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Postas de pescada

por Nuno Castelo-Branco, em 28.02.14

A propósito  de um livro recentemente publicado, João Soares está na SIC Notícias a puxar pelos galões republicanos. E do que fala ele? De Nova Lisboa, vulgo Huambo, cidade "totalmente republicana". O homem está deslumbrado com a obra portuguesa em Angola - aproveita para secundarizar Paiva Couceiro e "outros" - ,  tece loas ao que foi construído e recorda Norton de Matos, um bom republicano, sem dúvida, mas a antítese daquilo  que republicanismo soarista sempre significou. 

 

Nova Lisboa é a Huambo que foi arrasada a tiro de canhão pelos camaradas de Soares. Camaradas de "lutas" como o MPLA - aliás, seu colega na Internacional Socialista - e camaradas de "boas causas" como a UNITA, cujo chefe era seu compadre. Não esquecer os bons ofícios destrutivos de alguns camaradas ainda bem próximos, colegas de partido e camaradíssimos por apertados laços de sangue. 

Nova Lisboa foi destruída e vai sendo lentamente reconstruída. Um escusado desastre em nome de quê e para quê? Onde está a azáfama económica  de há quarenta anos? O que aconteceu ao Caminho de Ferro de Benguela e em que estado se encontram as suas outrora colossais e moderníssimas oficinas? O que sucedeu às escolas, hospitais, postos médicos, armazéns, fazendas e toda uma série de infra-estruturas que faziam da Angola de 1973, um exemplo de progresso sustentável?

 

João Soares pode despejar as postas de pescada onde quiser, mas não convence nem o mais distraído. Haja um mínimo de pudor. 

publicado às 21:42

Ainda e sempre, em estado de negação

por João Quaresma, em 23.05.12

 

«Encargos públicos com as parcerias público-privadas subiram 28,8% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2011. Já se gastou um terço da despesa orçamentada para este ano.»

 

Um ano depois e continuamos nisto: com a falência ao virar da esquina. Por muito bem intencionado que Álvaro Santos Pereira seja - e acredito que é - não há vontade política para anular os contratos das PPPs porque os interesses instalados continuam a acreditar lunaticamente nas promessas de Guterres e de Sócrates, e recusam-se a acordar para a realidade. E assim, continua a não haver vontade política para mudar de um rumo que levará o país ao desastre final. 

 

Está na altura de pôr o dinheiro a sêco, e arranjar lugar num salva-vidas.

publicado às 23:30

Andamos a fazer asneiras há demasiado tempo...

por Nuno Castelo-Branco, em 12.09.08

Podemo-nos questionar se efectivamente Portugal estava atrasado em 1900!? De acordo com P. Bairoch (”europe´s Gross Natonal Product 1800-1975″) um Português em 1860 tinha 77% da riqueza de um alemão, 93% da de um Dinamarquês (imagine-se!!!), 75% da de um Francês, 47 % da de um Inglês… em 1913 cada português tinha 76,4% da riqueza que tinha em 1910 (apenas 3 anos o rendimento cai 23 % !!!)
O que quer dizer que, muito provavelmente (faltam-me dados) em 1910 o rendimento de cada Português poderia ser equivalente ao dum francês, superior ao dum alemão e á dum dinamarquês. Dá vontade de sonhar onde poderíamos estar se não tivesse havido a I republica e toda a propaganda de instabilidade social desde 1890

publicado às 16:54






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