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Roger Scruton, "Identity, family, marriage: our core conservative values have been betrayed":

 

«Burke was a great writer, a profound thinker and a high-ranking political practitioner, with a keen sense both of the damage done by the wrong ideas, and the real need for the right ones. Political wisdom, Burke argued, is not contained in a single head. It does not reside in the plans and schemes of the political class, and can never be reduced to a system. It resides in the social organism as a whole, in the myriad small compromises, in the local negotiations and trusts, through which people adjust to the presence of their neighbours and co-operate in safeguarding what they share. People must be free to associate, to form "little platoons", to dispose of their labour, their property and their affections, according to their own desires and needs.

 

But no freedom is absolute, and all must be qualified for the common good. Until subject to a rule of law, freedom is merely "the dust and powder of individuality". But a rule of law requires a shared allegiance, by which people entrust their collective destiny to sovereign institutions that can speak and decide in their name. This shared allegiance is not, as Rousseau and others argued, a contract among the living. It is a partnership between the living, the unborn and the dead – a continuous trust that no generation can pillage for its own advantage.

 

(...)

 

Our situation today mirrors that faced by Burke. Now, as then, abstract ideas and utopian schemes threaten to displace practical wisdom from the political process. Instead of the common law of England we have the abstract idea of human rights, slapped upon us by European courts whose judges care nothing for our unique social fabric. Instead of our inherited freedoms we have laws forbidding "hate speech" and discrimination that can be used to control what we say and what we do in ever more intrusive ways. The primary institutions of civil society – marriage and the family – have no clear endorsement from our new political class. Most importantly, our parliament has, without consulting the people, handed over sovereignty to Europe, thereby losing control of our borders and our collective assets, the welfare state included.»

publicado às 17:15

 

Soren Kierkegaard, O Banquete ou In Vino Veritas:

 

«Confesso a verdade quando digo que a minha alma está isenta de inveja e cheia de gratidão para com Deus; antes quero ser homem pobre de qualidades, mas homem, do que mulher - grandeza imensurável, que encontra a sua felicidade na ilusão. Vale mais ser uma realidade, que ao menos possui uma significação precisa, do que ser uma abstracção precisa, do que ser uma abstracção susceptível de todas as interpretações. É, pois, bem verdade: graças à mulher é que a idealidade aparece na vida; que seria do homem, sem ela? Muitos chegaram a ser génios, heróis, e outros santos, graças às mulheres que amaram; mas nenhum homem chegou a ser génio por graça da mulher com quem casou; por essa, quando muito, consegue o marido ser conselheiro de Estado; nenhum homem chegou a ser herói pela mulher que conquistou, porque essa apenas conseguiu que ele chegasse a general; nenhum homem chegou a ser poeta inspirado pela companheira de seus dias, porque essa apenas conseguiu que ele fosse pai; nenhum homem chegou a ser santo pela mulher que lhe foi destinada, porque esse viveu e morreu celibatário. Os homens que chegaram a ser génios, heróis, poetas e santos cumpriram a sua missão inspirados pelas mulheres que nunca chegaram a ser deles. Se a idealidade da mulher fosse positivamente, e não negativamente, um factor de entusiasmo, inspiratriz seria a mulher à qual o homem, casando, se unisse para toda a vida. A realidade fala-nos, porém, outra linguagem. Quero dizer que a mulher desperta, sim, o homem para a idealidade, mas só o torna criador na relação negativa que mantém com ele. Compreendidas assim as coisas, poderá efectivamente dizer-se que a mulher é inspiradora, mas a afirmação directa não passa de um paralogismo em que só a mulher casada pode acreditar. Quem ouviu alguma vez dizer que uma mulher casada tivesse conseguido fazer do marido um poeta? A mulher inspira o homem, sim, mas durante o tempo em que for vivendo até a possuir. Tal é a verdade que está escondida na ilusão da poesia e da mulher. Que o homem não possua a mulher, isso é o que pode ser entendido de várias maneiras. Ou está ainda na luta para a conquista, e assim se disse que a donzela entusiasmou o amante a ponto de fazer dele um cavaleiro, mas nunca se ouviu dizer que um homem se tornasse valente por influência da mulher com quem casou. Ou está convencido de que nunca lhe será possível casar com ela, e assim se diz que a donzela entusiasmou e despertou a idealidade do amante que se manifestou capaz de cultivar os dons espirituais de que porventura era portador. Mas uma esposa, uma dona de casa, tem tantas coisas prosaicas com que se preocupar, que nunca desperta no marido a idealidade. Há ainda outro caso, em que o homem não possui a mulher porque persegue um ideal. Assim vai ele passando de amor para amor, o que é uma espécie de ser infeliz no amor; a idealidade da alma do amante está então no ardor da procura e da perseguição, e não nos amores fragmentários que não valem a soma das aventuras particulares.»

publicado às 23:52

Codex Iuris Canonici

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 12.09.11

A homosexualidade, que fique esclarecido, não é de forma alguma motivo para pedido de dissolução de matrimónio.

 

A tendência homosexual, só dentro de certos parâmetros que desenvolvo de seguida, poderá ser enquadrada canonicamente na “incapacidade para assumir as obrigações essenciais do matrimónio por causas de natureza psíquica” (cân 1095, ponto 3.), como um dos motivos que pode ser invocado para dissolver um matrimónio à luz do direito canónico (portanto respeitante exclusivamente à comunidade eclesial).

 

As anomalias psíquicas a que este ponto diz respeito podem ser (mas não se esgotam aí) de natureza psicossexual, em que um desejo passa a vício, compulsão, obsessão, e que acaba por dominar a vida de uma pessoa, impedindo-a de cumprir com as suas obrigações matrimoniais. Isto não difere, no seu princípio, de outras anomalias psíquicas que afectem, por exemplo, a capacidade de alguém cumprir com normalidade a sua actividade profissional, ou desenvolver relações sociais saudáveis.

 

Não existe, por parte da Igreja, qualquer imposição para a correcção de uma tendência homosexual – que o/a jornalista da Lusa (oh, surpresa!) tomou a liberdade (artística) de inferir estrategicamente ao discurso do presidente da APC; poderá, pelo contrário, e a partir da vontade expressa da pessoa afectada por uma determinada anomalia psíquica, ser utilizado um conjunto de métodos de correcção dessa anomalia. Os métodos passam necessariamente por uma avalição psiquiátrica, de modo a poder avaliar-se o grau e a natureza da anomalia (e assim, se for o caso, corrigir a causa e não exclusivamente o efeito) e, se for considerado necessário, a aplicação de medicamentos “que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar”.

 

Isto reflecte, portanto, um valor fundamental e imprescindível de toda a doutrina Cristã – a liberdade individual.

publicado às 15:30






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