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Os ventos da fome e do autoritarismo

por João Pinto Bastos, em 25.01.14

Dizia Benjamin que a história não é um continuum guiado pelo Progresso. Nem pela razão, acrescentaria eu. Porém, há quem pense de um modo bem distinto. Só isso explica que ainda haja por aí quem se surpreenda com o facto de, em muitas latitudes, haver povos e regiões que não dão um único centavo pela Ideia democrática. No fundo, o que importa relevar é que os tempos de domínio intangível do eurocentrismo findaram. Com ou sem liberdade, com ou sem democracia de tipo ocidental, o que interessa às grandes massas, muitas vezes famintas, deste mundo é, perdoem-me a ironia deslocada, a concretização prática do famoso slogan do PPD/PSD: paz, e, sobretudo, pão, e, depois, com algum jeitinho, a liberdade. É bom que se entenda isto, porque já não há, em rigor, espaço e manobra para semeaduras atabalhoadas de um tipo de liberdade que nós, ocidentais, há muito que deixámos de compreender.

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publicado às 13:32

Um recuo civilizacional sem precedentes

por João Quaresma, em 12.10.13

«A liberdade com roupagem de opulência, consumo, "conforto" e prazer escondia, pois, indústrias milionárias de alienação, a destruição sistemática das instituições inculcadoras da ordem social, cultural, e política. Foi com a benção do consumismo, do crédito para todos, do dinheiro barato que se semeou a crença que a felicidade individual só se realizaria com a substituição do dever pelo prazer e quando todas as formas de autoridade fossem substituídas pela cultura do lúdico. Certamente que ao cerrado combate para a destruição da escola e da cultura na sua expressão mais latitudinal - hoje transformadas em negócio e consumo - implicaria ipso facto o fim da própria ideia de cultura. Pensaram os ingénuos que se abria uma nova era de ilimitado experimentalismo e busca de um novo tipo de homem. Compreende-se agora o mito da "classe média", solução engenhosa para desagregar a cultura de classe (inerente a cada grupo social) e sobre ela criar uma só classe de consumistas, angariadores de crédito e prazer. A bolha imobiliária (como a bolha do automóvel para todos, a bolha das PPP's para abrir estradas levando às "novas urbanizações") - tudo isso um negócio que requeria mais mercado.

A verdade é que o capitalismo libertário se desfez deliberadamente de todas as formas de limitação - por via da moral, da ética, da responsabilidade - para, assim, implantar, não o contrário da velha ordem burguesa, mas uma sociedade sem centro, um não-Estado, uma anti-economia. Assim se explica a continuada mutilação da dimensão integradora do Estado - assistencial, educadora, codificadora, policiadora - ao longo das últimas três ou quadro décadas. Assim fica explicado o derrube da ideia de fronteira política e económica, a desvalorização moral do trabalho, a exaltação do protestarismo, o culto do "Outro" (multiculturalismo), o combate cerrado contra o patriotismo, as forças armadas e a "educação autoritária". Neste combate, a esquerda divulgou, vulgarizou, legitimou os chamados "sentimentos nobres", enquanto aderia sem reserva alguma à globalização, às migrações, à "cidadania universal". A "cidadania universal" queria apenas dizer mais imigrantes, derrube do sistema social europeu, deslocalização do aparelho produtivo. A Europa, que por via dos fascismos e do comunismo, se armara de dispositivos para regular o desespero dos pequenos, assistiu ao longo dos últimos anos a um recuo civilizacional sem precedentes. Para iludir o vazio, o liberalismo libertário inventou a ilusão da participação, estimulando o convivialismo das internets, as tribunas opinadoras, as causas que - tantas são - dispersam a angústia e compensam psicologicamente os cidadãos pela perda efectiva de capacidade interventora.»

 

Miguel Castelo-Branco, no Combustões.

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publicado às 06:14

A verdadeira expressão da decadência portuguesa

por Samuel de Paiva Pires, em 11.06.13

Depois de, no Dia de Portugal, Dilma Rousseff e Passos Coelho terem reafirmado a entrada em vigor do Aborto Ortográfico, apetece-me recuperar este meu post

 

A verdadeira decadência portuguesa não se expressa realmente na crise económica e financeira. Esta tem volta a dar, e mais pelas variáveis externas que internas, obedecendo ao tom de sempre da política externa portuguesa. Se há algo que incorpora em si todas as características de decadência da nação, com tudo o que lhe subjaz de irracional, coercivo e errado, é o Acordo Ortográfico. Infelizmente, temo que este já não tenha volta a dar, o que é sintomático da apatia dos portugueses e da ignorância e arrogância dos desgovernantes. Como escreve Pacheco Pereira"A única força que sustenta o Acordo é a mesma que condenou o país a esta crise profunda: inércia." Como quase tudo em Portugal, foi feito com os pés e é empurrado com a barriga. E trata-se, na verdade, de algo que nunca deveria ter sido feito e que um governo que fosse realmente liberal já teria rasgado e deitado fora. 

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publicado às 15:36

A grandeza passou a ser coisa do passado

por João Quaresma, em 09.04.13

Por nenhuma razão em especial (mas coincidindo com a notícia de ontem) por estes dias lembrei-me da Ally e do Galfried, um casal inglês amigo da família. Conheceram os meus pais quando, de mapa de Lisboa na mão, lhes pediram indicações e, conversa puxa conversa, ficou uma amizade que durou anos, até à morte de ambos. Para mim, ficaram como a referência dos ingleses no seu melhor: simpáticos, educados e apreciadores do que de bom as outras nações têm para oferecer, por muito diferentes que sejam da Grã-Bretanha (o que nem sempre acontece com os seus conterrâneos).

Em especial o Galfried. Pessoa extremamente culta, que conhecia bem as artes e a História de vários países (até a da Índia antes da colonização britânica), incluindo a de Portugal. Bom conversador, com uma educação irrepreensível, maneira de estar e aparência de um cavalheiro inglês de boa linhagem, entre quem o visse e ouvisse ninguém diria que toda a sua vida tinha sido um bobby: um simples polícia londrino. Não tinha sido educado em Eton, Oxford ou Cambridge mas tão simplesmente na escola pública e a sua bagagem cultural tinha sido adquirida nas bibliotecas públicas, nos documentários da BBC e nas viagens, depois de se reformar. Era o exemplo do melhor do elitismo britânico: aproximar as classes populares dos níveis educacionais e culturais das elites.

Ambos gostavam bastante de Portugal, voltando várias vezes e ficando numa casa nossa. Também recebemos amigos deles, ingleses e um casal de professores universitários australianos a quem disseram: «Não se pode conhecer bem a Europa sem conhecer Portugal». Ao Galfried, intrigava-o o 25 de Abril, e o facto de Portugal ter estado à beira de uma guerra civil: «Como foi possível num país tão antigo, um povo que nos maus momentos esteve sempre tão unido e foi sempre tão forte? Em Inglaterra, é impossível os comunistas tomarem o poder. Para o fazerem teriam de nos virar uns contra os outros, e isso é muito, mas mesmo muito difícil de fazer. Somos muito unidos, como se fôssemos uma família. E em parte devemos isso ao Sr. Hitler».

Durante a guerra, Galfried tinha estado na artilharia anti-aérea, defendendo a sua Londres contra os bombardeiros alemães. Dizia que os meses que durou o Blitz tinham mudado muito os ingleses na maneira de pensar e de se relacionarem. Toda a gente compreendeu que tinham todos de trabalhar em conjunto e de se ajudarem uns aos outros, de aceitar sacrifícios e esquecer diferenças e divergências. Londres era ela própria um campo de batalha e todos, de uma maneira ou de outra, tomaram parte nesse combate, da jovem enfermeira auxiliar Ally à princesa (e futura rainha) Isabel. Todos entenderam que cada dia e cada noite podiam ser os últimos, que a próxima bomba a cair podia ser a sua, e que se devia fazer o máximo pelo país e pelo próximo, e o possível para aproveitar a vida. Quando uma família perdia a sua casa, os vizinhos acolhiam-na o tempo necessário. Quando uma criança ficava órfã ou um idoso ficava só, havia sempre um lar disposto a recebê-lo, fosse num quarto em Londres ou num castelo na Escócia. Todos tomavam a iniciativa e ninguém ficava à espera que o Estado viesse ajudar. Maridos e mulheres separados pela distância escreviam-se dizendo que não se importavam que se relacionassem com outras pessoas, se isso as fizesse sentir melhor. Todos entenderam que eram um só povo e todos puxaram para o mesmo lado.

Esse Reino Unido, valente, determinado e unido, em parte desapareceu ontem com a morte de Margaret Thatcher, o último primeiro-ministro que trabalhou para que o país fosse assim. E como diz Miguel Castelo Branco, «a Europa, ou o que dela resta, morreu hoje um pouco mais». A Europa feita de nações com energia própria, rica na sua diversidade e liberdade de acção, foi substituida por um condomínio de mercados e de plutocracias, onde os povos foram castrados de poder e vontade própria, reduzidos a moles de consumidores e contribuintes, bananizados e viciados em satisfacções rasteiras. O Reino Unido era uma das nações que lhe servia de alicerce e que, mesmo pelo seu distanciamento, mais a influenciou. Hoje já não faz Austins nem Rovers, os bobbies podem vir a ser privatizados, as caçadas à raposa foram substituidas pela caça ao "politicamente incorrecto" e, mesmo com a Rainha e a libra estrelina, está em muitos aspectos irreconhecível.

Londres voltou a arder em 2011 não por obra dos bombardeiros da Luftwaffe mas dos incendiários sustentados pelo welfare state, instruídos como carneiros pela Educação Inclusiva, educados na mesquita mais próxima e cujas noções de cidadania foram obtidas no fast food mais barato. O elitismo saudável e construtivo foi banido pelo populismo destruidor, que tudo reduz ao mínimo denominador comum e ao culto da infantilização tutelada pelo Estado (nem nas olimpíadas de Moscovo, em 1980, nem de perto nem de longe se assistiu a algo de tão ridiculamente ideológico como a homenagem ao Serviço Nacional de Saúde na abertura dos jogos de Londres). É uma decadência que todos constatam mas a que uns se resignaram e outros, por entre as recordações trazidas por Downton Abbey, os discursos inflamados de Nigel Farage, e a utopia actual de Midsomer Murders (de uma Inglaterra inglesa em pleno Século XXI) não conseguem travar. Lamentavelmente, da glória do Blitz à futilidade das corridas de Ascot, cada qual à sua maneira, a grandeza e a identidade própria passaram a ser vistas como coisas do passado.

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publicado às 20:05

Portugal decadente

por Samuel de Paiva Pires, em 30.12.12

Andou um pai (Adriano Moreira) a criar uma filha para isto. Como escreve António Araújo, "Numa leitura mais desprevenida, concluir-se-ia estarmos perante um simples rancho de palhacitos idiotas, um conjunto de betos urbano-depressivos imbecis com inclinações passionais suicidárias." E como  assinala Filipe Nunes Vicente, este post "Concentra tudo o que é a cultura lambeadolescente, sexofílica, chupamédia e hipercorrecta de hoje." Ocorre-me ainda que a dita é deputada da nação. Faz sentido. 

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publicado às 23:14

Ponte Aérea

por joshua, em 07.12.12

A Dora e o Raul foram deixar a filha no aeroporto. O Alfredo e a Catarina foram deixar o mais velho no aeroporto. A Guida e o André foram levar o primogénito ao aeroporto. Manuel e Teresa foram deixar a filha no aeroporto. Maria Rocha e Jorge Ferreira foram levar o filho ao aeroporto. Artur e Laura foram deixar a filha no aeroporto. Emanuel e Sofia foram levar os gémeos ao aeroporto. Vítor e Yolanda foram deixar o rapaz no aeroporto. Manuela e Vitória foram deixar a mais velha no aeroporto. Fernando e Socorro foram levar o moço ao aeroporto. O Partido Socialista e o Partido Social Democrata construíram estradas ao lado de estradas e aeroportos a fazer de mortos para que finalmente, num certo dia, acabássemos por ir deixar a nossa juventude no aeroporto. A Procuradoria Geral e o Presidente da República fecharam diligentemente os olhos para que, num belo dia, pudéssemos deixar os nossos irmãos e irmãs, sobrinhos e sobrinhas, no aeroporto. O Regime, os Corruptos do Regime, os Ladrões e Comissionistas Perpétuos dos Orçamentos do Regime, trabalharam arduamente para que nos não fosse de todo impossível deixarmos filhos, irmãos, cunhados e genros, no aeroporto. Enfermeiros. Engenheiros. Arquitectos. Professores. Operários. Criativos. Ámen. Assim seja.

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publicado às 23:55

A verdadeira expressão da decadência portuguesa

por Samuel de Paiva Pires, em 29.09.12

A verdadeira decadência portuguesa não se expressa realmente na crise económica e financeira. Esta tem volta a dar, e mais pelas variáveis externas que internas, obedecendo ao tom de sempre da política externa portuguesa. Se há algo que incorpora em si todas as características de decadência da nação, com tudo o que lhe subjaz de irracional, coercivo e errado, é o Acordo Ortográfico. Infelizmente, temo que este já não tenha volta a dar, o que é sintomático da apatia dos portugueses e da ignorância e arrogância dos desgovernantes. Como escreve Pacheco Pereira, "A única força que sustenta o Acordo é a mesma que condenou o país a esta crise profunda: inércia." Como quase tudo em Portugal, foi feito com os pés e é empurrado com a barriga. E trata-se, na verdade, de algo que nunca deveria ter sido feito e que um governo que fosse realmente liberal já teria rasgado e deitado fora. 

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publicado às 16:02

«Hope and change»

por João Quaresma, em 11.09.12

Um momento de televisão que diz muito do estado de espírito dos norte-americanos: desilusão com a situação actual e a consciência de que estão num momento decisivo em que ou recuperam ou se afundam na decadência. E recuperar significará retornar às referências e aos valores que trouxeram os sucessos passados de que hoje se sente a falta. Uma reflexão que também podemos fazer em Portugal. Como foi possível deixar um belíssimo país como nosso, com potencialidades e condições excepcionais e invejadas por outros, que bastaria ser gerido de acordo com os seus interesses para ser um dos melhores da Europa, chegar a este ponto? Quando foi que nos deixámos de preocupar? A quem é que demos ouvidos e não devíamos ter dado?

 

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publicado às 00:05

Sintomas de decadência civilizacional

por Samuel de Paiva Pires, em 27.08.12

Enquanto por cá uma engenheira biomédica do Bloco de Esquerda escreve que não é possível distinguir moralmente entre humanos e animais, nos EUA há quem clame por igualdade de direitos entre homens e mulheres no que diz respeito a fazer topless. Há quem possa dizer que isto são apenas efervescências da silly season. A mim parecem-me sintomas de decadência civilizacional, reveladores da indigência intelectual que grassa em muitas mentes ocidentais.

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publicado às 21:24

Alarvidades

por Nuno Castelo-Branco, em 16.02.11

A mentira e os pensamentos reservados, fazem parte do sistema. Durante a campanha eleitoral, todos os intervenientes no "concurso a Belém", foram pródigos em declarações anti-FMI, adiando uma decisão que todos sabemos que mais tarde ou mais cedo, chegará. Estes cavalheiros não hesitam em defender os seus particulares interesses - sejam eles de grupo, bolso ou de auto-promoção -, em detrimento do país que subordinado aos seus apetites e incompetência, acaba sempre por sair prejudicado.

 

O Sr. Cavaco Silva está "temeroso" da possível entrada do FMI. Diz ele. Pelo seu lado, os acólitos de serviço tecem laudatórias notícias acerca de "intensos contactos e negociações presidenciais", tendentes a colmatar as brechas que se conhecem. Mais ainda, rouquejam uma tantas loas à previdência - quase providência divinal - do Sr. presidente, perito nestas e noutras matérias. É de facto um perito e a prova disso, consiste no resplandecente estado a que chegámos e que ele durante mais de quatro anos, ajudou a atingir.

 

Já percebemos que todos, todos eles, têm apontada a porta de saída. Para onde, é coisa que ainda não se sabe e nem sequer interessa. Para a abortada 4ª República, não é, de certeza absoluta.

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publicado às 12:40

Para ler com muita atenção

por Nuno Castelo-Branco, em 09.01.11

"Essa comparação pode ser usada como analogia para o que se passa no Ocidente e em países como a China e a Índia. Há alguns anos, em 2005, o tema engineering gap veio à tona. Recordo que entre os EUA e a Europa já se notava uma discrepância em favor do primeiro, preferindo a Europa formar maus bacharéis nas humanidades, destinados a ocupar cargos burocráticos ou a formar o lumpen proletariado intelectual que pressiona por mais expansão do sector público, mas essa discrepância era ainda maior quando se comparava os EUA com a China e a Índia, que então já formavam muito mais engenheiros que os EUA."

 

Leia os textos completos AQUI e AQUI

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publicado às 22:19

A ler

por Samuel de Paiva Pires, em 05.01.09

 António Barreto no seu Jacarandá:

 

Habituámo-nos a tudo. Às querelas inúteis. À mediocridade dos partidos. Aos conflitos entre governo e presidente. À chantagem que as regiões autónomas exercem sobre a República, os órgãos de soberania e os partidos. Ou à pobreza de espírito e à subserviência dos deputados. Difícil, apesar de tudo, é habituarmo-nos a tão inepto Parlamento.

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publicado às 21:48






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