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O Irão terá a bomba... sem o Xá

por Nuno Castelo-Branco, em 25.11.13

 

Os corredores diplomáticos de há perto de três décadas, confirmavam as suspeitas lançadas pela Casa Imperial iraniana. Sobretudo por duas razões, os norte-americanos da catastrófica administração Carter ter-se-iam interessado pela queda do Xá Mohamed Reza Pahlevi: a primeira respeitaria à cada vez maior proeminência do Irão no Médio Oriente, estando em vias de obter uma confortável independência face à tutela estabelecida por Washington após a queda de Mossadegh. O Xá era poderoso, estava cada vez mais crítico - tinha relações com os israelitas, mas atrevia-se a criticar a exclusivista política americana na região - e agia demasiadas vezes segundo o exclusivo interesse do seu país,  sendo isso intolerável. Segundo aquilo que normalmente se alega, "falou demais", não hesitava em apontar as falhas internas dos seus teóricos aliados.

A segunda razão consistia nas ambições nucleares que o soberano acalentava, prevendo a rápida modernização do país e insistindo numa fonte de energia alternativa ao petróleo que exportava. Não se excluía também a possibilidade de passada a fase da energia para fins pacíficos, o Irão ingressar no restrito clube das potências nucleares. Para outro país daquela parte do mundo, isso seria intolerável. Conseguiu-se impedir o caminho gizado pelo Xá, mas acabou por ser o Paquistão o beneficiário. 

 

O Irão alcançou uma importante vitória em vários sectores. Diplomaticamente quebrou a unidade ocidental, conseguiu esbofetear o Estado de Israel e iniciou uma fase de degelo que externamente oferece alguma legitimidade ao regime absolutamente  tutelado pelo clero xiita. Economicamente as vantagens são imensas, conseguindo aquilo que o regime de Saddam jamais obteve, ou seja, o levantamento de sanções que antes de tudo estavam a minar gravemente o regime, fazendo desesperar uma população que hoje se encontra muito longe dos padrões de consumo e de progresso material e social dos tempos do Xá. Esta conferência poderá significar a salvação do regime islâmico e as autoridades locais estão muito justamente eufóricas. O Ocidente cedeu e numa época de profunda crise, os negócios estabeleceram o diktat

 

As garantidas dadas pelo governo de Teerão, não valem a folha de papel em que foram escritas. Todos o sabemos, embora os ocidentais tentem dourar-nos a pílula. 

 

Não é apenas Israel que teme os resultados desta conferência internacional. Todos os vizinhos do Irão estão receosos pelo evoluir de uma situação que queiram ou não queiram os norte-americanos, acabará por conceder a Teerão a arma final. Tratando-se apenas de uma questão de tempo, não são de descartar alguns realinhamentos estratégicos na zona.

Há perto de oitenta anos, a Alemanha remilitarizou a Renânia, denunciou - com toda a justiça, há que dizê-lo - o Tratado de Versalhes e daí rapidamente passou à ofensiva diplomática, económica e militar. É este o longínquo paralelo que em primeiro lugar a quase todos ocorre: Munique. 

 

Não deverá ser muito difícil proceder a um exercício de imaginação acerca daquilo que a administração de Obama significará para a história, mas de um dado podemos estar certos: com alguma baraka para os iranianos, o risonho Sr. Obama concedeu-lhes a bomba atómica. Bem pode correr escadas acima para bordo do Air Force One. Missão cumprida. 

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publicado às 19:05

Sr. Barack Obama...

por Nuno Castelo-Branco, em 08.09.13

... ne cherchez plus, já todos entendemos o que se passa. Se quer marchar, faça-o sozinho ou talvez acompanhado por uns enlatados de pernocas de rãs francesas. É o máximo que obterá quanto a ajudas externas*

 

* Quanto ao resto, nada tema. Os portugueses continuarão a ser os mesmos aliados de sempre. 

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publicado às 23:59

Senhor Obama...

por Nuno Castelo-Branco, em 31.08.13

 

Alguns alvos colaterais do Agent Orange (Vietname)

 

...sendo o dirigente do país que ainda há menos de duas gerações utilizou o Agente Laranja no conflito do sudeste asiático, não lhe parece descabido o apressado zelo no inculpar de outrem pelo criminoso bombardeamento com armas quimicas? O Agente Laranja pode ser considerado como uma arma química, disso já não restam dúvidas.

 

Quanto à questão nuclear - dela estamos à espera a qualquer momento -, essa é uma outra história cujos efeitos por decisão do utilizador ainda há poucos dias foram comemorados. Telefone para Tóquio e Hanói, decerto encontrará quem se disponibilize a elucidar Vossa Excelência.

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publicado às 22:35

Importa-se de repetir?

por Nuno Castelo-Branco, em 01.05.13

 

1. "O povo em primeiro", "mundialização selvagem", "... afunda-se na Europa tenebrosa do ultra-liberalismo e da austeridade e os povos europeus igualmente".


Será um discurso do chefe Jerónimo? Não é. Serão desabafos do camarada Arménio? Da Cãncia? Não. Do Oliveira, Soares, Louçã, Sampaio, ou do Sócrates? Nem pensar.


São palavras de Marinne Le Pen e segundo a própria, a aglutinadora de 40% dos votos do operariado francês. A banlieu ex-PCF, passou-se de armas e bagagens para a FN. 


2. Há uns anos, era a feliz chegada de Obama que vinha arrumar a casota mundial. Há um ano foi Hollande e esgotado o filão, eis que surge agora o sr. Letta - não, não é primo da minha prima Leta - como potencial campeão libertador dos falidos. Dentro de dois ou três meses, talvez invistam no já "garantido sucessor SPD" de Merkel, enquanto por cá se vão segurando com o que há. Esperar é preciso.


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publicado às 19:37

Faz o que te digo, não faças o que eu faço! Ok?

por Nuno Castelo-Branco, em 03.02.13

 

Bem podem procurar esta foto em qualquer um dos "jornais de referência" Made in Portugal. Era só o que mais faltava aparecer o pastorinho destes nossos dias, a "esplendorosa luz planetária" de todos os benfazejos Soares possíveis e imaginários, empunhando outra coisa que não seja o microfone da pregação de boas novas dignas de qualquer documentário NG de infinitos horizontes e piedosa mensagem em escaldante deserto. Aqui está o irlandês O'Bahma num dos seus habituais treinos de tirinhos. Não pode ser de forma alguma o agora ferrenho defensor do cerceamento do porte de arma - que no seu pacífico país roça a sanguinária loucura do mata-mata! -, vulgarmente conhecido por (Mu)Barack Hussein Obama. A coisa não podia ter sido publicada em pior altura.

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publicado às 14:00

Doentio

por João Quaresma, em 21.08.12

 

Na Quarta-feira, numa esquina de Chigado em frente a um centro comercial onde em tempos existiu uma certa geladaria Baskin-Robbins, foi descerrada esta lápide que assinala o local onde Barack e Michelle Obama se beijaram pela primeira vez:

 

«On our first date, I treated her to the finest ice cream Baskin-Robbins had to offer, our dinner table doubling as the curb. I kissed her, and it tasted like chocolate.

President Barack Obama

(...)

On this site, President Barack Obama first kissed Michelle Obama» 


Resta saber se os locais onde ocorreram os outros momentos marcantes na vida amorosa do casal também passarão a ser assinalados da mesma forma. Eu refiro-me, naturalmente, a onde ele lhe cantou a primeira serenata, o lago onde andaram de barco a remos pela primeira vez...

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publicado às 02:25

O aquecimento global e os terramotos !

por Nuno Castelo-Branco, em 04.01.10

 Mário Soares, a propósito da Cimeira de Copenhaga:

 

1. "Vô lá péne rêflêchir (...) le Sômê de Cópenhague. Prémiéremã, le monde á changê bócu (...) Se prevuá mãtenã que a continiuê cóme sá, l'êchôfemã mondial jusc'ô final diu siécle monterrá 3 dêgrês au plius. On ôrá iune monté reguliére des õs de lá mér, pas dê centimétres, mé dê métres. Ça férá disparétre quélques iles et requiulê dê zóne cotiéres de certãs pêís maritimes cóme le nótre. Lê excésses climátiques, les pliuis torrãciéles, dê vãs ciclópiques, tsunamis, uragãs, trãmblemãs de terre ê par ôtre cótê, des séches, chalâr excéssif, desertificáciõ, rêquiul des fôréts, sensible diminuiciõ de la biodivérsitê, serõ plius fréquãs. Cé pá iune pérspective agrêáble pur pérsóne, surtu pár dê jânes gênêráciõs".

 

2. Lulá da Silvá.

"Ã êfê, Luiz Inácio Lula da Silva, ótódidáte, ãnciã uvriê e sãdicáliste, óme diu pâple, de prãcipe ê valâres, diune éxcépcionél ãtuiciõ pólitique, de grande ãtélijance et avéc iune ãcomparáble ábilitê pur óbtenir dê consãnses, á rêussi se plácê avéc le pliu grandes figuiures ãntérnacionáles cóme Barráque Ôbamá u Nelson Mandêlá"...

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publicado às 09:52

E ainda falam do Américo Thomaz...

por Nuno Castelo-Branco, em 10.04.09

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publicado às 01:24






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