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Um Homem decente, um amigo de Portugal

por Nuno Castelo-Branco, em 13.10.16

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Tal como os tailandeses, tenho um retrato dele à entrada de minha casa. Muitas vezes visitei a Tailândia, a última das quais no já longínquo ano de 2001. Daquele país apenas trouxe boas recordações, numa parte do mundo bem conhecida pelas más novas que de norte a sul e de oeste para leste desde há muito nos chegam, mercê de regimes espúrios e mortíferos conflitos invariavelmente engendrados noutras latitudes.


É um país de contrastes, tanto aqueles ditados pela sua geografia como os outros que se devem à multiplicidade cultural que tendo como base o Sião que a nossa velha história bem reconhece como sendo o equivalente à nossa aliada Inglaterra na Ásia, já no século XX e devido a imperiosas necessidades de afirmação externa e garantia da inviolabilidade de fronteiras, transformaram o antigo reino em Prathet Thai, o "país dos homens livres", a Tailândia. 

 

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Nunca tendo sido colónia de qualquer potência europeia ou sofrido longa ou directamente a suserania de outrem, o velho Sião é povoado por gente orgulhosa daquilo que a sua história representa. A enorme maioria pouco se impressiona com os modismos que varrem o planeta e abraçando com entusiasmo a modernidade material, aferra-se às suas tradições como garantia identitária que irmana budistas, muçulmanos  e cristãos em torno da instituição por todos olhada como suprema e muito dificilmente contestável: a Monarquia.

Golpes, contra-golpes, políticos eleitos ou auto-nomeados para logo após caírem no esquecimento, têm-se sucedido na gestão dos assuntos correntes. O país atravessou os difíceis anos da Guerra da Indochina, onde outras duas monarquias baquearam devido à intromissão de potências externas, ditando isto o eclodir de massacres, fomes endémicas, genocídio, miséria material e o arrasar de património para sempre perdido. Tal não sucedeu na Tailândia e embora a muitos isto possa parecer como mais um daqueles acasos da correlação de forças entre as super-potências, a verdade é outra, bem presente no vasto território que tive o prazer de tantas vezes visitar e onde durante meia dúzia de meses vivi, precisamente no cinquentenário da ascensão ao trono de Rama IX. 

Muito lhe deve o país. Para além da infindável lista de actividades que incansavelmente exerceu ao longo de mais de meio século - na agricultura e pescas, boa gestão dos solos, protecção da vida selvagem, irrigação, cultura e preservação das actividades tradicionais que como a seda afamaram o reino em termos internacionais, assistência aos órfãos, educação popular que faria cair o anafabetismo para os residuais 1% da população, na saúde popular e no combate à malária e à sida, na música, fotografia, museologia -, Bhumibol Adulyadej palmilhou a sua terra como nenhum outro, visitando de imprevisto os lugarejos mais longínquos e sentando-se no chão com os camponeses, ouvindo o que lhe tinham para dizer. Nunca alguém o terá visto a fazer o mesmo a qualquer um dos grandes deste mundo ou a um dos milhares de políticos que momentaneamente poderosos pareciam pôr e dispor dos destinos daquele reino. Pelo contrário, o mundo um dia assistiu atónito ao quase kaow-toei de dois militares desavindos, perante um monarca de semblante momentaneamente severo e que naquele momento defendeu diante de todos o seu povo. Há imagens que ficam e esta é talvez a mais capaz de impressionar os ocidentais. 

 

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É hoje um dia triste, não apenas para a Tailândia como para o resto do mundo num momento de incerteza geral. Quando nos chegam notícias que ininterruptamente ameaçam colocar ainda mais mediocridades absolutas em cargos de decisão que a todos afectam, o desaparecimento de Rama IX deveria por um momento fazer-nos pensar acerca daquilo que nos cerca.  A grandeza do homem é inegável, o mundo inteiro sabe o que ele significou e reconhece-o, tal como acabou de fazer do alto do seu púlpito na ONU, o também simbólico Ban Ki-moon.

Portugal é pela generalidade dos tailandeses olhado como uma potência histórica, a primeira e talvez única potência europeia que leal e abnegadamente tantos serviços lhe prestou, ali deixando vitais laços de sangue que ainda perduram. Por isso mesmo estranharei se o governo de Lisboa não agir em conformidade com o momento. Como acima disse, a Tailândia é para a nossa história na Ásia, um continente em ascensão, aquilo que para todos os portugueses significa a Inglaterra. Aja então com sageza e rapidamente. 


publicado às 14:41

Bangkok: suspeito hard-core

por Nuno Castelo-Branco, em 17.07.10

 

Fiquem tranquilos, porque não se trata de uma imagem "gaga" tirada de um filme XXX rodado em Bangkok.

 

Este descansado e inofensivo menino que conta vinte e cinco anos de idade, encontra-se desde ontem detido pela policia, acusado de ser o organizador e autor de uma série de atentados de cariz subversivo. Chama-se Surachai Thewarat e surge ligado ao ataque de granada que vitimou  cinco soldados, entre estes, um coronel. É igualmente acusado de ter atacado com granadas a estação de metro de Sala Deng, assim como o 11 Regimento de Infantaria e o grande Hotel Dhusit Thani. O currículo fica ainda enriquecido com a morte de dois policias na zona do Parque Lumpini, no centro nevrálgico da acção "red".

 

Surachai admitiu a autoria de outros atentados, como aquele perpetrado contra a esquadra de policia de Lumpini e um posto de controlo onde um agente caiu varado pelas balas. As autoridades conseguiram estabelecer as suas ligações com outros grupos de activistas, recorrendo a números de telefone e a movimentos bancários, o tal Evereste de dinheiro dos pobres pés-descalços, que durante a crise correu a rodos.

 

Como nota curiosa, saliente-se ainda o facto deste benfeitor das massas populares se ter dedicado ao comercio de inofensivas armas, como metralhadoras AK-47 e lança-granadas M-79 que alegadamente lhe teriam sido fornecidas pelo falecido major-general Kattiya Sawasdipol, uma espécie de gesticulante Otelo de ocasião.

 

O pacífico movimento vermelho-thaksinista e as suas proezas decalcadas de outras localidades bem próximas das fronteiras do Reino. Tudo boa gente!

 

Por este andar e dado o prestimoso currículo que Surachai apresenta, os seus potenciais admiradores do BE - Fernando Rosas , foi o único político português que saiu à praça em defesa de Thaksin - ainda recorrerão a uma manif à porta da embaixada tailandesa em Lisboa.

publicado às 13:19

Bem dizíamos: lixo, lixo, lixo!

por Nuno Castelo-Branco, em 08.06.10

"Das 80 vítimas mortais anunciadas no rescaldo da operação de limpeza das ruas de Banguecoque, 75% possuiam cadastro criminal e eram notórios facínoras repetidamente condenados pelos tribunais. Há de tudo: ladrões comuns, traficantes de drogas, violadores, traficantes de armas e 8 (ou seja, 10%) com crimes de sangue cometidos ao longo dos últimos anos. Até dois "monges" cadastrados, um deles detido por seis vezes havia. Boas vocações. Eu bem os vi no acampamento vermelho. Os "homens de negro" armados eram, afinal, vulgares bandidos contratados e usados como tropa de choque. Foram eles que usaram as armas, que lançaram as bombas, que agrediram um pouco por toda a cidade cidadãos indefesos. Foram eles que assaltaram e lançaram fogo aos bancos, aos centros comerciais, às lojas e cinemas. Com toda a propriedade semântica chamei-lhes "lumpen". Estava errado. Não era o lumpen: era a escória."

publicado às 21:52

Tailândia: a opinião do Dr. Sawai Boonma (Bangkok Post)

por Nuno Castelo-Branco, em 14.04.10

 

Da autoria do Dr. Sawai Boonma, surgiu hoje no Bangkok Post, um artigo em que sucintamente faz uma análise acerca dos problemas que o país tem enfrentado nas últimas décadas. A par de um vertiginoso desenvolvimento material na zona metropolitana da capital e nos centros turísticos, torna-se cada vez mais clara a vandalização de recursos, sejam eles florestais, minerais e principalmente, no ordenamento territorial. A construção selvagem e especulativa, tem deteriorado vastas áreas outrora consideradas como património ou reserva ecológica.  O Dr. Boonma junta-se assim à voz de Rama IX que há tantos anos vem avisando acerca dos malefícios inerentes a um desenvolvimento desregrado que além de destruir os centros urbanos, cava um profundo fosso entre estes e as zonas periféricas do país, provocando uma séria ameaça à estabilidade social.

 

Durante muitos anos, o monarca insurgiu-se contra a forçada secagem dos klongs - canais - que outrora sulcavam Bangkok como grandes avenidas fluviais e que emprestavam à capital o lisongeiro epíteto de "Veneza do Oriente". Era verdade. Grandes avenidas betonadas como a Sathorn e adjacentes, foram durante dois séculos, canais pelos quais circulavam barcos carregados de gente a caminho do trabalho e mercadorias a distribuir pelos bazares da cidade e áreas vizinhas da capital. Quase todos desapareceram, cobertos por fitas de cimento ou de asfalto, sobre as quais rola um infernal tráfego de automóveis, camiões, motas e tuk-tuk. Viadutos, pontes e o metro aéreo esmagam as antigas construções, descaracterizando uma cidade que cada vez mais se parece com uma megalópole tão típica deste período ascensional da selvagem plutocracia asiática. Arranha-céus com cem pisos, colossais centros comerciais, terciarização do centro, eis o panorama para o qual o Rei tantas vezes alertou, na sua constante e porfiada luta pela defesa do Ambiente.  A par destes malefícios, soma-se a liquidação do património arquitectónico e o irresistível despovoamento de vastas áreas do interior do país. A fuga para a grande cidade é uma constante desde os finais dos anos 80 e não dá mostras de estancar. De facto, esta debandada pauperiza as zonas rurais, levando ao descuidar dos campos, ao acelerarado abate da floresta e evidentemente, à falta de segurança nas fronteiras, todas elas circundadas por Estados altamente instáveis e muito mais pobres do que a Tailândia. Até agora, o país dos Thai tem sido um imã que atrai gente que foge do estalinista Laos e do até há pouco espezinhado Camboja. A noroeste, a Junta birmanesa prossegue na senda da repressão violenta que penaliza o desenvolvimento do país e leva muitos a atravessar a fronteira em demanda de um futuro melhor e da garantia de salvação da própria vida. Pois há quem queira ver ruir este autêntico oásis regional.

 

O Dr. Boonma alerta para o nosso bem conhecido factor da apropriação do Estado pelos caciques locais ao serviço dos grandes interesses económicos e financeiros que inevitavelmente se sobrepõem à política. A progressiva feudalização do território - que em Portugal sofre cíclicas investidas sob o afável termo de intencional "regionalização" -, leva ao total descontrolo das actividades ilícitas, sejam elas do foro especulativo, ostensivo desrespeito pela Lei Geral do Estado, tráficos vários entre os quais - como cá - pontifica a droga e a lavagem de capitais, etc. A este sistema, o Dr. Boonma chama oligarquias político-empresariais que arrasta uma região inteira para a sua dependência através do instituído sistema patriarcal, talvez à velha imagem da Máfia siciliana. Mas afinal, quem será esta gente?

 

Diz o autor que..."em resultado disto, a Tailândia está hoje praticamente dividida em feudos controlados por obscura gente endinheirada (...) o conflito das últimas semanas reflecte conflitos entre estes e também, com políticos que são um pouco mais idealistas e não susceptíveis de se acomodarem aos pontos de vista dos primeiros".  Mais avisa que os políticos idealistas - apenas consigo ler o nome Abhisit, um homem até hoje acima de qualquer suspeita -, perderão a presente batalha, deixando o país ser governado por escroques milionários que o colocarão no caminho de se tornar num Estado falhado". Não será muito difícil entendermos que o alvo do académico apenas pode ser um: Thaksin e a restante clepto-plutocracia - interna e externa - que o cerca e que trouxe mercenários para batalha no centro da capital.

 

O Reino siamês é uma Monarquia Constitucional e contudo, a esmagadora maioria dos thais esperam sempre uma palavra - de ordem moral e balizadora de consciências - a ser proferida por Bhumibol Aduliadej. A limitação que o articulado constitucional impõe ao exercício do poder executivo é um daqueles paradoxos típicos de qualquer democracia moderna. Naquela parte do mundo, a Tailândia é o que de mais parecido existe com uma democracia europeia e este é um facto indesmentível. Na verdade, ultrapassa em todos os domínios qualquer um dos países balcânicos recentemente integrados na União Europeia.  Na Tailândia o Rei reina, pode e deve aconselhar, sem que contudo directamente governe. É a força da terra e da gente.

 

Rama IX tem ao longo de décadas percorrido o país de lés a lés e são incontáveis as instituições criadas sob o seu patrocínio. Desde a protecção à agricultura, ao artesanato, da cultura tradicional ao ensino, saúde, floresta e recursos hídricos, até à sempre eterna luta pela preservação do património histórico, o monarca tem sido exemplar e a população - "red", yellow", "pink" ou "blue" - disso se apercebe e claramente vê o palácio como o derradeiro recurso à disposição para o dirimir de contendas. Há quem fora das suas fronteiras não consiga entender este thai style e assim sendo, deverá informar-se melhor e compreender aquilo que uma longa história de país sempre independente nos ensina.

 

Resta saber se os poderosos desnacionalizados - Thaksin é hoje tão tailandês como os srs. Soros ou Murdoch - se importarão muito em continuar alegremente o próprio caminho para o abismo.

publicado às 13:52

Bangkok: "same-same, but... different!"

por Nuno Castelo-Branco, em 12.04.10

 

Os noticiários transmitidos pela SIC e o video disponibilizado pela BBC, demonstram cabalmente onde se encontrava o jornalista japonês ao serviço da Reuters. Estava a cobrir a acção ao lado dos militares do Exército da Tailândia e as imagens são claras. Confrontada com nutrido fogo de armas automáticas que não esperava defrontar, a tropa retrocedeu, acompanhada pelo repórter. Nessa retirada, este último foi abatido por balas provenientes do campo oposto, desfazendo qualquer dúvida já habilmente lançada na comunicação social.

 

Outro aspecto a considerar, consiste no misterioso grupo fortemente armado que trajando de negro, atacou com armas de guerra os contingentes do Estado.  De onde provirá esta gente encapuzada e bem treinada?

 

Fronteira ao Laos, a província do Issan é povoada por um grupo étnico similar ao laociano e não será muito difícil organizar grupos que querendo passar por naturais tailandeses, possam cruzar o Mekong despercebidos e misturados com os civis que há semanas rumaram em direcção a Bangkok. Para os mais atentos, não passará também em claro toda a simbologia do traje negro adoptado, correspondendo perfeitamente ás reminiscências guerrilheiras que compuseram o quadro militar no Vietname - os Vietcong -, no Laos - os Pathet Lao - e no Camboja , com os genocidas Khmers Vermelhos. Poderá esta ser uma pista a considerar, ainda para mais aliada à clara presença de armas  produzidas na antiga URSS - AK 47 - ou sob licença na China e outros países vizinhos? Uma outra pergunta  terá uma resposta óbvia: se os "civis" não estavam equipados, qual a razão da rápida retirada dos soldados cujos comandantes garantem que não se encontravam convenientemente armados para se oporem a uma milícia? Como diz o bom povo tailandês, "same-same but... different!"

 

A investigação não tardará em esclarecer-nos.

 

* Ver um elucidativo video no Combustões.

publicado às 21:38

Tailândia: ooooh... lá se foi a "república"...

por Nuno Castelo-Branco, em 20.03.10

 

Bem procurámos em todos os órgãos de "informação de referência" onlline. Nada! Nem o DN da "situação", nem o Público, nem o i, nem a TVI. Precisamente quem mais relevo deu à "revolução vermelha de sangue"  em Banguecoque, omite agora a notícia da debandada em direcção ao Issan.  Será táctica? Esperemos para concluir.  Aliás, a única nota curiosa a retirar hoje da "informação impressa de referência", consiste na novidade estampada pelo Expresso (pág. 31), noticiando o candente assunto do "fim dos colunatos israelitas na Cisjordânia". Leu bem. Colunatos! E são relapsos e contumazes. Repetem a coisa no título e no texto. Giro.

 

"Sobretudo, vão sair derrotados em paz, sem um tiro, cobertos de vergonha. Hoje, compreendi a força tremenda de paz que o budismo carrega. Hoje, o comunismo sofreu uma derrota inapelável e os títeres da plutocracia vão inventar as mais desbocadas desculpas antes de voltarem a recobrar ânimo."

 

Leia o relato completo  AQ UI !

Abhisit, o primeiro-ministro da Tailândia

 

publicado às 18:19

Bangkok e o equívoco dos mal informados

por Nuno Castelo-Branco, em 18.03.10

Os "manifestantes" pagos ao dia, como a imprensa gosta de ver...

 

Ontem aqui deixámos um alerta acerca de um certo tipo de jornalismo que se faz em relação à verdadeira situação na Tailândia. Apenas a preguiça mental e a apressada análise, poderão dar à estampa o infindável rol de lugares comuns e parvoíces surgidas nos últimos dias. Assim, para que não subsista qualquer tipo de dúvidas:

 

1. Thaksin é um energúmeno da pior espécie e foi o responsável pela destruição de bens públicos, locupletando-se escandalosamente às custas do erário nacional tailandês. A violência a que sempre recorreu para abafar qualquer tipo de oposição, conduziu a um banho de sangue nas províncias do sul do país, cujos representantes apelaram directamente à intervenção do Rei, como protector constitucional das minorias e de todas as religiões do reino.

 

2. As imagens que têm surgido demonstram à saciedade a total liberdade de movimentos da oposição organizada pelos partidários de Thaksin. Mais, permite-se-lhes - erro fatal - a circulação com catanas e outras armas de guerra, numa clara manifestação intimidatória e contrária à Lei. Como reagiriam os jornalistas portugueses e europeus, perante este tipo de exibições no nosso território?

 

3. O video divulgado em primeira mão pelo Pedro Quartin Graça, é exemplificativo do tipo de "militância" conseguida pelo magnata Thaksin. Todas as deslocações são pagas ao dia, assim como o transporte, fornecimento de alimentos e parafernália de propaganda. Nada é deixado ao acaso. Trata-se do mais abjecto tipo de caciquismo, à imagem do século XIX dos países do sul da Europa e de certos regimes da actual América latina. Entretanto, as divisões no "campo vermelho" começam a manifestar-se.

 

4. Na Tailândia, existe uma grande apreensão pelo estado de saúde do Rei Bhumibol. Com o seu desaparecimento conta Thaksin e os seus aliados externos, pois se tal acontecer a breve trecho, será previsível um momento de desorientação que propicie um golpe de força e a instalação de um tipo de regime que se aproxime daqueles que Pequim tem tentado semear em toda a região. Thaksin é um tardio émulo do antigo ditador filipino Ferdinando Marcos. 

 

5. Não existe já qualquer tipo de dúvida acerca da manipulação externa, onde a China e alguns interesses ocidentais parecem apostados em desestabilizar o país, tradicionalmente avesso a qualquer tipo de colonialismo.

 

E agora, aqui está a prova final. Contentem-se, senhores jornalistas de Portugal! Video recebido via Pedro Quartin Graça

publicado às 13:48

Digam o que disserem, a Monarquia é outra coisa!

por Nuno Castelo-Branco, em 05.09.08

O rei Bhumibol da Tailândia é uma personalidade excepcional. Profundo conhecedor do seu povo e país, tem ao longo de mais de sessenta anos de reinado constitucional, assistido a uma das mais espantosas modernizações naquela zona do mundo. Preocupado com o ambiente e as questões sociais, o seu aparente poder simbólico é na verdade, a chave do sucesso da paz, progresso económico, educação e estabilidade de fronteiras. Sem qualquer tipo de conflitos com os seus vizinhos, o reino siamês beneficia da poderosa influência moderadora do monarca que defendendo a inovação, sempre alertou contra os perigos inerentes a uma modernização ocidentalizante e descaracterizadora. A ele se devem numerosos projectos de protecção e valorização do território, protecção de espécies e uma constante intervenção cultural preservadora da identidade tailandesa. Homem de gostos simples e de grande austeridade, submete-se à férrea etiqueta herdada de séculos de história de um país que jamais foi colonizado. Considero-o por tudo isto, uma personalidade de uma dimensão moral que apenas em Mandela pode existir paralelo. Um grande homem, o incontestável chefe de um grande povo, feliz e próspero.

publicado às 18:59






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