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13 de Novembro 2015 - Beirute em Paris

por John Wolf, em 14.11.15

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Os mais recentes ataques terroristas de Paris marcaram para todo o sempre a minha data de nascimento. Sexta-feira 13 de Novembro de 2015 precedeu a sua má-fama, excedeu-se. Mal decorreram 24 horas sobre a noite de terror, buscamos um fio condutor de explicação minimamente racional, como se para dirimir os exageros da loucura perpetrada sobre homens e mulheres, meros espectadores de um jogo de soma-zero de inocentes e culpados. Tenho dúvidas que os ataques terroristas de ontem correspondam a um 11 de Setembro da Europa. Receio que, numa lógica de encadeamento e escalada, os eventos de ontem sejam apenas uma parte de um futuro geopolítico próximo intensamente fracturante. A União Europeia está cada vez mais próxima do seu momento Homeland Security Act. A crise dos refugiados que assola o continente europeu serve de catalisador para considerações que serão exógenas à própria natureza do desafio. Elencamos, com alguma facilidade, distintos módulos operativos de interpretação da realidade. Identificamos aqueles que são solidários com o drama dos refugiados, mas que renunciam à tese de que estes virão para se tornar missionários do Estado Islâmico. Rotulamos ainda aqueles que não fazem distinção entre uma coisa e outra - ou seja, cada refugiado é um potencial suicída pronto a semear o pânico de terror nas hostes da paz europeia. Temos ainda um grupo de inspiração woodstockiana que é adepto de uma estirpe imovível de peace and love - que acredita no abraço aos párias, na desintoxicação por via da integração fraterna. A ideologia que tem servido para muitos fretes de interpretação de conflitos bélicos, já não se adequa para corrigir comportamentos com esta intensidade. O Estado Islâmico não se funda em premissas nacionais nem se restringe a um domínio territorial no sentido clássico - ontem Beirute visitou Paris de um modo particularmente avassalador, tornando a capital francesa o local da cimeira que opõe o Ocidente ao Estado Islâmico. A França enfrenta alguns desafios de índole conceptual no que concerne ao seu modelo de sociedade. Francois Hollande rotulou os ataques terroristas de "acto de guerra", pelo que essa afirmação pressupõe, na centralidade europeia, a prossecução de medidas securitárias extremas. Um acto de guerra implica a confirmação de que já nos encontramos em situação de conflito continuado, numa guerra  com todas as despesas que decorrem desse facto. Nessa medida, e ampliando o âmbito dessa afirmação, significa que França irá ripostar longe e perto, e estará disposta a suportar ainda mais dor caso esta venha a ser infligida. A epicentralidade do conflito na Síria parece ter sido deslocalizada de um modo intencional pelos estrategas do Estado Islâmico. Os ataques terroristas de ontem já não obedecem necessariamente à lógica de  célula adormecida que se desperta a toque de comando de uma entidade longínqua, uma hierarquia afastada muitas vezes mantida em anonimato. Neste momento dispomos de elementos de análise que nos permitem especular que uma doutrina de Do It Yourself seja aquela que esteja a ser difundida pelo Estado Islâmico. Portugal, que não tem grande papel nas considerações de fundo da presente situação, tem a lamentar duas vítimas mortais resultantes dos ataques terroristas. Esperemos que esse facto não seja apropriado indevidamente pelas partes envovidas no processo político nacional conducente à formação de um governo estável. Já ouvimos, aquilo que teria sido dispensável, de indivíduos com alegadas responsabilidades no espectro político nacional - Ana Gomes já deu o seu contributo para a ideia da excepcionalidade governativa dos socialistas e o seu particular talento para gerir crises terroristas. Francois Hollande deve ser a figura que serve de inspiração, o socialista-modelo a partir do qual se pode obter o decalque perfeito de administração interna. Francamente, Portugal não precisava disto.

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publicado às 17:50

Gotta love her

por Manuel Sousa Dias, em 08.01.15

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Apesar de não ter o sentido de humor de Alberto João Jardim, Ana Gomes consegue ser sempre imensamente mais cómica

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publicado às 00:27

Conhecer Portugal pelo carrascão e pela patanisca

por Nuno Castelo-Branco, em 25.07.14

Esteve na TVI24 - programa das dez da noite - a sempre excitadíssima Gomes que segundo Carlos Abteu Amorim, é "uma grande especialista nos assuntos dos negócios estrangeiros". É? Uma tirada destas leva-nos imediatamente em viagem no tempo à capital do III Reich, quando Goering dizia que Ribbentrop conhecia a França através do champanhe e a Grã-Bretanha pelo seu brandy*.  Com especialistas como a dona Gomes, está-se mesmo a ver, vamos longe.

 

Como matatempo, vejam o debate(zinho) e concluam acerca do tipo de capoeira em que o país se meteu. 

 

* Era mais ou menos isto, brandy ou whisky, tanto faz.

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publicado às 22:57

Afinal

por Samuel de Paiva Pires, em 23.09.13

O livro de José Sócrates tem como temática a tortura nos regimes democráticos. Certamente terá pedido conselhos à sua camarada Ana Gomes...

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publicado às 12:12

Hoje de manhã ouvi Ana Gomes, numa das suas semanais deambulações socialistas que dão vontade de fugir do país, na Antena 1, insurgir-se contra a mais do que natural decisão da Jerónimo Martins (conforme o Pedro Quartin Graça já aqui salientou), afirmando a eurodeputada que os portugueses podem revoltar-se e boicotar os produtos do Pingo Doce. O José Costa e Silva cai no mesmo erro, assinalando que "o povo está particularmente sensível às fortunas e à evasão fiscal".

 

O erro é de cariz metodológico e desemboca em presunções à la carte em relação a entidades que moral e racionalmente não existem. Não existe tal entidade como "os portugueses", que supostamente estão descontentes e não tolerarão esta alegada evasão fiscal - aos acusadores não ocorrem ensinamentos básicos de economia, nomeadamente o modelo da curva de Laffer, nem sequer se questionam se não será já moralmente defensável a evasão aos impostos cobrados por um estado que é tão mau gestor do dinheiro dos contribuintes e que além de não criar riqueza ainda destrói a existente.

 

Que autoridade tem alguém, seja quem for, para apresentar as suas presunções subjectivas, que não passam de wishful thinking, como  sendo partilhadas por todos os portugueses? Claro que existe um povo português, uma nação, i.e., um grupo de indivíduos que partilham uma língua, cultura, crenças e valores. Mas isso é algo dado como garantido e de carácter muito mais estático e imutável  do que a espuma dos dias da prática política e do debate público. E é claro que há tendências de pensamento a partir das quais se podem fazer inferências e generalizações, mas estas, pela própria natureza humana, são diversas e frequentemente divergentes no seio de qualquer comunidade. Apresentar argumentos como se se falasse por toda a comunidade e como se esta fosse uma única entidade moral (Marcelo Rebelo de Sousa, por exemplo, é exímio neste exercício), além de carecer de fundamento, é um erro bastante comum e grosseiro na política portuguesa. 

 

Ademais, para além do erro metodológico, as presunções falham rotundamente pelas mesmas razões que falham os argumentos em favor do proteccionismo e de consumir o que é nacional. Por mim falo, embora acreditando que muitos concordarão comigo: saber a origem dos produtos que consumo é algo que me é indiferente. Interessa-me, como a qualquer consumidor, a relação qualidade/preço. E nesse âmbito, o Pingo Doce continuará a ser o meu supermercado de eleição. Só quem tem orçamentos familiares elevados se pode dar ao luxo (e mesmo nestes casos, tenho sérias dúvidas que o façam) de descurar a relação qualidade/preço em favor de outros critérios. A esmagadora maioria dos portugueses não pode e na hora de verdade é a relação qualidade/preço que conta. A realidade contraria sempre as presunções equivocadas.

 

Aquilo que não tolero e que os portugueses deveriam deixar de tolerar é que muitos políticos se arroguem a capacidade divina da omnisciência ao presumirem falar com toda a certeza por 10 milhões de pessoas, menorizando cada um de nós, como se de gado se tratasse. Quem está familiarizado com o individualismo metodológico sabe bem do que falo. Quem não está, pode sempre ler a nota metodológica da minha dissertação de mestrado.

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publicado às 13:19

Em suma...

por Nuno Castelo-Branco, em 08.06.11

... a Gomes define-se facilmente pela palavra acima. Mas não haverá por aí uma empresa de transitários a precisar de uma condutora de camiões TIR?

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publicado às 00:25

Se dúvidas houvesse quanto a Paulo Portas vir a ser MNE

por Samuel de Paiva Pires, em 07.06.11

Está cheio de razão o Pedro Pestana Bastos:

 

"Alguém acredita que Paulo Portas, depois das declarações de Ana Gomes, possa integrar o Governo numa outra pasta que não seja a de MNE?

Ana Gomes, coitada, com as suas declarações acabou de nomear Paulo Portas como MNE. Na verdade, depois das declarações da Eurodeputada, Pedro Passos Coelho não terá outra hipótese que não seja convidar Paulo Portas para MNE. Caso contrário a coesão que se exige na formação de uma coligação de Governo ficaria abalada."

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publicado às 18:13

A respeito do nojo que são as declarações de Ana Gomes

por Samuel de Paiva Pires, em 07.06.11

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publicado às 16:07

Amizades facebookianas

por Samuel de Paiva Pires, em 27.05.11

Mas por que raio insiste o FB em sugerir-me Ana Gomes e Jamila Madeira como amigas? Deve ser porque temos 40 amigos em comum. Mas isso assusta-me.

 

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publicado às 13:04

Ana Gomes violada!!!

por Nuno Castelo-Branco, em 20.12.10

Este texto na imprensa, indicia algo de caninamente preocupante, especialmente quando a notícia de estupro, vem de quem se tornou numa potencial admiradora dos "uiquiliques". Que estranho final de ano de Centenário (ou talvez por isso mesmo, não).

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publicado às 19:19

Vai começar o pagode

por Samuel de Paiva Pires, em 15.12.10

 

(foto do El País)

 

A partir de hoje, a crise financeira ficará suspensa por uns dias. A comunicação social irá concentrar-se no assunto que ocupará o topo da hierarquia da agenda mediática: a Wikileaks trouxe a público telegramas que confirmam as autorizações de José Sócrates e Luís Amado ao sobrevoo do espaço aéreo português por aviões da CIA que transportavam suspeitos de terrorismo. Não me interessa debruçar-me do ponto de vista moral sobre o assunto. O que interessa é que nos próximos tempos, a começar pelas manchetes dos jornais que sairão daqui a umas horas, andará meio país a falar deste assunto.

 

Ana Gomes, classificada por um assessor diplomático do Primeiro-Ministro como "uma senhora muito excitada que é pior que um rottweiler solto", voltará à ribalta já amanhã. Alguns pedirão que Amado cumpra o prometido e se demita. Sócrates será, também ele, instado a demitir-se - o que, obviamente, não fará. Cavaco, em campanha, não saberá bem como se manifestar e, provavelmente, optará pela gestão de silêncios. Alegre, a quem Lello se refere jocosamente, preferirá, também ele, a gestão de silêncios a comprometer o fraco apoio que tem do PS Socratista. Marcelo Rebelo de Sousa fará deste o tema central do seu comentário de Domingo. O Prós e Contras da próxima semana será dedicado ao assunto.

 

Passadas umas semanas, tudo ficará na mesma, excepto a situação do país, que continuará a agravar-se. Nessa altura, a crise voltará.

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publicado às 23:52

Resumindo e baralhando

por Samuel de Paiva Pires, em 28.02.09

Excelente a súmula de Ana Sá Lopes no ABC do PPM (o negrito é meu):

 

Até agora, o Congresso do PS não serviu para mais nada do que para dar energia à máquina que está obrigada a ganhar as três eleições do ano, uma delas com maioria absoluta. José Sócrates, autoproclamada vítima da maldição justiceira dos media e dos órgãos de investigação criminal que dão crédito a cartas anónimas, alvo inocente de "um qualquer director de jornal" [a taça é disputada entre José António Saraiva e José Manuel Fernandes], de uma televisão (TVI) vai junto do povo - que é quem efectivamente "manda" -para uma operação de resgate de imagem, mas não só. A operação PS 2009 apresenta-se ao eleitorado para resgatar a própria "democracia". Não é pouco o que o secretário-geral colocou agora em jogo para 2009: já não se trata de prosaicamente escolher, nas legislativas, o mais capaz para formar governo. Trata-se de vencer os tais "poderes ocultos" e um delegado apresentou mesmo sugestões para resolver o assunto: alterar as regras na justiça e na comunicação social. A dramatização da "calúnia" e a vitimização do "caluniado" já estão na rua e ameaçam transformar-se no principal eixo da campanha da reeleição.
Ah, Ana Gomes sugeriu que o combate à "campanha negra" passasse então por actuações concretas - assumir o combate ao enriquecimento ilícito proposto por João Cravinho - mas ninguém lhe ligou nenhuma.

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publicado às 22:46






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