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Ainda o Rio Lima

por Cristina Ribeiro, em 29.06.08
Situado pelos antigos nos Campos Elísios, dada a luxúria da envolvência natural, que fazia daquela uma região habitada pelos bem aventurados, queridos dos deuses, foi identificado pelos romanos como o rio do esquecimento, pois que o ver tanta beleza fazia com que qualquer ser humano esquecesse tudo o mais, até na História Natural de Plínio, o Moço, do que o mesmo Diogo Bernardes faz eco, quando escreve

«Junto ao Lima claro e fresco rio,
Que Lethes se chamou antigamente»


Foi cantado por outros poetas, como António Feijó, também ele ali nascido :
«Nasci à beira do rio Lima,
Rio saudoso, todo cristal.
Daí a angústia que me vitima,
Daí deriva todo o meu mal.

É que nas terras que tenho visto,
Por toda a parte onde andei,
Nunca achei nada mais imprevisto,
Terra mais linda nunca encontrei.

São águas claras sempre cantando,
Verdes colinas, alvor de areia,
Brancas ermidas, fontes chorando,
Na tremulina da lua cheia.»

publicado às 18:46

Por terras do "Poeta do Lima"

por Cristina Ribeiro, em 29.06.08
Este ano ainda não se proporcionou, mas, por estas alturas, ainda no começo do Verão, não dispenso uma visita a Ponte da Barca, onde sempre passo um dia perfeito, nas margens daquele que foi a gande inspiração do nosso poeta quinhentista, que privou, entre outros, com Sá de Miranda e António Ferreira: o poeta da Ribeira-Lima, Diogo Bernardes.
 


 

Inserindo-se numa escola mais vasta, da qual ressalta o nome de Petrarca, o autor de «Várias Rimas ao Bom Jesus», «Rimas Várias- Flores do Lima» e «O Lima», exprimiu o seu sentir poético em éclogas, sonetos, cartas e canções, de sabor bem ao seu tempo- o do Homem do Renascimento.
Dele, que fora feito prisioneiro em Alcácer-Quibir, aonde acompanhara D. Sebastião, diz-se no Dicionário de Literatura:«A melancolia doce da paisagem minhota sentiu-a como poucos no seu tempo esse cantor dos rios. Poeta do Lima se lhe chama geralmente, porque, sendo natural e vivendo muito tempo na ribeira do Lima, cantou particularmente aquele rio.Mas não foi só o Lima.(...) O Tejo, o Douro, o Mondego, o Leça, o Vez...(...) O que porventura melhor distingue Bernardes é a melancolia vaga e doce, um pouco à Bernardim(...); a profunda religiosidade que o aproxima às vezes do poeta seu irmão Frei Agostinho da Cruz».
 

 

publicado às 12:15






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