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Somos todos socialistas

por John Wolf, em 22.06.14

O problema do Partido Socialista (PS) é que o país inteiro está a ver. O problema do PS já não é o governo que se encontra em plenas funções - é o próprio PS. O problema do PS já não é o desemprego ou o crescimento económico - é a perda de credibilidade perante os portugueses. O problema do PS é terem feito asneiras e não haver modo de as desfazer. O problema do PS é haver muitas agendas pessoais sobre a mesa. O problema do PS é não haver alternativa ao PS. O problema do país é não poder contar com uma oposição centrada nas questões que efectivamente contam. O problema do país é ser obrigado a assistir a um espectáculo degradante nos meses que se seguem. O problema dos políticos é julgarem que o seu partido e o país são a mesma coisa. O problema do PS é haver um duelo entre estátuas e estatutos. O problema do PS é tornar irreversível certos processos de fractura interna. O problema do PS é ter perdido contacto com a realidade. O problema do PS é julgar que o legado do passado pode resolver os problemas do futuro. O problema do PS é não ter realizado a reflexão apropriada sobre o caminho percorrido pelos socialistas por essa Europa fora. O problema do PS é ter de vender a alma ao diabo para conquistar o poder. O problema do PS é julgar que os seus conflitos internos não afectam o país. O problema do PS é considerar que não será julgado pelos portugueses nas próximas legislativas. O problema do PS não é o meu problema, mas já é de todos nós.

publicado às 20:25

A quadratura de Seguro e Costa

por John Wolf, em 27.05.14

António José Seguro ainda vai prestar bons serviços à nação. Ao obrigar António Costa a respeitar as regras da disputa da liderança do Partido Socialista (PS), Seguro vai arrastar as atenções do país para o palco central da pequena política em Portugal e irá levar à praça pública as feridas internas desse partido, expondo as suas linhas fracturantes. O processo que irá decorrer, mais uma vez, servirá para lançar sangue "velho", os mesmos de sempre. Seguro já fez um longo caminho e não me parece que vá entregar de mão beijada o seu lugar a António Costa. Ainda vamos ouvir coisas feias num tom de voz rouco e porventura rancoroso. Em última instância demonstrará perante os portugueses que o partido é mais importante do que o interesse nacional. Veremos que partido resulta desse estado de alma, se mais forte ou claramente enfraquecido. Enquanto essa novela decorrer, o governo pode avançar paulatinamente na prossecução dos seus objectivos. O povo aprecia estes episódios fratricidas e deixa-se levar na discussão. À medida que a disputa pela liderança agudizar, os velhos compinchas da política socialista serão reabilitados e integrados nos planos. Não se surpreendam com equipas surpresas constituídas por protagonistas como Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso, José Sócrates, entre outros velhos conhecidos da praça. A acontecer um Congresso Extraordinário do PS, de extraordinário ou notável pouco terá. Aguardemos então as promessas de António Costa que seguramente se apoiará nos exemplos de obra feita na Câmara Municipal de Lisboa. Mas não me parece que esse modelo possa servir para grande coisa. A autarquia continua deficitária, a cidade ainda longe de um modelo sustentável, embora polvilhada pelo populismo da festa de arromba que continua e continua. E, pelos vistos, o público português deixa-se ir na ilusão do entretenimento. Mais milhão menos milhão para o rio - it´s only rock ´n roll, and I love it...

 

 

publicado às 20:04






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