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Vergastar o ensino privado

por John Wolf, em 17.05.16

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Se eu fosse o primeiro-ministro acabava de uma vez por todas com as escolas privadas. Os colégios são sorvedores do Estado. Gastam milhões de euros dos contribuintes. Servem as elites e promovem a ideia de uma sociedade intensamente estratificada, dividida entre pobres e ricos. As escolas privadas nada acrescentam ao parque escolar e nem sequer servem para comparar o desempenho dos estudantes em relação à oferta do Estado. Nas escolas privadas os papás e as mamãs compram o sucesso dos seus filhos que são maioritariamente burros. A escola pública não faz distinções. Nivela o corpo discente de acordo com o mesmo quadro de oportunidades. Valoriza o mérito, a iniciativa e o empreendedorismo dos alunos. Os professores do ensino público são os únicos com algo válido a transmitir aos alunos. E adoram ser professores. O ministério da educação é a melhor entidade para gerar uma comunidade de intelectuais, de inventores e indivíduos capazes de pensar fora da caixa. A direcção central dos serviços de educação representa a mais pura expressão de democracia. Está na vanguarda da transformação do nosso mundo. Quem precisa de uma rede de escolas privadas? Francamente. A quarta classe deveria chegar para encher a cabeça dos eleitores. O governo tem razão. Não vale a pena esbanjar dinheiro em vão.

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publicado às 11:52

As PPPs da Educação

por João Quaresma, em 05.11.13

Esclarecedora, a reportagem transmitida esta noite pela TVI sobre os financiamentos do Estado ao ensino privado e de como a gestão de recursos do Ministério da Educação tem sido feita pelos anteriores governos e pelo actual. Num momento em que o Governo pondera avançar com o "Cheque Ensino", vale a pena ver no que têm dado as parcerias público-privadas neste domínio. É que se esta mesma política tem tido resultados desastrosos nas auto-estradas e na energia, com a promiscuidade entre governantes e empresas interessadas, e fazendo o país refém de interesses instalados à gamela do Estado, seria ingénuo esperar outra coisa da privatização do Ensino Público. E não pega o argumento da «liberdade de escolha»: nem Portugal nada em dinheiro para poder sustentar dois sistemas de Educação redundantes (um público e outro privado), nem as finanças públicas têm de sustentar as opções dos pais que prefiram colocar os seus filhos no privado. Se o querem, que paguem do próprio bolso. Imagine-se o que seria se esta lógica se aplicasse sempre que alguém preferisse optar por serviços privados em alternativa aos já disponíveis no público.

E, mais uma vez, a política do actual governo não se desvia do rumo do anterior.

 

Repórter TVI: «Verdade Escondida», o link AQUI

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publicado às 00:50

Contra-senso em que acho que vale a pena pensar

por Samuel de Paiva Pires, em 22.10.08

É lugar comum falar mal da educação pública em Portugal. Todos sabemos que o sistema educacional é facilitista, pouco exigente e de má qualidade no geral. Quem pode não hesita em colocar os filhos em colégios privados. Então como explicar que quando em igualdade de circunstâncias, isto é, na altura do acesso ao ensino superior, os que vêm do ensino público passam à frente dos que vêm do privado?

 

Esses aliás acabam na sua maioria por ingressar em universidades privadas, também elas regra geral de muito má qualidade em relação às públicas, salvo honrosas excepções. Pelo menos no Brasil, os que têm possibilidade de estudar nos melhores colégios saem de facto melhor preparados e conseguem entrar nas universidades públicas, também elas muito melhores que as privadas. Isso acaba até por causar uma distorção e injustiça social, na medida em que os que têm menos posses acabam por ter que ingressar em privadas, trabalhando incansavelmente para poder pagar os estudos.

 

Não sei se sou só eu que me apercebo deste contra-senso, mas acho que vale a pena pensarmos nisto.

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publicado às 02:04






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