Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Coisas realmente importantes

por Samuel de Paiva Pires, em 24.01.09

Tendo estudado muito brevemente a aplicação de alguns modelos da teoria dos jogos à política e relações internacionais, fiquei agora a  conhecer esta aplicação realmente inovadora (nota: paquera significa cortejo):

 

Teoria dos jogos explica por que paqueras são demoradas

 

Fêmeas usam o tempo para isolar os machos 'ruins', já que os 'bons' se dispõem a esperar, diz estudo

 


 

(imagem picada daqui)

 

SÃO PAULO - Cientistas criaram um modelo matemático do jogo de acasalamento que ajuda a explicar por que o cortejo é, frequentemente, um processo demorado. O estudo, de pesquisadores do University College London (UCL), Universidade de Warwick e da London School of Economics and Political Science (LSE) mostra que uma paquera prolongada permite que o macho mostre sua adequação à fêmea, que a fêmea discrimine os machos inadequados.

 

 Química do amor logo não terá mais segredos, diz cientista

 Gene condiciona comportamento social em macacos e humanos

 

A pesquisa, publicada na revista especializada Journal of Theoretical Biology, usa teoria dos jogos para analisar como machos e fêmeas se comportam estrategicamente no jogo do acasalamento. O modelo matemático considera um macho e uma fêmea em um encontro de cortejo, e o jogo termina quando um dos dois desiste ou a fêmea aceita acasalar. O modelo pressupõe que o macho é "bom" ou "ruim", do ponto de vista da fêmea, e que ela está interessada em aceitar o "bom" e rejeitar o "ruim". Já o macho ganha pontos se conseguir acasalar com qualquer fêmea, mas recebe mais se for "bom".

 

O estudo buscou comportamentos de equilíbrio estável, no qual as fêmeas se o melhor possível contra o comportamento masculino e os machos, o melhor possível contra o comportamento feminino. Ele mostrou que uma paquera demorada pode acontecer, com um macho "bom" dispondo-se a fazer a corte por um período mais prolongado que um macho "ruim", e com a fêmea adiando o acasalamento.

 

Desse modo, a duração da paquera dá à fêmea informação sobre a qualidade do macho e, ao adiar o acasalamento, ela ganha a oportunidade de obter e usar essa informação.

 

O matemático Robert Seymour, do UCL, diz que "ao adiar o acasalamento, a fêmea é capaz de reduzir o risco de ficar com um macho ruim". Ela lembra que, na espécie humana, o cortejo pode envolver um grande número de jantares, ida a espetáculos e outros programas, que pode durar meses ou anos.

 

"Um dos parceiros, frequentemente o macho, arca com a maior parte do custo financeiro, mas ambos pagam um custo em tempo, que poderia estar sendo usado de forma mais produtiva", explica. Por que as pessoas, e outros animais, não aceleram as coisas? A resposta parece ser o fato de que o cortejo longo ajuda a fêmea a obter informação sobre o macho".

 

O professor Peter Sozou, outro participante do estudo, diz que a solução encontrada pela fêmea é um "ajuste" entre o risco de acasalar com um macho "ruim" e o custo do tempo perdido durante o cortejo. "O problema estratégico da fêmea é como discriminar e isolar os machos ruins", afirma.

publicado às 14:03






Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas


    subscrever feeds