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A indústria da reclamação nortenha

por João Pinto Bastos, em 30.12.12

Paulo Rangel é indiscutivelmente um dos políticos mais argutos da imensa feira de vaidades que dá pelo nome de Partido Social Democrata. Sabe o que diz, quando deve dizer, e, ainda que em muitas ocasiões esteja em total desacordo com o que defende a propósito das mais variadas matérias, não deixo de lhe reconhecer uma capacidade de síntese e de raciocínio bastante acima da dos seus pares partidários. Vem isto a propósito da recente conclamação a respeito de um "15 de Setembro" para defender os interesses do Norte. Entendo a reclamação, compreendo até a ira e o agastamento, tenho, porém, mais dificuldades em aceitar o modo, o porquê, e, acima de tudo, as razões de tamanha indignação. Que o Norte tem sido sistematicamente preterido na agenda governativa é um facto, empiricamente observável, que nem mesmo o adversário mais empedernido do Portugal-é-bem-mais-do-que-a-magnífica-paisagem-lisboeta seria capaz de negar. Falta de recursos financeiros, ruína do tecido produtivo e desemprego massivo, são realidades insofismáveis que qualquer observador minimamente atento pode confirmar com um mero relance de olhos. Agora, outra coisa bem diferente é apelar a uma espécie de levantamento popular para reclamar pressupostos de acção assentes no estatismo centralizador tão do agrado das elitezinhas da "Lesboa" nefanda e anafada. O Norte não precisa da bênção subsidiocrática costumeira, necessita, isso sim, do liberalismo autonomista de antanho. Do espírito das liberdades liberais dos seus antepassados e do autonomismo idiossincrático das suas gentes. Coisas que, como é óbvio, arrepiam os "lesboetas" da treta. Rangel, melhor que ninguém, sabe bem que a indústria da reclamação baseada na pedinchice ao Leviatã esgotou-se. Mais, o eurodeputado, inteligente como é, tem a obrigação de saber que se o Norte quiser de facto progredir terá forçosamente de abrir a sua economia e de aproveitar o potencial exportador de uma economia há muito adormecida. Basta querer e desejar.

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publicado às 15:50

O esquemismo da ruína

por João Pinto Bastos, em 10.12.12

Provavelmente é um lance de pessimismo antopológico da minha parte, mas, cada vez mais me convenço que Portugal é um país visceralmente corrupto. Desde o escalão mais alto do poder até à simplicidade improvisadora do Manel de Fornos de Algodres. Tornámo-nos demasiado proclives ao esquemismo dos pequenos poderes. Ao curto-termismo dos estarolas da província. Basta circular por alguns municípios e atentar à distribuição dos dinheiros públicos e lugares para entender cabalmente o que eu quero dizer. O localismo em Portugal é uma quimera. Perigosa e adulterável. Como tudo o que surge por cá.

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publicado às 22:55

‎" O pregão anunciado pelo sino da Câmara convidava o povo para aí exercer o seu direito de votar, de fiscalizar, de assistir à inspecção do Corregedor, eleger os doze Mesteres, escolher os membros dos seus Grémios, os seus Vereadores, os Procuradores às Cortes, o Governo da terra (...) . No Concelho, a casa de audiências, e o pelourinho, emblema da AUTONOMIA LOCAL, com a igreja são o centro social " 
.Assim escreve este membro da Sociedade Martins Sarmento ( António-Lino ), indo ao encontro do que antes patrocinara Alexandre Herculano, o qual defendeu acesamente o municipalismo, que via como a solução político-administrativa mais adequada ao país e aos seus ideais: « A descentralização é a condição impreterível da administração do país pelo país (...), ...a redução dos grandes círculos a círculos de eleição singular, que um dia possam servir à restauração da vida municipal, da expressão verdadeira da vida pública do país, e de garantia da descentralização administrativa, como a descentralização administrativa é a garantia da liberdade real."

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publicado às 21:36

                                                         Domus Municipalis - Bragança
Através dos séculos foi o Município centro da vida social dos povos, o forum das regiões, a sede dos direitos, das prerrogativas, das liberdades, de TODOS, pois servia os interesses, os costumes e os usos comuns. Com a igreja era o fulcro de toda a vida religiosa, civil e social. Foi com o aparecimento da política centralista que os Municípios foram perdendo a sua independência e valor em defesa do povo. E o povo não era só a arraia miúda, mas todas as classes conjuntamente consideradas.
António-Lino, « Guimarães e seu Termo » 

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publicado às 20:05

O que é comum interessa a todos !

por Cristina Ribeiro, em 28.04.11

 

                                                                                           " Domus Municipalis” de Bragança

 

As conclusões a que chegámos mostram que Herculano, liberal que vê a centralização e qualquer modelo uniformizador como sinónimos de tirania, propõe uma solução apoiada nos concelhos enquanto núcleos descentralizados. Estes seriam a base para um primeiro desenvolvimento moral dos cidadãos, precursor do necessário desenvolvimento material.

                                                                     

Este modelo de participação dos munícipes nos assuntos que a todos interessava, encontrava-se desde o sítio mais longínquo, como no caso presente, de Bragança, ao município mais perto da capital, sem contender com o Poder Central. A verdadeira e justa descentralização administrativa, sem as artificiais Regiões, que apenas iriam adulterar essa participação directa.

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publicado às 18:22

Para memória futura ( 2 )

por Cristina Ribeiro, em 30.01.10

Ao passo que essa dinheirama toda é desbaratada,

Valongo recebe cinco mil euros para a construção de dois centros de saúde. Chega para comprar os primeiros sacos de cimento e os primeiros tijolos. Depois, logo se vê. ( ... )

 A Região de Lisboa e Vale do Tejo volta a ser a mais beneficiada, ao receber quase 19% do total da despesa, contra 10,8% para o Norte, 6,45% para o Centro e 1,9% para o Algarve.

 

Constata-se assim que a prioridade governativa é o tal fogueteamento republicano, além de, mais uma vez , ficarmos a saber que há regiões mais iguais do que outras. E se as menos iguais fizessem uma espécie de 31 de Janeiro, mas a valer, e, agora, mais do que justificado?

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publicado às 20:15






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