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Trailer do filme socialista

por John Wolf, em 12.11.15

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O putativo governo do Partido Socialista e seus associados ainda não foi empossado e já paira no ar uma neblina de censura tácita. Não se pode sujeitar as propostas de governação da Esquerda ao escrutínio normalmente expectável em Democracias. O governo de coligação, ainda em funções, foi submetido de forma intensa e continuada ao juízo da oposição durante os últimos quatro anos. Ou seja, esse desnível crítico era considerado normal, salutar. O invés nem por isso. Mas não tem muita importância. Basta ir ao barbeiro popular, à praça, ao consultório do dentista, para, sem grande provocação de conversa fiada, perceber que o cidadão português não encaixou com grande facilidade o que António Costa fez enquanto epílogo dos resultados eleitorais. Na sua vida quotidiana os portugueses não são complacentes com práticas desta natureza - não se dão bem com vira-casacas, mesmo que o sobretudo tenha sido vendido como dissuasor de intempéries. Adiante. Ainda não temos governo novo à novo banco, mas já temos diversas comissões de lesados a protestar. Ele é a Confederação dos Agricultores - não quer a reforma agreste. Ele é a Petição para não dar posse ao governo - por causa das manias de poder de Costa. Ele é a TAP que está perto do colapso - os comunistas não têm noção de distâncias.  Ele é a Confederação da Indústria Portuguesa - não quer três patrões em simultâneo. Enfim, ainda nada está feito e o caldo já se entornou. O Ministro do Medo João Galamba veio mesmo a público insurgir-se contra um dos pecados mortais e alertar para os perigos da contaminação da descrença, da perda de confiança. E acho muito bem que o faça. Estes ensaios gerais servem exactamente para isto. Para confirmarmos o que está mal - para que não haja estreia. O filme ainda nem sequer começou, mas o trailer é miserável.

publicado às 18:13

PS/PSD ou PS/CDS?

por Nuno Castelo-Branco, em 30.04.09

 

 Não pode haver grandes guinadas a meio de uma crise, sobretudo porque já há muitas medidas que estão em curso e não podem ser alteradas, porque senão era deitar fora o que já se fez”, explicou. 

 

São estas as palavras de Van Zeller, a propósito do insistente rumor de formação de um próximo governo "de concentração" entre os dois partidos rotativos. Se as entidades empresariais assim o desejam, assim será e disto estamos absolutamente convictos. O factor Cavaco Silva não é desdenhável, até porque as recentes palavras de crítica indirecta do presidente, não podem ser interpretadas como um frontal ataque ao executivo de Sócrates. Não existe  uma verdadeira coragem política para tanto, até porque a posição de Cavaco não é sólida e livre de responsabilidades.

 

O regime chegou a um patamar tal, que qualquer solução alheia à vontade dos rotativos - queremos dizer,  dos tutelares agentes económicos e financeiros -, poderá provocar uma súbita derrocada de inimagináveis consequências. O rumo a tomar pelas economias mais poderosas será igualmente determinante, mas o acentuado declive em que a situação política portuguesa se encontra, acicata à adopção de soluções drásticas, nelas se incluindo o Bloco Central. E até agora, os partidos não têm demonstrado interesse em prestigiar-se perante os portugueses.

 

Este Bloco Central pode, além de estabilizar a acção governativa, acelerar o processo de reformas, servindo-se do Parlamento como mero apêndice  de suporte a um programa que deverá ser ambicioso. Simultaneamente e num cenário de esperada hegemonia da Razão  - sempre a grande incógnita na partidocracia nacional -, poder-se-ão mitigar os ímpetos eleitoralistas do habitual  populismo caça-eleitores que tanto tem prejudicado os cofres do Estado, o ambiente e o património. É tempo de parcimónia e disto mesmo estão os portugueses  à espera.

 

Alguns observadores têm apontado a viabilidade de um entendimento do PS com o CDS. É possível, mas decerto os dirigentes do partido de Paulo Portas terão sobejamente sopesado o que tal opção significará para a sobrevivência do já  velho partido do Largo do Caldas.

 

Muito mais do que um simples arranjo de uma sólida maioria, o país tem a premente necessidade de um completo redesenhar do seu edifício estatal. Sem que exista a necessária coragem para esse trabalho de Hércules, todas as soluções paliativas serão apenas isso mesmo. O regime ou o "sistema"  que existe, não serve. Caducou e o português da rua disso se apercebeu. Agora, trata-se de uma rotineira questão de tempo.

publicado às 13:48






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