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O Ocidente e Putin

por Samuel de Paiva Pires, em 15.04.14

Daniel Altman:

 

"Recently Angela Merkel, the German chancellor, suggested that Putin was living in a world of his own, divorced from reality. The opposite is true. Putin is a rational actor who steadily pursues his interests, which are well known to the world at large. Appealing to morality, international law, or any other arbiter of behavior other than pure pragmatism is unlikely to succeed with him. Yet by the same token, his straightforward approach makes him the easiest sort of opponent for a similarly minded strategist. He must be surprised that the West still performs so badly against him."

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publicado às 13:02

Reunião Soviética

por John Wolf, em 19.03.14

Não sei qual é o chip que está instalado nas máquinas de política externa dos EUA e de alguns países da UE (Reino-Unido, Alemanha, entre outros), mas Vladimir Putin acaba de dar banho ao cão das aspirações do Ocidente. O russo será provavelmente o político mais hábil da actualidade. Sabe-a toda. E deu uma lição aos campeões-libertadores que haviam demonstrado a sua alegada superioridade moral no Kosovo ou no Afeganistão (a título de exemplo). O discurso de anexação da Crimeia foi uma aula magna, mas também uma primeira lição sobre a nova relação de forças que está a ser desenhada por acção deste senhor e, convenhamos, por omissão de Washington e Berlim. Não é necessário ser um génio para entender quais as implicações desta primeira incursão russa. Por que razão haveria Putin de se quedar pela Crimeia? Contudo, os EUA e a UE usam um código que surtirá pouco efeito na alteração comportamental da Rússia. As sanções, têm, na maior parte dos casos, efeitos limitados - é a Rússia que tem o gás que a Europa precisa. De nada vai servir a apólice de seguro de nome Schroder que se senta aos comandos no board of directors da Gazprom. Não vejo razões para que Putin não aspire a realizar uma Reunião Soviética. A Moldávia já o pressentiu e deixou um aviso claro a Putin - Crimeias aqui não. O que está a acontecer até pode parecer um devaneio imperialista russo, mas olhe que não. Foi a NATO que começou a desenhar um círculo em torno do Kremlin, com destinos geo-estratégicos polacos à mistura, entre outras coisas. Os franceses que estão metidos ao barulho por causa de grandes contratos, podem simular a sua indisposição e cancelar as reuniões do G8 que entenderem, mas não passa de uma farsa para inglês ver. Resta-nos assistir às diversas movimentações caducas do Ocidente. Sim, os EUA e os Europeus foram grosseiros na interpretação dos sinais que se vinham tornando claros há bastante tempo. E lembrem-se: não é a Rússia que está entre a espada e a parede. São outros que estão encostados às cordas.

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publicado às 14:17

Crimeia e o fetiche da Guerra Fria

por John Wolf, em 06.03.14

A propósito do artigo de Daniel Oliveira tenho a dizer o seguinte: it takes two to tango. Estará a Rússia disposta a um acordo político? Será que o desfecho dos eventos que ocorrem na Crimeia servirá de ponto final para a grande estratégia russa? Não creio. Parece-me um pouco ingénua e redutora a simplificação ideológica do Daniel Oliveira. Quando os britânicos garantiam a paz na Europa após negociações com a Alemanha nazi dos anos 30, o que aconteceu a seguir? A Europa foi palco do mais devastador conflito de que há memória. Embora (ainda) não esteja a bombardear a Crimeia, a Rússia faz uso de todos os métodos de apropriação territorial que se conhecem. Certamente não se recordará Daniel Oliveira dos Sudetas e da Alemanha nazi que violou territórios para defender os interesses dos seus "nacionais" residentes na Boémia e na Morávia. A grande questão que os europeus enfrentam relaciona-se com a sua eterna passividade perante o desenrolar os acontecimentos. Em vez de criticar os EUA, os apologistas da emancipação política e militar da União Europeia deveriam fazer um esforço para estabelecer as regras do jogo. Mas para fazer isso de um modo substantivo seria necessário que a Política Externa e de Segurança Comum da UE existisse de facto e fosse para além do plano das intenções. When the shit hits the fan a quem recorrerá a Europa? Será a NATO e os EUA a intervir no terreno. Não existe política recessiva em Realpolitik. Quando a Rússia avança é porque já sabe quais os passos seguintes que irá tomar. Enquanto alguns servem-se da história da Guerra Fria para revelar rancores e interpretar os tempos presentes, outros escrevem a contemporaneidade geopolítica fazendo tábua rasa de considerações ideológicas. E é isso que a Rússia está a fazer. Está a arrastar os restantes actores para uma nova linguagem de projecção de poder, domínio e subjugação. Decerto esquece Daniel Oliveira que a União Soviética também pôs o dedo na gatilho  na guerra do Vietname. O acordo político com a Rússia de que fala Oliveira será negociado por quem? Por uma União Europeia quase incapaz de se manter em pé? Autonomia, autodeterminação ou moralismo são palavras caras que não servem grandes causas. Ainda não temos um nome para definir o que está a acontecer. Porventura por daqui a 10 anos Daniel Oliveira possa dedicar um tomo inteiro a este tema. Agora parece-me prematuro. Misturar juízos de valor com análise política séria geralmente dá asneira.

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publicado às 13:08

Um belíssimo artigo de Henry Kissinger:

 

"That is the essence of the conflict between Viktor Yanu­kovych and his principal political rival, Yulia Tymo­shenko. They represent the two wings of Ukraine and have not been willing to share power. A wise U.S. policy toward Ukraine would seek a way for the two parts of the country to cooperate with each other. We should seek reconciliation, not the domination of a faction.

 

Russia and the West, and least of all the various factions in Ukraine, have not acted on this principle. Each has made the situation worse. Russia would not be able to impose a military solution without isolating itself at a time when many of its borders are already precarious. For the West, the demonization of Vladimir Putin is not a policy; it is an alibi for the absence of one.

 

Putin should come to realize that, whatever his grievances, a policy of military impositions would produce another Cold War. For its part, the United States needs to avoid treating Russia as an aberrant to be patiently taught rules of conduct established by Washington. Putin is a serious strategist — on the premises of Russian history. Understanding U.S. values and psychology are not his strong suits. Nor has understanding Russian history and psychology been a strong point of U.S. policymakers.

 

Leaders of all sides should return to examining outcomes, not compete in posturing."

 

Leitura complementar: Brincadeiras perigosasA "península" do TexasBreves notas sobre a situação na CrimeiaA NATO na Crimeia?Dmitri Trenin sobre a crise na CrimeiaLeitura recomendadaA crise da Crimeia e a ascensão da Rússia na arena internacionalComeçou a escalada do disparate; Sanções?; A irmandade; Liar.

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publicado às 11:29

Sanções?

por Samuel de Paiva Pires, em 04.03.14

Liam Halligan:

 

"Satisfying as that may be to Western diplomats, economic sanctions will be extremely difficult to impose on Russia and are, for all their symbolism, likely to be counterproductive. For one thing, as is clear to anyone who knows Russia’s commercial landscape, many large and powerful Western companies have invested heavily in this vast, resource-rich country and won’t want their interests harmed.

 

Post-Soviet Russia has attracted huge foreign direct investment, going way beyond oil and gas. Western car-makers, retailers and household product companies have piled in, keen to tap into Europe’s second most valuable retail market and Russia’s highly educated and relatively cheap workforce. The likes of VW, Ford, Renault and German engineering giant Liebherr have invested billions in production facilities. Other thoroughbred Western corporates such as Pepsi, Unilever, Procter & Gamble and Boeing are also heavily committed – all of which will seriously complicate any attempt to impose economic sanctions on Russia.

 

Western energy security also looms large, of course. Russia is the world’s third-largest oil producer. Any hint that the flow of Russian crude might be interrupted would cause havoc on global markets. In recent days, as the sanctions rhetoric has cranked up, oil prices have spiked at $2-$3 a barrel. This can only harm Western crude importers such as the UK."

 

Leitura complementar: Brincadeiras perigosasA "península" do TexasBreves notas sobre a situação na CrimeiaA NATO na Crimeia?Dmitri Trenin sobre a crise na CrimeiaLeitura recomendada; A crise da Crimeia e a ascensão da Rússia na arena internacional; Começou a escalada do disparate.

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publicado às 11:14

(foto daqui)

 

Enquanto membro da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico e da Youth Atlantic Treaty Association entre 2006 e 2013, tive oportunidade de participar em dezenas de conferências sobre segurança e defesa, em vários países, inclusivamente na Ucrânia. Sabendo-se da história da NATO no que ao burden sharing concerne, com os EUA a assumirem a fatia de leão das despesas militares, uma ideia que esteve sempre subjacente em várias conferências, sublinhada frequentemente por norte-americanos, foi a da ausência de pensamento estratégico por parte dos europeus, que acabam sempre por se escudar nas capacidades civis e no soft power.

 

Ora, perante o que está a acontecer na Crimeia, é caso para perguntar onde é que anda o tão célebre pensamento estratégico norte-americano, quando não só previram que Putin não iria invadir a Ucrânia, mostrando claramente que não aprenderam nada com a invasão da Geórgia em 2008 e que continuam sem conseguir entender minamente o mindset de Putin, como também parecem não conseguir esboçar uma resposta minimamente séria no devido tempo?

 

Não me interpretem mal. Sou atlantista e pró-americano, mas assim como os norte-americanos gostam de falar no seu quintal, ou seja, na sua esfera de influência, também deveriam entender - sob pena de colocar em causa o equilíbrio geopolítico na Europa - que a Rússia, goste-se ou não, também tem a sua esfera de influência. Mais, quando se começa a procurar atrair países da órbita russa para a integração euro-atlântica e a subverter regimes com base numa política externa alicerçada num idealismo fundamentado nas teorias do desenvolvimento democrático, tem de se estar preparado para responder a todo o tipo de eventualidades quando se dão as famosas transições democráticas por via da ruptura. A impreparação que, novamente, fica exposta, evidencia o perigo que este tipo de idealismo pode consubstanciar, estando na origem de um problema que a Europa dispensava perfeitamente. Idealismo este que casou perfeitamente com a vontade de vingança de vários povos em relação aos russos, que, naturalmente, se compreende, mas que acaba por toldar a visão de muitos dos seus governantes. Estes, ao invés de procurarem um equilíbrio entre as aspirações ocidentais e russas, acabaram, em muitos casos, a alinhar declaradamente com os norte-americanos e a acirrar o ódio contra os russos, e se alguns estão já protegidos pela NATO, outros, como a Ucrânia e a Geórgia, aprenderam e estão a aprender da pior maneira que não se pode simplesmente acordar o urso e dizer que a culpa é do urso e ainda esperar que terceiros os defendam do urso. 

 

O facto de, até agora, a maior parte das possíveis respostas se centrar apenas em eventuais sanções económicas e no isolamento diplomático da Rússia - sendo altamente duvidoso que existam condições para o conseguir -, permite concluir que o Ocidente já saiu derrotado. A verdade é que, como este artigo evidencia, a Europa está economicamente vergada aos oligarcas russos e Putin sabe perfeitamente que os Estados Unidos não irão responder militarmente. De onde se conclui que sem hard power e a vontade de o utilizar não há soft power nem idealismo que resista.  Tal como aconteceu na Geórgia, a Ucrânia ficará, provavelmente, abandonada à sua sorte, para mal dos ucranianos, e a Rússia sairá reforçada na arena internacional. Se Bush terá sido, para muitos, um desastre em termos de política externa, Obama poderá ficar para a História como o Presidente americano que facilitou a ascensão da Rússia no século XXI. 

 

Leitura complementar: Brincadeiras perigosasA "península" do TexasBreves notas sobre a situação na CrimeiaA NATO na Crimeia?Dmitri Trenin sobre a crise na Crimeia; Leitura recomendada.

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publicado às 16:05

Leitura recomendada

por Samuel de Paiva Pires, em 03.03.14

Ben Judah, Why Russia No Longer Fears the West:

 

"Vladimir Putin knows this. He knows that millions of Russians will cheer him as a hero if he returns them Crimea. He knows that European bureaucrats will issue shrill statements and then get back to business helping Russian elites buy London town houses and French chateaux. He knows full well that the United States can no longer force Europe to trade in a different way. He knows full well that the United States can do nothing beyond theatrical military maneuvers at most.

 

This is why Vladimir Putin just invaded Crimea.

 

He thinks he has nothing to lose."

 

Leitura complementar: Brincadeiras perigosasA "península" do TexasBreves notas sobre a situação na CrimeiaA NATO na Crimeia?; Dmitri Trenin sobre a crise na Crimeia.

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publicado às 14:33

Dmitri Trenin sobre a crise na Crimeia

por Samuel de Paiva Pires, em 02.03.14

The crisis in Crimea could lead the world into a second cold war:

 

"In Moscow, there is a growing fatigue with the west, with the EU and the United States. Their role in Ukraine is believed to be particularly obnoxious: imposing on Ukraine a choice between the EU and Russia that it could not afford; supporting the opposition against an elected government; turning a blind eye to right-wing radical descendants of wartime Nazi collaborators; siding with the opposition to pressure the government into submission; finally, condoning an unconstitutional regime change. The Kremlin is yet again convinced of the truth of the famous maxim of Alexander III, that Russia has only two friends in the world, its army and its navy. Both now defend its interests in Crimea.

 

The Crimea crisis will not pass soon. Kiev is unlikely to agree to Crimea's secession, even if backed by clear popular will: this would be discounted because of the "foreign occupation" of the peninsula. The crisis is also expanding to include other players, notably the United States. So far, there has been no military confrontation between Russian and Ukrainian forces, but if they clash, this will not be a repeat of the five-day war in the South Caucasus, as in 2008. The conflict will be longer and bloodier, with security in Europe put at its highest risk in a quarter century.

 

Even if there is no war, the Crimea crisis is likely to alter fundamentally relations between Russia and the west and lead to changes in the global power balance, with Russia now in open competition with the United States and the European Union in the new eastern Europe. If this happens, a second round of the cold war may ensue as a punishment for leaving many issues unsolved – such as Ukraine's internal cohesion, the special position of Crimea, or the situation of Russian ethnics in the newly independent states; but, above all, leaving unresolved Russia's integration within the Euro-Atlantic community. Russia will no doubt pay a high price for its apparent decision to "defend its own" and "put things right", but others will have to pay their share, too."

 

Leitura complementar: Brincadeiras perigosasA "península" do TexasBreves notas sobre a situação na Crimeia; A NATO na Crimeia?

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publicado às 15:48

A NATO na Crimeia?

por Samuel de Paiva Pires, em 01.03.14

Um artigo do ex-SACEUR da NATO que termina com uma série de sugestões interessantes. Mas a principal questão a colocar é por que razão deveremos entrar numa guerra com a Rússia por causa da Crimeia, uma região onde a esmagadora maioria da população é russa e onde se encontra a esquadra russa do Mar Negro? Argumentos a respeito da ingerência nos assuntos internos de terceiros, da inviolabilidade das fronteiras e da manutenção da integridade territorial dificilmente colhem, na medida em que o Ocidente também tem vindo a ingerir nos assuntos internos da Ucrânia e quando lhe é conveniente também promove a violação de fronteiras e da integridade territorial, como no caso do Kosovo. Também não é despiciendo salientar que a maioria da população da Crimeia é pró-russa e pró-Yanukovych, pelo que mais depressa prefere fazer parte da Rússia ou tornar-se independente do que integrar uma Ucrânia cujo futuro é uma incógnita. Mais, se durante a Guerra Fria a doutrina da Mutual Assured Destruction permitiu assegurar o equilíbrio geopolítico entre os dois bloco, tendo apenas ocorrido proxy wars, como é que alguém pode sequer equacionar seriamente a possibilidade suicida de entrar agora numa guerra directamente com a Rússia? 

 

Leitura complementar: Brincadeiras perigosasA "península" do TexasBreves notas sobre a situação na Crimeia

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publicado às 20:54

Breves notas sobre a situação na Crimeia

por Samuel de Paiva Pires, em 01.03.14

1 - O Ocidente não aprendeu nada com a intervenção russa na Geórgia em 2008.

 

2 - Os ucranianos não aprenderam nada com a cobardia de europeus e norte-americanos que, na Geórgia e nos países varridos pela Primavera Árabe, depois de passarem anos a fazer promessas, a despejar dinheiro e a "promover a democracia" por via da subversão ideológica nas respectivas sociedades civis - com a melhor das intenções, note-se, sem quaisquer interesses geopolíticos e geoestratégicos subjacentes, claro, que isso é coisa que só os malvados russos e chineses têm -, quando, como se diz em estrangeiro, shit happens, ficam paralisados e/ou não sabem o que fazer e pura e simplesmente perdem o controlo da situação.

 

3 - Ainda assim, há, do lado de lá do Oceano Atlântico, quem queira responder militarmente à Rússia, coisa de que, como assinalou o Nuno Castelo-Branco, não se ouvia falar desde a crise dos mísseis de Cuba, e a NATO comprometeu-se com a Ucrânia, em 1997, a assegurar a independência, a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras do país. É mesmo disto que estamos a precisar, outra guerra na Europa.

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publicado às 17:16






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