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O Presidente do MPT - Partido da Terra, Pedro Quartin Graça, afirmou hoje, comentando os resultados eleitorais para a Assembleia Legislativa da Madeira, que a eleição de um deputado do MPT foi uma clara demonstração do crescente apoio popular dos madeirenses ao seu Partido e ao trabalho sério desenvolvido ao longo dos últimos anos pela estrutura regional e felicitou o Presidente do MPT - Madeira, agora eleito deputado, João Isidoro, bem como a sua equipa, pela eleição vitoriosa.
Pedro Quartin Graça afirmou ainda que este resultado culmina um conjunto de eleições que, ao longo do seu mandato de três anos como Presidente da Comissão Política Nacional, tiveram lugar e no qual obteve os melhores resultados de sempre na história do Partido da Terra, facto de que se sente orgulhoso e que deve motivar sobremaneira os militantes do MPT no futuro.
O Presidente do MPT felicitou ainda o reeleito Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, pela vitória do PSD-Madeira nestas eleições.
_______________________________________________
Adenda - No MPT ninguém, a começar pelo seu Presidente, está "agarrado" ao lugar. Na Madeira assim é também. Apesar do resultado, o mesmo não foi suficiente para impedir João Isidoro de cumprir o que havia dito antes das eleições. João Isidoro era um homem decepcionado com este resultado e anunciou a renúncia ao seu mandato de deputado na Assembleia Legislativa da Madeira e cedeu o seu lugar ao ‘vice’ Roberto Vieira. 

“O meu lugar na Assembleia será ocupado de forma rotativa pelas pessoas que estão a seguir de mim na lista.”

Isidoro aponta o surgimento de “dois novos partidos” como a principal razão da não concretização do objectivo definido. 
Incerta é também a permanência de Isidoro à frente do MPT-Madeira. “Tomarei uma decisão final até ao final do mês, mas quero, desde já, deixar muito claro que não estou agarrado a rigorosamente nada, mas ainda acredito neste projecto.”

O ainda líder regional do MPT-Madeira sublinhou que, apesar da sua renúncia, continua disponível para o partido.
A sua renúncia, explicou João Isidoro, tem como objectivo “dar oportunidade a que outras pessoas da lista possam continuar no Parlamento a fazer esse trabalho.”

João Isidoro sublinhou ainda que “não está agarrado a nada”, nem tão pouco está na “política por dinheiro ou pela conta do banco. Estive sempre por convicções e por projectos para ajudar. Se continuar é por voluntariado”. 

publicado às 22:17

A perninha de Madeira

por Nuno Castelo-Branco, em 07.10.11

Estou cada vez mais desconfiado acerca destas sondagens que parecem indiciar uma vontadezinha em induzir o voto dos madeirenses. Ou muito me engano, ou haverá um Jardim tão absoluto como dantes. De uma coisa tenho também uma absoluta certeza: quando da desgraça da "descolonização exemplar", Jardim não nos maltratou nem inventou "estórias", ao contrário da malcheirosa borregagem que pululava no PS e PPD-PSD, entusiasmadamente embarcada na galé que o PC, Otelos e outros marginais tinham arranjado para acorrentarem os famigerados "retornados", muitos dos quais jamais tinham posto os pés de "segunda classe" na Europa. Quanto a isso e digam o que disserem, Jardim merece um certo reconhecimento. Não me esqueço.

publicado às 00:55

Burra, burra, burra, mas..."véli móden" kon thai

por Nuno Castelo-Branco, em 03.07.11

 

Mais uma grã-besta que chega (?) a grã-cruz (?)

 

"A Tailândia tinha que escolher entre Abhisit - um homem de Oxford, culto, ponderado, claro e sem mácula de corrupção - e uma fulana absolutamente insignificante que não consegue reunir duas ideias. Escolheu, naturalmente, o caminho fácil. Abhsit deu o que tinha e não tinha para retirar a Tailândia do exótico político e do terceiro-mundo. Combateu a crise financeira global, garantindo ao país 8% de crescimento económico anual, lançou mão a mil e uma iniciativas visando estimular a economia, fomentar o nascimento da sociedade civil, apoiar os mais desfavorecidos sem demagogia. Combateu, até, esse flagelo da corrupção que mina a governação desde há décadas, entregando à justiça ministros corruptos. Foi, sobretudo, um defensor leal e radical da instituição monárquica. Fiou-se, contudo, na sua tradição inglesa, ignorando que a Tailândia não é o Reino Unido. Tinha, a combatê-lo, as flores do mal da democracia: o caciquismo, o "discurso de taxista", o milenarismo, a impaciência das massas que querem queimar etapas e querem ser "ricas"; isto é, querem motos, cartões de crédito, comida de graça, transportes de graça, educação de graça, tudo de graça. Um combate de Abhisit, sem dúvida votado ao fracasso, pois o "homem da rua" julga que pode ser rico se vender o ouro dos museus e dos palácios, se se deitar para o lixo todas essas ninharias que não compreende e julga antiqualhas - para que serve o Budismo ? para que serve a cultura ? para que servem as Forças Armadas e as elites que transportam a memória do "nós" intemporal que são as sociedade ? - e quer dinheiro."

 

Não deixe de ler o texto completo no Combustões

 

 

Para quem perceba minimamente a língua do antigo Sião, esta criatura de esgar besta, é uma quase semi-imbecil.  Não relincha coisa com coisa, mas... conseguiu! Sempre de updates na boquinha  aberta, quando se refere a governar fala de management, de estar na "moda", do "bem para todos" (évelitín nai fó éveli bódi), de ser very modern (ela diz "véli móden"), de riqueza, to be very fashionable (ela balbucia "to bi véli féchioneiban") , viagens lá fora e pouco mais. Os seus apoiantes não são muito melhores, isto é, aqueles que as televisões entrevistam. Não nos referimos à ínfima minoria activista candidata à reedição de Pol Pots em versão Chao Phraya, mas sim daqueles que dançam ao rufar do primeiro tambor, ainda brincam às escondidas, usam t-shirts do Mickey Mouse coloridas, acreditam piamente na existência de fantasmas, vão aos comícios para se empanturrarem com Kao Pad à borla e choram de emoção ao escutarem qualquer actuação da Romana ou do Toy lá do sítio. Enfim, a esmagadora maioria. Frases do género "voto nela porque se veste bem", "voto nela porque é uma mulher e parece uma miss", "voto nela porque é a candidata mais rica", "voto nela porque gosto dos dentes brancos do seu sorriso", "voto nela porque diz que vai aumentar o nosso salário em 40%",  voto nela porque vai ser tudo for free (eles pronuciam fó fâlí")", voto nela porque parece uma japonesa" (eles dizem "same-same kon nipun"), "voto nela porque tem uma pele branca e não precisa de usar bleaching cream" (eles pronunciam blitin ca-lim), etc, etc, fazem o todo.

 

Vamos a ver o que dali sairá: asneira garantida e teleguiada pelo patifório do  mano, o duvidosamente "senhor" Thaksin Shinawatra. 

 

 

publicado às 22:57

Já começou!

por Nuno Castelo-Branco, em 07.06.11

Tal como basileus dos negócios, o Sr. Boaventura Sousa Santos resolveu fazer suas, as palavras e ameaças veladas de Jerónimo de Sousa e F. Louçã. Não podendo agitar com convocações de greves, passeatas à pedrada de quebra-montras e outros desacatos, vaticina a queda do governo que ainda não foi formado e já marca novas eleições para 2013!

 

Vivemos numa sofrível réplica de democracia. Todos aqueles que assinam com a mão direita mas gostariam de ver toda a humanidade canhota, aceitam o princípio das "liberdades de reunião, de organização, de pensamento e de expressão". Aceitam mesmo a existência de Partidos - provavelmente à alemã - e  numa cedência que suspeitamos provisória, a realização de eleições "tão livres como na livre Inglaterra".

 

Aquiescem com a democracia, é certo, mas com uma condição: chegado o momento de gizar políticas, a governação e controlo de toda a coisa pública, só a eles poderá pertencer. No período de enterro das comemorações do Centenário da República, Afonso Costa ainda mexe.

 

Mas afinal de contas, o que "risca" o Sr. Boaventura Sousa Santos? Já é reconhecido no café da esquina?

 

Enfim, o "cambadismo" no seu melhor.

 

Adenda: sempre perita em assuntos de estrebaria, a Sra. Ana Gomes resmungou uma entrevista à Antena 1, confirmando os enfados já bem evidentes na noite da derrota. Segundo nos contaram, ontem de manhã e pelo menos em dois departamentos do Estado, vivia-se um ambiente de tragédia, com senhorecas à la carte  muito lacrimosas e lamentando o exercício da democracia, como se o cataclismo de 1755 tivesse voltado a suceder. A luta será sem tréguas, pois em causa estão prateleiras e armários cheios de tachos, alguns dos quais encerrando repastos bastante esturricados. A mudança da titularidade do pdoer, consiste num mortal perigo para muita gente. Ana Gomes fala de submarinos, mas decerto também ouviremos falar de auto-estradas, viadutos, PPP, assuntos bancários, centros comerciais, comissões com vendas de barragens africanas, rendas de prédios onde passaram a funcionar serviços públicos e isto, para socialistamente ficarmos por aqui. A ordinarice da insinuação anti-Portas que deixou no ar quando se referiu ao seu dilecto camarada Strauss-Kahn - como Soares dizia há umas semanas, "um homem de bem, um socialista!" -, diz que o vale tudo está à espreita.

 

Oxalá Passos Coelho tenha a máxima cautela com os nomes escolhidos para ocupar lugares ministeriais e de secretários de Estado, estendendo-se a severidade pela decência aos gestores públicos e qualquer um que possa comprometer o bom nome do seu governo. A população espera tempos terríveis, mas exigirá lisura e uma governação sem casos. Se Passos Coelho conseguir abstrair-se de obrigações partidárias na distribuição de lugares na governação, tal só poderá beneficiar a imagem e a eficácia do seu executivo.

 

A falta de experiência que as comanditas republicanas lhe têm apontado, poderá ser uma colossal vantagem aos olhos da opinião pública e como no Combustões se diz, por favor, não arranquem a cabeça da boneca!

publicado às 11:07

Frieza de morte

por Nuno Castelo-Branco, em 06.06.11

Inesquecíveis foram as noites de vitórias eleitorais de outros tempos. Caravanas automóveis a perderem de vista, o delírio ruidoso avenidas abaixo, a miudagem empoleirada aos cachos nos camiões de caixa aberta. Bandeiras, cornetas, t-shirts com o símbolo vencedor, carros de som com o hino da campanha, risos, garrafas de cerveja, festa de arromba até às tantas. A mais memorável terá sido a vitória da AD, celebrada naquela madrugada de 1980, como se uma libertação fosse. Os Partidos contavam com uma juventude que militava sem receber um tostão, regalando-se com o prazer do convívio na colagem de cartazes, bancas de propaganda onde os contendores se provocavam mutuamente e sem consequências de maior, comícios a fazerem abarrotar o pavilhão dos Desportos, o Campo Pequeno o Terreiro do Paço ou a Alameda.

 

Ao que assistimos ontem? Ao volante do meu calhambeque, desci a Avenida que cobre a distância que vai de Entre-Campos ao Saldanha. Alguns carros faziam soar as buzinas e os seus ocupantes, geralmente um tanto ou quanto entradotes, atreviam-se a uma bandeira laranja. Uma meia dúzia de viaturas de cê-dê-ésses um bocadinho contristados e já no Saldanha, noutras décadas repleto de milhares de foliões vitoriosos, nada. Tudo normal, numa noite fresca e ventosa. Mais abaixo, relutantemente conduzi até ao Marquês, esperando uma multidão compacta diante do pavoroso Hotel Sana, aquela imensa pilha de betão informe que parece fazer as delícias dos responsáveis pelo urbanismo da CML. Mas foi uma secreta esperança gorada. Uns tantos "espontâneos das secções", entretinham-se a agitar flâmulas perante a indiferença de quem passava. Poucas buzinadelas, nada de berreiro ou interrupção do tráfego. Pelos vistos, nem os próprios simpatizantes das diversas causas, sentem as vitórias como próprias. Encolhem os ombros, ficam em casa para o jantar de domingo e vão fazendo o zapping, à espera de novidades que não chegarão. A indiferença é total.

 

Decididamente, existe uma alteração climática.

publicado às 17:18

Sondagens teleguiadas

por Nuno Castelo-Branco, em 06.06.11

 

Apesar de tudo, Portugal parece ser um país onde as regras da democracia são aceites e seguidas. Assim, as sondagens deviam beneficiar daquela credibilidade que as empresas congéneres auferem noutros países. 25 ou 30% anunciados em Londres, Berlim, Bruxelas ou Estocolmo, correspondem grosso modo à realidade auscultada num dado momento. Em Portugal, tal não acontece.

 

Dir-se-ia que as sondagens servem antes do mais, para garantir a rotatividade dos partidos do centro político, o PSD e o PS: Todos aqueles dígitos diariamente vertidos pelos noticiários, serviram esse único e exclusivo fim. Não merecendo qualquer reflexão a consulta do número de inquiridos, geralmente umas centenas, também jamais soubemos os termos em que as sondagens são feitas, por exemplo,  quais os partidos incluídos na lista a escolher.

 

Confiando na decência, acreditámos nos dados que iam sendo anunciados, embora houvesse sempre aquele cuidado em relação a um ou outro Partido que em dia de eleições, geralmente ultrapassa positivamente, as previsões normalmente pessimistas. É o caso do CDS: Dir-se-ia que desta vez as sondagens não se enganaram, mas quem nos garante que os obsessivos anúncios de "empates técnicos" e "descolagens pela margem mínima", não terão condicionado fortemente o voto de muitos milhares de eleitores? Paulo Portas dizia e bem, que o PSD devia fazer ou ter feito por merecer um bom resultado. É claro que nada disso aconteceu nos últimos vinte anos, pois o embaraçoso resultado está à vista. Se Passos Coelho acabou por surpreender, ao surgir como alguém por enquanto afastado das tortuosas maquinações dos seus colegas de Partido - Marcelos, Pachecos, Mendes e outros tantos -, um resultado desta dimensão e após os enormes erros cometidos, as descaradas faltas de lealdade em campanha, ou a alegada jogatina de bastidores do grupo Cavaco Silva, indicam claramente a possibilidade da existência de um voto teleguiado. Para não falarmos no desnorte e espantoso amadorismo até agora demonstrado, reforçando aquela ideia que já tem umas semanas e que dizia ser necessário ..."fazer vencer Passos para se afastar Sócrates".  Neste caso, o que parece é. Se Passos Coelho aparente ser asseado, então é porque está. Foi devido a esta suposição que muitos eleitores nele confiaram.

 

Outro assunto a ponderar, consiste no deliberado obliterar da visibilidade dos pequenos partidos, sendo este mais um sintoma do mesmo mal, ao ignorar-se a discussão de outras possibilidades que não sejam aquelas que eternizam a rotatividade.

 

Se um crente no jogo partidário da democracia liberal assim vai pensando, imaginem então o que isto propicia à imaginação dos fãs das teorias da conspiração, dos enxotados campistas de Louçã e de uns tantos mais? Não é salutar.

publicado às 10:23

Areando tachos! (2)

por Nuno Castelo-Branco, em 05.06.11

O Sr. sempre Seguro conseguiu conter-se enquanto José Sócrates esteve presente. Logo a seguir apanhou-se a l'aise e já diz estar disponível para o PS. Estamos entendidos, até porque outro santo, o Sr. Francisco Assis, também já se pôs na bicha.

publicado às 22:41

Areando tachos! (1)

por Nuno Castelo-Branco, em 05.06.11

Numa típica jactância, tinha dito não se candidatar a coisa alguma. Pois agora, a televisão acaba de dizer que Sócrates vai candidatar-se a Presidente da megera nas próximas eleições. Tem razão, é "isto" a República Portuguesa. A seguir ao tacho menos de 1/4 cheio pelo Sr. Cavaco, aqui está mais um comensal. Um dia destes, precisaremos de um mini-bus para transportá-los.

publicado às 22:28

Viram? Confirmou-se a estranha sensação

por Nuno Castelo-Branco, em 05.06.11

Tirando aquilo que mais ou menos se esperava, estes 5% também eram certos. Terão os 3% fugido  e votado em Passos Coelho? Ou melhor, a rapaziada da Lapa voltou a votar ao lado dos pais? Pode ser, mas o fantasmagórico Rosas tem outra explicação. Ora leiam!

publicado às 21:41

Sensação estranha

por Nuno Castelo-Branco, em 05.06.11

Não sei porquê, acho que um certo grupinho passará a chamar ao 5 de Junho, o Dia da Picareta Eleitoral. Lá para as 8 da noite, saberemos se se confirma ou não.

publicado às 17:19

Ponham-se a andar... de carrinho

por Nuno Castelo-Branco, em 05.06.11

José Sócrates e Francisco Louçã votaram aqui mesmo pertinho de minha casa. Onde? Num local muito apropriado: um stand de automóveis.

 

A ver vamos se o tal "carro novo a estrear" - mas em 3ª mão -, não estará reservado como brinde surpresa.

publicado às 14:15

Domingo de manhã, a última "perninha" da campanha

por Nuno Castelo-Branco, em 05.06.11

Estão-se bem pintalgando para a Lei que por sinal, impõem aos demais. No dia da eleição e diante de quem os quis ouvir, todos os chefes dos cinco partidos parlamentares procuraram canalizar o sentido de voto dos eleitores.

 

O Sr. 23%, o sabotador-mor do actual chefe do PSD, ontem lá debitou mais umas tantas vacuidades. Deve estar "mortinho" por um match nulo.

 

Foi a última perninha, em directo pela televisão.

 

publicado às 12:50

Os "democratas" do costume

por Nuno Castelo-Branco, em 05.06.11

Aqueles que odeiam partidos e querem uma "democracia" sem democracia, levantaram hoje a tenda por umas horas e foram direitinhos às mesas de voto, ajudando à tentativa de contenção da fuga de sufrágios que o Sr. Louçã logo à noite verificará in situ. Tão certo como um mais um serem dois. É que esta dúzia e meia de meninos, parecem-se estranhamente com aquelas criaturas vociferantes dos "viva o Buíça", escutados no Terreiro do Paço no 1º de Fevereiro de 1908. Se não são, passam perfeitamente por facas-de-mato que o BE utiliza para estas ocasiões.

 

Querem a prova? Os súbditos do Sr. Louçã de imediato vieram zelar porr aqueles que se dizem contra o tipo de democracia em que o próprio BE participa e da qual vive folgadamente. Os nossos enxertos de Trotsky em Estaline, estão perplexos com a "violação do direito à liberdade de expressão". Pois então, o que dizermos da nossa perplexidade pela impunidade da ocupação de um local público, a depredação de um monumento nacional, o berreiro de patetices sem nexo, a imundície espalhada pelo chão e o descarado não cumprimento das regras que a Lei prevê para casos de ajuntamento? Vamos a ver se mais este encarte dos mesmos de sempre, não lhes custará caro lá para as oito da noite. O maior prejudicado com o fim do camping-pocilga, será o proprietário do McDonalds do Rossio.

 

Assembleia Popular, dizem eles. Se assim fosse e dado o número de presentes, o povo português estaria mesmo à beira da extinção.

publicado às 12:08

O Dia do ronhonhó

por Nuno Castelo-Branco, em 04.06.11

Bem vistas as coisas como se passaram, a campanha resumiu-se a isto:

 

1. Nem sequer sonhando no facto da maioria dos portugueses há muito o verem deitado no divã, Sócrates aconselha os seus adversários à frequência de um psico-analista. Fala sem cessar de acção. Aqui está o resultado da sua frenética Blitzkrieg. Faz-nos lembrar o Fürher que uma semana antes da chegada dos russos à Chancelaria, ainda falava durante horas, massacrando os ouvintes com projectos de construção, desde o Grosse Halle à Nova Linz ou o Arco do Triunfo. Por cá ficamo-nos pelo TGV, por uma 3º auto-estrada para o mesmo sítio, a renovação de um liceu pelo módico preço de 12 milhões e outras comissões projectistas mais. O delírio.

 

2. Passos ainda não viu entrar um único voto nas caixinhas e já o seu inestimável saco de lacraus que se chama Partido, propala avarezas acerca da distribuição de ministérios. O verdadeiro chefe do Partido, pede a todas as alminhas para que concedam um resultado pouco expressivo, embalando-se em sonhos de grandeza pessoal. Colocou os seus agentes no terreno e impiedosamente tentou a sabotagem da campanha de PPC.
Feliz seria Portugal, se o próximo governo fosse totalmente entregue a técnicos - independentemente da filiação partidária - peritos nas diversas matérias, reservando-se os Partidos para o bater de palmas na Assembleia de S. Bento. Seria este, o voltar à normalidade de que Passos Coelho ontem falou.

 

3. Portas critica com razão, a chantagem de última hora que o PS e o PSD lançam sobre o país. No entanto, ninguém poderá estar seguro do abandono de certas manias e vaidades exibicionistas que denotam amadorismo e falta de consistência. Os eleitores não querem ouvir falar de mais casos de sobreiros, comissões em troca de bens "inadiáveis", estórias de fotocópias, etc. Em suma, desapareçam da hora de abertura dos telejornais. É a última oportunidade.

 

4. Estes ainda não perceberam que não vivemos no século XIX. O que lhes deu razão de vida, para sempre morreu. A "classe operária" vai hoje de carro para o trabalho, frequenta o Colombo, veste fatos Massimo Dutti  ou conjuntos Mango, gosta de possuir três telemóveis, uma casa  num bairro e outra em time-share somewhere, etc. Os living-dead já estão a ameaçar com uma "vitória na rua", pois jamais a conseguirão obter através vontade expressa pela imensa maioria. São um patético caso perdido. Os líderes da reivindicada "classe operária", andam de mãos dadas com os betoneiros, rebentam com as periferias dos grandes centros urbanos - onde mandam ou mandaram, como Almada, Vila Franca, Amadora, Loures - e acreditam piamente nas suas superstições. São um caso de inócuo saudosismo.

 

5. Os pobres diabos que se arrogam ao direito de classificar "quem é ou não é socialista". Reservistas mentais, exímios farsantes nos jogos de aparências e fervorosos partidários de projectos ditatoriais sem nexo, são os mesmíssimos que exultaram com as barricadas, assaltos a apartamentos e embaixadas (1975), destruição de espólio de escolas e universidades. Como bichos da madeira, execram o país onde vivem e medram, infestando ministérios, fundações, museus, universidades e todos os departamentos onde um certo fare niente garante o sucesso pecuniário. São os "pobres meninos ricos". Se ligeiramente arranhado à unha, o verniz democrático desaparece e logo surgem os fungos de Trotsky, Lenine e uma infinidade de bandidos que garantiram o túmulo a milhões. 

 

Nota final: os senhores que a imagem deste post representa, julgam-se os eternos donos  do nosso destino. Zelam pela inamovibilidade das coisas. 

publicado às 10:07

Adivinhem quem disse a frase do dia?

por Nuno Castelo-Branco, em 03.06.11

“São poucos os segundos de televisão a que um pobre político tem direito”

publicado às 17:57

Os mais felizes países do mundo!

por Nuno Castelo-Branco, em 02.06.11

O mais aflito e maior lambe-botas planetário, decidiu dar mais uma valente engraxadela no cano alto das botifarras dos seus sponsors de Pequim. Após a sua última e nada secreta viagem à China, o autocrata da Coreia do Norte fez publicar um curioso estudo acerca da felicidade no mundo.

 

Na sua iluminada opinião, a China é o país mais feliz, seguindo-se-lhe a Coreia do Norte, Cuba, Irão e Venezuela.  Como não podia deixar de ser, os EUA estão em último lugar, o 203º, enquanto a rival Coreia do Sul tristemente reduz-se à 152ª posição. Uma pena não conhecermos outros detalhes acerca desta lista de maravilhas, pois ficaríamos a saber mais, acerca da felicidade que se coça no Zimbabué ou no Nepal, por exemplo.

 

Uma outra questão, será conhecermos os resultados práticos do caixismo-viajante que da ocidental praia lusitana tem andado mundo fora. Após as amizades com Caracas e a recente visita a Lisboa do ministro dos Negócios Estrangeiros de Ahmadinedjad, com um bocadinho de sorte, o herói do Sr. Bernardino Soares, o Querido Líder, ainda poderá ter incluído Portugal entre os 10 mais felizes países do planeta Terra. 

publicado às 19:12

Olha quem fala!

por Nuno Castelo-Branco, em 01.06.11

Longe vão os tempos em que o Partido romeno, embora ínfimo e sem expressão popular, era uma mera filial dos interesses de Estaline, submetendo o país à voracidade do poderoso ocupante. Longe vão os tempos em que os srs. Ullbricht e  Honneceker, significavamm na Alemanha Oriental, precisamente o mesmo que Quisling significara em Oslo. Longe vão os tempos em que Jivkov propunha a entrada da Bulgária para a URSS, ou seja, a pura e simples anexação do seu país pelo colosso do leste. 

 

Durante muitos anos, anos de guerra em que "burgueses e proletários" enviavam os seus filhos para as frentes do Ultramar, o PC colocou-se sempre ao lado de quem contra eles disparava. Obviamente jamais considerou como traição, a pertinaz defesa do interesse oposto ao de Portugal, fosse na Índia, China ou África. Após o 25 de Abril, foi lesto no escarnecer da História deste país, desvalorizando os Descobrimentos, arrastando pela lama a reputação de dezenas de celebrados heróis nacionais, ou menosprezando a expansão territorial noutros continentes. Troçou de reis, navegadores, comerciantes, homens de ciência e das artes, tudo trocando pela contabilização de sacas de centeio e imaginadas "lutas". Os seus acólitos, do alto de cátedras bramaram indecências e mentiras durante anos a fio, copiando ipsis verbis, todas as calúnias dirigidas aos Bragança da Restauração de 1640, pretendendo não ver o essencial aspecto simbólico que permitiu o reerguer da independência nacional. Até Olivares lhes parecia genial. No campo da política quotidiana, estiveram sempre ao lado da potência que tinha três mísseis nucleares apontados a Portugal, destinando-se cada um deles a Lisboa, Porto e Setúbal. Na chamada descolonização exemplar, o PC foi o fidelíssimo agente da potência tutora dos receptadores da soberania portuguesa em África, tudo fazendo para agradar a Moscovo. Das mãos de Boris Ponomarev, Cunhal recebeu em pleno Pavilhão dos Desportos de Lisboa, a bandeira de honra do PCUS. Jamais deles se ouviu um queixume contra a concentração da mais formidável força panzer acumulada nas fronteiras de um país, 24 horas por dia em alerta para uma invasão que nunca chegou. Se tal tivesse acontecido, o papel do PCP teria sido o de um mero comité de boas vindas. Esteve com os invasores da Polónia, da Alemanha e da Checoslováquia. Esteve sempre ao lado dos tiranos que derrubaram o regime romeno de 1947 e dos ocupantes que instauraram a exploração soviética da Bulgária. Rejubilaram com o massacre nas ruas da Budapeste de 1956. Deliraram com a ocupação no Afeganistão e deles jamais saiu um protesto contra o genocídio no Cambodja ou na Etiópia. Jamais. 

 

Hoje, Jerónimo de Sousa - porque os outros, os fracos imitadores, já o sugeriram - aponta o dedo a traidores, neles englobando os "Partidos da troika". Como peritos na matéria, eles lá devem saber do que falam.

publicado às 20:00

Uma proposta ambiental

por Nuno Castelo-Branco, em 31.05.11

Desde há meio século, Portugal tem sofrido uma desnecessária depredação da qualidade do ambiente. Isto deve-se a factores políticos - descolonização, ingresso na então CEE, Expo 98, EURO 2004 e a esmagadora maioria das obras públicas erguidas sem um estudo integrado -, pois condicionando a organização do Estado a interesses de sector e criando redes de influência económica e financeira, descaracterizou-se a paisagem e destruíram-se as produções tradicionais que durante séculos supriram muitas das necessidades locais. A consequência quase imediata, consistiu no abandono do território e na criação de pretensos grandes centros urbanos que jamais funcionaram como um todo coordenado, abrindo de par em par as portas à depredação do património imobiliário, criando ghetos de periferia e exacerbando tensões sociais, recorrendo-se a mão de obra externa que a médio prazo se tornou inactiva. Estas são algumas das consequências mais visíveis de uma política ruinosa e hoje completamente falida, surgindo agora claros indícios de uma certa abertura a opções que outros mais experientes, consideram caducas.

 

Começando pela protecção ambiental, aqui estão algumas propostas:

 

 

 

publicado às 09:30

Não ceder à chantagem "utilitária"

por Nuno Castelo-Branco, em 31.05.11

Notem bem aquela escala à direita do gráfico, em tons cinza claro. Há algo de diferente. Se é possível eleger "outsiders" nas Regiões Autónomas, também o será no continente. Com o voto de apenas duas freguesias, um MPT aberto a tantos independentes terá 1 deputado em Lisboa, infinitamente mais útil e representativo que o 14 ou 15 deputado "levanta-te e bate palmas" do PS ou PSD. Por uma vez, nada de clubismo, nada de cedência à chantagem. Já é tempo para alguns ajustes de contas, inclusivamente com refastelados desesperados. O PSD e o CDS não quiseram uma frente PSD-CDS-MPT-PPM, pois cheios de empáfia, já se julgavam os vencedores, por sinal, pouco absolutos. O que têm dito e feito nas últimas duas semanas, apenas provam o que todos sabemos: nada aprenderam, nada esqueceram. É uma oportunidade única para uma mensagem muito clara.

publicado às 00:09

Pinga-milhões terceiro republicano

por Nuno Castelo-Branco, em 30.05.11

A circunspecta Troika-Regente terá conhecimento deste tipo de munificências?  Ou teremos de lhe enviar uns desenhos com legendas?

publicado às 19:51






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