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O "one man show" de Passos no Congresso do PSD

por Pedro Quartin Graça, em 23.02.14

- " A realidade é o que é".

- "Se todos tivermos opiniões muito rígidas acerca de tudo a confiança da sociedade diminui..."

- "Ninguém quer uma economia baseada em salários baixos"!

- "É a política que nos comanda"

- "Alguém no país levará isto a sério?"

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publicado às 17:24

Laranjada

por Samuel de Paiva Pires, em 23.02.14

José Adelino Maltez, "As estórias da carochinha":

 

"Entre o bom e velho Estado do Congresso de Matosinhos, de José Sócrates, e o renascimento vocabular da social-democracia, do popularismo ou da via liberal para o mais do mesmo, sempre a mesma cultura pós-totalitária, a nova questão social acrescendo à velha, a permanente teoria da conspiração, o homem de sempre e o vazio de patriotismo regenerador. Sim, o que é isso de Estado? Os desgraçados que o têm como patrão ou cobrador de impostos? Os privilegiados que dele recebem subsídio ou isenção? Infelizmente, continuamos a dizer que o Estado são eles, os do aparelho de poder e das respetivas máquinas de assalto à decisão, isto é, o principado e a sociedade de corte. Quando, em democracia, o Estado devíamos ser nós, o Estado-comunidade, ou o Estado-república. Daí que o partido mais situacionista de Portugal, voltado sobre as próprias entranhas, tenha atingido o clímax quando confirma que Miguel, Relvas, é o ortónimo de Pedro, Passos, numa laranjada em estado puríssimo, onde ambos rimam com Paulo e com Aníbal, para que outros heterónimos, no espaço comunicativo do agenda setting, finjam, depois, que não é verdade o que, na verdade, é. Neste jardim das delícias dos recreios congressistas, confirma-se que corte, expressão derivada do latim cohorscohordis, é aquela parte da casa romana que estava ao lado e complementava o hortus, o jardim. Um nome que tanto deu a côrte dos reis, com um circunflexo no o, donde veio o cortês, a cortesia e o cortesão, como também se manteve numa designação de parte da casa rural portuguesa, a córte dos animais (com acento agudo no o). Soares não foi a esta aula magna e Seguro confirma: para quê a pressa? Na sociedade de corte, há estórias da carochinha, bobos do regime, conversas em família e sopeiras do sistema, mas, no país das realidades pode ser maior a memória do sofrimento."

 

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publicado às 10:58

A "tordização" de Marcelo Rebelo de Sousa

por John Wolf, em 23.02.14

Não vi o congresso do PSD. Não pude. Estive no casamento de queridos amigos. Um matrimónio onde os afectos, as emoções e o amor foram o genuíno mote que guiou os votos dos nubentes. Mas mal cheguei a casa, tarde e a más horas, não resisti e lá fui petiscar uma peça aqui e acolá a propósito do congresso do PSD. De um modo aleatório fiquei-me pela intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa e não fiquei surpreendido com o tom do seu brinde ideológico-partidário. A conversa do coração lacrimoso, de emoção em torno da ternura dos quarenta, levou-me a cunhar a seguinte expressão que serve para ilustrar onde nos encontramos. Efectivamente, Marcelo aplicou o golpe do apelo às emoções fáceis para granjear algum crédito. O espectáculo do one man show baseou-se na nova doutrina do choradinho - o efeito Tordo a fazer-se sentir na política. O apelo à lamechice serve para fazer tábua rasa de considerações maiores, da racionalidade que deve guiar homens de Estado na alegada prossecução da sua missão. Mas não. Não se tratou disso neste caso. Tratou-se de uma private joke a ocupar o tempo de antena do coliseu, mas também do país - e a uma grande distância do que o país requer em termos de liderança. Se Marcelo Rebelo de Sousa quer a casa de Belém, parece que irá utilizar novos métodos, processos de abordagem alicerçados na flor da pele, nas emoções. Assistimos, deste modo, a uma tordização da política. Uma declaração cheia de ternura, mas deprovida de nutrientes políticos, da substância que os cidadãos exigem. A resposta a Marcelo, em forma de carta ou não, não sei se chega. Também não sei se este chega para a encomenda presidencial. Ou talvez seja esse mesmo o perfil requerido. Se o povo se deixa ir no entusiasmo terá precisamente aquilo que merece. E gostos não se discutem. Não se trata de saber se esta é a maior prova de liberdade dentro do PSD. Trata-se de saber se isto espelha bem aquilo que a política hoje é. Uma actividade afastada de si mesmo. Política sem política. Estados sem homens de Estado. Chefias incapazes de interpretar a urgência nacional. Portugal perde o pouco da sensatez e racionalidade que tinha e está cada vez mais entregue aos bichos. 

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publicado às 08:51

Vichysoise para o jantar

por Nuno Castelo-Branco, em 22.02.14

Disse que não ia, mas não só apareceu, como está sentado ao lado do 1º ministro.

Aqui está mais uma vichysoise de Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da tal fundação feita com os bens "nacionalizados" - a palavra bonita que muitas vezes reveste o roubo descarado - à Casa de Bragança.

 

Com a  republicanagem no seu melhor, Barroso que se cuide.

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publicado às 20:19

Miguel Relvas voltou

por Samuel de Paiva Pires, em 22.02.14

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publicado às 19:52

As trocas e baldrocas das confrangedoras "élites" laranja

por Samuel de Paiva Pires, em 27.03.12

Num discurso atroz e cheio de contradições Paula Teixeira da Cruz afirma veementemente que "O PSD recusa o liberalismo clássico e o conservadorismo". Era preciso que a senhora Ministra soubesse o que é que rejeita, mas isso são contas de outro rosário e não se pode pedir muito a quem no mesmo discurso defende ideias como a separação de poderes, que por acaso não tem nada a ver com o liberalismo clássico, enquanto critica as coligações de interesses organizados ao mesmo tempo que defende a justiça social, que por acaso nem é uma ideia fundadora da social-democracia que nem tem precisamente como efeito fomentar as tais coligações de interesses que parasitam o estado e são privilegiadas pelo poder político à custa de todos os contribuintes.

 

Bom, mas também não se pode pedir muito a quem, defendendo a justiça, de que é Ministra, ainda há pouco tempo propunha a elaboração de uma lei tecnicamente impossível, porque discriminatória e contrária não só aos princípios gerais da abstracção e da generalidade como à Declaração Universal dos Direitos do Homem, de que Portugal é signatário. Mas claro que estas alarvidades passam pelos pingos da chuva e até acabam por ser um mal menor num Congresso que se prestou a uma viragem à esquerda de Passos ontem-era-liberal-mas-agora-sou-social-democrata Coelho e a uma radicalização do discurso de Alberto João Jardim, que mais parecia um camarada de Fidel ou de Chávez.

 

Como é que Paula Teixeira da Cruz aceitou fazer parte de um governo liderado por alguém que se dizia liberal, é que muito me surpreende. Oscar Wilde bem afirmou que a coerência é a virtude dos imbecis. Mas Passos Coelho também não precisava de levar isto à letra e tão rapidamente operar uma mudança análoga à de Soares que meteu o socialismo na gaveta. Ou até o podia fazer, se ao menos soubesse justificá-lo. Mas isso também era pedir demais a quem também não sabe bem o que é o liberalismo, o conservadorismo ou a social-democracia. Pensando bem, pelo menos ficamos a saber de que fibra intelectual e moral é realmente feito. Uma fibra mole, muito mole.

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publicado às 21:09






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