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Boas Notícias

por Manuel Sousa Dias, em 12.01.15

Uma boa notícia que surpreendentemente não parece ter recolhido previsível entusiasmo por parte dos portugueses foi a aparente descoberta de 6 jazidas de petróleo/ gás natural em Portugal continental. De acordo com a empresa prospectora são mais de 43 mil milhões de euros brutos, ou seja, 25% do Produto Interno Bruto de Portugal, o que permitirá, entre outras coisas, transformar Portugal de um pais importador de energia num pais exportador.

 

Dinheiro a entrar a rodos quando o pais se encontra encalacrado em dívidas são certamente boas notícias mas parece que ninguém embarca em histerias. O governo permaneceu em silêncio, sabe-se lá se pelo facto de um dos sócios da IONIQ, a empresa que detectou as várias jazidas, ter sido colega de Pedro Passos Coelho na Fomentivest.

 

Com um território marítimo tão vasto vá-se lá saber se, à semelhança da Noruega, este cantinho à beira mar está plantado sobre um lucrativo lençol de petróleo - que no caso da Noruega é imenso. Alguma vez Portugal constituiria um Fundo do Petróleo controlado pelo governo tal como o pais nórdico fez? Tal como diz Mia Couto, “a maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos”. E os portugueses já viram o suficiente para saberem que já viram demais.

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publicado às 01:21

Duas notícias, dois países, o mesmo problema.

por João Quaresma, em 18.07.13

Em Espanha, antes de ontem:

«A reforma do sector eléctrico prevê fechar centrais de energia renovável para reduzir o défice tarifário.

Espanha poderá avançar com compensações para encerrar as centrais de produção de energia renovável, no âmbito de uma reestruturação do sector energético. Em causa está o preço elevado da produção destas formas de energia, o que levou a que o governo de Mariano Rajoy admita avançar com incentivos económicos para o encerramento definitivo de centrais de energia renovável e de cogeração, noticia o "El Mundo".»

 

Em Portugal, ontem:

«O Grupo francês Neoen está a construir em Coruche, distrito de Santarém, a sua primeira central fotovoltaica em Portugal, um investimento de 40 milhões de euros e que vai permitir produzir energia para cerca de 30 mil habitantes. (...)

O presidente do Grupo destacou o facto de este investimento ser um projeto europeu, com financiamento francês, painéis solares alemães e construtores portugueses. Xavier Barbaro salientou a "excelente colaboração entre todos os intervenientes" para a concretização do projeto.

A Neoen vai investir em Portugal 60 milhões de euros em centrais fotovoltaicas, 40 dos quais na vila de Coruche. Nos 70 hectares de terreno vão ser colocados 18.388 painéis solares e 45 quilómetros de cabos.»


Ou seja, enquanto em Espanha o governo procura resolver o problema mesmo que recorrendo à medida extrema de subsidiar o encerramento de infraestruturas cuja construção foi também subsidiada, em Portugal continua-se a aprofundá-lo, como se não fosse já suficientemente ruinoso.

Ainda por cima, consente-se que se instale uma gigantesca central de energia solar em plena lezíria ribatejana, zona agrícola por excelência por ter alguns dos terrenos mais férteis e produtivos do país. E assim, 70 hectares vão ser cobertos por 18 mil painéis fotovoltaicos importados (apesar de também se fabricarem em Portugal), criando um número ínfimo de postos de trabalho em mais um projecto que irá viver das rendas pagas pelo contribuinte português.

A mais este "magnífico" investimento estrangeiro só tenho a expressar os votos sinceros de um bom tornado.

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publicado às 18:08

O Expresso de Júpiter

por Nuno Castelo-Branco, em 02.04.13

 

O lixiviador texto é sugestivo e presta-se a fantasias coincidentes com as charlas de um retornado político. Nos últimos dias de temporal, "quase-quase!" atingimos 100% de consumo de energias renováveis! Sem dúvida necessárias apesar dos preços proibitivos e do que significaram os investimentos feitos há poucos anos - acumulando-se às barragens de Salazar -, pela prosa do Expresso depreendemos que Portugal viveria feliz para sempre, desde que tivéssemos um clima parecido com o de Júpiter. Aí sim, exportaríamos energia "às resmas".

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publicado às 18:27

Como era óbvio

por João Quaresma, em 14.09.12

Mira Amaral, em entrevista ao I.

 

[A descida da TSU]«Uma medida destas tinha de ser vendida num pacote de crescimento e competitividade, e não dentro de um pacote de austeridade. Quando uma medida destas, que podia ser positiva, se vende dentro de um pacote de austeridade, é só para levar pancada. Há também aqui um erro político. Esta medida, para ser implementada, com todas as condicionantes de que já falámos, nunca podia ser apresentada numa situação em que percebemos que o governo está de calças na mão. Chamavam-se os parceiros e fazia-se isto complementado com incentivos fiscais ao investimento e à criação de novas empresas, colocando a medida dentro de um pacote global. É evidente que esta medida não cria emprego, mas algumas empresas do sector exportador ganham folga de competitividade, sejamos honestos, e mesmo as empresas do mercado doméstico é evidente que podem diminuir as pressões de tesouraria. Só que isto pode ser anulado pelo facto de o consumo no país diminuir ainda mais e aquilo que ganham num lado perdem no outro. (...)

Tinha sido mais útil para as empresas uma redução dos preços da energia do que uma descida da TSU.»

 

E acrescento eu: e suspender a liberalização do mercado de combustíveis, estabelecendo preços compatíveis com a realidade das empresas e dos clientes particulares, ao invés dos preços absurdos que estão a tornar o transporte profissional e pessoal proibitivo para uma grande parte do país. Em tempo de crise ou escassez, o Estado deve recorrer ao tabelamento dos preços sempre que seja necessário impedir que a especulação prejudique o funcionamento da economia. O aumento do consumo compensaria a perda percentual de receita do ISP.

 

Boa entrevista, que aconselho a ler.

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publicado às 04:55

Quem paga é o mexilhão

por Samuel de Paiva Pires, em 13.03.12

António Mexia, sobre o estudo que mostra o exagero de rendas que todos pagamos à EDP: "O estudo tem erros básicos, que o tornam basicamente grosseiro." Mais ou menos como o português de Mexia, básico, e incapaz de disfarçar a grosseira falta de argumentos.

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publicado às 20:13

Contrariando ideias feitas

por Eduardo F., em 16.11.11
Este artigo no Wall Street Journal constituiu como que o lançamento do novo livro de Daniel Yergin, "The Quest: Energy, Security and the Remaking of the Modern World". Yergin, vencedor de um prémio Pulitzer, é provavelmente, o maior especialista vivo em economia e história da energia, e tem-se dedicado em particular em desmistificar o "iminente" fim das fontes energéticas de origem fóssil relembrando, por exemplo, que já nos anos 80... do século XIX(!), se falava em "peak oil". Escreve Yergin :
«This is actually the fifth time in modern history that we've seen widespread fear that the world was running out of oil. The first was in the 1880s, when production was concentrated in Pennsylvania and it was said that no oil would be found west of the Mississippi. Then oil was found in Texas and Oklahoma. Similar fears emerged after the two world wars. And in the 1970s, it was said that the world was going to fall off the "oil mountain." But since 1978, world oil output has increased by 30%. Just in the years 2007 to 2009, for every barrel of oil produced in the world, 1.6 barrels of new reserves were added. And other developments—from more efficient cars and advances in batteries, to shale gas and wind power—have provided reasons for greater confidence in our energy resiliency. Yet the fear of peak oil maintains its powerful grip.»
Sempre que um dado grupo de pressão consegue influenciar um governo no sentido de este, pela força da coerção e dos impostos, "acelerar" o ritmo da história, é de socialismo que estamos a falar. De promoção activa da pobreza, portanto. Nunca nos  esqueçamos desta verdade elementar.

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publicado às 00:45

O mercado a funcionar

por Eduardo F., em 15.10.11
Via Carpe Diem, um excerto: Not considered a big oil state until recently, North Dakota went from the ninth-biggest producer in 2006 to fourth in 2009, where it currently stands. This boom is thanks to advances in drilling and hydraulic fracturing techniques and a rise in oil prices that made it more profitable for companies to tap into the vast reserves trapped in the Bakken and Three Forks shale formations.

 

Mais uma vez, os mercados, se os deixarem em paz, proporcionam-nos duas lições que nos permitem esgrimir argumentos contra os catastrofistas ignorantes e estatistas militantes:

 

1ª lição - Por maior desespero que isso cause aos neo-malthusianos, a mente humana, se não for  aprisionada, continuará a proporcionar algo que é a "chave" da destruição desta subespécie de mitos catastrofistas: a teconologia evolui. O que era impossível ontem, é possível hoje. O que era caríssimo há dez anos, é hoje comum.

 

2ª lição - Os preços, se não forem manipulados pelos governos, estão permanentemente a dar sinais aos vários actores no mercado. Se o preço de um dado bem sobe de forma sustentada no tempo, tal será interpretado por empreendedores no mercado como uma oportunidade de retirar partido de preços de venda interessantes o que, por sua vez, tenderá a aumentar a oferta desse bem. A prazo, esse preço reduzir-se-á para valores "normais" e, porventura em combinação com a introdução de novas tecnologias, poderá mesmo acabar por atingir um preço mais baixo que o existente no início do "ciclo".

 

Simplificando um pouco, são estas duas razões combinadas que, caso após caso, confirmam e reconfirmam o grande  Julian Simon e infirmam sistematicamente activistas ignorantes.
___________________
Nota: li no Expresso de hoje, publicação por sinal cada vez mais deprimentemente inútil, que Manuel Pinho e Vieira da Silva não deram andamento (supostamente pela aplicação do ignóbil princípio da precaução...), durante anos, ao projecto de prospecção e exploração de gás natural por parte de operadores privados  (e a suas expensas) ao largo da costa algarvia. O actual governo terá entretanto já dado luz verde ao projecto (estima-se que haja gás, comercialmente explorável, durante 10 anos) decorrendo a ultimação das minutas dos contratos. Isto é mais um dos milhares de episódios em que os governos "verdejantes" se outorgam o direito de distinguir entre projectos privados "maus" e projectos privados "bons". Raramente, nestes últimos, se tratam de projectos verdadeiramente privados - eles estão, quase sempre, contaminados de dinheiros públicos, de tráfico de influências, de troca de favores. Numa palavra: de corrupção. Entretanto estoira-se o dinheiro público em projectos economicamente irracionais e proíbem-se projectos exclusivamente de iniciativa privada (pela sua motivação económica e não política). Que corja!

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publicado às 17:24

Da incomodidade à indignação

por Eduardo F., em 15.09.11

No dia em que Dr. Ivar Giaever, Nobel da Física em 1973, apresenta a sua demissão da Sociedade Americana de Física (APS), por não reconhecer a existência de aquecimento “global” significativo nos últimos 150 anos e, como tal, não aceitando como estabelecido que haja que tomar medidas extremas agora para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, histórias como estas, decorrentes de um activismo político promotor, a qualquer custo, de “empregos verdes”, tornam-se terrivelmente incomodativas. A incomodidade passa a indignação quando, apesar de uma retórica tonitruante de “estímulos ao emprego” tudo se faça para impedir o surgimento de empregos reais, e não subsidiados.

 

Esta não é apenas uma história americana. É também europeia e, em particular, portuguesa, como todos iremos descobrir, brutalmente, nos próximos 2/3 anos.

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publicado às 00:54

"Esquema" nuclear

por Nuno Castelo-Branco, em 07.04.10

Há momentos na tvi, o sr. Mira Amaral declarava a necessidade de se estudar a hipótese da instalação de centrais nucleares em Portugal.  Sabemos o que isso quer dizer. Mais despesa a pagar pelos estarrecidos contribuintes - ou os "esquemáticos" entram com o seu dinheiro? - mais maluquices especulativas de terrenos, mais desastres ambientais em perspectiva. Em suma, um regresso à insegurança, ao medo e à incerteza. Se com a co-incineração as populações reagiram, imagine-se o que seria relativamente a isto?  Neste aspecto - entre outros mais -, estou com o governo. A peça que antecedeu a curta entrevista, demonstrava a opinião "generalizada" de alguns convivas dos círculos do costume: os "malefícios hidro-eléctricos" - barragens que "podem estourar"! -, o "estragar da paisagem" pelos geradores eólicos e outros argumentos tão credíveis como a kriptonita que enfraquece o Super-Homem.

 

Nem sequer querendo perder mais tempo com tais excelsas banalidades trauteadas pelo "conhecido e insuspeito  mundo dos negócios", remeto os necessários esclarecimentos acerca do tema, para o nosso correligionário Pedro Quartin Graça. Creio que ele também não estará pelos ajustes, mas podem tentar.

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publicado às 22:13

Filipe Alves oferece bicicleta a Eduardo Correia

por Samuel de Paiva Pires, em 21.03.09

 

Filipe Alves, responsável pelo grupo de trabalho ligado à temática do ambiente e energia, ofereceu uma bicicleta a Eduardo Correia, que só não fez uma demonstração das suas habilidades porque os pedais estavam virados. No entanto Eduardo Correia já tem uma bicicleta de corrida que continuará a utilizar como normalmente, até porque já tem o hábito do ciclismo desde que estudou na Escócia.

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publicado às 16:27

Espanha firma acordos de fornecimento de gás com a Rússia

por Samuel de Paiva Pires, em 04.03.09

 

(imagem picada daqui)

 

España dejará de ser uno de los pocos países de la Europa continental que no consume gas ruso. El presidente de Rusia, Dmitri Medvédev, y el jefe del Gobierno español, José Luis Rodríguez Zapatero, firmaron ayer en Madrid un acuerdo de cooperación energética que, en palabras de este último, supondrá "mayor seguridad en el abastecimiento energético de España y mejor acceso de las empresas españolas a las reservas energéticas rusas". En paralelo, los presidentes de las empresas españolas Gas Natural e Iberdrola firmaron acuerdos de colaboración con las rusas Gazprom e Inter Rao, respectivamente.

 

A Iberdrola também está presente em Portugal, o mercado Ibérico de produção e distribuição de energia tem tendência a aprofundar-se e integrar-se, e Espanha faz acordos com uma Rússia em ascensão que cada vez menos hesita em utilizar os seus vastos recursos energéticos como arma política. Pelo meio as tão faladas energias renováveis parecem sempre ficar pelo caminho e até a discussão sobre a energia nuclear deixou de estar na agenda há já alguns meses. E com o que Robert Kagan escreve sobre a Rússia, no O Regresso da História e o Fim dos Sonhos, nada disto me parece obra do acaso e não deixa de ser algo preocupante. Amanhã voltarei a este tema que as horas já vão altas e a disponibilidade mental já não é a melhor.

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publicado às 03:33






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