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Mas quererá fazer-nos passar por parvos?

por Eduardo F., em 18.01.12
Segundo o Expresso, Gabriela Canavilhas, autora da projecto de lei da Cópia Privada (a que o Samuel aqui alude), terá afirmado que "[n]ão são os cidadãos portugueses que devem pagar esta taxa [de discos rígidos, telemóveis, pens, CD, impressoras, etc.]. Esta não se devia notar no preço final do produto". A deputada Canavilhas acha que como os comerciantes têm uma margem "excessiva" nesses produtos devem ser eles a suportar a "taxa", diminuindo as suas margens. E qual é a autoridade da ex-ministra para achar que a margem é excessiva? Não será antes a remuneração que aufere enquanto deputada que é, ela sim, manifestamente excessiva? Com quantos mais empregos e empresas quer a deputada acabar?

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publicado às 18:51

é o título da crónica de  Alberto Gonçalves, hoje, no DN. Um excerto (meus realces):

«[Cavaco Silva] aparentemente gostaria que a abolição dos subsídios de férias e de Natal se estendesse ao sector privado. Embora não surpreenda que um dos fundadores do lendário "monstro" apareça a defender a respectiva criação, é deprimente ver um presidente da República propor uma alternativa ao desastre que apenas garantiria a antecipação do desastre. Ou um ex-presidente, o dr. Soares, a subscrever os palpites do actual sob o argumento de que o Governo "corta em tudo o que pode cortar e não pensa nas pessoas".

 

O problema, por acaso, é justamente o facto de o Governo não cortar em tudo o que podia, e devia, cortar.O problema é o Governo pensar demasiado nas pessoas, quer enquanto fonte de impostos, quer enquanto beneficiárias abúlicas da redistribuição dos ditos. O problema é a sucessão de "estadistas" cuja generosidade missionária e rematada estupidez conduziu o país à desgraça vigente. O problema é um país que estrebucha contra o fim do Estado "social" quando cada "nova" decisão política desesperadamente alimenta o Estado "social" que torna o país inviável. Muitos problemas? Não há problema: a solução é sempre a mesma ou, como profetizava um economista em voga, a longo prazo estaremos todos mortos - e a curto Portugal também.»

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publicado às 14:04

Os cortes anunciados nos salários

por Eduardo F., em 13.10.11

da função pública e das empresas públicas são, mais que necessários, imprescindíveis(*). Por isso é incompreensível e inaceitável a manutenção da RTP ainda que com menos um canal. A RTP não presta nenhum serviço que exija qualquer espécie de entidade pública para o veicular. Considero mesmo um insulto a sua manutenção na esfera pública.

 

Falando claro, tal como o Joaquim, sucintamente, o escreve: "ou nós acabamos com o Estado Social ou o Estado Social acaba connosco".

___________________

Declaração de interesses: sou funcionário de uma empresa pública. Contas redondas, o meu rendimento líquido nominal diminuirá em 2012, face a  2010, cerca de 33%, não contando com a subida dos impostos indirectos (IVA, combustíveis, etc).

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publicado às 21:18

No passado dia 16 publiquei um post sobre o caso da empresa americana Solyndra. Na altura, referi que não tinha sido capaz de encontrar, pesquisando no Google, em páginas portuguesas, quaisquer referências à empresa. Hoje voltei a tentar e o resultado é quase o mesmo. Encontra-se agora, à hora que escrevo estas linhas, a par do meu post, uma outra entrada, curiosamente datada do dia anterior, dia 15 (o indexador foi lento...), também referente a um blogue - o Era Uma Vez Na América . Nem mais um pio.

 

E todavia, o assunto não sai dos escaparates electrónicos americanos. Ontem mesmo, em editorial, o New York Times entrava em modo de contenção de danos, sob o título "The Solyndra 'Panic'". Mas, pessoalmente, acho ainda muito mais interessante que Paul Krugman, himself, tenha hoje dedicado um post ao assunto. Krugman, como é habitual, socorre-se do sarcasmo para tentar diminuir os "opositores", ao escrever: "Haven’t written about this. But it is indeed a terrible scandal, because the private sector never ever puts money into ventures that end up failing." Ou seja, para Krugman não há nada de novo porque todos os dias há empresas privadas que encerram. Mas se não há nada de novo, por que razão então escrever sobre o tema? Não, senhor Prémio Nobel, o caso é diferente e a razão por que é diferente reside na presença de dinheiros públicos dinheiro dos contribuintes, atribuído a uma entidade privada, quando havia já fortes suspeitas da saúde económico-financeira da fabricante de painéis solares. Ou muito me engano ou este episódio, que para mais ocorre num dos temas fetiche de Obama - os empregos "verdes" -, ainda irá causar muitos embaraços ao candidato Obama.

 

 

ACTUALIZAÇÃO: o leitor Octávio dos Santos, em gentil comentário a este post, chama-me a atenção para o facto de, já este ano, no blogue que mantém - Obamatório - se ter referido, por duas vezes a este tema. Aqui fica a devida correcção, Google notwithstanding.

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publicado às 21:38

Primeiro, googlei "Solyndra" em páginas portuguesas no último mês. Não encontrei nada. Depois, tive a paciência de percorrer os vários sites dos jornais portugueses acabando por encontrar referências à Solyndra (empresa americana fabricante de painéis solares) mas datadas de 2009 (por exemplo, aqui ou aqui). Não fiquei surpreendido apesar de não se ter falado de outra coisa nos Estados Unidos nas últimas semanas. Em breves palavras: uma empresa produtora de tecnologia "verde", acarinhada pelo governo federal através de um vultuoso empréstimo, fecha ao fim de dois anos queixando-se de "concorrência desleal" chinesa. O próprio Obama visitou pessoalmente a fábrica (em Maio de 2010, onde fez um longo discurso a anunciar um sorridente futuro) sendo que o promotor do investimento visitou por quatro vezes a Casa Branca antes de obter o empréstimo. Enfim, não vale a pena prosseguir. Jon Stewart conta a história com o corrosivo humor habitual.

 

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publicado às 23:10






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