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RIP

por Fernando Melro dos Santos, em 22.06.14

 

Morreu o Miguel Gaspar.

 

Inesperei, não fazia ideia. Era um apóstata sob o meu ponto de vista, mas era um relator fiel, um escriba que sabia quanto custava pertencer à guilda.

 

Descansa, que o Mundo trará matéria quanto baste. 

 

Até sempre.

 

 

 

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publicado às 14:42

Que grandessíssima filha da putice!

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publicado às 19:54

Na senda do Doutor Cavaco

por Pedro Quartin Graça, em 15.08.12

RAMAL DE CÁCERES

RIP

"Encerrado por sua Excelência Dr. Passos Coelho"

Inaugurado em 08-10-1881

Encerrado em 15-08-2012

 

Esta é uma cruz, pesada e triste, que pode ser imputada a Pedro Passos Coelho e ao seu Governo: a de continuar a desastrosa obra do seu antecessor, actual presidente da república, Aníbal Cavaco Silva. Na verdade, ambos parecem ter uma fixação relativamente à ferrovia. O anterior primeiro-ministro foi o que se sabe. O actual parece dar mostras de que os combóios também não fizeram parte da sua meninice e, quiçá, são a causa dos elevados gastos dos transportes em Portugal...

Portugal, de novo, mais pobre...

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publicado às 08:42

800 km de linhas de comboio desmanteladas por Cavaco durante o seu mandato.

 Seguramente era por se tratar de ligações ferroviárias "lentas"... Agora as rápidas é outra coisa...

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publicado às 18:50

Recordando um artigo por mim publicado em 11 de Maio de 2010 no Corta-Fitas:

"

Já que querem gastar dinheiro, ao menos façam as coisas bem feitas. São só mais uns quilometrozinhos, Engºs Mendonça e Sócrates até ao Pinhal Novo. Custa tanto a perceber o que se ganha com isso, poupando dinheiro e tempo às pessoas? Tudo isto para daqui a alguns meses nos virem dar razão como sucedeu com a OTA...

A estação do Pinhal Novo está a menos de meia hora de carro ou de comboio do centro de Lisboa. Para passageiros com destino à parte ocidental de Lisboa, à costa Sul ou ao Algarve, esta solução será muito mais vantajosa. Basta trazer o TGV do Poceirão ao Pinhal Novo para se poupar 2 mil milhões de Euros da ligação a Lisboa. São mais 14 quilómetros de linha de TGV que, no máximo, custarão apenas 40 a 45 milhões de euros. As duas localidades já estão ligadas por uma linha férrea tradicional, quase em linha recta, de tal maneira que do Pinhal Novo se podem ver os silos do Poceirão. Também aqui há largura de canal para construir as duas linhas linhas do TGV sem grandes expropriações.

A obra é quarenta e cinco vezes mais barata do que a Ponte sobre o Tejo. Assim, um passageiro que venha de Madrid demorará 2h45 minutos a chegar a Lisboa, se o comboio for directo, e apenas 2h33 a chegar ao Pinhal Novo. Menos 12 minutos. Para chegar à estação de Entrecampos, no centro de Lisboa, um passageiro que desembarque no Oriente demorará 22 minutos, 10 minutos do percurso Oriente / Entrecampos mais os 12 minutos que já vimos gastar a mais entre o Pinhal Novo e o Oriente. Ora a ligação directa da Fertagus entre o Pinhal Novo e Entrecampos faz-se em 30 minutos. São só oito minutos de diferença, mas custam 2 mil milhões de euros. Se o Pinhal Novo for utilizado como terminal do TGV ganha toda a zona Sul do País e em particular ganha o turismo do Algarve, que não tem ligações directas a Madrid.

Num projecto tão cheio de "especialistas", é assim tão difícil de entender? Arre..."

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publicado às 10:16

Que bitola é esta?

por Pedro Quartin Graça, em 02.04.12

 

 

"O Governo foi rápido a anunciar: após o abandono do projecto do TGV segue-se a construção, com início já em 2014, de uma linha em bitola europeia entre Sines e Badajoz, a fim de facilitar as exportações portuguesas para a Europa. Desta forma, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, pretende integrar a rede ferroviária portuguesa na da Europa além-Pirenéus, onde os comboios circulam sobre linhas com bitola de 1,435 metros, que é 23 centímetros mais curta que a bitola ibérica, cuja distância entre carris é de 1,668 metros.", diz o Público. Ou seja, o nosso comboio pára no vazio de linhas. O trabalho de casa, de novo, mal feito. Ou, então, apenas a tentativa de disfarçar as coisas para o "dito cujo" que aí vem na mesma, travestido, é certo... Este Álvaro anda a aprender...

Álvaro, Álvaro...

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publicado às 09:18

Há quem ainda tenha memória

por Pedro Quartin Graça, em 21.01.11

800 Km´s de linha de comboio desmanteladas, tudo em nome do "progresso" que, supostamente, a rodovia traria. Os resultados estão à vista. O responsável? Toda a gente sabe quem foi.

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publicado às 08:52

Traição contínua

por João Pedro, em 26.03.09
As linhas do Corgo (Régua a Vila Real) e do Tâmega (Livração a Amarante) estão encerradas "por tempo indeterminado" desde ontem à noite, numa ordem dada em cima da hora pela administração da Refer que, em segredo, acordou com a CP um serviço de substituição rodoviário. O motivo oficial é a reabilitação daquelas linhas, mas a empresa não tem qualquer calendarização para iniciar os trabalhos, não dispõe dos projectos para tal e não abriu qualquer concurso público.

Ontem à noite, o maquinista da automotora que costuma ficar na estação de Vila Real recebeu ordens para a trazer de volta à Régua antes da meia-noite, numa operação que faz recordar a forma como há 16 anos encerrou a linha do Tua (entre Mirandela e Bragança) com as composições a regressarem vazias durante a noite para evitar a contestação das populações.

O PÚBLICO apurou que a Refer e a CP preparavam esta operação há já alguns meses, mas decidiram não a divulgar, preferindo fazê-lo em cima da hora. Ontem, às 21h, os sites das duas empresas não traziam ainda qualquer informação sobre esta suspensão. A ordem apanhou de surpresa os ferroviários da estação da Régua e da Livração que, subitamente, ficaram a saber que hoje já não haveria comboios para Vila Real e Amarante. Para a CP, que também omitiu estas alterações aos seus clientes, esta situação é vantajosa visto que o serviço é deficitário e poupa agora no combustível e no desgaste das composições, com a vantagem de ser a Refer a pagar os autocarros de substituição
.
 
Mais uma prova da absoluto desrespeito da CP e da REFER pelos seus utentes, uma atitude que se está progressivamente a tornar rotineira. Depois de encerramentos contínuos de inúmeros troços de linha férrea, desde o fabuloso Sabor até vários percursos alentejanos, e quando se prepara, embora ainda não o admita, para eliminar a linha do Tua, um património único na Europa, a notícia da "suspensão" das linhas do Tâmega e do Corgo caiu que nem uma bomba entre os habituais utilizadores. Pela calada da noite, como quaisquer vulgares bandoleiros, aqueles que tinham obrigação de velar pelos caminhos de ferro acabaram com eles num ápice. A história da "suspensão indeterminada" é truque velho, demasiado datado para que alguém acredite, fora os desonestos.

 

 
 
Enquanto isso, discute-se o traçado do TGV, se entra em Lisboa pelo Norte ou pelo Sul, se passa ou não no aeroporto, se vai a Vigo ou a Ayamonte. O TGV é um dos Bezerros de Ouro do regime, tal como o EURO 2004 era "o desígnio nacional". Promete o futuro radioso à mão de semear por meros 40 Euros, depois de milhares de hectares expropriados, incontáveis discussões e projectos, milhões de Euros gastos nisto tudo e nas inevitáveis derrapagens.

 


 

E o ambiente, as energias renováveis, o cumprimento dos protocolos de redução das emissões de CO2, tudo alardeado com ar beatífico e de aluno cumpridor, quando o interior e o miolo das grandes cidades se esvazia inexoravelmente para os subúrbios dos blocos de betão de má qualidade decorados a marquises ensebadas no meio de campos semi-agrícolas. Para isso, constroem-se barragens concessionadas previamente à EDP, que podiam ser evitadas caso se aumentasse a potência de outras, destruindo-se património humano e natural, com a falsa promessa de que vão atrair turismo e emprego (isto é, construção civil), quando na realidade apenas "secam" tudo à sua volta, quais eucaliptais.


 

 As linhas férreas foram uma forma de vencer as barreiras entre o litoral e o interior, penetrar nas serranias e nos planaltos, quebrar o isolamento de populações desde tempos imemoriais confinados ao seu horizonte montanhoso. Um projecto ambicioso, levado a cabo desde o Fontismo até aos últimos anos da Monarquia, em que os Reis iam pessoalmente à inauguração destes novos troços que mudaram o país para melhor, fosse no Carregado ou nas Pedras Salgadas. Agora, a república em que vivemos resolve unilateralmente e por interposta empresa pública acabar com meios de transporte, que além de ligarem populações carentes de outros meios de comunicação, eram já um património histórico testemunhando a vontade intrépida de ultrapassar obstáculos, como o haviam sido os Descobrimentos e o Douro vinhateiro. A isto tudo a CP obedece sem pestanejar, traindo o compromisso com os seus utentes, continuando a prestar-lhes maus serviços pelos mesmos preços sem sequer ouvir-lhes as queixas (o Intercidades não tem serviço de bar há seis meses). É bem o exemplo do que não deve ser uma empresa pública. Infelizmente, é a regra, e não a excepção.

 


 

Ainda me posso dar por feliz por ter conhecido a linha do Corgo, mesmo que amputada da sua metade até Chaves. Tinha planos para conhecer as do Tâmega e do Tua, mas infelizmente essas esperanças goram-se agora. Já não poderei conhecer essas velhas composições, as paisagens únicas que atravessam, nem os rostos das pessoas traídas pelos seus governantes, para quem não passam de pormenores do seu feudo de "progresso" e inimputabilidade.

 
PS: ver igualmente na Origem das Espécies
 

(Publicado em simultâneo n ´ A Ágora)

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publicado às 14:31






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