Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Férias no Rio ridicularizadas na imprensa internacional

por Pedro Quartin Graça, em 12.01.13

Scandale bancaire portugais: les vacances à Rio de Dias Loureiro

Por: Philippe Riès | mediapart 03/01/2013

Ancien chef du Département économique de l'Agence France-Presse, puis directeur des bureaux de l'AFP à Tokyo et Bruxelles, Philippe Riès est chroniqueur économique pour Mediapart.fr

 

Le président de la République portugaise Anibal Cavaco Silva a décidé de déferrer au Tribunal constitutionnel, c'est une de ses prérogatives, certaines dispositions d'un budget 2013 d'austérité aggravée parce qu'il a des «doutes» sur le caractère équilibré des efforts imposés à la population d'un pays qui va entrer dans sa troisième année consécutive de récession, une situation inédite depuis la révolution des oeillets de 1974. Des doutes?
Au moment même où ce chef de l'Etat à la réputation personnelle plus que ternie se livrait à cette manoeuvre parfaitement démagogique, on apprenait qu'une des principales figures du «cavaquisme», Manuel Dias Loureiro, passait les fêtes de fin d'année au Copacabana Palace de Rio de Janeiro, où une simple chambre coûte quelque 600 euros la nuit. Soit d'avantage que le salaire minimum du pays. Voilà qui devrait suffire à lever les «doutes» de l'occupant du palais présidentiel de Belem.

Détenteur de portefeuilles ministériels clefs dans les gouvernements PSD dont Cavaco Silva était le chef, ancien membre du Conseil d'Etat, ce saint des saints de la caste politicienne portugaise, Dias Loureiro, «protégé» de Cavaco, est une figure centrale de ce qui devrait être un énorme scandale européen, une affaire d'Etat, la faillite de la banque BPN. Cette faillite frauduleuse pourrait coûter au contribuable portugais, celui là même qui resserre sa ceinture d'un cran année après année, jusqu'à sept milliards d'euros, soit près d'un dixième de l'aide financière internationale que le pays a du demander en 2011, avec comme contrepartie le programme de remise en ordre des finances publiques surveillé par la «troïka» UE-BCE-FMI.

L'activité principale des dirigeants de cette banque du «bloc central» (les partis de centre gauche et centre droit qui alternent au pouvoir depuis la chute de la dictature salazariste) consistait à accorder, par dizaines ou centaines de millions d'euros, des prêts à leurs amis, familiers, clients...et à eux-mêmes. Dans un reportage remarquable, le journaliste de la télévision SIC Pedro Coelho vient de révéler, par exemple, qu'une entreprise de ciment de la galaxie Dias Loureiro avait reçu du BPN un prêt de 90 millions d'euros. Une autre personnalité du «cavaquisme» comme Duarte Lima, ancien chef du groupe parlementaire PSD, emprisonné à Lisbonne et soupçonné de meurtre par la police brésilienne, a détourné 49 millions d'euros. Cavaco lui-même avait bénéficié, dans des conditions suspectes, d'une attribution à prix cassé par le patron du BPN José Oliveira Costa, un de ses anciens secrétaires d'Etat, d'actions de la SLN, holding de tête de la banque, qu'il a pu revendre avec une plus value de 140%. En bref, le scandale du BPN est très largement celui du «cavaquisme». Et ce personnage a des «doutes» sur l'équité de la politique d'austérité ?

Ces milliards d'euros sont considérés comme définitivement perdus...mais par pour tous le monde. Quand le scandale a éclaté en 2009, la presse portugaise a révélé que Dias Loureiro, administrateur de la SLN, avait soigneusement organisé son insolvabilité personnelle en transférant ses avoirs à des membres de sa famille ou des sociétés offshore. De quoi payer la chambre au Copacabana Palace, sans doute ?

Et au fait, qui donc Dias Loureiro a-t-il retrouvé pour les fêtes dans cet hôtel de rêve, jadis favoris des vedettes de Hollywood ? Nul autre que Miguel Relvas, pilier de l'actuel gouvernement PSD, ami proche et «père Joseph» du Premier ministre Pedro Passos Coelho. Relvas, dont le maintien au gouvernement est en soi un scandale, alors qu'il a été convaincu d'avoir obtenu frauduleusement une licence universitaire afin de pouvoir porter ce titre de «docteur» dont la bourgeoisie d'Etat lusitanienne est si ridiculement friande.

Comme Armando Vara, ami intime de l'ancien Premier ministre «socialiste» José Socrates qui a placé le FMI sous la tutelle de la «troïka», Dias Loureiro et les «cavaquistes» du BPN, sont l'illustration que la politique professionnelle est bien, dans certaines «démocraties» européennes, le chemin le plus sûr vers l'enrichissement personnel rapide d'une classe d'aventuriers. En Grèce, en Irlande, en Espagne, au Portugal. Et en France ?

C'est la première leçon. La seconde, c'est que les graves dysfonctionnements de systèmes judiciaires eux-mêmes gangrénés par la corruption et les réseaux d'influence permettent à de tels individus de jouir en toute impunité de biens mal acquis. Il est à noter que les responsables directs des désastres bancaires à l'origine directe de la crise financière globale ont joui jusqu'ici aux Etats-Unis et en Europe, à de rares exceptions près, d'une impunité civile et pénale absolue.

Enfin, cerise sur le gâteau, la surveillance bancaire confiée désormais dans la zone euro à la Banque centrale européenne, y sera sous la responsabilité du vice-président Vitor Constancio, hiérarque socialiste portugais et gouverneur de la Banque du Portugal, le régulateur bancaire, quand les «cavaquistes» du BPN se livraient à leurs acrobaties nauséabondes. Fermez le ban !

publicado às 14:23

Isto dá vontade de morrer

por João Pinto Bastos, em 16.11.12

Notícia de última hora: Dias Loureiro aufere a famigerada subvenção vitalícia e está, caros leitores sorriam, vá, disponível para abdicar da mesma. Como dizia Sena, isto é mesmo uma "salsugem porca de esgoto atlântico".

publicado às 21:59

PSD "arde como um loureiro"

por Pedro Quartin Graça, em 28.07.12

A "presença" do ex-conselheiro de Estado de Cavaco Silva, Dias Loureiro, alegadamente envolvido em duvidosas práticas bancárias, como conselheiro de Pedro Passos Coelho foi a última novidade estival que fez perder a paciência aos social-democratas, inclusive junto de muitos dirigentes "passistas". Na verdade, poucos compreendem o motivo de tal escolha, face à situação de Loureiro, fazendo ver ao PM os enormes prejuízos de imagem que esta incompreensível colaboração traz ao PSD e ao Governo. 

Vem-nos logo à memória a conhecida frase de Johann Goethe "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"... ou como o administrador-delegado da Merkolândia para Portugal fica, de novo, muito mal na fotografia. Se a esta revelação adicionarmos os "números" da lixa e da porcaria da autoria do mesmo primeiro-ministro, o resultado final é um quadro verdadeiramente indigno da imagem pública de um governante que se preze, como Paulo Rangel não deixou, muito oportunamente, de recordar. Falta de cortesia, de decoro e de respeito pelas pessoas. Ai Passos, Passos.

publicado às 07:20

A ilha do Tesouro

por Nuno Castelo-Branco, em 08.06.09

  

 

 Pelo que parece, existe falta de matéria-prima para acusar o senhor Dias Loureiro. De facto, da colossal fortuna que a imprensa à surdina ia divulgando, nada. Viraram-se os baús, remexeram-se gavetas, os bolsos foram voltados ao avesso e... nada, rien, nothing, niente. Nem uma perna de pau, um papagaio, um gancho ou uma argola dourada para a orelha! O homem é um pelintra!

 

Já agora e seguindo uma ideia escutada ainda há uns dias e pela boca de um residente da zona de Belém, que tal arranjarem um canivete suíço e procederem a uma autópsia do colchão lá de casa? Se calhar descobrem alguma coisita... É que aquela negação poderá até indiciar a oculta verdade, ou seja, a localização do mapa do tesouro. Acho que fica lá para uma das ilhas das Caraíbas.

publicado às 19:30

Finalmente!

por Samuel de Paiva Pires, em 27.05.09

 

(imagem picada daqui)

 

Peço desculpa pela ausência, que irá continuar nos próximos tempos, mas imperativos de ordem académica impedem-me de marcar presença na blogosfera de forma tão assídua. Não podia, no entanto, deixar passar em branco a demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado.

 

Esta resistência quasi-heróica de Dias Loureiro ao longo dos últimos meses fez-me recordar um escândalo que envolveu a cassação do mandato de Renan Calheiros, Presidente do Senado Brasileiro, corria o ano de 2007. Na altura, este foi acusado de ter aceite subornos. Também se falava em campanhas negras. Renan conseguiu ser absolvido no Senado por duas vezes, embora tivesse vindo a renunciar ao cargo.

 

É certo que Dias Loureiro não foi ainda julgado nem sentenciado a não ser em praça pública. O mesmo aconteceu a Renan já que a esmagadora maioria da população brasileira preferia que o mandato tivesse sido cassado. E ambos tiveram uma resistência que não sei se ficará a dever-se ao receio de que o acto de demissão possa simbolizar a assumpção da culpa - mas como, se supostamente têm a consciência tranquila não é? - ou se será apenas por boçal teimosia provocatória. 

 

Também é certo que onde há fumo há fogo. Ou como dizia Salazar, "Em política o que parece é".

 

Obrigado caro Dr. Dias Loureiro por não envergonhar mais os portugueses. Só peca por tardia a sua atitude. Já podia ter-se demitido há e muito e constituir-se arguido a seu pedido, guardando silêncio e não provocando o lavar de roupa suja que agora já não tem retorno, que apenas tem como ponto positivo fazer prova da falta de Sentido de Estado das nossas "élites". Mais uma vez.

publicado às 19:39

Que linda coisa é a fidelidade...

por Nuno Castelo-Branco, em 26.11.08

 

O Chefe do Estado dos republicanos, declarou hoje ter recebido plenas garantias do seu dilecto amigo dr. Loureiro. Desta forma, sublinhou ainda que não tem qualquer razão para duvidar da palavra dada. A atitude fica-lhe bem, pois demonstra constância na fidelidade a uma velha amizade de décadas. Mas o problema é outro e diz respeito à conveniência e ao que se chama "interesse de Estado". 

 

Numa normal democracia europeia, a razão de Estado impõe-se sempre aos apetites, amuos ou rígidas intansigências do fulanismo político-económico, mesmo que em causa esteja o nome de um familiar, confrade político ou amigo dilecto. Parece que o dr. Cavaco Silva ainda não discerniu  correctamente o amontoado de suposições, certezas e factos - verosímeis ou não - que teceram este confuso processo. O que é aparente, é toda esta sordidez demonstrada à opinião pública, atónita com brutais enriquecimentos sem explicação, impunidade na ilegalidade e completo desrespeito pelas mínimas regras de decência que é devida a depositantes,  investidores e contribuintes. A imagem, embora ainda pouco nítida, é feia e os agentes responsáveis pelas instituições que tutelam o sector em questão, não têm convencido a opinião pública.

 

Até a este preciso momento, não existe qualquer razão sólida para duvidar a priori da palavra de honra do visado dos últimos dias. No entanto, estando supostamente a decorrer uma investigação, o dr. Loureiro não pode dar a Portugal, a péssima imagem de quem pretende resguardar-se de qualquer eventualidade, garantindo o seu lugar no C. E. 

 

O dr. Cavaco Silva precipitou-se uma vez mais, fazendo-nos recordar outras solidariedades - bastante respeitáveis no plano pessoal, mas cujos beneficiários atiraram o país para a actual situação de exaustão moral - de há cerca de duas décadas. Hoje ocupa a posição cimeira do regime e assim, só nos resta cruzar os dedos e pedir ao Todo Poderoso para que as republicanas certezas vinguem. 

 

Apenas uma questão: se, por absurdo,  a credulidade do dr. Cavaco Silva não se confirmar no plano dos factos e da Lei, qual será a sua atitude política? É que erros desta dimensão têm consequências absolutamente piramidais. Aguardemos.

publicado às 01:07

Nada mesmo. Por aqui, o nosso Conselho de Estado na coluna da direita vai crescendo em número e certamente em qualidade. Não vejo porquê tanto alvoroço em torno de Dias Loureiro. Passe a imodéstia os nossos Conselheiros de Estado aqui do E.S. são bem mais simpáticos :p)

publicado às 00:45






Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas