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Durante anos a fio especializaram-se no massacre de populações, usando a eito catanas, Kalashnikov, minas e brinquedos armadilhados. Chegando ao poder por imerecida outorga, logo se preocuparam em ajustar imaginadas contas internas, liquidando todas as oposições. Permanecem agarrados de uma forma mais perene do que as lapas ocasionalmente degustadas nos restaurantes da especialidade. Caído o pouco ou nada generoso amigo soviético, souberam recauchutar-se a tempo, reabraçando os primeiros mentores que invariavelmente os criaram e acarinharam. Viveram e vivem à grande, usando os recursos dos respectivos Estados como pocket money e colocando moleques e mainatos estrategicamente, garantindo a sua sobrevivência no poder.
São estes os sempre fiéis amigos do PC* e daquela burguesia que durante mais de uma década, sentia a súbita necessidade de visitar uns tios em Paris, quando não declamar umas sábias e úteis informações nos microfones da Rádio Argel. Ir para a guerra e correr riscos, isso ficava para os filhotes da sopeira Maria do Bom Parto e da D. Adozinda das limpezas.
Lá estava um magote deles no Rossio, no entardecer das suas importantes vidinhas. Vá lá, desta vez não se indignam com catanadas, morteiradas ou mãos despedaçadas por uma afro-Barbie sabiamente armadilhada, colocada na berma de uma picada. É por um grevista da fome, um desgraçado rapper que nada mais fez, senão protestar contra mais de quarenta anos de usos e abusos da coisa pública. Coisas de turras.
* Não vi nenhuma cara conhecida do PC. Porque será? Substituiram o sponsor?
O chamado Congresso Democrático das Alternativas é o exemplo mais cabal do nefelibatismo em que paira a esquerda reaccionária que, desde os primórdios da III República, se considera a proprietária exclusiva do regime. As propostas aventadas no fórum da ilusão política são um epítome do irrealismo político e económico que abunda naquelas pobres almas. O repúdio da dívida, a crítica desusada da austeridade - ainda não entenderam que a austeridade é inevitável - e, acima de tudo, a insistência nas mesmas políticas despesistas que nos trouxeram à actual bancarrota política e económica, são a prova derradeira da inexistência das ditas alternativas supostamente apresentadas no referido congresso. Esta esquerda necessita urgentemente de um aggiornamento ideológico. Que tal olharem para os exemplos - pífios e com falhas, sei bem disso - do PT brasileiro ou da Frente Ampla uruguaia? Será assim tão impossível aceitarem que o mercado é o instrumento mais eficiente na alocação dos recursos da comunidade?