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À demanda da miragem, já!

por Nuno Castelo-Branco, em 12.10.09

 

 Como seria natural, o sr. Cavaco Silva nomeou o sr. José Sócrates como primeiro-ministro indigitado. Ao PS caberá a tarefa de constituir o próximo governo constitucional.

 

Uma das "lendas e narrativas" mais  mastigada ao longo de três décadas, consiste naquele hipotético Shangri-la da união da esquerda portuguesa, num frentismo capaz de proceder  a profundas modificações do quadro sócio-económico nacional. Lavados em lágrimas, comunistas e afins, esconjuram o 25 de Novembro como data infame que roubou aos famélicos da terra, a oportunidade redentora de um próspero e definitivo caminho para o socialismo, aliás firmemente estampado nesta Constituição de todos os dogmas.

 

Para sempre perdido o Ultramar; irreversivelmente desaparecidas a grande indústria, a marinha mercante, a moeda nacional, apodrecidos os cavernames da frota pesqueira  e definhada até à sua ínfima expressão a agricultura, Portugal bem podia fazer agora essa vontade a um eleitorado que pelo que se tem visto ao longo de tantas legislaturas, insiste em vislumbrar por entre o nevoeiro,  a miragem de um sebástico vulto vermelho do redentor. Em conformidade com o seu próprio discurso, o sr. José Sócrates deveria  formar governo com a sua esquerda, incluindo o BE e o PC no elenco.  Ao fim de seis meses, o país poderia então avaliar concretamente quais as reais possibilidades de uma enraizada superstição que tem chantageado os motores do verdadeiro progresso, ou sejam, a livre iniciativa, o alijar da tentacular partidocracia e a descentralização.

 

Teríamos ocupações, expropriações, nacionalizações, escutas generalizadas e saneamentos, em nome do bem de um povo de pequenos proprietários? Evidentemente, pois fazem parte do processo revolucionário. Existiriam alguns riscos de intervenção externa? Certamente, até porque Portugal é membro fundador da NATO.  Teríamos de suportar a previsível ameaça de secessão dos arquipélagos atlânticos? Talvez. No entanto, seria desfeito - ou positivamente confirmado - o sortilégio lançado sobre milhões, a partir dos trípodes onde se refastelam gordos magos barbados ou não, que afinal são sempre a última palavra que conforma a pouca inteligência das gentes. Experimentemos.

 

 

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publicado às 17:36

O teimoso Garcia Pereira

por Nuno Castelo-Branco, em 02.10.09

 

 

Dele, retenho a familiaridade com que tratava os alunos e a total disponibilidade para falar, esclarecer e orientar no estudo das matérias do Direito do Trabalho. Teve há uns dias, uma pequena vitória pela persistência na difusão do ideário do seu Partido. Fraca, porque não foi recompensado com a sua eleição - mais que merecida - para o Parlamento.

 

Refiro-me a Garcia Pereira, o dirigente do PCTP/MRPP. Ultrapassando os 50.000 votantes, o seu partido tem agora direito a receber a subvenção que a Lei prevê. É difícil fazer política em Portugal e a última campanha eleitoral consistiu no flagrante exemplo de falta de isenção na divulgação dos programas dos chamados "pequenos partidos extra-parlamentares", relegados para as prateleiras reservadas às curiosidades, onde aliás, alguns dos chamados "grandes" teriam destacado lugar.

 

Em 1974 e 1975, o então MRPP destacava-se pela ousadia dos seus militantes que na rua, defrontavam um PC/MDP-CDE todo poderoso e que contava com a protecção do MFA. Deu-se a exageros, cometeu ilegalidades e atitudes muito discutíveis, mas o que ficou, foi o contraste entre a sua abnegação na luta contra o sovietismo de Cunhal/Gonçalves e a vergonhosa timidez de alguns dos chamados "partidos burgueses", como o PS e o PPD. Estes últimos colaboraram na liquidação da economia, na "descolonização exemplar" e nos catastróficos processos de saneamento, assalto à informação e anarquia generalizada. O MRPP afrontou Cunhal, teve centenas de militantes presos por ordem directa do PC ao Copcon, denunciou abusos e desafiou o partido soviético onde este se julgava omnipotente: na rua. 

 

O MRPP pagou cara a ousadia.  Os sequazes uniformizados com que o PC contava no Conselho da Revolução, MFA e presidência da república, obedeceram à imposição de Cunhal, proibindo-o de concorrer ás eleições para a Assembleia Constituinte. Cumpria-se assim com o indigno comprometimento das Forças Armadas - um episódio de uma enorme soma de iniquidades -, o primeiro acto do conhecido programa de salamização previsto pelo ideólogo do PCUS, o sr. Ponomariov.  A democracia da 3ª república teve assim como acto fundador uma chapelada eleitoral, excluindo o MRPP e o PDC - o Partido da Democracia-Cristã - das listas. Os motivos invocados foram claramente ao encontro dos ditames de Cunhal, inconsistentes e descaradamente manipuladores da lei e para sempre ficou essa certeza da clara possibilidade de eleição de deputados do MRPP. 

 

Garcia Pereira prossegue o seu discurso maoísta, como se nada tivesse acontecido desde a morte física do "Grande Timoneiro" e em simultâneo - isto é que se torna estranho -, repele para o âmbito da fábula, todas as atrocidades que são comprovadas pela história que existiu e é impossível de ocultar. Prefere ficar naquele outro mundo bem conhecido e que para sempre ficará ligado a grandes e maravilhosas pinturas murais, cartazes onde os chineses eram substituídos por carrancudos portugueses e claro está, por uma certa escola que acabou por fazer carreira no PS e no PSD. 

 

A sua eleição, teria sido, no mínimo, interessante para a vivacidade dos debates parlamentares. Para grande alívio do BE, ainda não foi desta.

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publicado às 09:28

O nosso pequeno Francisco Vichinsky Louçã

por Nuno Castelo-Branco, em 01.10.09

 

 

Os resultados eleitorais que deixaram o Bloco de Esquerda atirado para um monturo de estrume, levaram o Conducator Louçã a proferir um dos mais mesquinhos, miseráveis e vergonhosos discursos do seu já vasto currículo de incitamento ao ódio.

 

Percebe-se o porquê do seu ataque a Paulo Portas, o adversário que lhe reduziu o protagonismo a  uma excentricidade própria do interesse dos paleontólogos.

 

Louçã não muda ou se o faz, a verdadeira face do exímio seguidor  mini-size dos princípios de Vichinsky, sobrepõem-se logo às falas mansas que  acalmam os putativos eleitores. Ele aí está de novo e desta vez, indicando o caminho aos procuradores do ministério público. Ontem vociferou quase em tom de exigência, a urgente entrada policial em casa do líder do CDS, sugerindo a possibilidade muito real de lá se encontrar uma cópia do famoso contrato para a construção dos submarinos para a Armada.

 

É o comunismo na sua versão mais conhecida e que deixou a reputação indelével que se lhe conhece. Invasão de domicílios, prisão de opositores e preferencialmente - já que em Portugal não existe pena de morte -, o seu definitivo silenciar pelo linchamento moral.

 

Antes de deixar o Ministério da Defesa, Paulo Portas alegadamente terá copiado milhares de documentos, colocando-os em local seguro. Compreende-se agora o porquê da aparentemente insólita atitude. Com desavergonhados homenzinhos impregnados de uma mentalidade herdada dos tempos da PIDE, há que tomar precauções. Em caso de acusação - e em Portugal sabemos bem como este tipo de coisas funcionam -, há que não descurar a defesa contra futuras investidas. Normalmente, o tradicional desleixo lusitano deixa para trás e à confiança, provas que facilmente ilibariam qualquer um de atentados ao património público. Paulo Portas não é parvo e sabe bem com que tipo de gente  e de sistema terá de lidar até ao final da sua carreira política. Resguardou-se e fez muito bem. É nisto que quero acreditar e julgo não estar enganado.

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publicado às 08:25

Falas ou não falas?

por Nuno Castelo-Branco, em 28.09.09

 

Não deve valer a pena, pois nada deves ter para dizer. Como habitualmente.

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publicado às 00:54

Grande Inquisidor sem chantagem

por Nuno Castelo-Branco, em 27.09.09

 

 O Grande Inquisidor deve estar varado de estupor. Ficou em quarto lugar, coisa que significa apenas isto:

1. Não pode chantagear o 1º ministro.

2. As mesas onde se contabilizaram os votos jovens, colocam o CDS com 20%.

3. São para já o 4º partido, com MENOS 5 deputados que o odiado rival do Largo do Caldas. Para qualquer efeito prático, o da aritmética parlamentar, o BE vale zero!

 

Hoje venceu um dos Portas. O júnior.

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publicado às 23:44

Sondagem à boca das urnas, 19.00h

por Nuno Castelo-Branco, em 27.09.09

 PS – 38 a 39

PSD – 29 a 31
BE – 9 a 12
CDS – 8 a 10
CDU – 7 a 9

 

obtida no Aventar

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publicado às 19:51

O feiticeiro de vudú

por Nuno Castelo-Branco, em 27.09.09

 

 

São 18.40h de Domingo e estamos a escassos minutos do encerramento das urnas. De toda esta campanha eleitoral, apenas há a reter um facto político e institucional que se torna incontornável: a tomada de posição do sr. Cavaco Silva.

 

O que o residente de Belém fez esta semana ao seu Partido, demonstra bem o arreigado espírito de escondida empáfia que desde sempre regeu todos os seus actos. Desde a famosa e alegadamente inocente "rodagem do automóvel" numa viagem que o consagraria como presidente do PSD, tudo aquilo que disse, planeou e realizou, deveu-se única e exclusivamente a uma ambição desmedida e disfarçada por silêncios comprometedores, total ausência de um projecto dedicado ao país que lhe deu a proeminência desejada. Sendo uma espécie de buraco negro que faz colpasar toda a matéria atraída à sua órbita, tem sido o principal responsável de um imenso rol de desastres que transformou o Partido naquilo que hoje é, um corpo amorfo, decadente e esvaziado de qualquer tipo de energia. Deixou S. Bento, para logo se referir ao PSD como ..."esse Partido", após o que teve a ousadia de se apoiar na sua estrutura para tentar conquistar Belém. Ao longo dos anos manteve-se numa aparente mudez, enquanto algumas direcções social-democratas iam sendo destruídas, quais bonecos de cera atirados à fogueira por um feiticeiro de sombrios sortilégios ou de vudú. Em proveito próprio, cunhou a "má moeda" que depois denunciou como falsa ou sem préstimo. Diz-se que odeia de morte quem ao longo de anos denunciou aquilo que é normal numa democracia consolidada: escândalos, compadrios, ilegalidades em catadupa e todos os  excessos de um poder que já enlanguescia e por isso mesmo se tornava mais agressivo.

 

Esta semana, o homem que jamais terá ouvido falar de Maquiavel, tornou-se no "príncipe" que é precisamente o oposto do conceito que impõe a velha e sempre desejável máxima "nós somos livres e o nosso rei é livre".

O resultado das eleições é ainda uma incógnita e por isso mesmo torna-se lícito colocar o problema na evidência que bem merece. Como pode a direita confiar neste homem de um egoísmo e capacidade de reserva mental tamanha? 

 

No dia em que Vasco Pulido Valente alerta para o facto de ..."os cem anos de república (que se comemoram a 5 de Outubro) são também os cem anos do fim da monarquia", há que dizer abertamente que se vivêssemos numa sociedade democraticamente normal, esta noite os partidos da direita declarar-se-iam a favoráveis à instauração da Monarquia. Depois, logo se via.

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publicado às 18:40

Antes de votarem... Será assim?

por Nuno Castelo-Branco, em 27.09.09

 http://josemariamartins.blogspot.com/2009/09/o-odio-de-cavaco-silva-paulo-portas-e-o.html

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publicado às 13:29

Querem rir? Vão hoje ao Combustões!

por Nuno Castelo-Branco, em 26.09.09

 

O essencial requisito que Manuela Ferreira Leite não cumpre

 

 

 Depois, Manuela tem três grandes defeitos. É mulher, é uma senhora e não pode ser fotografada em discotecas e na praia. Os portugueses, secretamente, continuam a fazer seperação diática. Uma mulher pode ser responsável, mas o chefe tem de ser homem. É uma senhora e aqueles que não são nem senhores nem senhoras vêem-na como a patroa. No tempo do igualitarismo, para se ser mulher, tem de se usar saia-saco e ter aquela queixada que não lembra a "outra senhora". Vivemos no tempo das queixadas e das figuras bruegelianas, mesmo que a saia-saco exiba o Armani. Finalmente, como não é uma Rute Marlene ou uma Tânia Vanessa, não se deixa ver, não partilha intimidade, não sabe falar de futebol. É uma desgraça.

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publicado às 18:55

Soldados desconhecidos e jornalismo bem conhecido

por Nuno Castelo-Branco, em 25.09.09

 

 O Dr. António Costa participou uma vez mais na banca da Quadratura do Círculo, discussão de uma formal informalidade que dá tempo extra de antena a alguns dos partidos parlamentares.

 

Comentando o caso das escutas que não se sabe ainda se existiram ou foram inventadas, o dr. Costa prestou uma ..."homenagem ao jornalista desconhecido... que trouxe ao conhecimento público o nome do assessor do imparcial senhor que reside em Belém. Monarquismos à parte, todos hoje reconhecem - cavaquistas e seus opositores - que o chefe do Estado republicano é um homem de partido, tal como o foram os seus antecessores. Nada de novo. Cai assim por terra a fábula que invoca "todos os portugueses".

 

O que se torna caricato, é o constante recurso a certas figuras de estilo - digamos assim -, para ilustrar dramaticamente uma situação que antes de tudo, é complexa, contraditória e pouco edificante para a apregoada credibilidade do jornalismo. De facto, noutros tempos existia um nome para esse tipo de delação: bufo.

 

O  Dr. António Costa usou o termo "desconhecido", sem pesar bem o que o arroto da posta de pescada quer verdadeiramente dizer. Soldados desconhecidos, foram muitas dezenas ou centenas de milhar de pobres diabos alemães, franceses, russos, austro-húngaros, romenos, ingleses, sérvios, italianos e de tantas outras nacionalidades, que caíram vítimas da chacina que foi a I Guerra Mundial. 

 

Portugal, pela cupidez, prepotência e criminosa irresponsabilidade de outro Costa, também enviou os serranos para a carnificina na Flandres. Mal vestidos e calçados, transidos de frio e febre, lá vegetaram nas imundas trincheiras durante perto de dois anos, até acabarem ingloriamente trucidados pela ofensiva alemã de Abril de 1918.

 

Gente que foi atacada e esmagada por milhões de obuses, após tentativa de asfixia - como esta palavra regressou agora em força! -, ficou reduzida a despojos irreconhecíveis espalhados pelo terreno, servindo de pantagruélico repasto para as ratazanas, as oportunistas de sempre.

 

Má comparação, Dr. António Costa. Péssima comparação, para não dizer mais.

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publicado às 00:42

O Combustões, nas vésperas da eleição

por Nuno Castelo-Branco, em 24.09.09

 

Sala (pintura de Tomás Colaço)

 

A elite tem de mostrar força, tem de amedrontar e simular omipresença para impedir que outros lhe tomem o lugar. Assim, estratifica-se internamente a elite política em elite governamental, elite local e favorecidos. O dinheiro, as possibilidades de ascensão e apossamento de lugares a todos premeia de forma diferenciada, mas é melhor fazer parte da elite que não o fazer. A elite é reduzida. Em regimes ditatoriais, é muito pequena, mesmo que se mascare por detrás de um mar multitudinário. Nestes regimes, aqueles que estão com o poder não correm riscos: a polícia não os prende, os tribunais não os punem. Contudo, salvo em casos extremos, estas ditaduras impõem uma regra de moralidade em tudo que ao Estado e seus servidores respeita. Nas ditaduras, roubar o Estado é um crime e mesmo o mais alto escalão inibe-se de dar largas à veia cleptomaníaca com medo de ser afastado do poder. 

 

Leia mais  A Q U I

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publicado às 18:05

Cuidado com os seus dentes de ouro!

por Nuno Castelo-Branco, em 23.09.09

 

 

Tem dentes de ouro? Se a resposta for afirmativa, é melhor agendar uma visita ao seu dentista, para os arrancar e enterrar no fundo do quintal. Isto, dependendo dos resultados eleitorais de Domingo, claro...

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publicado às 20:42

Certas coligações...

por Nuno Castelo-Branco, em 23.09.09

 

 

Toda esta histeria pré-coligatória mesmo antes de conhecidos os resultados das próximas eleições de Domingo, trazem-nos à memória um outro arranjo pós-eleitoral que através do marechal Hindemburgo, levou à entrada do Partido Nacional Popular Alemão de Huggenberg, no governo do NSDAP de Adolfo Hitler. Não tendo obtido a maioria dos assentos no Reichstag, Hitler necessitava de um acordo que simultaneamente lhe facultasse a atribuição da chancelaria e a aquiescência do sempre desconfiado presidente do Reich. Sabemos como evoluiu e terminou este episódio.

 

Os derradeiros dias de campanha, parecem  querer forçar a uma antecipada conclusão das próprias eleições, decretando-se a "morte" de propostas alheias e a inevitabilidade do sucesso das forças radicais. Fala-se agora de Louçã no poder  e o chefe do BE, desde já  vai colocando na mesa as suas já antigas sugestões que soam a exigências.  Se conseguir o que pretende, podemos imaginar um cenário tão provável quanto possível:

 

-  Aberta hostilidade à NATO, o que deteriorará perigosamente as nossas relações com os EUA, com nefastas consequências nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

-  Adopção de medidas de ataque à propriedade privada, conduzindo à retaliação interna e por parte da UE.

-  Maciça fuga de capitais nacionais e estrangeiros.

-  Falência generalizada de empresas.

-  Total ausência de investimento externo.

- Radicalização do controle dos meios de comunicação social, com os consequentes saneamentos, filtragem da informação e coacção sobre os jornalistas e empresas proprietárias.

-  Insegurança quanto ao direito á propriedade, num país de pequenos proprietários.

-  Acções unilaterais de ocupação de empresas, casas e terras.

-  Aumento da tensão das relações de Portugal com o antigo ultramar, - os PALOP -, nomeadamente com Angola, onde os empresários portugueses investiram fortemente.

-  Aproximação de regimes considerados como marginais na comunidade internacional, assim como a presença em Portugal, de organizações políticas pouco consentâneas com o direito internacional.

- Desautorização das Forças Armadas e das polícias. Numa segunda fase, adequação da polícia à política do governo.

 

 

Estes são apenas alguns pontos a considerar pelo Partido Socialista que se sair vencedor no dia 27, terá de proceder a uma cuidadosa análise das soluções para um governo estável e de relativa confiança interna e externa. No entanto, a decisão dos portugueses ainda poderá consistir numa inesperada surpresa.

 

Estará Portugal preparado para uma nova espécie de totalitarismo, tão lúgubre como arcaico?

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publicado às 13:53

Para além do futebol

por Nuno Castelo-Branco, em 23.09.09

 

 

Uma sugestão para o  SEF e para quem o tutela. Há que saber quem merece e deve ser ajudado na tarefa de cumprir Portugal. Os exemplos podem vir de longe, mas servem! O mundo não se limita ao futebol e aos atletas de excepção.

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publicado às 13:08

Entretanto, algures em Belém...

por Nuno Castelo-Branco, em 22.09.09
Ora escutem com atenção esta letra. Vem muito a propósito.

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publicado às 19:45

Apanhado em flagrante delito

por Nuno Castelo-Branco, em 22.09.09

 

 Poucos terão acreditado no total desconhecimento de Cavaco Silva acerca das alegadas - talvez existentes - escutas em Belém. Se o inábil presidente de nada soube quanto ás manobras do seu assessor - que é pago pelos contribuintes e eleva a fasquia da representação do Estado para mais de 17 milhões/ano -, acabou por ser conivente numa situação absolutamente escabrosa, encobrindo a efabulação até ao impossível. Há que dizer sem qualquer tipo de rebuços, que o presidente foi apanhado em flagrante, acabando por prejudicar o seu Partido. Já há alguns meses, quando não soube ou não conseguiu gerir o "caso Dias Loureiro", provou urbi et orbi a sua inacreditável impreparação para um cargo que no essencial, devia eximir o seu titular de todo e qualquer envolvimento na luta partidária.

 

Os republicanos, esmagados pelo mito messiânico de um jamais reconhecido sonho de recorte bonapartista, insistem no erro da demanda do "grande homem" e atribuem aos sucessivos residentes de Belém, atribuições que o arrastam para a arena onde age a plutocracia, resguardada pela armadura das organizações partidárias. Sabemos como tudo terminará.

 
Partidos já há muitos. Faltam é as ideias e faltam os homens que façam suas as bandeiras de empresários e trabalhadores e, juntos, sem cálculo e reserva, deixem seguir o coração e restituam aos portugueses o orgulho de o serem. Portugal não precisa de programas, mas de orgulho, amor-próprio, unidade de destino e recobro da memória que se perdeu na fornalha das trivialidades medíocres e das "novas ideias" que são sempre velhas desculpas para não perseverar.
Portugal precisa, desesperadamente, de monarquia.
 

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publicado às 17:13

Basta de vergonha!

por Nuno Castelo-Branco, em 21.09.09

A B A I X O

 

A

 

REPÚBLICA !

 

 Os acontecimentos das últimas horas, confirmam aquilo que dizemos há anos. A república não serve os interesses dos portugueses e urge a sua rápida e pacífica substituição, mostrando ao povo sem qualquer tipo de equívocos, a abertura de um novo capítulo na nossa história. Temos uma oportunidade única para uma Segunda Regeneração.

 

Não sabemos se Cavaco sabia desta lamentável estorieta na qual o país inteiro quis acreditar. Se sabia, fez mal em não se ter demarcado do "assessor habilidoso". Se não sabia, afinal não passa aos olhos de dez milhões de portugueses, de um mero joguete nas mãos de interesses bem identificados. Se participou na construção de um caso de contornos partidários, abusou das prerrogativas, usou da reserva mental e liquidou o escasso capital de confiança que a sua magistratura ainda consegue aos olhos dos mais distraídos.  Se assim foi, nisto dou total razão ao oportuno ataque do sr. Louçã.

 

Tudo isto é uma vergonha susceptível de finalmente tornar patente à nação inteira, o estertor de um sistema indigno de um país da grande História, como é Portugal. Basta de república! Basta!

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publicado às 19:27

O fim de um ciclo partidário?

por Nuno Castelo-Branco, em 21.09.09

 

 

Estando praticamente confirmada a improbabilidade de uma maioria parlamentar que garanta a estabilidade do próximo governo, a recusa dos dois principais partidos em formar o bloco central, parece conduzir a eleições antecipadas, num horizonte não muito longínquo. Para dificultar a situação, Belém já se encontra envolvida - voluntária ou involuntariamente - na questão político-partidária e não parece que os próximos tempos sejam muito favoráveis ao exercício daquele que deveria ser um verdadeiro poder moderador.

 

A decadência do actual esquema partidário, pode propiciar um reordenamento de forças à esquerda e á direita, nem sequer nos surpreendendo a criação de um maior partido da direita (PSD+CDS e outros mais pequenos) e à esquerda, com um PS que à semelhança do passado (quanto absorveu o MES e a UEDS), poderá destacar-se nitidamente do actual PSD que tem procurado imitar, ao ponto de ter esvaziado a necessária oposição. A incógnita consistirá na resistência que as actuais estruturas que controlam os partidos apresentarão a uma reformulação que implica a cedência de posições.

 

A alternativa será o inevitável crescimento das organizações mais radicais. Estará o país preparado para esta possibilidade?

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publicado às 14:48

Legítimas e colectivas vigarices em bloco

por Nuno Castelo-Branco, em 20.09.09

 

 O colectivo "trotsko-estalinista" do alto-burguês BE, reagiu como se esperava às notícias da perda da nada credível virgindade colectiva tão ciosamente preservada diante de um público bastante mais atento. À má prestação de Louçã diante de Sócrates e Portas júnior, somam-se agora os "casos", os famosos podres colectivos que o Conducator tanto gosta de arremessar à cara dos seus rivais políticos. Não nos preocupando com a desmesurada e desproporcional presença em tudo o que é órgão de comunicação social - num comentadeirismo político ao estilo comicieiro -, nem sequer mencionando o alegado caso Salvaterra de Magos, as assessorias maternas e as colectivas mordomias que jamais rejeitaram como deputados da nação, os chefes do BE afinal pecam dos mesmos vícios pequeno-burgueses, da "imunda ralé exploradora e parasitária". Gostam de amealhar o dinheirinho em fundos de poupança - é legítimo e fazem muito bem - e pelo que parece, não resistem à tentação do jogo na Bolsa do capitalismo selvagem e neo-liberal. 

 

O selecto ultrapopulista de caviar Louçã, veio a terreiro desculpar-se com um gargalhável ..."não olho pelos meus interesses, mas sim pelos interesses colectivos" ( ou seja, um claro "vejam como sou bonzinho e altruísta), afirmando ainda que os ditos irrisórios trinta mil Euros são o fruto da poupança de uma vida inteira ..."como professor universitário, funções pelas quais não recebo um tostão!" (sic). Enfim, são as habituais "desconjunâncias colectivas" da coisa que ontem Jerónimo de Sousa risonhamente comentou.

 

A kiki menina Joana Amaral nunca tentou enganar ninguém e basta olhar para a sua figura para nos apercebermos de um certo "cinhismo a Dias" de capa da Flash, Nova Gente ou Olá. Investiu nas acções dumas empresas ligadas ao Estado e em fase de privatização, "colectando" a mais-valiazita da praxe. Quanto à menina Ana Drago, aproveitou também para dragar uns cobres para arredondar o cofrezinho proletário do qual certamente aproveitará uns dividendos para "acções de solidariedade" na Bica do Sapato ou em qualquer outro local frequentado pelos marginais especuladores "colectivos" da nossa praça.

 

Os colectáveis dr. Rosas, Portas sénior e o outro senhor do Porto (não me recordo do nome), compõem o colorido e cheiroso  ramalhete que confirma aquele velho dito do vigário e que a todos aconselhava "fazerem o que eu digo, mas não fazerem o que eu faço".

 

É de facto, uma campanha indecente contra o BE, coitadinhos dos colectivos.

 

Tenho é de me dirigir à sede da Almirante Reis e solicitar uma audiência de aconselhamento económico, pois por ali não faltarão peritos na matéria.

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publicado às 12:01

Pergunta urgente

por Nuno Castelo-Branco, em 18.09.09

 

 Sabendo que a projectada viagem TGV de Lisboa a Madrid demorará três horas e que até Paris decorrerão mais oito; sabendo que os preços de avião competem directamente com os do citado TGV, colocando-nos a TAP na capital francesa em cerca de duas horas, qual é a vantagem imediata do "foguete no rabo"? 

 

Onze horas TGV contra duas horas TAP, eis a questão essencial a colocar ao sr. primeiro-ministro. Com a elevação desejável, é claro.

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publicado às 15:52






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