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A apólice de perigo dos ciclistas

por John Wolf, em 30.08.13

Estou inteiramente a favor da ideia que os ciclistas devem ser portadores de um seguro obrigatório. Convenhamos, Portugal não é um país de ciclistas. Há camisolas amarelas volta e meia no Tour de France, existem glórias passadas e presentes que venceram o prémio da montanha, mas aqui trata-se de outra coisa, e para começar restringemo-nos à cidade de Lisboa. A cidade das sete colinas é perfeita para a colisão cíclica. Acresce a essa realidade geográfica o facto dos prospectivos ciclistas urbanos ainda se encontrarem na infância do velocípede, no triciclo do movimento urbano realizado à manivela de pés. Não têm a experiência necessária para andarem de bicicletas sem as mãos e sem a cabeça. Este debate assemelha-se àquele respeitante aos cães perigosos - o meu bóbi é tão bonzinho, não faz mal a uma mosca. Os ciclistas urbanos que se acham injuriados pela promessa da apólice revelam que lhes falta sentido cívico, e devem achar que estão acima da lei. É certo que podem ser esmagados pelo autocarro da Carris como é certo que podem atropelar a velhota que segue pelo passeio. No passeio - ouviram bem. Porque à falta de ciclovias à moda de Amsterdão ou Graz, o urbano-sprinter vai ser tentado a praticar o bike parkour,  uma verdadeira prova de BTT citadina. No entanto, talvez os Armstrongs da cidade se tenham sentido ultrapassados pelos argumentos do presidente do Automóvel Clube de Portugal. Porventura teria sido mais simpático se um dirigente de uma associação de ciclistas urbanos defendesse a proposta de seguro obrigatório e salvaguardasse os interesses dos seus membros. Não sei quem está por detrás do negócios dos pipos, câmaras de ar e companhias de seguro, mas, de um modo geral, quando Portugal quer ar de terra moderna, de país de eco-conscientes a coisa dá asneira. Os novos ciclistas  que irão cultivar o asfalto, foram ou ainda são condutores, o que significa que vão transferir os seus vícios e o seu mau comportamento para outro tipo de veículo. A atitude expressa no movimento colectivo não fica na mala do carro - passa para outra modalidade. Como podem constatar é disto que se trata também - ainda nem sequer se fizeram à ciclovia e já temos uma discussão de trânsito armada. 

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publicado às 12:37






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