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Cavaco entre Churchill e Fidel Castro

por John Wolf, em 10.10.15

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Não será Cavaco Silva a decidir. Nem será António Costa a impor um governo de Esquerda. Será a Europa a ditar as regras do jogo. O problema de mentes pequenas é olharem apenas para o seu umbigo, mas há mais paisagem para além do reino da Dinamarca. O secretário-geral do Partido Socialista parece omitir alguns factos determinantes. A Troika, embora já tenha sido despedida, vincou a sua residência no território nacional para muitos e bons anos. Nada muda com um governo de maioria de Esquerda, congeminado entre promessas de bem-estar e ameaças de desagregação nacional. E existe uma outra dimensão que deve ser sublinhada. O efeito de um assalto da Esquerda portuguesa nos restantes países europeus que terão a breve trecho ou não eleições. São efeitos secundários desta natureza que certamente já terão posto em marcha acções "contra-revolucionárias" em congéneres governativas e instituições de países-membro da União Europeia. Antes que as coisas se desenrolem de um modo desorganizado, os mercados serão dos primeiros a reagir, agravando a percepção de risco de Portugal. António Costa, que tem confirmado a sua incompetência táctica e estratégica, leva a sua luta ao destino errado, ao falso patrão. Se fosse inteligente, o socialista-mor já teria iniciado o seu roadshow junto dos avalistas europeus, os emissores de cheques de salvamento, as instituições conservadoras da Europa, aquelas que mais se amedrontam com febres vermelhas. O excesso de fervor soberano de Costa não é, infelizmente, compatível com o firmado em contrato. Portugal não pode simplesmente rasgar o clausulado de condições impostas sem sofrer as consequências que geralmente estão associadas a Estados-pária. Não julguem por um instante sequer que a Europa é uma simples espectadora. Existem várias vacinas que poderão ser usadas para conter os ânimos desmedidos. António Costa deve sabê-lo, mas os socialistas que são conhecidos por alimentar fantasias à custa dos outros, enfrentam agora um momento de verdade ainda mais crucial do que os restantes. António Costa pode até ter uma claque apurada para estes propósitos, mas em última instância acena a falsa cenoura da governação aos outros partidos da sua área de influência. Neste momento delicado da história de Portugal seria de esperar outro tipo de inclinação ética. E para finalizar: julgam mesmo que Cavaco quererá ser lembrado por se ter vergado às ameaças de radicais de Esquerda? Não me parece. O homem, bem ou mal, estudou em York. E isso soa mais a Churchill do que a Fidel Castro. Pudim.

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publicado às 20:01

Uma doença chamada Tsiprite

por John Wolf, em 07.05.15

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Queiram-me desculpar por bater na mesma tecla, mas é o futuro deste país que está em causa e não nos podemos deixar levar por balelas demagógica-eleitoralistas. Por outras palavras; António Costa sofre de Tsprite - a patologia das promessas que não podem ser cumpridas. O lider do Ministério do Socialismo deveria sintonizar a sua telefonia e escutar o que se passa no tira-teimas que opõe a Grécia à Alemanha. Dia 11 de Maio é quando elas apertam e Tsipras terá de voltar atrás na palavra dada aos gregos de um modo tão leviano. Ou seja, o financiamento da bancarrota da Grécia depende da implementação de reformas naquele país. Mais nada. Acabou a conversa. Ora se o contador de histórias do largo do Rato for eleito CEO de Portugal, será confrontado com o falso dilema que aflige os gregos. Já repeti vezes sem conta que não convém nada mentir aos eleitores - eles ficam raivosos e por diversas legislaturas. A não ser que Costa seja o Che Guevara da Europa. O inspirador de marginais que queimam todas as regras que definem a ordem da União Europeia. Nesse caso falamos de uma revolução, coisa que os socialistas dizem ter inventado e, em consequência de tal estado de arte, são detentores dos inalienáveis direitos de autor. Aquela conversa "de quem é a culpa e das reparações de guerra" serviu apenas para consumo propagandista interno da Grécia - as reformas não tardam nada. Não sei que lenga-lenga podem os socialistas portugueses agarrar para açicatar os desejos revanchistas que roçam os territórios de nacionalismo. E convém não esquecer o seguinte: quando os argumentos económicos da recuperação portuguesa deitarem por terra o "restelismo" socialista, assente na penúria e na exaustão de meios, vislumbro que outras armas de arremesso sejam recrutadas. Por isso é que o socialismo facilmente pode descambar para oportunas teatralizações, encenações com laivos de nacionalismo bacoco. Não sei o que fazer ao Sr. Costa enquanto chega ou não chega o Sr. Euclides.

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publicado às 16:08

Separados à nascença

por Pedro Quartin Graça, em 30.12.12

                              Che Guevara e Rodrigo Moita de Deus

 

                                  Por esta não esperavas, Rodrigo!

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publicado às 20:44

Idiotas úteis

por Samuel de Paiva Pires, em 29.02.12

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publicado às 15:51

Uma imagem vale mais que mil palavras

por Samuel de Paiva Pires, em 20.06.10

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publicado às 01:12

Anda para aí uma histeria neste nosso país com os filmes recentes sobre Che Guevara. Ontem fui à FNAC ali no Chiado, não consigo sequer ter uma mínima noção de quantos livros diferentes sobre Che estão à venda. Chega a causar naúseas. Só tem de facto piada porque representa o capitalismo a funcionar, o que, creio, faria Che dar voltas de irritação na tumba.

 

 

Continua a fazer-me uma imensa confusão como é que alguém como Che pode sequer ser idolatrado. Incrível como a História pode ser tão manipulada, especialmente por certa esquerda. Por isso, aqui deixo algumas passagens de alguns artigos de Humberto Fontova na Capitalism Magazine (especialmente este), recomendando ainda a leitura deste artigo de Alvaro Vargas Llosa. De destacar que ambos são autores de livros que tentam desmistificar este mito moderno, este e este. Já agora, há um grupo no Facebook intitulado Che Guevara was a murderer and your t-shirt is not cool. Podem encontrar aí várias leituras sobre o assunto. Aqui ficam então várias passagens:

 

Alvaro Vargas Llosa, The Lie Abouth Where Che Lies:

 

It is not surprising, of course, that Che Guevara's remains are a myth. Everything about this modern saint is a myth -- his love of justice, his romantic disposition, his goodness. The truth is that he executed hundreds of people, ruined the Cuban economy, tried to turn Cuba into a nuclear power and helped bring about many military dictatorships in Latin America in reaction to the guerrillas he inspired in the 1960s and the 1970s.

Guevara's false body reminds us that totalitarian power is built on the abolition of historical truth and the psychological manipulation of its citizens.

There is something at once terrifying and fascinating about the fact that this act of propaganda was concocted by scores of scientists, diplomats and jurists perfectly willing to make a mockery of their professions in order to deliver a story that one man, Fidel Castro, ordered them to deliver -- and that they knew to be a colossal lie. 

 

 

Humberto Fontova, Che, Assassin and Bumbler:

 

"At The Sundance Film Festival Robert Redford's film on Che Guevara "The Motorcycle Diaries" received a standing ovation." They say this was the only film so raptly received.


For the first year of Castro's glorious revolution Che Guevara was his main executioner -- a combination Beria and Himmler, with a major exception: Che's slaughter of (bound and gagged) Cubans (Che was himself an Argentine) exceeded Heinrich Himmler's prewar slaughter of Germans -- to scale, that is.


(...)


Cuba was a nation of 6.5 million in 1959. Within three months in power, Castro and Che had shamed the Nazi prewar incarceration and murder rate. One defector claims that Che signed 500 death warrants, another says over 600. Cuban journalist Luis Ortega, who knew Che as early as 1954, writes in his book "Yo Soy El Che!" that Guevara sent 1,897 men to the firing squad. In his book "Che Guevara: A Biography," Daniel James writes that Che himself admitted to ordering "several thousand" executions during the first few years of the Castro regime.

So the scope of the mass murder is unclear. So the exact number of widows and orphans is in dispute. So the number of gagged and blindfolded men who Che sent – without trials – to be bound to a stake and blown apart by bullets runs from the hundreds to the thousands.

But the mass executioner gets a standing ovation by the same people in the U.S who oppose capitol punishment! Is there a psychiatrist in the house?!

 

(...)

 

I've called him cowardly. Yet in all fairness, we don't know. For the simple reason that the century's most celebrated guerrilla fighter never fought in a guerrilla war or anything even approximating one. The few puerile skirmishes again Batista's army in Cuba would have been shrugged off as a slow night by any Cripp or Blood. In Cuba Che couldn't find anyone to fight against him. In the Congo he couldn't find any to fight with him. In Bolivia he finally started getting a tiny taste of both. In short order he was betrayed, brought to ground and routed.

 

(..)

 

As a professional duty I tortured myself with Che Guevara's writings. I finished glassy-eyed, dazed, almost catatonic. Nothing written by a first-year philosophy major (or a Total Quality Management guru) could be more banal, jargon-ridden, depressing or idiotic. A specimen:

"The past makes itself felt not only in the individual consciousness – in which the residue of an education systematically oriented toward isolating the individual still weighs heavily – but also through the very character of this transition period in which commodity relations still persist, although this is still a subjective aspiration, not yet systematized."

Slap yourself and let's continue:

"To the extent that we achieve concrete successes on a theoretical plane – or, vice versa, to the extent that we draw theoretical conclusions of a broad character on the basis of our concrete research –we will have made a valuable contribution to Marxism-Leninism, and to the cause of humanity."

Splash some cold water on your face and stick with me for just a little more:

"It is still necessary to deepen his conscious participation, individual and collective, in all the mechanisms of management and production, and to link this to the idea of the need for technical and ideological education, so that we see how closely interdependent these processes are and how their advancement is parallel. In this way he will reach total consciousness of his social being, which is equivalent to his full realization as a human creature, once the chains of alienation are broken."

Dude, this dork's image sells beer huggers and vodka! Again, is there a psychiatrist in the house?!

Throughout his diaries Che whines about deserters from his "guerilla" ranks (bored adolescents, petty crooks and winos playing army on the weekend). Can you BLAME them? Imagine sharing a campfire with some yo-yo droning on and on about "subjective aspirations not yet systematized" and "closely interdependent processes and total consciousness of social being" – and who also reeked like a polecat(foremost among the bourgeois debauchments disdained by Che were baths).

These hapless "deserters" were hunted down like animals, trussed up and brought back to a dispassionate Che, who put a pistol to their heads and blew their skulls apart without a second thought.

After days spent listening to Che and smelling him, perhaps this meant relief.

 

Nurse Ratched, Doug Neidermeyer, Col. Klink, Maj. Frank Burns – next to Guevara they're all the heartiest of partiers. Here's the guy who helped turn the hemisphere's party capital into a vast forced labor and prison camp – into the place with the highest (youth) emigration and suicide rate in the hemisphere, probably in the world. In 1961 Che even established a special concentration camp at Guanacahibes in extreme Western Cuba for "delinquents." This "delinquency" involved drinking, vagrancy, disrespect for authorities, laziness and playing loud music.

And Che's image adorns Grunge bands, jet-set models and spring break revelers! Again, is there a psychiatrist in the house?!


Who can blame Fidel for ducking into the nearest closet when this yo-yo came calling? Call Fidel everything in the book (as I have) but don't call him stupid. Guevara's inane twaddle must have driven him nuts. The one place where I can't fault Fidel, the one place I actually empathize with him, is in his craving to rid himself of this insufferable Argentine jackass.

That the Bolivian mission was clearly suicidal was obvious to anyone with half a brain. Fidel and Raul weren't about to join him down there –you can bet your sweet bippy on that.

But sure enough! Guevara saluted and was on his way post haste. Two months later he was dead. Bingo! Fidel scored another bulls-eye. He rid himself of the Argentine nuisance and his glorious revolution had a young handsome martyr for the adulation of imbeciles worldwide. Nice work.

Che Guevara was monumentally vain and epically stupid. He was shallow, boorish, cruel and cowardly. He was full of himself, a consummate fraud and an intellectual vacuum. He was intoxicated with a few vapid slogans, spoke in clichés and was a glutton for publicity.

But ah! He did come out nice in a couple of publicity photos, high cheekbones and all! And we wonder why he's a hit in Hollywood.

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publicado às 00:30

Che=Hitler?

por Samuel de Paiva Pires, em 06.04.09

Agora que muitos andam excitadíssimos com a interpretação de Benicio Del Toro desse indivíduo tão idealista quanto altruísta (perguntem aos que morreram apenas porque dele discordavam), essa fraude intelecutal que dava pelo nome de Che Guevara, o Paulo Pinto Mascarenhas recorda uma das capas mais polémicas da extinta Atlântico, aqui maravilhosamente comentada pelo José de Pina:

 

 

 

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publicado às 00:58






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