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Cartaz PS.jpg

 

Para além da crise económica e social que assola Portugal, agora temos de lidar com a intensa crise de cartazes da campanha eleitoral do Partido Socialista (PS). Lá para os lados do Largo do Rato existe mesmo um défice de soluções. É caso para dizer: "até eu faria melhor", e, na senda dessa ideia, talvez não fosse mal pensado os alegados profissionais de comunicação e marketing políticos instalarem ardósias, para que cada cidadão pudesse inventar o seu chavão de agravo, partilhar a sua consternação, chamar nomes aos que estão no governo, e com um mata-borrão apagar a memória de outros mandatos que tiveram desfecho em Évora. Isso sim seria a plena expressão de democracia participativa. Iria mais longe até. O cartaz e slogan mais criativos teriam direito a prémio de consternação: um lugar na lista eleitoral ou um posição numa empresa pública. O giz poderia ser distribuído gratuitamente com o patrocínio de um grupo económico qualquer ou uma ex-instituição financeira da praça. Acho muito bem que os discípulos de Seguro exerçam pressão sobre o chefe socialista. Afinal mandaram o Seguro às urtigas, mas não me recordo de algo tão sórdido quanto isto no reinado do Tozé. Contudo, existe uma outra possibilidade. O responsável pela comunicação política do PS ser um agente-duplo, uma toupeira plantada na estrutura partidária para arruinar os planos de Costa e companhia. Tudo é possível na política, não se esqueçam disso. Embora estejamos de vento em popa na silly season, o que vemos escrito em tamanho garrafal nesses cartazes infames, tem mais a ver com silly reasons. Ou seja, veneno destilado e cuspido da boca para fora, sem que houvesse um tempero de reflexão, a análise profunda que os slogans políticos exigem ainda antes de serem rejeitados. No PS sente-se essa vontade de partir a loiça toda, mas falta a tranquilidade e o bom-senso para pensar além-dor, para além do rigor de um inverno que foi imposto a Portugal, mas que não caiu de pára-quedas, assim sem mais nem menos.

publicado às 15:09

Catarina Martins e o bloqueio linguístico

por John Wolf, em 25.02.15

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O Bloco de Esquerda (BE) interpretou magistralmente o enunciado de Fernando Pessoa: "a minha pátria é a língua portuguesa". Deve ter sido por essa razão que descurou o primado da língua alemã no cartaz que grosseiramente mandou imprimir. Mas há considerações que transcendem os erros tão gratuitamente expostos. Não é suposto os partidos políticos dependerem de comunicações acertadas (escrevi acertadas e não assertivas!)? Não são as mensagens o seu principal veículo de doutrinação? O que aconteceu no BE também sucede no quotidiano profissional português - a falta de rigor. A Catarina Martins e a sua equipa de copywriters procurou desenrascar a coisa à Lagardère. Provavelmente existem no bloco uns quantos germanófilos não assumidos que emprestaram a sua mãozinha barata - sim, as traduções pagam-se. As revisões de texto também. Uma outra possibilidade que se lhes apresenta é terem tido a intenção de denegrir o acervo linguístico da Alemanha, corrompendo as regras de gramática. Mas essa hipótese é excessivamente rebuscada. Enganaram-se sem o saber, porque não quiseram saber. E podem tirar o chevalinho da chuva, esse grau de incompetência nada tem a ver com preferências ideológicas. Desta vez foi o BE. Poderia ter sido outro grémio literário-partidário. Ando eu a esforçar-me para aprender o idioma alemão (sim, estou no nível B1) e vem esta malta baralhar-me ainda mais a cabeça que já não anda boa com o apanágio das declinações). No entanto, dou o dicionário a torcer à Katrin Martins. Os erros impressos em tamanho de outdoor relacionam-se com a complexidade do tema gramatical que tem ocupado os alemães desde que Goethe saiu de Weimar. Eu sei que errar é humano. Mas quem não sabe deve perguntar. Quantas vezes me confronto com dúvidas respeitantes ao correcto uso da língua de Camões? E o que faço? Em alguns casos, se o virus persiste na minha narrativa mental, pego no telefone e falo com uma profissional que tão bem conhece a língua portuguesa. Admito que não o fiz no decorrer e discorrer deste texto. Agradeço que me indiquem onde estão as calinadas e num passe de mágica editorial procederei à correcção do texto que aqui vos apresento.

publicado às 08:44

A próxima festa é em Bruxelas!!!

por Manuel Sousa Dias, em 22.05.14

 

 

 

A palavra mais “desimaginativamente” repetida nos cartazes de qualquer campanha eleitoral é a palavra “mudança”.

 

Não esquecendo dois factos importantes, sendo o primeiro que, de acordo com a psicologia comportamental, o ser humano é naturalmente resistente à mudança, e o segundo, que o povo português está desde há muito ávido de mudanças na política, o cartaz do PS para as Eleições Europeias parece-me duplamente mal concebido.

 

Primeiro apela a uma “mudança com confiança” (provavelmente mais um poema de Manuel Alegre), que é algo contra-natura para o ser humano; depois a mudança consiste em eleger exactamente os mesmos em quem em quem se perdeu a confiança, o que pode ser considerado mau gosto.

 

A cereja em cima do bolo é a fotografia em jeito de “selfie” dos candidatos todos sorridentes, como se numa festa estivessem: “-A próxima festa é em Bruxelas!!...”, parecem eles dizer. Que mudança!! Que girassos!!!

 

publicado às 04:01

4 perguntas certeiras do CDS/PP

por Samuel de Paiva Pires, em 15.08.09

 

(imagem tirada do Politikae)

 

Os cartazes do CDS/PP são extremamente certeiros, colocando o dedo na ferida em questões essenciais que têm flagelado o nosso país. Será que alguém, do PS ou PSD, do Jamais ou do Simplex, se quer atrever a responder a estas 4 perguntas:

 

Há bom ensino sem autoridade dos professores?

É justo dar rendimento mínimo a quem não quer trabalhar?

Porque é que os criminosos têm mais direitos que os polícias?

É normal proteger o BPN e abandonar as PME'S?

 

(também publicado no Novo Rumo)

publicado às 20:56






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