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Os novos indignados

por John Wolf, em 18.11.17

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É impressão minha ou a manifestação de hoje, que levou dezenas de milhares de pessoas à rua em protesto, faz lembrar os indignados de outras sortes? Pois. É curioso que os que estão na rua a gritar foram precisamente aqueles que votaram no PS, BE e PCP. Em suma, a luta é interna. Nem sequer é da oposição. É prata da casa. No entanto, o barulho parece estar a ser abafado pela geringonça. Resta saber quanto vai custar calar esses "pelintras". Falta saber quais serão as subidas de impostos necessárias para comprar o silêncio de todos os funcionários públicos. Muita sorte tem a geringonça que os privados não se fazem à estrada para engrossar a voz de desagrado.

publicado às 20:01

Os professores vêm de longe

por John Wolf, em 15.11.17

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Os professores vêm de muito longe. A sua classe será porventura a que mais se sujeita a surrealidades políticas e logísticas. Não vale a pena mencionar o drama sustentado da colocação de professores ou a inadequação de salários. As escolas são as ETAR da matriz cultural, do nível sócio-económico do país. Tudo o que de ruim é gerado em casa sai porta fora e aterra na sala de aula. Os professores não leccionam apenas disciplinas. Apanham as maleitas todas; a falta de educação dos alunos, os vícios de comportamento enunciados em casa pelos pais e os insultos descabidos. Enfim, poderemos concordar que têm sido o saco para esmurrar, a cuspideira do barbeiro, a casa de banho pública manchada pela urina canina. Ser professor não acaba ali ao último toque. Os docentes acartam às costas papelada para rever, testes para corrigir, documentos para conferir e, acima de tudo, enormes dores de cabeça. Falam de calmantes e diazepan? Aposto que são os professores que mais consomem desses comprimidos. Assistimos hoje à continuidade, ao mesmo paradigma, e por extensão, ao mesmo grau de desagrado, de insatisfação, de ameaça à integridade física e mental dos professores. Quando António Costa diz que não tem onde ir buscar 650 milhões de euros adicionais para repor os quase dez anos de castigo da classe docente, corrobora toda uma abordagem negativa. Valida o executivo de Passos Coelho, e se quisermos, de todos eles, de António Guterres a Cavaco Silva. Não houve, desde o Portugal democrático (da educação universal) até aos dias de hoje, uma abordagem definitiva, integral e trans-ideológica. Foram sobretudo os socialistas, parentes das confederações e sindicatos, que fizeram da classe docente gato-sapato, usando o seu lastro para ir e vir nas demandas, eleger deputados e ganhar votos. Os professores por seu turno, não têm onde agarrar, e lá aparecem uns Nogueiras e pelo menos dois Carlos, para cantar da ardósia penada um conjunto de estrofes de ocasião. O metódo negocial que praticam é deveras estranho, fragmentado. Às vezes são as colocações o prato do dia, mas na época seguinte já é o dinheiro "cativado" por regimes mais austeros. Francamente não entendo esta lista de supermercado às pinguinhas. Se é para partir a loiça toda e começar de novo, então eu exigiria uma revolução total com destino final. Mas não. Os sindicalistas usam outra abordagem. Uma sequência de protestos como se o problema não fosse curricular, integral. Um apagão completo, um reset - de tudo ou nada. Greve absoluta.

publicado às 13:54

António Costa e os sindicatos turcos

por John Wolf, em 30.11.15

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Se a CGTP pertence à Direita, a quem pertence a UGT? Ainda nem sequer pusemos a pata na poça do Parlamento e já se fazem sentir as fracturas. Os acordos impostos pelo PS ao BE e ao PCP parece que foram firmados à margem de quem mais interessa: os trabalhadores de Portugal. E acrescentemos a esta salganhada genérica o seguinte: cada um dos partidos do espectro político nacional mantém relações de acomodação dos interesses de cada um dos sindicatos da paisagem laboral nacional. É essa a natureza intrínseca da acção política. Imagem o fogo-cruzado de interesses não coincidentes? A promoção de legislação (que balance os interesses das classes laborais com os objectivos das entidades patronais) é a consequência natural de eventuais entendimentos pré-governativos. Ora para ganhar os favores dos partidos de Esquerda, e chegar a primeiro-ministro, António Costa deve ter prometido mais do que podia. E a isso chama-se mentir. O mais provável que aconteça será passar a batata quente aos sindicatos, afirmando que estes subiram a parada das suas demandas. O ministro da economia Caldeira Cabral também entra em rota de contradição com a noção fácil de aumentos salariais. Para lançar investimento em Portugal e atrair fundos estrangeiros de vulto, um dos principais atractivos será a manutenção do actual nível salarial. E isso não bate certo com as fantasias socialistas porque a isso acresce uma outra dimensão contributiva importante. Se Costa pretende tributar ainda mais intensamente as empresas "capitalistas e exploradoras" estará efectivamente a dar guia de marcha às mesmas. Eu sei que existem ex-lideres socialistas com experiência em offshores, mas eu proponho algo diverso. A desertificação do interior, que tem sido usada vezes sem conta como bandeira de combate político dos socialistas, pode novamente ser convocada, mas noutros moldes. Sugiro a criação de onshores - regiões de exclusão fiscal para investidores de peso. Desse modo, a deslocalização seria evitada. Não é apenas Galamba que baralha as disciplinas de sociologia e economia. Há outros que andam um pouco perdidos. Para já ficamos a saber que a NATO foi fundada em 1959 por Portugal e pela Turquia.

publicado às 19:23

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Não domino a língua arménia, mas farei o meu melhor para traduzir a mensagem; " a CGTP sai à rua para exigir a derrota da política da Direita". O que Arménio Carlos quer dizer, como se não tivesse sido empossado um governo de Esquerda, é para os ouvidos do camarada António Costa. Por outras palavras: não é líquido que a coligação PS-PCP-BE defenda os interesses dos portugueses nos moldes desejados pela inter-sindical. E Arménio Carlos tem razões para estar desconfiado. O governo, de alegada inspiração socialista, está obrigado a continuar as medidas de Austeridade herdadas do governo anterior, ou, na melhor das hipóteses, afastar as contribuições fiscais mais visíveis e substituí-las por outras mais "silenciosas", mas igualmente penosas. Se Arménio Carlos nem sequer deu 48 horas ao governo de António Costa para que as suas reivindicações fossem acolhidas, significa que o representante de grande parte dos trabalhadores portugueses pensa que pode ter sido enganado. Em suma, o facto de haver um governo socialista ao leme dos destinos de Portugal, não implica necessariamente que haja um corte com as fórmulas do executivo anterior. Eu já sabia isto, mas não sou o único. Pelos vistos aqueles que mais sofrem na pele também o sabem. António Costa fica avisado. A oposição que vai conhecer, não reside apenas no Parlamento. É cá fora, na rua, que elas contam.

publicado às 17:07

Do sindicalismo indígena

por Samuel de Paiva Pires, em 21.10.14

Arménio Carlos quer os utentes do Metro de Lisboa a apoiar a greve dos trabalhadores daquele que é um dos principais meios de transporte para milhares de pessoas que vivem e/ou trabalham em Lisboa. Uma greve que, diz o líder da CGTP, é em defesa do serviço público, para logo de seguida falar na falta de aumentos salariais e nos cortes que os trabalhadores do Metro sofreram nos complementos de reforma, como se a esmagadora maioria das pessoas não estivesse a ser afectada pela crise, em muitos casos de forma bem mais gravosa.

 

É caso para perguntar a Arménio Carlos se ser sindicalista implica ser estúpido. Será que ainda não percebeu que não vão obter o apoio de quaisquer utentes, que estes anseiam precisamente pela privatização do Metro e que quanto mais greves ocorrerem mais se reforça a legitimidade e a necessidade de acelerar o processo de privatização?

 

Esta é uma luta que os sindicalistas habituados a tornar a sociedade refém das suas reivindicações - egoístas e despropositadas na conjuntura em que vivemos - vão perder, mais cedo ou mais tarde. Felizmente.

publicado às 10:23

Os jovens de 60 anos da CGTP-IN

por John Wolf, em 28.03.14

São estas contradições que me lixam o juízo: Interjovem/CGTP-IN marcha em direcção à Assembleia da República sob o mote "Queremos Abril e Maio de novo" com o objectivo de assinalar o Dia Nacional da Juventude e para demonstrar o seu descontentamento com as políticas do governo. Logo a seguir, e na mesma peça de jornal, segue o depoimento de um jovem de 60 anos de idade: "Tenho 60 anos e nunca vi o País assim. Tenho vergonha do que se está a fazer a esta juventude", conta José Costa. Aproveito a propaganda que saiu do armário do Arménio Carlos para perguntar qual a definição de jovem? Que idade pode ter um jovem? 23, 50 ou 69 anos? E já agora qual o âmbito ideológico do Dia Nacional da Juventude? Por acaso pertence à CGTP? Podemos ler, preto no branco, a resposta em relação a essa e outras perguntas. O grupo, composto por jovens ligados ao sindicato liderado por Arménio Carlos, considera que é  “crucial tomar nas mãos o destino do País” e, por isso, vêm de todo o país exigir uma mudança de rumo nas políticas do governo. Lutam pelo fim do desemprego, da precariedade, da “imigração forçada” e do encerramento de serviços públicos". Mas vamos lá por partes. Eu não discordo com a luta. Discordo, e muito, com a apropriação de um conceito muito mais alargado, como o Dia Nacional da Juventude, para fins políticos. A quem pertence o Dia Nacional da Juventude? São este tipo de nuance de doutrinação que devem merecer a nossa atenção independentemente do campo ideológico em que nos encontramos. Pelos vistos a CGTP não olha a meios para atingir os fins. A sociedade portuguesa começa a perceber que a solução para a catástrofe nacional já não passa pelos partidos políticos e sindicatos no seu sentido clássico, comprovadamente falidos pelas evidências que sobejam. A Ana Avó(ila) bem que pode aparecer para dar apoio psicológico aos jovens, mas em última instância, há duas notas a reter. Primeiro, os jovens deste país parecem não ser capazes de se organizar sem a ajudinha de uns padrinhos ideológicos e, em segundo lugar, os "velhos" sindicalistas ainda não perceberam que têm de se reinventar para acompanhar os tempos que correm, os códigos e a nova linguagem que declaradamente não entendem. 

publicado às 16:37

PS - "Novo Rumo é o espaço de encontro dos portugueses"

 

CDS - "O CDS é um partido de gente livre"

 

PSD - "Peço desculpa por não ter tanto tempo para falarmos e para conversar”

 

BE   - (...) "...recusamos qualquer solução que faça desaparecer o Bloco de Esquerda"

 

PCP - (...)“vim conhecer a realidade cubana”

 

CGTP - música

 

publicado às 19:31

Só Deus sabe...

por João Pinto Bastos, em 27.11.13

O quanto me custa dizer o que se segue, mas a verdade é que ainda não consegui compreender o que levou o ministro da economia, o Dr. António Pires de Lima, pelo qual tenho um grande apreço, diga-se de passagem, a franquear as portas do Ministério da Economia a meia dúzia de alimárias falantes. Mais: ainda não entendi, e, pelo andar da carruagem, jamais entenderei, o porquê de alguns ministros marcarem reuniões de trabalho com indivíduos que actuam à margem da legalidade democrática. O que, ontem, sucedeu em alguns ministérios é, sem quaisquer pruridos na qualificação dos actos em questão, um atentado ao Estado democrático. Não há ses nem mas, o que se passou é, pura e simplesmente, um ataque, claro e determinado, aos fundamentos basilares da legalidade democrática. É por isso que, atendendo até ao passado do Dr. Pires de Lima, e ao bom senso que lhe é característico, não consigo percepcionar a razão pela qual os depredadores da ordem pública obtiveram a boa graça de serem recebidos pelas autoridades políticas do Estado. Espero, muito francamente, que esta facilidade de trato não passe de uma sezão passageira, para bem de todos nós.

publicado às 23:37

Política de cortes e violência doméstica

por John Wolf, em 01.11.13

Ao que parece o comité central do PSD deseja expulsar os militantes que apoiaram candidaturas independentes (enquanto o país e as sindicais querem expulsar o governo). O alarme que disparou no interior do partido deveria servir para validar a ideia que nem sempre dentro das forças partidárias se encontram as soluções adequadas. Foi isso que Arlindo Cunha quis dizer e, se tiver sorte, em vez de lhe rasgarem o cartão de sócio, leva umas chibatadas na praça púdica - umas vinte ou trinta, conforme entenderem o grau de ofensa. Contudo, eu vejo a questão do seguinte modo; o PSD necessita de arranjar lugares sentados para representantes do PS, uma vez que acabou de reenviar o convite a António José Seguro, para que alguém daquele partido socialista finalmente confirme a presença na gala do guião da reforma do Estado (R.S.V.P.). Na mesa de jantar não há lugares suficientes para os da casa - traidores ou não -, e inimigos ideológicos. Se eu fosse um dos membros do PSD em vias de receber uma admoestação em forma de sanção disciplinar, pensaria pelo menos duas vezes em permanecer num partido que distribui este tipo de prendas. Coloca-se ainda outra questão relacionada com o rabo - "o rabo entre as pernas". Os alegados castigados, uma vez cumprida a sanção que transitar em julgado, ainda terão credibilidade junto dos seus pares partidários? Depois de puxadas as suas orelhas (de serem humilhados) será que estão dispostos a admitir a posição fragilizada, subalternizada: "pronto, já passou. Da próxima tens mais juízo, está bem?". Se esses escoteiros deram à sola, devem ter tido razões para o fazer e, o núcleo duro do partido deveria aproveitar o momento para uma reflexão, quiçá organizar um daqueles retiros na Arrábida. Mas a política não pára. Assim que irrompe a claridade de um novo dia, nasce um orçamento de Estado aprovado e o proto-socialista Seguro atira mais um achado para a fogueira da tempestade, o círculo das inconsequências. Ao que parece alguém anda a esconder 700 milhões de euros em cortes. E isso não se faz. António José Seguro acha mal que o governo fique com todos os cortes para si. Que açambarque tudo e não deixe nada para a sua putativa (de) legislatura. Que o governo seja um glutão das subtracções e não pense na alternância do poder político. Para juntar à festa, os Verdes afirmam que os rebentos económicos são incipientes (verdes mesmo), e que a viragem económica que anunciam não passa de um efeito de estufa. Enfim, temos tanto material para diversas encenações em simultâneo que até ficamos com a cabeça a rodar. São diversos guiões e argumentos alternativos quando o que necessitamos urgentemente é de uma estreia - uma estrela que nos possa afastar de tantas distracções. E paira no ar uma séria dúvida: será que o Blatter faz parte desse elenco de entretenimento? Parece tão fácil tirar um país inteiro do sério. Fazer com que afaste os olhos da única bola que realmente interessa. O presente e futuro económico e social do país - a violência doméstica praticada sobre a quase totalidade de um povo.

publicado às 14:21

As camionetas de protesto político

por John Wolf, em 19.10.13

Podemos afirmar, sem reserva de lugar, que as camionietas nasceram para a política em 1955. O Apartheid americano inspirou o movimento cívico de protesto contra a segregração racial dos negros. A passageira Rosa Parks recusou ceder o seu lugar a um branco que seguia na mesma camioneta e iniciou, desse modo, o famoso boicote das camionetas de Montgomery que durou mais de um ano e que levou ao levantamento da lei de discriminação racial no estado do Alabama. Como forma de protesto pacífico, milhões de negros americanos prescindiram do transporte das carreiras de autocarros, demonstrando também o seu peso económico nesse sector, mas foi a marcha a pé de manifestantes, de Selma a Montgomery em 1965, que conduziu à conquista do direito de voto de milhões de afro-americanos. Mais de quarenta e cinco volvidos sobre esses eventos, uma analogia invertida acontece em Portugal. Os representantes de milhares de trabalhadores maltratados e em conflito aberto com o governo de Portugal, não conseguiram a autorização para atravessar a ponte 25 de Abril a pé, como forma de protesto pelas medidas de austeridade que afectam dramaticamente as suas vidas. A alternativa para a manifestação foi organizar uma travessia motorizada, a bordo de mais de 400 camionetas - segundo as últimas estimativas. Na América da segregação dos anos 50, os utentes mandaram as camionetas dar uma volta, enquanto que em Portugal, os transportes colectivos ganham relevo especial na luta pelos direitos económicos e sociais dos portugueses. É curioso como a história dos homens se serve das mesmas ferramentas para alcançar fins políticos diversos. A camioneta passará a constar, como nunca antes, nos anais do protesto político em Portugal. A viatura comprida ganhará o estatuto de ícone de resistência. Os condutores dos autocarros serão os mestres de uma cerimónia que faz viajar as grandes consternações nacionais sobre as águas movediças do futuro económico e social do país. A passagem de uma margem para a seguinte não confere a chegada a um porto seguro. A viagem será uma parte apenas de um longo traçado de reclamações que faz parte da vida dos portugueses. A camioneta irá servir hoje, de um modo simbólico, como carro de fuga do assalto perpetrado pelos governantes à alma mater de um povo. O regresso será mais longo que a ida - o retorno à paz económica e social que os passageiros não desejam ver apenas da janela do autocarro.

publicado às 10:46

Na Ponte

por Nuno Castelo-Branco, em 14.10.13

Mais uma asneira. Parem de participar no jogo deste fulano e façam a vontadinha ao sr. Arménio, deixando-o  gritar à vontade e atravessar a ponte com quem e como bem entender. Sempre com os olhos à cata do passado nas margens do Neva e à falta de um cruzador que a Armada já não tem há muito - os últimos foram construídos pela Monarquia -, a ponte serve como instrumento. A mando do seu partido, o homem quer encontrar motivos para acusar de prepotência quem manda e é precisamente essa a vontade que o governo lhe está a conceder. Mais uma estupidez a lembrar os tempos em que o azedo sr. Cavaco era 1º ministro. Mas esta gente sofre de amnésia? Incrível, para não dizer pior.

 

Não interfiram, ignorem o assunto e limitem-se a responsabilizar a Intersindical - e o seu tutor - por qualquer desastre ou bambúrrio que possa ocorrer. Retirem-se desta cena, evitando acusações por parte de gente que se exercesse o poder, nem sequer ao BE permitiria a existência. Quem longamente penará à espera de conseguir regressar a casa após um dia de trabalho, decerto reservará ao sr. Arménio uns mimos em bom português. 

publicado às 23:53

Like a bridge over troubled waters

por John Wolf, em 12.10.13

Por alguma razão entranhada na psique sindicalista, a ponte 25 de Abril continua a ser o símbolo de excelência de libertação da opressão política. Arménio Carlos, ao insistir na antiga ponte Salazar como local de protesto, acaba por revelar alguns defeitos de liderança e falta de juízo e, demonstra que não tem problemas de consciência ao colocar em perigo dezenas de milhar de manifestantes, se de facto a marcha sobre a ponte acontecer. Miguel Macedo apresentou alternativas ao percurso da manifestação da CGTP, mas não sabemos quais são. Por isso vamos especular. Será que o túnel do Marão (que ainda se encontra em construção) está na lista de locais aprazíveis para a prática da arte do protesto? E que tal um dos estádios do Euro? O do Algarve, por exemplo, que está às moscas quase todos os dias do ano. Até poderiam cobrar um valor simbólico pelo ingresso - uma taxa moderadora dos ânimos exaltados. Na minha opinião, embora a ponte em questão seja uma bridge over troubled waters nacionais, existem outros locais que poderiam servir para remeter uma mensagem forte ao destinatário. Ao pretenderem caminhar sobre a estrutura metálica em regime de meia-Maradona com as mãos de Deus ao alto e a abanar, acabarão por fazer publicidade ao sistema capitalista do inimigo. A Golden Gate de Lisboa foi construída em 1966 pela gigante multinacional norte-americana - a United States Steel Corporation - essa sim um símbolo de poder económico, político e social - capaz de fazer cair governos e uniões sindicais. Ou seja, em nome dos direitos, liberdades e garantias do trabalhador nacional, vai-se à boleia na camioneta do inimigo. Embora rebuscada, esta interpretação também pode ser trazida ao lume da discussão. Preferia que uma obra nacional, um espaço público português fosse o local eleito. E o Estádio Nacional, que já esteve associado a outros discursos, não pode ser aproveitado para o efeito? E uma das muitas auto-estradas a caminho de nenhures? Talvez houvesse aqui uma oportunidade para dar sentido aos milhões de euros dos contribuintes gastos em vão. A insistência da CGTP confirma que a inter-sindical ainda não se actualizou. As pontes já  não são o que foram. Arménio Carlos quer usar a mesma cassette de sempre, o mesmo encadeado melódico de mensagens que não altera as regras do jogo. O protesto sobre a ponte faz lembrar outras feijoadas - muito gás e poucos resultados práticos.

publicado às 08:09

Belém às moscas...

por Nuno Castelo-Branco, em 06.07.13

...e gigantesca manifestação na praia.

publicado às 19:08

Arménio Carlos, professor de racismo

por John Wolf, em 27.01.13

 

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, escolheu o momento mais pedagógico, rodeado de professores, para demonstrar inequivocamente que é um racista. Não há absolutamente nada que possa fazer para redimir-se. Ficou registado e não se apaga. O dirigente sindical ofende e insulta muitos homens e mulheres, mas não atinge o rei-mago do FMI com argumentos baseados na inteligência, na ética ou no próprio tom de pele. Este senhor está bastantes níveis acima do Carlos. O Carlos não dispõe de argumentos para se esgrimir de um modo honrado, por isso serviu-se de um rasgo gutural sincero. Revelou através da raiva, a sua verdadeira natureza extremista, fascista, muito mais danosa que as esquerdas ou direitas todas juntas. O Arménio Carlos, ao expressar-se de um modo intencionalmente racista, inclui nessa discriminação os trabalhadores Portugueses de origem Africana, sejam Cabo-Verdianos, Angolanos, Moçambicanos ou os de origem Indiana como os Goeses. Todos eles agraciados com uma tez própria, mas com os mesmos direitos laborais. O Arménio Carlos declara-se profundamente antagonista da história de Portugal que integrou tantos credos e tons de pele. Ao servir-se do qualificativo "mais escurinho " está a referir-se, sem o desejar (ou não), a mais gente que também tem responsabilidades na representação de princípios e valores. Ora vejamos; o Presidente da Câmara de Lisboa António Costa, o deputado Narana Coissoró ou a mulher do Primeiro Ministro também caem na "categoria" de mais escuros. O sindicalista julga que beneficia de um estatuto de imunidade racial, como se fosse intocável por ser líder daqueles que, por trabalharem, têm o direito de cometer os atropelos que entenderem. Contudo, há uma ilação a extrair desta barbaridade preconceituosa do Arménio Carlos. Se pensarmos sobre a relação entre a questão racial e o poder político, estranhamos que no Parlamento ou no Executivo não se vislumbrem outras cores, para além do Rosa, Laranja ou Azul. O mesmo ocorre na oposição que nunca chegou ao poder, que está parada no Vermelho, no semáforo da separação ideológica. O proferido por Arménio Carlos merece a maior condenação possível, independentemente do conceito de politicamente correcto que se venha a adoptar. Um homem com esta inclinação não merece chefiar a luta contra a escravatura imposta pela Troika. Podem ter a certeza que a Troika é daltónica. Para além de surda e muda, também é cega.

publicado às 14:33

Alberto Gonçalves, Os mártires da banda larga:

 

«A propósito dos distúrbios de quarta-feira em São Bento, um dilema: que partido tomar nos confrontos entre a polícia e populares com pedras ou populares que se juntam a populares com pedras? É fácil: numa ditadura, branda que seja, deve-se defender os segundos; numa democracia, fraquinha que esteja, convém preferir a primeira. Embora não tenha nenhum fascínio pelas forças da ordem, lido pior com as forças da desordem, ou no caso os bandos de delinquentes que tentam contrariar pelo caos a escolha de milhões nas urnas. Numa sociedade apesar de tudo livre, cada indivíduo devotado à destruição de propriedade pública ou privada é uma homenagem à prepotência e, para usar um conceito recorrente por cá, um autêntico fascista. Se os fascistas que empunham calhaus (e os patetas que se lhes associam) querem impor arbitrariamente a vontade deles sobre a nossa, é natural considerarmos que uma derrota deles, ou uma bastonada na cabecinha, é uma vitória nossa.

 

É verdade, admito, que há quem hesite em chamar democrático ao regime vigente e livre à sociedade actual. Mas também não é difícil dissipar as dúvidas. Se os manifestantes detidos desaparecem sem deixar rasto e provavelmente para sempre, a coisa tende para o despotismo. Se, passadas três horas, os manifestantes reaparecem nas respectivas páginas da ditas redes sociais a exibir mazelas ligeiras e a choramingar o zelo securitário, a coisa tende obviamente para o lado bom. E cómico.

 

Aliás o Público, sem se rir, publicou uma reportagem hilariante acerca do assunto, ou da falta dele, sob o não menos hilariante título "Manifestantes abrigaram-se no Facebook para mostrar as feridas". A reportagem é uma sucessão de anedotas explícitas e implícitas, de que custa destacar uma. Talvez a distância que separa a repressão de que os agredidos se queixam do conforto do lar (com banda larga) e da liberdade de expressão de que beneficiam. Talvez a velocidade com que sujeitos fascinados pela violência passam a esconjurá-la quando esta se volta contra si. Talvez os inúmeros desabafos líricos despejados na internet e que o mencionado diário leva aparentemente a sério (um exemplo: "Não fugimos da justiça, em nome do rapaz em sangue que perguntava insistentemente 'porquê, porquê?'"). Talvez a citação do escritor Mário de Carvalho, que comparou o sucedido nos degraus do Parlamento às "ditaduras da América Latina".

 

À semelhança do rapaz em sangue, pergunto: porquê, porquê ficarmo-nos apenas pela referência às tiranias sul-americanas (já agora, quais: a cubana? A venezuelana? A utopia socialista de Jonestown? A argentina que na guerra das Falkland os comunistas apoiaram por oposição ao Reino Unido? Desconfio que será exclusivamente a chilena)? Com jeitinho, acaba-se a comparar a carga policial ao Holocausto ou ao genocídio do Ruanda, cujas vítimas só careciam de uma ligação à "rede" para sofrer tanto quanto os mártires de São Bento, caídos em combate às mãos da PSP. E levantados de imediato junto ao teclado e ao rato mais próximos. Ratos e homens, de facto.»

publicado às 18:36

Durante a tentativa de golpe subversivo na Tailândia, tínhamos aqui observado a aparentemente absurda cooperação entre os promotores da organização maoísta do trabalho e aqueles que são pelos comunistas apontados como exploradores capitalistas. De facto, a aliança entre a a gente de Wall Street e os mandarins vermelhos de Pequim, tem propiciado substanciais lucros a ambas as partes, mas sempre em detrimento dos trabalhadores do mundo ocidental.

 

Sejamos objectivos e reconheçamos algumas das vantagens daquilo que o PCP há muito propõe. No caso da inteligentsia política portuguesa reconsiderar os seus sempre apontados preconceitos em relação às insistentes propostas do  partido de Jerónimo de Sousa  - e do reboque burguês BE -, talvez não fosse má ideia condescender e ceder algo que pudesse satisfazer aqueles que ciclicamente regressam à rua reclamando o socialismo. 

 

E se contentássemos a Intersindical, evitando-se assim as irritadas e perdigotadas intervenções do sr. Arménio? O PSD e o CDS devem imediatamente ceder no campo do Direito do Trabalho e finalmente aceitarem algo da legislação laboral própria dos países comunistas: os direitos dos trabalhadores, o tempo de férias, os horários de trabalho e sobretudo, todo o articulado relativo ao direito à greve e respectivas consequências, por exemplo. Proceda-se a um estudo daquilo que quanto a estes assuntos estava previsto no sistema soviético e para sermos mais abrangentes, estendamos a pesquisa às leis outrora em vigor na Polónia, Alemanha Oriental, Hungria, Roménia do sr. Ceausescu, Bulgária jhivkovista e Checoslováquia. Para abreviar, modernizemos o esquema, cingindo-nos aos actuais articulados de Cuba, China continental e Coreia do Norte.

 

Talvez a Intersindical aceite, quem sabe?

 

publicado às 01:16

A manifestação da Intersindical

por Nuno Castelo-Branco, em 29.09.12

 

O discurso obedeceu ao conhecido e caduco guião de outros tempos, politicamente tão inábil como sempre e propiciador do divórcio da hegemónica maioria silenciosa que sabe bem o que significaria um regresso a 1975. O Terreiro do Paço encheu e ainda bem que assim foi, pese a evidente mobilização que copiou à risca, os antigos métodos secundo-republicanos dos comboios e autocarros que chegaram de penates, ruidosamente carregados de mobilizáveis. No entanto, dada o momento que país atravessa, o arrazoado classista da Intersindical poderá desta vez colher alguma atenção, podendo ainda contar com o estranho mas sintomático precioso auxílio de certas entidades televisivas privadas. O governo deve ter ficado satisfeito, pois a gente da Intersindical esmerou-se no desfiar de uma conversa capaz de servir de antídoto tão forte para "a burguesia", como os alhos são para os vampiros da Transilvânia. Quase desaparecidos os proletários, eis o apelo aos precários. Embora não seja considerada plausível uma tomada do poder por um sector que ainda é politicamente marginal - os números de manifestantes "mais ou menos 80.000-90.000" não enganam ninguém -, parece contudo possível encontrar-mos alguma energia capaz de alertar este governo.

 

Já não existe qualquer possibilidade do tornear das questões candentes, entre as quais o "Caso PPP" é um rastilho tão explosivo como foi o do Crédito Predial de há pouco mais de um século. Na senda da loucura BPN-BPP, dos escândalos de corrupção evidentíssima que apenas o ministério público ainda pretende fazer crer não existirem e do total desnorte de um sistema político que amodorrou num situacionismo sem nexo, verifica-se um sério risco da escalada populista que inevitavelmente trará mais cedo ou mais tarde, uma ruptura fatal. O país da esquerda - ou de 1/3 desta, dadas certas evidências demonstradas nas urnas - quer saber tudo o que se passou quanto ao roubo, negligência e total incompetência que rodeou o estabelecimento dos acordos ruinosos, do descarado roubo. Por outro lado, os órfãos do leninismo imaginam um conluio de gente de cartola, bem ao estilo dos clubes de magnatas dos tempos da Belle Époque, quando a realidade é outra, infinitamente mais insidiosa e capaz de numa rajada, liquidar muitos dos santarrões bem falantes dessa mesma esquerda nacional.

 

Em poucas palavras, a população pretende ver saneado este assunto das Parcerias Público Privadas, recorrendo-se aos existentes argumentos jurídicos que prevêem a liquidação de contratos desiguais, flagrantemente leoninos. A imensa maioria sonha com uma quase impossível expropriação, não tendo em conta complicações internacionais, as entidades que disponibilizaram o financiamento daquelas obras e certas coincidências com outros nomes que agora surgem apensos aos zelosos emprestadores do dinheiro que chegou com a troika. Estamos sem defesa. 

 

Quando a esmagadora maioria da direita portuguesa se sente ultrajada pela lentidão que as autoridades têm demonstrado na informação do escândalo, cria-se assim uma situação que facilmente poderá degenerar num total abandonar do regime, por parte de quem teve até agora, todo o interesse em defendê-lo. Nos últimos trinta anos foi-se consolidando uma certa forma daquilo que, no dizer de Salazar, era "viver habitualmente". No caso da actual situação, isto significa a pleno aceitar e defesa daquele jogo pluripartidário que já caracterizara os tempos da Monarquia Constitucional, sistema interrompido entre 1910 e 1976. Para desgraça de Portugal, os principais agentes políticos desprezaram o povo que arbitrariamente tutelam, declinando qualquer tipo de esclarecimento, desdenhando aquela obrigatória formação que acende consciências e pior ainda, atrevendo-se a hipotecar uma história secular, às nada fiáveis promessas de um ridente devir pan-europeu, até agora de impossível  concretização. Mentiram descaradamente e há que remediar na medida do possível, uma situação política desastrosa, estando esta acompanhada pela opressora dependência financeira e pelo mais que provável caos social que se perfila no horizonte. A direita que normalmente fica em casa - a maioria do país, incluída uma boa parte do PS -, de desiludida, passou a estar furiosa. Todos adivinham e até  um certo ponto compreendem a dificuldade governamental - como sempre prisioneira dos tradicionais acordos inter-rotativos - em trazer à luz do dia, tudo aquilo que a população quer e deve saber. É a derradeira hipótese de obtenção de algum crédito popular, para uma 3ª República nesta sua aparente fase final

 

Volatilizaram-se as esperanças do recurso a qualquer uma das instituições sobre as quais se ergue o sistema vigente. A inútil e escassamente representativa presidência da República, canibalizada por três mandatários superlativamente responsáveis pela situação que atravessamos, praticamente é coisa dispensável, morta, esvaziada de conteúdo. O Parlamento é abertamente detestado e injustamente apontado como a raiz de todos os males. Ninguém confia numas Forças Armadas que há muito perderam toda a autonomia, chegando ao ponto de permitirem todos os despautérios, comentários jocosos e a descarada falta de respeito proveniente dos sectores do poder civil e até, pasme-se, dos pretensos "comandantes supremos" em título. Pior ainda, parecem ter desistido do tradicional delimitar da sua intangível esfera de acção, precisamente no que respeita aos tradicionais interesses estratégicos de Portugal, perfeitamente estabelecidos há mais de sete séculos. 

 

A austeridade foi encarada como inevitável e com ela se condescendeu, desde que fosse apresentado um horizonte de esperança. Isso não aconteceu, as autoridades têm sido completamente ineficazes na área política, hoje completamente negligenciada. A população que intervém, tem acesso á informação e utiliza os recursos tecnológicos que tem à sua disposição. Exige, quer saber mais e está disposta a impor-se.

 

Além dos poderes fácticos - a Intersindical entre eles -, torna-se cada vez mais difícil o país confiar numa voz séria e acima de qualquer suspeita. É por isso mesmo que há quem aguarde por aquilo que um símbolo  da continuidade da nossa história, o Duque de Bragança, terá para nos dizer no próximo dia 5 de Outubro. 

 

publicado às 17:07

Ainda a greve não tão geral quanto isso

por Samuel de Paiva Pires, em 25.03.12

Alberto Gonçalves, A greve deles:

 

«O pior da greve geral? Por incrível que pareça, não foi a própria greve, pensada para recuperar a economia e o emprego através da destruição abreviada da economia e do emprego. Durante o PREC, Arménio Carlos, vestígio arqueológico que constitui o novo rosto da Intersindical, combateria as paralisações e apelaria aos dias de trabalho em prol da Nação. Sem uma ditadura que o motive ou sombra de juízo, o sr. Carlos luta pelos propósitos inversos sob argumentos idênticos.

 

E não, o pior da greve geral não foram os "piquetes", embora a respectiva contemplação (pelo televisor, salvo seja) me provoque uma reacção semelhante à dos programas do National Geographic sobre animais bizarros. Como classificar criaturas que não só abdicam do direito ao trabalho em circunstâncias socialmente difíceis e individualmente frágeis, mas vão ao ponto de usar uma opção que tomaram em liberdade para limitar a liberdade dos restantes e, a bem ou a mal, impedi-los de trabalhar? Os integrantes dos "piquetes" de greve não são apenas um insulto ou um assalto explícito aos cidadãos que pretendem cumprir o seu dever e que, graças à intervenção de milícias, não o conseguem: são um insulto e um assalto à democracia.

 

O pior da greve geral também não foi a quadrilha autodesignada 15, 17 ou 23 de Outubro, ainda que, ao invés dos sindicatos que usurpam a representação de uns poucos para tentar prejudicar a maioria, a quadrilha não represente ninguém. O trabalho da CGTP é a política: a política do Não Sei Quantos de Outubro não apresenta qualquer nexo com o trabalho. Na impossibilidade técnica de fazerem greve ao que nunca possuíram ou desejaram, os sócios do Não Sei Quantos de Outubro fazem asneiras. Os dias de protesto são os únicos em que semelhante rapaziada pratica alguma tarefa aparentada com o esforço, se por esforço entendermos o lançamento de pedregulhos e o ataque a propriedade alheia.

 

Por fim, o pior da greve geral nem sequer foram as forças policiais, por muito que consentissem os pequenos e médios crimes dos "piquetes" e do Não Sei Quantos de Outubro e se dedicassem, mediante bastonadas preventivas, a orientar a actividade dos repórteres de serviço.

 

O pior da greve geral foi, sem me permitem a palavra, o povo, o exacto povo que tolera com excessiva paciência as abjecções cometidas em seu nome e contra si. E o melhor da greve geral foi o povo que a transformou num fiasco vergonhoso, isto na vaga hipótese de os perpetradores da coisa estarem familiarizados com a vergonha.»

 

Leitura complementar: Os piquetes de greve deveriam ser proibidosA existência de piquetes de greve é inaceitável numa sociedade livre.

publicado às 15:00

KO a Crespo

por Pedro Quartin Graça, em 19.01.12

Quando um jornalista(?) como Crespo se arma em comentador e fala sobre o que não sabe o resultado é este. Se estivessemos num jogo de futebol, e após o terceiro apito do árbitro, o marcador assinalaria a goleada. Foi a primeira declaração pública de relevo do futuro secretário-geral da CGTP. Na linha firme dos anteriores, os comunistas não brincam em serviço: pode não se concordar com tudo mas ali há muita qualidade. E muitas verdades foram ditas para desgosto do entrevistador. 

publicado às 17:22

Lordes da CGTP

por Samuel de Paiva Pires, em 18.07.10

Mais um grande vídeo (ou não) de Paulo Cardoso e Samuel de Paiva Pires:

 

publicado às 18:04






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