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Exclusivo Estado Sentido

por José Maria Barcia, em 25.10.13

O Estado Sentido teve acesso ao dialogo entre Noronha do Nascimento, ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que ordenou a destruição das escutas a José Sócrates, e Pinto Monteiro, ex-procurador-geral que cumpriu a ordem, durante a apresentação do livro do ex-primeiro ministro.





Noronha de Nascimento (NN): Ó camarada, cá estamos, não é?

Pinto Monteiro (PM): É verdade. Como foram as férias?

NN: Porreiras, pá. Esta coisa da jubilação prévia é fixe. Sabes, aquela coisa das escutas do Zé, deixaram-me sem cabelo.

PM: Também nunca tiveste muito, isso aí à frente parece uma pista de aterragem. De bombardeiros.

NN: Sempre com as piadolas. Olha que tu, fazes o que eu digo e ganhas uma Grã-Cruz. Era de quê mesmo?

PM: Ordem Militar de Cristo, por serviços públicos à pátria.

NN: Ehehe, já viste? Quem é teu amigo?

PM: O Cavaco? Foi ele que me deu esta coisa. É pesada... Olha, o Zé vai falar!

NN: Mais ainda? Já não chega o stress que tivemos à pala das conversas dele? O gajo não aprende.

PM: O Mário Soares chamou-o de engenheiro, não foi?

NN: Pá, não gozes com os velhotes que vamos lá chegar.

PM: Se fosse com a reforma do bochechas era fixe.

 

PM: Já agora, porque é que vieste? Eu já disse aos jornalistas que tinha sido convidado.

NN: Pois, o Zé, às vezes, é parvo. Eu disse-lhe para se manter quieto e sossegado e o gajo parece que anda com fogo no rabo, sempre de um lado para o outro.

PM: Piadas à Santana Lopes, Nascimento?

NN: Nada disso. Pá, só vi aqui para saber se estou nos agradecimentos. Quer dizer, se não fosse eu, e tu um bocadinho, o gajo em vez de escrever sobre tortura nos países escrevia sobre tortura nas prisões. E provavelmente, seria autobiográfico.

PM: Coitado do homem... Cuidado, ele vem aí. Finge que não me conheces!

 

 

E pronto, fica lançado o exclusivo. Este dialogo é veridico. Mas as escutas que possibilitaram a transcrição foram destruídas. Acabei de as deitar para o caixote de lixo.




publicado às 14:12

A baderna das escutas

por João Pinto Bastos, em 20.10.12

As fugas de informação do nosso maravilhoso sistema judicial voltaram à tona. Para colmatar a ineficácia de um sistema putrefacto, só mesmo a insídia vitriólica que atinge tudo e todos, sem poupar ninguém. Não sei o que Passos Coelho disse ou deixou de dizer, o que sei, e não é pouco, é que a suspeição generalizada, efectuada através do sempiterno mecanismo totalitário das escutas, serve amiúde interesses políticos inconfessáveis.

publicado às 23:01

Um povo de coscuvilheiros

por Samuel de Paiva Pires, em 31.05.12

Ainda hoje falava com alguém sobre isto que Maria Teixeira Alves escreve em "Terei eu sido escutada?" (que só vem dar razão a Pedro Arroja):

 

«Portugal é um país de intriguistas, de invejosos e fofoqueiros. Em meia-hora qualquer pessoa sabe a vida privada de um Balsemão, de um Nuno, de um Miguel Relvas, da minha, daquele, do outro. Neste país toda a gente sabe tudo. Há pessoas a fazerem informalmente o papel dos "Silva Carvalhos" desta vida. Só não há é dossiers em papel ou em suporte informático, mas há ficheiros secretos de toda a gente na cabeça de muita gente.»

publicado às 01:38






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