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A Reforma da Igreja Católica Portuguesa?

por John Wolf, em 13.03.14

Não professo nenhuma religião em particular, mas sou adepto ferveroso da universalidade, do humanismo e da transformação que deve marcar as nossas vidas. A partida do Cardeal Patriarca de Lisboa D. José Policarpo poderá servir para a Igreja Católica Portuguesa admitir uma nova doutrina de intervenção. O Papa Francisco veio agitar as consciências e relembrar a singularidade da simplicidade do homem. A energia vital que espalha transcende os cânones da Igreja Católica e mobiliza não crentes para desígnios que dispensam o magistério dos rituais. Cada homem, sem capa ou batina, pode intervir em nome do bem comum. É essa a mensagem que o Papa Francisco transmite. Será que existe em Portugal um eclesiástico que se possa apresentar ao país com essa mesma luz de inspiração? Em tempo de falência de instituições, a reforma da Igreja Católica portuguesa seria mais que bem-vinda. Gostava sinceramente de ver um Cardeal capaz de fazer uso de uma linguagem mais adequada aos nossos tempos. A distância hierárquica que o Papa Francisco encurta, na sua devoção aos fiéis, é algo que deve ser emulado, seguido como exemplo de pleno renascimento. As pessoas caídas em desgraça económica e social precisariam também de uma nova expressão de fé. E, na minha opinião, esse é um papel que a Igreja Católica portuguesa pode desempenhar. Os homens, grandes e pequenos, devem caminhar lado a lado nesse caminho incerto. Um país declaradamente católico como Portugal, deveria abraçar a revolução da mensagem e do estilo que definem o Papa Francisco. A vida dos crentes tornar-se-ia, na minha opinião, um pouco mais leve. Ganharia ainda mais sentido.

publicado às 09:32

Ainda a respeito das afirmações de D. José Policarpo

por Samuel de Paiva Pires, em 18.01.09

 É ler o que escreve o João Miranda no DN:

 

D.José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, defendeu que os casamentos entre mulheres católicas e muçulmanos podem ser uma fonte de sarilhos. Com estas declarações, D. José Policarpo fez uma crítica implícita ao estatuto da mulher no mundo muçulmano, estatuto esse que não seria facilmente aceite por uma mulher de cultura católica. Estas palavras geraram uma onda de críticas. D. José Policarpo foi acusado de fazer generalizações abusivas e de promover a discriminação dos muçulmanos.


A Amnistia Internacional pediu que D. José Policarpo fizesse uma retractação. A Amnistia considera que as declarações de D. José Policarpo fomentam a intolerância e atentam contra o espírito de fraternidade e paz. Existe uma infeliz ironia nesta posição da Amnistia Internacional. A Amnistia Internacional adquiriu a sua reputação por lutar pelos direitos humanos mais básicos. A Amnistia Internacional devia, por isso, ter como prioridade a luta contra a discriminação das mulheres muçulmanas. Mas, em vez disso, opta por tentar suprimir as críticas a essa discriminação. A Amnistia Internacional devia defender todos aqueles que, nos países muçulmanos, são perseguidos por criticarem a religião muçulmana. Mas, em vez disso, prefere criticar quem faz uma crítica certeira à religião muçulmana.


D. José Policarpo identificou correctamente uma das fontes de discriminação das mulheres no mundo muçulmano. Fez uma generalização? Claro que sim. Mas todas as pessoas inteligentes conhecem as vantagens e os limites das generalizações. As generalizações permitem chegar à essência do problema. Neste caso, a essência do problema é que os factores culturais e religiosos são a principal causa de discriminação das mulheres no mundo muçulmano. No entanto, as generalizações não se aplicam a todos os casos particulares, mas como nenhum de nós é estúpido, todos sabemos que não se aplicam. D. José Policarpo não terá sido intolerante? Dificilmente. A crítica cultural e religiosa é parte integrante de uma sociedade livre e tolerante. Tolerar implica também tolerar a crítica.

publicado às 16:44






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