - porque não devemos nunca ser avaliados. A mensagem que este idiota passa aos alunos, mas também aos pais e professores, é que não vale a pena darem o vosso melhor. E dá o melhor exemplo possível; "se eu, que sou fraquinho, cheguei a ministro, sem grandes provas de avaliação, qualquer um de vós até pode vir a ser presidente da república". O que este pseudo-lider instiga é de uma gravidade extrema. Mata a ideia de esforço, de mérito, de tentativa e erro, de competição saudável, de rigor, de competência, de ambição, de reconhecimento e de hierarquia baseados na qualidade. Este ministro é inimigo declarado da ideia de progresso e desenvolvimento intelectual. Trai o conceito de universidade, de intelectualidade, de enfoque filosófico e corrompe de um modo tão flagrante o alicerce da humanidade: a civilização. Este ministro aprova o reino do caos e insuficiência. Este ministro acredita que existe algo mais poderoso e menos inquietante. A mão invisível de um favor, de uma cunha avulso, para promover ao mais alto grau de incompetência mais do que uma geração. Se não existe uma cultura de nota, o que existe? Uma cultura de amigos nos locais certos? No partido? Na direcção da empresa pública? Um tio no conselho de administração disposto a colocar o afilhado anormal que rouba o lugar que naturalmente estava predestinado ao melhor dos melhores? Deixem lá. Este ministro está no governo há pouco mais de um mês, mas não tarda será despedido, e os socialistas certamente que encontrarão um substituto à altura.
O que é uma greve selvagem? Muitos dos leitores já terão, certamente, feito essa pergunta. A definição é muito simples: greve selvagem é toda aquela greve que é levada a cabo espontaneamente pelos trabalhadores, sem o concurso e o apoio do(s) sindicato(s) a que os mesmos estão adscritos. Pois bem, perante isto cabe perguntar o seguinte: como qualificar uma greve, planeada de antemão pelo próprio sindicato ou sindicatos, que prejudica a prestação de serviços fundamentais à população? Dito de outro modo, como qualificar uma greve que prejudica, deliberada e premeditadamente, a feitura dos exames nacionais - não, isto não são peanuts - por banda dos alunos? Talvez seja chegada a hora de adaptar o conceito supra mencionado. É que, bem vistas as coisas, há greves selvagens promovidas pelos próprios sindicatos. Mais: há greves selvagens que, no fundo, são financiadas por todos nós, cidadãos contribuintes. O "welfare" sindicalista resulta sempre nisto: abuso, compadrio e selvajaria social.