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Programa para amanhã

por Samuel de Paiva Pires, em 27.05.18

2018-05-28-apresentação-guerrilhas.jpg

 

"O Auditório da Biblioteca Central da Universidade da Beira Interior acolhe, esta segunda-feira, dia 28 de maio, a partir das 15h00, a apresentação das obras “Guerrilhas e Lutas Sociais. O MPLA Perante Si Próprio (1960/1977). Ensaio de História Política” (Mercado de Letras Editores) e “A Criança Branca de Fanon” (Mercado de Letras Editores) da autoria de Jean-Michel Mabeko-Tali e Alberto Oliveira Pinto, respetivamente, que marcarão presença na sessão, junto com a editora, Cláudia Peixoto.

"A apresentação dos livros estará a cargo de Samuel de Paiva Pires (Diretor do 2.º Ciclo/Mestrado em Relações Internacionais da UBI), Cristina Vieira (Diretora de Curso do 2.º Ciclo/Mestrado em Estudos Lusófonos da UBI) e José Carlos Venâncio (Diretor de Curso do 3.º Ciclo/Doutoramento em Sociologia).

"De entrada livre, a iniciativa é promovida no âmbito dos 2.º Ciclos/Mestrados em Relações Internacionais e em Estudos Lusófonos."

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publicado às 23:16

Os asquerosos

por Nuno Castelo-Branco, em 01.03.15

... que ainda temos de suportar

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publicado às 19:29

Em Angola...

por Nuno Castelo-Branco, em 08.03.14

Apostaria tudo neste homem. Corajoso, clarividente e um grande amigo de Portugal. É a CPLP no seu melhor. 

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publicado às 11:05

Dr. Passos, isto não vai lá com teorias

por Pedro Quartin Graça, em 05.03.14

Dr. Passos, chega de nomeações inócuas. Se quer nomear assessores para a natalidade nomeie quem percebe da "poda". Se por cá não existem, e ao abrigo da parceria com os nossos irmãos angolanos, que venha o Sr. Thicuteno. Melhor investimento em formação aplicada não há.

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publicado às 17:03

Postas de pescada

por Nuno Castelo-Branco, em 28.02.14

A propósito  de um livro recentemente publicado, João Soares está na SIC Notícias a puxar pelos galões republicanos. E do que fala ele? De Nova Lisboa, vulgo Huambo, cidade "totalmente republicana". O homem está deslumbrado com a obra portuguesa em Angola - aproveita para secundarizar Paiva Couceiro e "outros" - ,  tece loas ao que foi construído e recorda Norton de Matos, um bom republicano, sem dúvida, mas a antítese daquilo  que republicanismo soarista sempre significou. 

 

Nova Lisboa é a Huambo que foi arrasada a tiro de canhão pelos camaradas de Soares. Camaradas de "lutas" como o MPLA - aliás, seu colega na Internacional Socialista - e camaradas de "boas causas" como a UNITA, cujo chefe era seu compadre. Não esquecer os bons ofícios destrutivos de alguns camaradas ainda bem próximos, colegas de partido e camaradíssimos por apertados laços de sangue. 

Nova Lisboa foi destruída e vai sendo lentamente reconstruída. Um escusado desastre em nome de quê e para quê? Onde está a azáfama económica  de há quarenta anos? O que aconteceu ao Caminho de Ferro de Benguela e em que estado se encontram as suas outrora colossais e moderníssimas oficinas? O que sucedeu às escolas, hospitais, postos médicos, armazéns, fazendas e toda uma série de infra-estruturas que faziam da Angola de 1973, um exemplo de progresso sustentável?

 

João Soares pode despejar as postas de pescada onde quiser, mas não convence nem o mais distraído. Haja um mínimo de pudor. 

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publicado às 21:42

A foto do ano

por Pedro Quartin Graça, em 13.12.13

Manifestação contra o racismo, em Angola.

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publicado às 19:26

Notícias que não passam em Portugal e no resto da Europa

por Nuno Castelo-Branco, em 26.11.13

 

Pelos vistos, em Angola já se terão apercebido da cada vez maior dicotomia entre muçulmanos e islamitas. Conhecendo-se a timidez dos primeiros que não ousam impor-se e o activismo dos segundos - o termo "islâmico" passou a fazer parte da política turra-e-bruta -, as autoridades de Luanda fizeram algo de impensável no resto do mundo e aproveitaram para uma oportuna limpeza geral às caixinhas de recolha "evangélica". Aguardemos então as reacções, uma delas da sempre irritada Voz da América

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publicado às 09:22

Até a este momento...

por Nuno Castelo-Branco, em 03.11.13

 

...um facto que passa despercebido à grande maioria dos portugueses, é o vivo interesse que os alegados "retornados" votam às relações que  mantemos com os países que outrora pertenceram ao Ultramar português. Os maiores aliados dos novos países de expressão portuguesa, são aqueles que lá tendo nascido e vivido antes de 1975, foram obrigados a para sempre abandonar a sua terra.

De foro em foro, de site em site, a opinião é unânime. Não existe revanchismo algum, apenas o desejo de tudo poder passar-se da melhor forma possível. O rancor é um absurdo reservado a uma ínfima minoria e observamos facilmente a capacidade de os portugueses manterem a lealdade para com as duas pátrias a que pertencerão até ao fim das suas vidas. Se ocasionalmente é possível depararmos com observações eivadas de ressentimento, este dirige-se em primeiro lugar para aqueles que abriram o caminho à limpeza étnica, ao roubo,  humilhação e prepotência. Muitos crimes permitiram e pior ainda, neles colaboraram entusiasticamente. Conhecem-se os nomes e sabemos onde vivem. Talvez aqui bem perto, ao virar da esquina.

 

Quem assumiu o poder na Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique, apenas cumpriu o papel que o momento histórico a isso convencionalmente os obrigou. Fizeram-no da pior forma, é certo, mas a posição portuguesa não era a de derrotado no terreno. Nem uma aldeia, uma vila ou cidade se perdeu. Nem uma. Não valerá a pena negarmos a evidência que até os próprios soviéticos - excluindo-se o caso da Guiné - reconheciam. 

 

Este ataque à Embaixada de Angola segue a tradição da bandoleiragem que em 1975 destruiu a Embaixada de Espanha. Prejudica Portugal e isto é deliberado.

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publicado às 19:26

Aproveitar o tempo que nos resta

por Nuno Castelo-Branco, em 21.10.13

 

Este corpo moribundo a que damos o nome de 3ª república, é fácil presa dos seus próprios hábitos escondidos em enunciados grandes princípios. Há muito se sabe da total permeabilidade entre as instituições que em termos bastante teóricos, conformam o nosso edifício constitucional segundo o padrão da separação de poderes. Partindo logo da evidência que a chefia do Estado demonstra à saciedade, a separação de poderes tem sido ostensivamente impossibilitada pela representação republicana, sendo os seus sucessivos titulares gente ligada às organizações partidárias com assento parlamentar. As catastróficas experiências dos últimos vinte e cinco anos, demonstram o absurdo da insistência neste modelo que desprestigia o Parlamento e permite a pulverização do poder numa multiplicidades de sedes que dificultam a gestão da coisa pública. Tal fatalidade poderia ser aceitável, se não viesse sorrateiramente acompanhada por toda uma série de comprometimentos estranhos ao que comummente se designa de vontade popular. As corporações jamais assumidas como tal, esses bem identificados interesses privados de uma ínfima minoria que usa o Estado como mesa à disposição de todo o tipo de apetites, destroem qualquer possibilidade de uma real existência da separação de poderes que é a praxis corrente além-fronteiras. 

 

É a decadência, o total descrédito. A troca de ditos entre dois antigos chefes de governo, é apenas mais um episódio nesta rocambolesca república. O tom dos discursos da gente da política e dos seus tutores empresariais, é hoje totalmente incompatível com aquele sentido de Estado há muito perdido nas brumas da memória. Esse acanalhar da política parece surgir como uma praga que atinge outros tantos países europeus, precisamente neste espaço comum que durante décadas orgulhosamente considerámos diferente de um mundo presa de Idi Amins, Mugabes, generais tapiocas de outros apelidos e restantes aventureiros que infelizmente vamos esquecendo. Não sendo um exclusivo português, contudo interfere poderosamente numa psique colectiva sempre fragilizada  por carências de toda a ordem, prepotência e a tremenda, absurda falta de auto-estima, uma dilecta  filha da desmiolada acção da maior parte dos agentes políticos. 

 

O Jornal de Angola, porta-voz oficioso do governo e do partido dominante em Luanda, apenas constata a desagradável realidade que de forma cada vez mais arrogante, por cá insistimos em ignorar. Os casos sucedem-se de forma vertiginosa e desconhecidos agentes de justiça servem de free lancers à disposição dos media, enquanto os tribunais e a Procuradoria Geral entopem de processos jamais solucionados. A desconfiança geral torna-se na ameaçadora norma que mais tarde ou mais cedo poderá fazer eclodir a temida convulsão final de um estado de coisas insustentável. 

 

O dar-se ao respeito não se cinge apenas às grandiosas construções plasmadas nas papeladas constitucionais. O proceder segundo regras tacitamente aceites, a importante gestão do silêncio que evita intrusões em sede alheia, a libertação da sociedade daquele espartilho que a ambição pelo subsídio ou prebenda conduz ao resignado acatar do inaceitável, apenas são possíveis se a sociedade deparar com um edifício estatal simplificado e onde a transparência de procedimentos seja o imediato resultado do discurso da verdade. Não se pode governar com o curto prazo como horizonte e segundo as manchetes de jornais que apenas servem os interesses de quem os possui como veículos de pressão sobre os detentores das chaves dos cofres do tesouro público. 

 

"Persistem uns quantos retardatários em pedir calma e paciência, contando com uma menos que provável recuperação do sonho Europeu, sonho que não passa disso: ilusão. A Europa tábua-de-salvação, a Europa maná e cornucópia, essa morreu há dois ou três anos. De agora em diante, vingança das nações, será cada um por si. A fórmula europeia já não se discute, pois a Europa contra as nações, descerebrada, envergonhada de si, a que perdeu o orgulho e se refugiou na reforma dourada da velhice cobarde - pronta a tudo ceder e mutilar-se a vergonhosos extremos de humilhação - essa acabará dentro de dois ou três anos. Ou não viram, meus caros amigos, como cheios de cautelas, nos estão já a preparar para o triunfo de Marine Le Pen em França, para o triunfo das direitas nacionalistas nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, para a mais que certa saída do Reino Unido da União, a tal que de união só leva o nome ?"

 

Neste país que um dia sonhou vir a ser a Europe's West Coast, mantemos um regime incapaz e cada vez mais impiedosamente extorsionista, um lugar interdito à iniciativa e à propriedade privada, por muito irrisória que esta seja. Disto todos temos a secreta convicção, até porque falar a verdade é algo ainda impossível de cogitar numa situação de histeria colectiva.

Neste preciso momento, a sociedade portuguesa devia estar a ser preparada para todas as hipóteses apresentadas por um futuro não muito distante: o segundo resgate e a possibilidade real da saída do espaço Euro; a simplificação das instituições que conformam o regime de liberdades públicas; o decisivo redimensionar o Estado e o libertar da sociedade de uma tributação usurária; o inevitável confisco estatal de todas as Parcerias Público-Privadas; a rigorosa auditoria da banca responsável por múltiplas desgraças que arruinaram o país; o decidido redesenhar da administração territorial e o novo sistema eleitoral que corte rente a actual manipulação perpetrada pelos interesses instalados; a imperativa modificação  das nossas prioridades estratégicas num mundo que conta com um Atlântico aberto a quem conseguir adaptar-se atempadamente.

 

Tudo isto consiste numa parte do informal programa monárquico. Nas tempestuosas ameaças que nos chegam via Jornal de Angola, descortinam-se algumas possibilidades que bem podem ser transmutadas em involuntários conselhos que nos são dirigidos. Passando sobre o inócuo e persistente catalogar do regime implantado naquele país independente e com o qual forçosamente teremos sempre de manter excelentes relações - esteja quem estiver no poder -, o apontar das nossas fraquezas, defeitos e pequenas misérias, poderá servir-nos para algo de muito positivo. 

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publicado às 23:59

Duas "Áfricas"

por Nuno Castelo-Branco, em 18.10.13


Angola


Capital: Luanda, 5 milhões de habitantes. 


População: cerca de 20.000.000 de habitantes

 

GDP (PPP) 2012 estimate
 -  Total $128.288 billion[3] (64th)
 -  Per capita $6,346[3] (107th)
GDP (nominal) 2012 estimate
 -  Total $118.719 billion[3] (61st)
 -  Per capita $5,873[3] (91st)

 

Nigéria


* ex-Capital: Lagos, 8 milhões de habitantes.


População: cerca de 175.000.000 de habitantes


GDP (PPP) 2013 estimate
 -  Total $485.194 billion[3](30th)
 -  Per capita $2,866[3]
GDP (nominal) 2013 estimate
 -  Total $289.885 billion[3](37th)
 -  Per capita $1,712.433[3]


* A capital da Nigéria é Abuja, cerca de 1 milhão de habitantes.. Erro corrigido. 

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publicado às 12:49

Os partidos do Parlamento borram-se com Angola e a TVI?

por José Maria Barcia, em 18.10.13

E os órgãos de comunicação social?

 

 

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publicado às 10:41

Agora responde Mário...

por José Maria Barcia, em 18.10.13



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publicado às 01:25

Depois do pedido de desculpas, a nova bandeira

por José Maria Barcia, em 18.10.13

 

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publicado às 00:30

Sugestão ao Jornal de Angola

por Nuno Castelo-Branco, em 16.10.13

 

Quem preguiçosamente ainda se dê ao prazer de passar uma vista de olhos em publicações online angolanas, fica de imediato ciente acerca do bom-nome e honra de muitas personalidades do poder político local. Algumas alegações são simplesmente impublicáveis, pois carecemos de provas que ultrapassem a eterna fase do diz-se diz-se. 

Enfim, a questão a tratar é outra. A democracia portuguesa é decerto muito diferente - para pior, muitíssimo pior - daquelas outras que há muito vigoram na Suécia, Dinamarca, Holanda, no Reino Unido, Noruega, Canadá, Austrália, Japão e até, pasmem, em Espanha. Os EUA, esses arautos dos horizontes infinitos de todos os tipos de freedom à escolha, fazem triste figura quando os comparamos com os supracitados países. A simples evocação do sistema eleitoral Made in USA, é sobejo motivo para acérrimas críticas ou sonora risota na Europa. Desta forma, parece bastante absurdo queremos obrigar Angola a um modelo de democracia decalcado deste nosso que é por estes dias visivelmente ridicularizado pelos portugueses. 

Entre a população do nosso país, existe a absoluta certeza da impunidade de certos sectores da política, precisamente aqueles difíceis de distinguir da finança, economia e claro está, da justiça. Os angolanos percebem facilmente os sinais que desde há décadas recebem de Lisboa. Têm sido esmagados por notícias de "portos livres", Covas daqui e dali, sucatas, redes eléctricas e peixinhos de variada categoria, contentores, luvas, comissões, assassinatos em terras de Vera-Cruz, negociatas imobiliárias, adjudicações directas e tudo o mais que se calcula. Da buena dicha sabem-na toda, até porque o Expresso, a SIC, RTP, TVI e o Público têm sido preciosos informadores. Mais ainda, os angolanos estão perfeitamente  conscientes dos rendosos negócios ocasionalmente ventilados pela nossa eficiente má-língua nacional, conhecendo de cor os nomes, procedimentos, montantes e práticas habituais de quem por cá apenas cultiva aquelas famosas e públicas virtudes circunscritas ao sempre mencionado interesse nacional. Pois sabem, assim como nós apenas podemos imaginar.

 

Independentemente das forças políticas que se vão revezando no poder em S. Bento, as relações entre Portugal e Angola são vitais e tal facto não se circunscreve à muito empobrecida e pessimamente governada ex-Metrópole. Os interesses portugueses que ... "levam de Angola milhares de milhões de lucros todos os anos", são compensados com faustosa reciprocidade. Há alguma dúvida quanto a isto?

 

Ainda esta manhã, relevantes personalidades do Parlamento angolano salientaram a importância das nossas relações, contrariando os ventos de pânico que desde ontem sopram forte numa imprensa portuguesa sempre doentiamente ansiosa por manchetes ao estilo Finis Patriae

 

Se os angolanos sabem de algo que os portugueses ainda desconheçam, digam-no sem rodeios.

 

Seria interessante podermos contar com alguma colaboração dos repórteres do Jornal de Angola. Assim, sugerimos que mencionem casos concretos, alguns daqueles nomes sonantes desde há décadas citados em estranhas "estorietas" que envolvem transferências, empresas-fantasma, comissões, gifts, conspiratas, tráficos e o que mais conseguirem apresentar no rol. Será um excelso serviço prestado à pátria-mãe e em simultâneo, uma inestimável contribuição para o bom nome, honra e prestígio de Angola. 

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publicado às 17:11

Angola

por Nuno Castelo-Branco, em 15.10.13

 

As relações de Portugal com os países nascidos do antigo Ultramar, não podem depender dos pruridos e ignorância da coorte de penteadinhos da Lapa e arredores. Quer o governo contornar a complexada, deglutidora de canapés e imprestável tralha perita em mesuras e artifícios inconsequentes?

 

Vamos então ao que interessa. O governo que recorra aos africanos, pois tem à disposição uma eficiente faca de mato: o Dr. Jaime Nogueira Pinto. Verão como o desanuviamento ocorrerá dentro de momentos. 

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publicado às 19:17

A queda e ascensão de Angola

por John Wolf, em 15.10.13
 
Do mesmo modo que a ex-superpotência EUA foi encostada às cordas pela Rússia no processo Síria, o ex-império colonial Portugal foi relegado para segundo plano por Angola. A história de domínio e subjugação é uma moeda de troca constante. A posição muda, os actores permanecem. A relação de forças no mundo já não é o que era. Há países que acordam rapidamente para a nova configuração geopolítica, outros nem por isso...é disso que se trata. Respeito, honra, valores, história e relações privilegiadas significa muito pouco num quadro estratégico alicerçado na oportunidade. O resto são detalhes de Machete e companhia. Deixemo-nos de invocar a ética e parcerias estratégicas (foi tudo oportunismo) - Angola é um país independente, e se profere o discurso de evasão aos condicionalismos portugueses, significa que Portugal não soube conduzir a sua política externa com acutilância suficiente. Outros virão para aproveitar o que Portugal, agora e à meia-volta, declina efusivamente. De repente Angola passou de membro da comunidade lusófona de amizade e negócios para o clube dos párias. Sobre a autoridade moral de uns e de outros - há muita roupa suja para lavar - de Portugal e de Angola. Não há uma linha que divide os campeões dos vilões, os certos dos errados. À medida que outras ex-colónias erguerem a cabeça (Timor, Moçambique ou Cabo Verde), Portugal irá lentamente encaixar nos seus processos mentais que subalternidade é um conceito muito relativo. Acontece aos melhores, aos piores, e àqueles que se encontram em terra de ninguém. Não me admiraria muito se Angola iniciasse parcerias estratégicas com um velho rival da história tordesilhana - Espanha. Angola não faz o que faz por acaso. Atinge Portugal num momento de fraqueza política, económica e social, e demonstra que a condução da sua política externa está a amadurecer. O que está a acontecer faz parte de um processo natural de Realpolitik, mas é também o resultado de um conjunto de pontas soltas de um legado colonial, de uma herança pesada deixada na praia para morrer e renascer.
 

 

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publicado às 15:52

Tenham lá calma

por Samuel de Paiva Pires, em 15.10.13

Por favor, tentem informar-se sobre o conceito de "parceria estratégica" antes de debitarem disparates fatalistas como "Angola fechou as portas a Portugal" e coisas do género. Sabendo-se dos fluxos comerciais e financeiros entre Portugal e Angola, não são os actuais níveis que estão em causa, mas o eventual aprofundamento das relações através do estabelecimento de uma parceria estratégica. Além disto, o mais das vezes "parceria estratégica" é só jargão diplomático para inglês ver, porque, na verdade, quanto ao que realmente interessa, "money makes the world go round" -  e isto é tão importante para nós como para os angolanos -, como diria alguém. De resto, aos interessados no conceito de "parceria estratégica", sugiro, passe a imodéstia, o capítulo 3, da p. 70 em diante, do meu relatório de estágio da licenciatura.

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publicado às 13:02

Sem punhos de rendas, o Jornal de Angola

por Nuno Castelo-Branco, em 12.10.13

 

 

O Jornal de Angola, reconhecido órgão central do governo daquele país da CPLP, talvez peque por algum exagero do tom conferido aos recados enviados a Portugal pelas autoridades de Luanda, prática que a rendilhada cortesia diplomática desaconselha. Por muito que isso custe a muito boa gente repimpada nos salões do poder, parece que os jornalistas da publicação angolana estão bem atentos ao que se tem passado em Portugal. Tendo a certeza de que jamais se esqueceram do gratificante sistema de "mão beijada" que entregou o país a um MPLA - há que incluir a patética e brutal FNLA no rol, assim como a UNITA - que à data do 25 de Abril não passava de um grupelho desmoralizado e em sério risco de abandono pelos seus mentores soviéticos, torna-se então mais saborosa esta insistência no certeiro apontar de podres que todos reconhecemos como verdadeiros. A própria irritação pelos investimentos angolanos - venham de quem vierem - em Portugal, não passa de mais um claro indício da instabilidade emocional da gente que por cá capitaneia os nossos destinos e é completamente alheia aos interesses nacionais no seu sentido mais amplo. Tenhamos então alguma atenção ao que se diz em Angola: 

 

1. "Nesse aspecto não recebemos lições de ninguém e muito menos de Portugal, onde todos os agentes políticos proclamam a separação de poderes mas aparentemente não estão preocupados que o Ministério Público tenha ligações perigosas com a comunicação social."

 

É  mentira? Quem desconhece a escandalosa promiscuidade existente entre a imprensa, os concomitantes agentes políticos e certa gente do poder judicial?

 

2. "Portugal, segundo o senhor vice-primeiro-ministro do Governo Português, é um protectorado. Lamentamos profundamente esta situação, mas pouco podemos fazer. E se pudéssemos, provavelmente as forças políticas portuguesas não aceitavam qualquer tipo de ajuda. Basta ver a forma como altos responsáveis partidários falam dos investimentos de Angola em Portugal. Alguns encaram-nos como crimes! Esses que se manifestam e outros que assim pensam mas não se pronunciam, seguramente que rejeitavam a mão solidária de Angola para Portugal deixar de ser um protectorado.

Mas a verdade é que deve deixar de sê-lo e com urgência. Portugal tem um papel fundamental na CPLP. Mas se está reduzido a um protectorado, como afirma o senhor vice-primeiro-ministro Paulo Portas e muitos outros políticos portugueses, não tem capacidade para assumir as suas responsabilidades na comunidade dos países que falam a Língua Portuguesa. Está pior do que a Guiné-Bissau, apesar de tudo um Estado soberano. E corre o risco de ter um estatuto político muito próximo da “aspirante” Guiné Equatorial. Fazemos esta constatação, com mágoa. Mas a vida continua e a CPLP não pode ficar à espera de um Portugal que até os seus mais altos dirigentes políticos aceitam seja um protectorado (...)

Gostávamos de saber que outros investidores no mundo arriscavam um euro num país em que até membros do seu Governo consideram um protectorado. Os angolanos não querem ter em Portugal um estatuto especial, ainda que os laços afectivos profundos que nos unem, o justificasse."


Politicamente e em termos de ansiados negócios, o PSD sempre foi um grande amigo dos governos de José Eduardo dos Santos, nisto competindo com o contraditório e internacionalista PC de Cunhal, Carvalhas e Jerónimo de Sousa. Nesta preferência ambos se diferenciam da apertada relação, aliás jamais cabalmente explicada, do PS com a UNITA do dr. Savimbi. 

 

De forma insofismável, o Jornal de Angola apenas escreve aquilo que há muito aqui dizemos sem rebuços. Por mera coincidência, a Portugal costumamos chamar de ..."uma espécie de Protectorado da Boémia-Morávia" e bem faz o ministro Paulo Portas em sublinhar esta humilhante situação em que o regime, no seu todo - do BE ao CDS e sucessivos inquilinos de Belém -, nos colocou.

 

Outra leitura a fazer de tudo aquilo que desabrida e oportunamente nos chega de Luanda, talvez seja um convite ao repensar da estratégia nacional, devendo esta tornar-se mais equilibrada e com um pendor claramente atlantista. De facto, se excluirmos Moçambique e Timor, todos os membros da CPLP são banhados pelo Atlântico, existindo uma miríade de possibilidades de desenvolvimento harmonioso que dê à lusofonia um lugar de destaque nas relações internacionais, sector da Defesa incluído. 

 

Portugal cultiva excelentes contactos com países como a China - um campeão de todo o tipo de casos que todos julgamos incompatíveis com a sempre alardeada Constituição portuguesa - ou a cada vez mais estranha Venezuela.  Até ao dia de hoje, não assitimos a uma única campanha concertada pela imprensa portuguesa contra estes dois regimes tão diferentes daquilo que consideramos ser uma democracia.

 

Chegou o tempo de por cá se deixarem de puerilidades. 

 

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publicado às 15:24

Jornal do "inKrível"

por Nuno Castelo-Branco, em 27.07.13

Inacreditável. Angola ainda está muito longe de voltar a ser o país progressivo que era em 1974, mas o que aqui se diz  de Portugal e dos portugueses,  leva-nos a uma dimensão surreal. Será mesmo um esquisito caso de fumo sem fogo?

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publicado às 09:28

A diplomacia económica de Lula da Silva

por João Quaresma, em 30.06.13

«O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) tornou secretos os documentos que tratam de financiamentos do Brasil aos governos de Cuba e de Angola. Com a decisão, o conteúdo dos papéis só poderá ser conhecido a partir de 2027. (...)

O BNDES desembolsou, somente no ano passado, US$ 875 milhões em operações de financiamento à exportação de bens e serviços de empresas brasileiras para Cuba e Angola. O país africano desbancou a Argentina e passou a ser o maior destino de recursos do gênero.

Indagado pela Folha, o ministério disse ter baixado o sigilo sobre os papéis porque eles envolvem informações "estratégicas", documentos "apenas custodiados pelo ministério" e dados "cobertos por sigilo comercial". (...)

Só no ano passado, o BNDES financiou operações para 15 países, no valor total de US$ 2,17 bilhões, mas apenas os casos de Cuba e Angola receberam os carimbos de "secreto" no ministério.

Segundo o órgão, isso ocorreu por que havia "memorandos de entendimento" entre Brasil, Cuba e Angola que não existiam nas outras operações do gênero.»

 

Artigo completo no Folha de São Paulo de 09.04.2013.


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publicado às 23:45






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