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Singeries

por Nuno Castelo-Branco, em 27.02.15

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 A respeito de um desabafo de quem falava para uma assistência representante de alguns milénios de civilização, alguém classificou a ora como chinesices. Eis o resmungo de sonoridade estridentemente xenófoba do Sr. Barroso,  Alfredo.

 

Se Costa acabou por involuntariamente se ver livre de mais um membro da familiar oligarquia presumivelmente habituada à feijoada servida em louça de Cantão ou ao entesourar de colecções família rosa, temos por boa e única forma de classificar as palavras do ex-camarada, como apenas mais uma singerie. Mais uma, talvez não a derradeira, na diluviana série desta enxurrada de duas ou três gerações, se contarmos ou não, com o primordial e despadrado patriarca primo-republicano.

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publicado às 17:16

Putin, política externa e palavras vazias

por John Wolf, em 02.09.14

Do mesmo modo que não existem vazios de poder na grande paisagem geopolítica, também não pode haver falta de conceitos estratégicos no que diz respeito à política externa dos Estados. Obama declara que ainda não existe um modelo de resposta ou combate ao Estado Islâmico e, a União Europeia (UE), que ainda não conseguiu estabelecer a sua Política Externa e Segurança Comum, parece avançar com peças avulso na formulação das suas relações exteriores. Não sabemos com precisão o que o ainda Presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso terá dito, mas Putin respondeu de viva-voz  que a conquista de Kiev (a acontecer) não demoraria mais do que duas semanas. Federica Mogherini, que ainda nem sequer teve tempo de aquecer a cadeira de responsável pela política externa da UE, também não precisou de muito tempo para atirar ao ar palavras vazias que ninguém pode garantir que sejam corroboradas por actos, decisões substantivas. Mogherini afirma peremptoriamente que cabe a Putin decidir se quer ser parceiro ou opositor da UE. Pelos vistos, entramos numa fase de improviso perigoso. Enquanto Putin passa dos actos aos actos, o mundo livre parece não conseguir se desatolar da espiral de palavras descoordenadas. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) parece ter a noção de que um novo conceito definidor deve nascer com um sentido de urgência notável, mas, enquanto se preparam cimeiras, Putin poupou trabalho aos think-tank a Leste e Oeste, e já partilhou com o mundo o tratamento que a NATO deve esperar do Kremlin. E isso deve ser considerado um factor de relevo - uma mensagem clara que obriga a uma resposta inequívoca da UE, da NATO, assim como das lideranças que ainda merecem essa designação.

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publicado às 08:27

Verdade e Fantasia

por Fernando Melro dos Santos, em 09.05.14

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publicado às 16:18

Por cá é mais saias, riso, e sorteios

por Fernando Melro dos Santos, em 22.01.14

"The problem with abortion at a philosophical level, aside from the "killing" aspect, is that it indicates a degree of societal depravity that puts little or no value on the weak and vulnerable. It's a society of contradictions too, in that it says we should care for the mentally incapacitated with special needs, yet kill others who are equally weak and vulnerable. It is also a slippery slope, if it is morally justifiable to kill a fetus, why not a newborn? If a newborn, why not an infant? If an infant, why not an autistic child? If an autistic child, why not an adult with severe retardation? If them, why not the old with dementia in a permanently vegetative state? It is not only the art of deception, mostly self-deception, but the art of justification. Soon, like the eugenicists of the early 20th century, we will justify all sorts of depravity on anyone not cut of the same "perfect" cloth as ourselves. After all, it is justifiable to remove the undesirables, the unproductive deadweight in society is it not? The philosophical error stems from in the first place devaluing human life."

 

- Chris Callais

 

 

No aniversário da tramitação do caso Roe vs Wade, Obama e a Casa Branca, via Twitter, não se abstiveram de promover a agenda abortista em nome "do acesso da mulher à saúde".

 

Deste lado, está quase a assinalar-se o sétimo ano desde que passou a ser permitido, bem como subsidiado, o assassinato de inocentes sem voz.

 

Cantando e rindo, preocupados com saias, subsídios, ronaldos e outros dildos que colmatem a ausência de coluna vertebral.

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publicado às 18:15

A bandeira que os media procuram esconder

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.09

 

 As imagens que a imprensa internacional  não explica. Por todo o mundo, a diáspora iraniana sai à rua em protesto, ostentando a bandeira imperial dos Pahlevi. As televisões foram unânimes na difusão das imagens de manifestantes visivelmente emocionados e que são partidários da instauração de um modelo político que nas palavras de Reza Ciro, aproximar-se-ia do sistema constitucional espanhol. Berlim, Londres, Paris, Washington, Nova Iorque tiveram ontem o seu dia de protesto que não pode ter passado despercebido às autoridades ainda no poder em Teerão.  Estes exilados têm uma certa influência no exterior, sendo gente academicamente qualificada e partidária da completa separação entre a mesquita e o Estado. Um verdadeiro quebra-cabeças para os analistas políticos ocidentais, sempre avessos à compreensão das realidades históricas e sociais extra-europeias.

 

Entretanto, o regime dos aiatolás recebeu mais apoios na cena internacional. O senhor Hugo Chávez da Venezuela apelou à resistência  da "revolução iraniana", numa já esperada reacção de uma das figuras ditatoriais mais em evidência. O segundo apoio, mesmo que indirecto, veio nas palavras do senhor Trichet, o presidente do Banco Europeu, alertando contra "a desestabilização no Irão que será susceptível de agravar a crise económica internacional". Esta caricatura de potência virtual chamada "Europa",  parece enviar ao resto do mundo, a mais clara e inequívoca prova de fraqueza que denuncia o medo e pior que tudo, a cupidez que se sobrepõe aos tão apregoados valores da liberdade. Seria interessante saber se esta opinião é extensiva à Comissão Europeia, ou se resulta apenas de mais uma das características excentricidades da França, tradicionalmente a campeã das gaffes em matéria de política internacional. Aguardemos a reacção de Barroso.

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publicado às 10:23

A recusa do presidente polaco

por Nuno Castelo-Branco, em 02.07.08

 

A recusa do presidente polaco em assinar a ratificação do Tratado de Lisboa, é um evidente sinal da necessidade de repensar a construção da União Europeia. O federalismo que surge implícito no documento e a clara intenção dissolutiva das pequenas identidades nacionais em espaços político-étnico-económicos mais consentâneos com os interesses do directório dos cinco, encontra uma resistência que devia ter sido considerada como inevitável.
 
O caso polaco é paradigmático. País situado entre dois gigantes que disputam a supremacia continental - a Alemanha e a Rússia -, encontra no atlantismo a garantia da sobrevivência da plena autonomia que ao longo dos últimos duzentos e cinquenta anos, têm sido intermitente.  Após as partilhas celebradas pela Prússia, Áustria e Rússia e a obtenção da independência no rescaldo da I Guerra Mundial, a Polónia viveu sempre na incerteza das suas fronteiras. Em 1919, os patriotas reivindicavam a plena restauração do conjunto territorial anterior aos esbulhos, mas a realidade imposta pela própria construção de um Estado viável, concedeu-lhe um espaço menos relevante, mas de desmesurada extensão e de uma composição étnica heteróclita, onde as minorias nacionais - alemãs, russas, ucranianas ou lituanas - olhavam para lá das fronteiras daNova Polónia, vislumbrando o dia de retorno ao convívio das respectivas pátrias mãe. O resultado das conferências Aliadas de Teerão, da Crimeia e de Potsdam, consistiu sobretudo, no dilema que durante anos se colocou à coligação anti-alemã, pois a Polónia tinha que ser restaurada na sua plena independência. Embora os britânicos contemporizassem com os desígnios do governo polaco no exílio (Londres) - o regresso às fronteiras de 1939 -, os soviéticos tornaram clara a intenção de manter os territórios bielorussos e ucranianos que o pacto  Ribbentrop-Molotov outorgara à URSS. A solução consistiu na atribuição de todo o leste da Alemanha à reconstruída Polónia. Estes procedimentos compensatórios desde sempre foram considerados com a naturalidade imposta  pelo maquiavelismo da realpolitik dos vencedores, mas o que se tornou inédito, foi o sistema adoptado para a transferência da Silésia, Pomerânia e sul da Prússia Oriental para a administração polaca. Mais de sete milhões de alemães foram sumariamente expulsos do seu património ancestral - tal como ocorreu nos Sudetas -, num processo de total limpeza étnica que não se diferenciou muito do gizado plano do Drang nach Osten das autoridades do III Reich. O presente envenenado que os polacos foram obrigados a aceitar, continua a ser uma permanente e irritante questão de insegurança e incerteza, pois não se trata de uma aquisição de um território de além-mar. Muitos daqueles que nasceram e viveram no leste alemão, são hoje anciãos e não pretendem decerto qualquer aventura agressiva de restituição, mas o simples facto - que os polacos intimamente reconhecem - da possibilidade de uma simples passagem da fronteira para uma visita a antigos lares e lugares de um passado talvez nostálgico para muitos, não é tranquilizadora. A Silésia e as outras províncias não se situam na Micronésia ou na África austral. O presidente polaco disso tem plena consciência, assim como deve saber pesar devidamente o grande poder económico da Alemanha, talvez o verdadeiro e único motor da U.E., de quem a Polónia muito depende. Assim, a constante aproximação aos EUA não será decerto uma fase a ultrapassar pela política externa de Varsóvia. O inverso será mais previsível e ainda pode reproduzir-se noutros Estados recentemente subtraídos à suserania de Moscovo, como os países bálticos e a própria Ucrânia.
 
Os diversos artifícios - habilmente apresentados como ligação natural - a que os nossos vizinhos periodicamente nos submetem à apreciação do El Dorado ibérico, nada são se os compararmos com a realidade potencialmente explosiva das permeáveis e inseguras fronteiras do leste.
 
Sarkozy pode protestar e Barroso pode perder a paciência. Em vão, pois a Polónia não é Malta nem o Chipre. Conhece bem os riscos que o futuro lhe reserva e procura viver uma existência emprestada por uma compensação que não desejou mas à qual teve que se vergar, sob a mira dos canhões dos T-34 de Estaline e da pura irresponsabilidade e ignorância do presidente Roosevelt e da sua administração.

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publicado às 16:57






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