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Estaline em S. Bento

por Nuno Castelo-Branco, em 03.10.14

 

O PC e o BE não viram as obras e reagiram antes do tempo. O artista pregou uma partida ao departamento cultural de S. Bento e em vez de Carmona, apresentou um busto do seu contemporâneo José Estaline. Fica então reposto o equilíbrio.

publicado às 08:36

O Dia D

por Nuno Castelo-Branco, em 06.06.14

Parecendo uma repescagem das diatribes, omissões e falsidades durante décadas urdidas nos volumes da História da Grande Guerra Patriótica, têm ultimamente surgido alguns interessados pela temática II Guerra Mundial apresentando uns tantos "ses" sem qualquer sustentação, quando confrontados com a miríade de problemas ditados pela realidade tal como se apresentava em Junho de 1944.

 

Estando os historiadores perante a evidência de um conflito que cabe no conceito de guerra total, alguns pretendem  considerá-la de forma sectorial, limitada e sem atender à sempiterna companheira dos eventos bélicos, isto é, a política interna e externa dos beligerantes, os interesses geoestratégicos dos principais contendores, fossem aqueles económicos, militares ou de exercício da soberania.

 

Dizem então que o desembarque anglo-americano na Normandia terá sido uma invasão desnecessária. Argumentam com a evolução das operações no teatro de guerra da frente oriental que estava a cargo dos aliados russos. Esta é uma consideração errada em todos os pressupostos, sejam eles militares ou políticos.

 

Em Junho de 1944, a Alemanha ainda era uma potência bélica de primeira categoria, apresentando ao mundo umas forças armadas muito numerosas,  perfeitamente capazes sob o ponto de vista anímico e dotadas de equipamento tecnologicamente avançado. A indústria conduzida por Speer, atingiu picos de produção que não devem ser negligenciados, apesar dos redobrados esforços das campanhas aéreas desferidas pelas potências anglo-saxónicas. Não mencionado em detalhe a imensa superioridade técnica da sua arma blindada - mesmo atendendo aos modelos mais pesados do adversário soviético -, esta qualidade era extensível às armas que ditariam as regras nos conflitos vindouros. Mísseis de todos os tipos que iam surgindo nos teatros de operações, aviões a jacto, armas automáticas, uma nova geração de submarinos apenas muito mais tarde eclipsados pelo advento das classes movidas a energia nuclear, entre toda uma série de inovações que durante quarenta anos decisivamente influenciariam o desenvolvimento dos arsenais das principais potências mundiais.

 

Os britânicos consideravam imprescindível o desembarque na Europa, cientes que estavam daquilo que significaria a outorga de toda a guerra terrestre aos exércitos levantados pelo regime soviético. No que respeita aos seus aliados americanos, destes divergiam quanto à zona escolhida para a invasão, preferindo o "baixo ventre da Europa"- Mediterrâneo central, ou seja, a Itália, Grécia e a costa jugoslava -  às praias do norte de França. A verdade é que desde o início da sua intervenção, os americanos sempre privilegiaram os pontos de vista do Kremlin, conhecendo-se também as conversações que Roosevelt e a sua administração foi entabulando com os soviéticos a respeito da liquidação dos impérios coloniais europeus, britânico incluído. A Estaline interessava a intervenção anglo-americana de uma forma limitada - permanente bombardeamento aéreo da Alemanha e caudaloso fornecimento material à URSS - e no sentido do alívio do envio pela indústria alemã, de equipamento destinado à Wehrmacht na frente leste. Os aliados ocidentais eram meramente utilitários e o lend-lease absorvia o seu quase exclusivo interesse por eles. 

 

O conceito de defesa elástica que apesar de tudo o marechal Von Manstein conseguira impor como incontornável recurso para a contenção da avalanche que vinha do leste, é facilmente compreensível quando observamos nos mapas o lento avanço soviético em direcção a Berlim. Se a seguir a Estalinegrado (início do ano de 1943) esse progresso para ocidente parecia fulminante, a partir de Kursk - um colossal erro estratégico de Hitler - e apesar da esmagadora superioridade material, as ofensivas estiveram  muito longe de atingirem aquela velocidade que teria pressuposto a queda do III Reich na primavera de 1944. A inversão de alianças da Roménia e da Bulgária - já após o D-Day -, criou um certo vazio naquela zona dos Balcãs, sem que isso significasse a imediata chegada do Exército Vermelho a Budapeste, Praga e Viena. Apesar de se encontrarem em grande desvantagem numérica, os alemães fizeram arrastar durante longos meses, as campanhas russas na Polónia e nas províncias germânicas do leste, a Prússia oriental, Silésia e  Pomerânia. 

 

A presença anglo-americana na Itália, não era um factor determinante para a derrota do Reich a ocidente, dados os condicionalismos impostos pelo terreno admiravelmente propício a quem nele estivesse numa posição defensiva. Assim sendo, havia que escolher outro sector que se prestasse a uma maciça concentração de recursos bélicos e capazes de decidirem pelo número, o resultado de uma batalha que se previa difícil e custosa.  Sob o ponto de vista estritamente militar, os actuais revisionistas da história apresentam  como certa a vitória soviética a leste, na presunção de Estaline contentar-se com a tomada de Berlim e zonas da Alemanha concedidas após as Conferências do Cairo e Teerão, ao domínio russo. Nada mais ingénuo. Consciente dos graves prejuízos causados ao esforço de guerra alemão pelas vagas de bombardeiros da RAF e USAF, Estaline decerto pretendeu estender o tão longe quanto possível, a presença dos seus exércitos na Europa central e ocidental. Quanto a isto não poderá existir a menor dúvida, conhecendo-se a importância decisiva que o factor político-ideológico exercia sobre a sua condução das operações militares e diplomacia. Poderá alguém alimentar algumas ilusões quanto a um esperado deter soviético nas margens Elba?  Há que atender à forte presença da coluna pró-soviética que os partidos comunistas representavam na Europa ocidental, não se desconhecendo a eficácia do PCF que mesmo após finda a guerra, pesadamente influiria na condução da política francesa. 

 

É verdadeira a suposição de que a ausência de uma intervenção terrestre em França, teria significado a imediata transferência para a frente leste de importantes unidades da Wehrmacht, capazes de consideravelmente atrasarem o avanço russo e adiarem em longos meses, o desfecho do conflito. Neste caso, a pressão exercida pela guerra aérea anglo-americana apenas beneficiaria geoestrategicamente a URSS, dando-lhe campo livre para uma decisiva penetração na Europa ocidental e sendo impossível aventarmos até onde aquela poderia ter chegado. Paris?, Madrid? Lisboa? Nas  Conferências de Ialta e de Potsdam, Estaline insistiu na necessidade de um ataque aliado à Espanha de Franco e isto é por si demonstrativo de um aspecto que actualmente parece ter sido alijado das cogitações dos interessados pelo estudo dos últimos capítulos da II GM. Já é bem conhecido como um grave erro político - logo militar, num contexto de guerra total -, a negativa de Eisenhower em permitir um avanço dos seus comandantes em direcção a Berlim, considerada como um objectivo meramente simbólico. Estaline sabia que a capital alemã era muito mais que um simples objectivo de prestígio, pois o seu controlo pressupunha a reivindicação da legitimidade política sobre o conjunto da nação alemã, além de significar uma indefinida permanência do Exército Vermelho em pleno coração da Europa. E assim foi até 1990.

 

A vitória soviética era um facto iniludível, os números pesavam e a generosíssima contribuição material americana foi decisiva. Blindados na ordem de muitos milhares, milhares de aviões de todos os tipos, os uniformes que vestiram e as botas que calçaram as tropas russas, armas automáticas, artilharia, a prodigiosa quantidade de munições de todos os calibres, uma espantosa quantidade de veículos de transporte que decisivamente motorizaram o E.V., mares de combustível e de matérias primas, as rações de combate que fartamente alimentaram o gigantesco exército russo, eis a contribuição decisiva. Mas isto não era suficiente, pois americanos e britânicos receavam o advento das propaladas armas secretas à disposição do Führer, suspeitando da séria possibilidade de entre os recursos tecnológicos, poder encontrar-se a arma nuclear. Durante alguns anos - 1942-44 -, Estaline irrealistamente temeu a celebração de uma paz separada entre o Reich e as potências capitalistas ocidentais, jamais conseguindo entender o vasto quadro dos interesses dos EUA e do RU no concerto internacional e ostensivamente desdenhando do capital factor político na condução da guerra pelas potências demo-liberais. Jamais considerou a evidência de o seu regime se encontrar mais próximo daquele que Hitler simbolizava, desde a forma messiânica da condução do Estado, até à concentrada organização do mesmo. 

 

Os números apresentados pelo escalpelizar de forças presentes na frente ocidental, parecem ser uma pequena fracção daqueles outros com que deparamos na consulta dos registos da frente leste. No entanto, as campanhas em França, na Bélgica e na Alemanha ocidental, foram decisivas para o abreviar do conflito e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais na Europa.  A partir desta realidade históricai, já estaremos no plano das suposições, onde apenas o Reino Unido dificilmente se teria mantido como a única parcela da Europa livre da ocupação e re-arranjo institucional ditado pela URSS. Daí até à quase imediata  eclosão de uma terceira guerra mundial, tudo é possível imaginarmos. 

publicado às 15:40

As aventuras de Buckaroo Banzai na 8ª dimensão

por Fernando Melro dos Santos, em 24.09.12

Meu comentário na página de Francisco Louçã:

"Francisco, desafio o Bloco e a Bloca a proporem a eliminação do verdadeiro problema do défice, que é a macrocefalia do Estado, via fundações, entidades, observatórios etc., e a acabar de vez com a cassette do capital, dos patrões, dos demónios de Nova Iorque e do liberalismo, que já enjoa e nao colhe em nenhum país civilizado."

Está aberta a pool de apostas. A concurso estao as opções: "comentário apagado em três tempos", "alvo do ódio anti-fascista", "votado ao desprezo e ao ostracismo" e ainda "recipiente da indignação por parte da maralha atiçada em alcateia".

publicado às 18:40

The End

por Nuno Castelo-Branco, em 29.08.12

 

Esperemos que não se trate de mais uma oportuna adaptação da excelente e bastante esquecida obra The Last 100 Days, de John Tolland. Alertado pela minha diária e rotineira leitura do Portugal dos Pequeninos, fiquei a saber que Pacheco Pereira teceu algumas considerações acerca do livro The End. Ainda não tendo lido a obra de Ian Kershaw, regista-se a certeza de um relato pormenorizado acerca do Götterdämmerung do III Reich. Sabe-se que até ao último dia da sua existência, a máquina do regime funcionou como os seus chefes previam. Os operários escrupulosamente chegaram a horas para o trabalho, os juízes ditaram as sentenças por mais impiedosas que fossem, a burocracia funcionou em pleno e os kommando de manutenção da ordem nacional-socialista foram tão eficazes como sempre. 

 

Poderá ser  mais fácil recorrermos a explicações do âmbito da psicologia, de massas ou não, que teria efectivamente condicionado uma imensa população de mais de noventa milhões de aparentes sonâmbulos, apesar da desgraça que atingiu a Alemanha com inaudita violência. Ainda não sei se Ian Kershaw procura explicar algumas das razões que levaram os alemães à total subordinação ao regime e consequente resistência até à última bala, último panzer e ao derradeiro buraco onde se entricheirava a gente do Volksturm. Algo sucedeu para tal ferocidade da tropa e civis alemães, aliás demonstrada pelas mais de 300.000 baixas soviéticas na já de antemão perdida batalha de Berlim. 

 

Qual a explicação plausível para tal encarniçamento da resistência popular que permitiu o perfeito funcionamento da máquina do poder nacional-socialista?

 

 

publicado às 10:12

 

1 - Folgo em ver que, como o Miguel Botelho Moniz salientou, o Tiago Mota Saraiva parece já ter aprendido que comunismo e fascismo são duas faces da mesma moeda. Não perdeu, contudo, uma certa ignorância e/ou má-fé, na medida em que afirma que o liberalismo é igual ao fascismo. A isto, só se pode oferecer sugestões de leitura e uma grande dose de bom senso, coisa que não abunda entre comunistas. Talvez começar por um bom manual de Ciência Política e/ou História das Ideias Políticas seja uma boa ideia. Se depois quiser mais sugestões, o Tiago sabe onde me encontrar.

 

2 – Diz o Tiago que os meus posts (PatéticoPatético (2)Patético (3); Patético (4)), não têm conteúdo. Referindo-me ao ponto anterior e ao título, mas que espécie de conteúdo é que pode ter algum texto destinado a debater com indivíduos irracionais que defendem a ideologia mais criminosa da História, que estes possam compreender e não deturpar e manipular como fazem a todo o momento? O meu tempo é demasiado precioso para me perder em debates espúrios, mas se o Tiago quiser, pode sempre começar por este meu texto, ou pelo que encontrará no fim deste post, da autoria de John Gray. Cada qual tem que procurar por si o conhecimento. Infelizmente, há quem não o procure, não exerça a dúvida, e se deixe apenas ficar pela doxa e pelo dogmatismo. Mas, novamente, se quiser sugestões de leitura, o Tiago sabe onde me encontrar.

 

 3 – Já o João José Cardoso, à semelhança do Renato Teixeira, dispara completamente ao lado. Só realmente quem não me leia ou conheça (e obviamente ninguém tem obrigação de me ler – só se poupa a umas valentes secas se não o fizer), pode confundir-me com alguém de extrema-direita e/ou defensor de ditaduras. De resto, ler The Undiscovered Self, de Jung, talvez ajude a perceber porque ser comunista pode ser um sintoma de insanidade. A este respeito, num texto a que aludi no ponto anterior, classifiquei há cerca de 2 anos os comunistas em três grupos: estúpidos, ignorantes e tenebrosos. A vanguarda, que de estúpida ou ignorante costuma ter pouco, pautando-se mais pela má-fé e manipulação, recai no terceiro grupo: Por último, na primeira categoria, a das mentes tenebrosas, incluem-se todos aqueles para quem a verbosidade pseudo-científica do comunismo faz sentido, embora em parte possam ser ignorantes, caso desconheçam os postulados teóricos e práticos da ideologia que dizem defender; estúpidos, ao acreditarem que o comunismo faz sentido; ou então completamente tenebrosos e perigosos: sabem muito bem o que é o comunismo, conhecem os efeitos das suas várias experiências reais, e ao contrário dos da segunda categoria, acham que os fins justificam os meios, não hesitando em relativizar milhões de mortos, demonstrando um total desrespeito pela vida humana. São sanguinários em potência, que num sistema que lhes permitisse dar largas às suas crenças, não hesitariam em voltar a repetir e agravar o tipo de atitudes que caracterizaram a União Soviética ou o PREC. Consideram Cuba um país magnífico, têm Fidel Castro e Hugo Chávez como referências e chegam ao dislate de considerar a Coreia do Norte uma democracia. Não hesitariam em sacrificar milhões de pessoas para alcançar os supostos benefícios que o Apocalipse traria. Têm ainda por hábito as práticas do negacionismo e manipulação da História, tentando escamotear a realidade e moldá-la aos seus propósitos, tal como George Orwell ilustrou na famosa distopia intitulada 1984.

 

4 – Num comentário, diz o Renato que “O comunismo não é o que foram os regimes estalinistas. Essa confusão devia estar, há muito, esclarecida.” Este muito badalado argumento, além de banal é também inválido. O estalinismo é consequência directa do leninismo. E só quem não saiba o que Lenine ou Trotski pensaram ou fizeram pode esgrimir o argumento para enganar os mais desprevenidos de que “aquilo não foi comunismo.” Foi comunismo, sim, em todo o seu esplendor, com todas as consequências do utopismo do pensamento marxista, e levado a cabo por indivíduos que teorizaram e acreditavam na utilização do Terror para os fins do comunismo. Não é possível dirigir uma economia centralizada e um regime político anti-democrático sem utilizar a coerção, a força. Talvez se lessem Hayek, percebessem como funciona uma ordem de organização ou made order e por que é que, aplicado a um regime político, este tipo de ordem se torna totalitário e necessita da utilização da força e da violência para se manter. Para que não digam que vão daqui sem conteúdo, deixo umas passagens de A Morte da Utopia, de John Gray:

 

«O terror do tipo praticado por Lenine não pode ser explicado pelas tradições russas nem pelas condições que prevaleciam no tempo em que o regime bolchevista chegou ao poder. A guerra civil e a intervenção militar estrangeira criaram um ambiente em que a sobrevivência do novo regime estava ameaçada desde o início; mas o pior do terror que desencadeou foi dirigido contra a rebelião popular. O objectivo não era apenas ficar no poder. Era alterar e remodelar irreversivelmente a Rússia. A partir dos jacobinos, na França do fim do século XVIII, passando pela Comuna de Paris, o terror tem sido usado deste modo sempre que uma ditadura revolucionária se inclina para atingir metas utópicas. Os bolchevistas visavam tornar bem sucedido na Rússia um projecto iluminista que tinha falhado em França. Ao acreditarem que a Rússia tinha de ser construída segundo um modelo europeu, não eram originais. No que se distinguiam era na sua convicção de que tal exigia terror e nisso eram discípulos confessos dos jacobinos. Sejam quais forem os outros fins que possa ter servido – como a defesa do poder bolchevista contra a intervenção estrangeira e a rebelião popular -, o uso do terror por Lenine decorreu do seu empenho nesse projecto revolucionário.

 

 

 

publicado às 21:08

S-í-f-i-l-i-s

por Nuno Castelo-Branco, em 05.05.12

Como seria de esperar, vão emergindo todo o tipo de suposições acerca do desaparecimento de Lenine, hoje transformado numa múmia no parque temático do Kremlin, mas sem a dignidade de um bíblico Ramsés II. Desde AVC até ao cómodo envenenamento ministrado pelo Sr. Estaline, tudo pode ser aventado, excluindo-se apenas aquilo que todos há muito sabem e devido a pruridos moralóides, não dizem: sífilis.

publicado às 11:18

Shame on you!

por Nuno Castelo-Branco, em 03.12.11

Consistiu num tremendo golpe de propaganda favorável aos EUA. Svetlana Estaline fugiu da URSS, denunciou o regime e renegou a memória do próprio pai. Instalou-se nos Estados Unidos e aí constituiu família. Os americanos deixaram-na viver o resto dos seus dias além-Atlântico. Tal como aconteceu com a irmã do Czar, também partiu deste mundo, na miséria.

 

Mas que gente é esta que tanto prega "igualdades e direitos" e depois se esquece facilmente de quem tanto lhes serviu?

publicado às 09:45

Há 70 anos, o 22 de Junho de 1941

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.11

Há precisamente setenta anos e a esta mesma hora, com a previsível benção da conjugação astrológica e o nevoento solstício das crenças ancestrais, o III Reich atacou a URSS. Uma operação mal preparada, errática e pior conduzida pelos "preságios, palpites e visões" do todo poderoso Führer. O resultado está à vista: um recuo sem precedentes do germanismo na Europa e a liquidação desta, como o factor decisivo no mundo.

 

 

 

publicado às 03:15

Chandra Bose: o precursor da invasão de Goa

por Nuno Castelo-Branco, em 10.01.10

 

Chandra Bose com Adolfo Hitler, em Berlim.

 

Uma das lendas mais difundidas em Portugal, consiste na mistificação do complexo enredo político e geoestratégico que conduziria à invasão de Goa, Damão e Diu pela União Indiana (17-12-1961).  Condenada pela ONU, esta invasão ordenada pelo pacifista Nehru - o homem que conseguiu a proeza de malquistar a Índia com todos os países vizinhos -, obedecia aos pressupostos do movimento nacionalista indiano que nos anos 30 e 40 encontrava em Chandra Bose, o perfeito émulo dos ditadores da época, fossem eles o Fuehrer de Berlim, o Duce de Roma ou o Vozhd de Moscovo. 

 

Leia aqui, no Combustões

publicado às 12:48

 

Para os mais distraídos, Marx e Lenine foram dois burgueses que viveram nos séculos XIX e XX respectivamente. O primeiro escreveu, entre outras obras, o Manifesto do Partido Comunista, um livro dividido em quatro pequenos capítulos: “Burgueses e proletários”, “Proletários e Comunistas”,”Literatura Socialista e Comunista” e “Posição dos comunistas para com os diversos partidos oposicionistas”. O segundo foi um exilado na Suíça, que aquando da revolução de Fevereiro de 1917, voltou para a pátria mãe para poder assistir de perto a uma demonstração de artilharia medieval.
Pegando no I Capitulo do Manifesto de Marx e Engels, ficamos a perceber que livres e escravos, barões e servos, proletários e burgueses são afinal dois extremos imutáveis cuja relação seria sempre hostil. No caso de Barões e servos e em alturas de escravidão, ainda podemos perceber que o ambiente era hostil (muitas vezes os senhores não pediam por favor no fim de ordenarem seja o que for) … No caso dos séculos XX e XXI acho que é grotesco pensar que há uma barreira tão grande entre “povo” e a “burguesia” nas sociedades ocidentais, quem o afirme só o poderá fazer legitimamente se enquadrar num destes padrões: o desconhecimento da raspadinha (principal meio de ascensão em sociedades ocidentais, ao alcance de um proletário cuja fábrica ou oficina tenha nas proximidades um quiosque) ou então viciou-se no filme “Coreia do Norte, jornadas de uma democracia”.
No seu grande rol de intervenções, Marx afirmou em 1884 que a religião é o ópio do povo. Quanto a esta afirmação devemos dar o desconto ao senhor alemão; se ele fosse a uma quinta à noite ao Bairro Alto, perceberia certamente que o ópio é o ópio do povo. Voltando agora a coisas sérias, Bernardino Soares é um político… (peço desculpa). Apesar do que disse anteriormente, acho que algum crédito deve ser dado a diversos políticos comunistas como Estaline; citando Diácono Remédios “Este Estaline apesar de todos os defeitos de ser comunista, tinha o seu lado bom pois aniquilou muitos dos seus colaboradores comunistas” para além disso tinha uma posição democrática em relação aos seus opositores, como podemos verificar no caso Trotsky, que lamentavelmente morreu durante o período de férias de Natal no México (Ironia).
Lenine foi sem dúvida um governante fiel aos ideais marxistas, tendo a sua primeira grande medida uma Nova Política Económica, que assentava no desenvolvimento da Indústria, de uma forma capitalista (visto que o capitalismo não era assim tão mau como diziam), explica a NEP como sendo uma medida que nos faz dar um passo atrás para dar dois à frente, a intenção era boa, mas infelizmente Lenine tropeçou com esta história dos passos e Estaline resolveu substituir esta política pelos planos quinquenais, o que agradou bastante às populações mobilizadas (Ironia).
Houve uma coisa que Marx, Lenine e todos os outros se esqueceram de referir; a corrupção não é algo exclusivo das “classes superiores”, todo o homem que se vê com tamanho poder rara ou dificilmente se desprende do mesmo, daí o mal das ditaduras, não têm um prazo definido nem uma obrigatoriedade ideológica ou política.
Não querendo difamar ou chacotear o sentimento e ideais comunistas (que respeito tal como qualquer pensamento livre), penso ser mais que óbvio que olhar a história de um lado sem conhecer os outros, nos faz ter uma visão errónea da realidade do mundo. Enquanto pensadores livres não nos podemos limitar a ouvir a história dos três porquinhos contada pelos pobres cujas casas foram sopradas.
 

publicado às 23:15

 

A 4 de Julho de 1943, um estranho acidente aéreo em Gibraltar, vitimava o chefe do governo polaco no exílio, o general Sikorski. Para a Polónia ocupada, este militar era o símbolo da resistência à ocupação decorrente do Pacto germano-russo de 23 de Agosto de 1939 e emulava perante os seus compatriotas, o papel desempenhado pelo general De Gaulle junto dos franceses.

 

Após o Armistício de Rethondes e tal como o chefe da França Livre, Sikorski decidiu passar o núcleo de resistência para a Inglaterra, onde se dedicou à formação de unidades de combate polacas integradas no exército britânico. A situação da Polónia diferenciava-se do posicionamento de Londres perante o Eixo, pois a evidente convergência de interesses entre o Reich e a URSS, tinha como base de sustentação a partilha do país que conduzira à declaração de guerra de 3 de Setembro. Se a primeira fase do conflito conformou os esforços de Sikorski na estreita cooperação com o War Cabinet de Londres, o início da Operação Barbaruiva trouxe imediatas dificuldades ao relacionamento entre os novos aliados, ambos muito interessados em soluções completamente diferentes para o futuro do ressurgimento da Polónia como Estado independente. Inicialmente, os britânicos pretendiam honrar os seus compromissos que previam a manutenção do status quo das fronteiras anteriores à guerra, enquanto numa primeira fase da invasão da Rússia, Estaline preferisse não se pronunciar acerca do verdadeiro projecto de anexação soviético, já estabelecido pelo tratado celebrado com Ribbentrop em Moscovo. Desta forma, a possibilidade de renunciar aos territórios polacos  situados a leste da Linha Curzon, estava de antemão posta fora de qualquer cogitação. Estaline pretendia um claro avanço territorial para ocidente que lhe permitia intervir decisivamente na Europa Central e nos Balcãs, transformando toda a vasta região num conjunto de Estados vassalos e de preferência, com forte presença militar russa.

 

A necessidade de chegar a um acordo levou Sikorski a negociar com Moscovo, sabendo-se que na URSS vegetavam nas mais miseráveis condições milhares de militares e civis polacos, mas a informação alemã acerca dos massacres de Katyn perpetrados pelo NKVD, viria a criar um fosso intransponível entre o governo polaco de Londres e o regime de Estaline. Em consequência, foi organizado um governo fantoche pró-russo, assim como um exército polaco sob férreo controle  do Stavka, o que aparentemente facilitaria a aceitação da entrada do Exército Vermelho na Polónia, numa fase da guerra em que a Wehrmacht recuava e tornava evidente o desenlace do conflito.

 

Toda a controvérsia inter-aliada, ou melhor, entre os polacos no exílio e o conjunto dos aliados ocidentais e a URSS, residia na dificuldade de estabelecer a Polónia com fronteiras aceites por todos. Para a URSS, isso implicava o reconhecimento da linha estabelecida por Molotv e Ribbentrop, uma das fundamentais causas da própria entrada em guerra da Grã-Bretanha. A rica e multifacetada personalidade de Winston Churchill - estando os ingleses muito dependentes da ajuda norte-americana - poderá ter induzido o Premier a uma daquelas reviravoltas políticas de que foi sempre um destacado protagonista, embora o segredo tenha pautado as suas actividades mais comprometedoras de homem de Estado e de governo. Ainda hoje se discute a autenticidade de uma correspondência mantida com o Duce até aos derradeiros momentos da II Guerra Mundial, mas o facto dos arquivos britânicos não confirmarem ou negarem formalmente a existência da documentação, deixa numerosas questões por responder. Assim, Sikorski - por muitos considerado como homem providencial -, poderá ter-se tornado num permanente incómodo para os ingleses, já colocados num plano secundário entre os chamados Três Grandes, ao lado dos EUA e da URSS.  Sabemos que Roosevelt estava sempre disposto a contemporizar com Estaline e provavelmente Washington pressionou Londres no sentido de forçar os renitentes polacos a aceitar as condições impostas por Moscovo no que respeita á alteração radical de fronteiras. O governo de Sikorski jamais manifestou qualquer interesse em receber compensações em território alemão a norte ou a ocidente, percebendo que a delimitação das fronteiras polacas de 1939 propiciava uma efectiva vantagem nos Países Bálticos e mantinham intacta a possibilidade da manutenção dos Balcãs e da Europa Central fora do domínio soviético. 

 

O inicial silêncio acerca das estranhas circunstâncias que conduziram ao desaparecimento do unanimemente reconhecido chefe do governo polaco e a posterior acção de encobrimento da investigação, deixam intactas as possibilidades de conjecturar acerca das chamadas "teorias da conspiração", uma muito provável verdade habilidosamente oculta durante sessenta anos. A quem aproveitou o crime? Em que circunstâncias foram radicalmente alteradas as históricas fronteiras territoriais - e principalmente étnicas - da Polónia? Qual foi o papel desempenhado pelos governos dos Aliados ocidentais em todo o sórdido, brutal e ilegal  processo da transferência de populações e de territórios? Se hoje ninguém alimenta qualquer tipo de dúvidas acerca da natureza criminosa do regime soviético e dos seus métodos diplomáticos abstrusos  e absolutamente contrários à ética que deve reger - mesmo que apenas na sua forma -  a ordem diplomática internacional, muitas questões continuam sem resposta. Apesar de todas as interrogações e recordando que há apenas duas décadas não existiam os meios de que hoje dispomos para a informação global, é muito fácil imaginar a eliminação selectiva de documentos comprometedores para Londres e Washington, porque para os soviéticos, religiosamente crentes na vitória final do comunismo, o Arquivo foi sempre o destino certo para todo o tipo de documentos escritos, fossem eles de índole pública ou privada. Enfim, os carrascos e os burocratas do PCUS organizaram criteriosamente o infindável processo de acusação que a História lhes reserva. Quanto aos ocidentais, só o futuro o dirá.

 

 

*Post dedicado ao Paulo Soska

publicado às 15:11

Geórgia e os Neocons

por Paulo Soska Oliveira, em 20.08.08

Transcrevo aqui uma excelente peça de contra-informação ocidental, redigida por Paul Craig Roberts.

 

Paul Roberts - Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan. Foi editor associado da página editorial do Wall Street Journal e editor colaborador da National Review. É co-autor de The Tyranny of Good Intentions.

 

 

 

 

The Neocons Do Georgia
Humanity's Greatest Enemy?

 

The success of the Bush Regime’s propaganda, lies, and deception with gullible and inattentive Americans since 9/11 has made it difficult for intelligent, aware people to be optimistic about the future of the United States. For almost 8 years the US media has served as Ministry of Propaganda for a war criminal regime. Americans incapable of thinking for themselves, reading between the lines, or accessing foreign media on the Internet have been brainwashed.

 

As the Nazi propagandist, Joseph Goebbels, said, it is easy to deceive a people. You just tell them they have been attacked and wave the flag.

It certainly worked with Americans.

The gullibility and unconcern of the American people has had many victims. There are 1.25 million dead Iraqis. There are 4 million displaced Iraqis. No one knows how many are maimed and orphaned.

Iraq is in ruins, its infrastructure destroyed by American bombs, missiles, and helicopter gunships.

 

We do not know the death toll in Afghanistan, but even the American puppet regime protests the repeated killings of women and children by US and NATO troops.

 

We don’t know what the death toll would be in Iran if Darth Cheney and the neocons succeed in their plot with Israel to bomb Iran, perhaps with nuclear weapons.

 

What we do know is that all this murder and destruction has no justification and is evil. It is the work of evil men who have no qualms about lying and deceiving in order to kill innocent people to achieve their undeclared agenda.

 

That such evil people have control over the United States government and media damns the American public for eternity.

America will never recover from the shame and dishonor heaped upon her by the neoconned Bush Regime.

The success of the neocon propaganda has been so great that the opposition party has not lifted a finger to rein in the Bush Regime’s criminal actions. Even Obama, who promises “change” is too intimidated by the neocon’s success in brainwashing the American population to do what his supporters hoped he would do and lead us out of the shame in which the neoconned Bush Regime has imprisoned us.

 

This about sums up the pessimistic state in which I existed prior to the go-ahead given by the Bush Regime to its puppet in Georgia to ethnically cleanse South Ossetia of Russians in order to defuse the separatist movement. The American media, aka, the Ministry of Lies and Deceit, again accommodated the criminal Bush Regime and proclaimed “Russian invasion” to cover up the ethnic cleansing of Russians in South Ossetia by the Georgian military assault.

 

Only this time, the rest of the world didn’t buy it. The many years of lies--9/11, Iraqi weapons of mass destruction, al Qaeda connections, yellowcake, anthrax attack, Iranian nukes, “the United States doesn’t torture,” the bombings of weddings, funerals, and children’s soccer games, Abu Ghraib, renditions, Guantanamo, various fabricated “terrorist plots,” the determined assault on civil liberties--have taken their toll on American credibility. No one outside America any longer believes the US media or the US government.

 

The rest of the world reported the facts--an assault on Russian civilians by American and Israeli trained and equipped Georgian troops.

The Bush Regime, overcome by hubris, expected Russia to accept this act of American hegemony. But the Russians did not, and the Georgian military was sent fleeing for its life.

 

The neoconned Republican response to the Russian failure to follow the script and to be intimidated by the “unipower” was so imbecilic that it shattered the brainwashing to which Americans had succumbed.

 

McCain declared: “In the 21st century nations don’t invade other nations.” Imagine the laughs Jon Stewart will get out of this on the Daily Show. In the early years of the 21st century the United States has already invaded two countries and has been beating the drums for attacking a third. President Bush, the chief invader of the 21st century, echoed McCain’s claim that nations don’t invade other nations. http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7556857.stm

 

This dissonant claim shocked even brainwashed Americans, as readers’ emails reveal. If in the 21st century countries don’t invade other countries, what is Bush doing in Iraq and Afghanistan, and what are the naval armadas and propaganda arrayed against Iran about?

 

Have two of the worst warmongers of modern times--Bush and McCain--called off the US/Israeli attack on Iran? If McCain is elected president, is he going to pull US troops out of Iraq and Afghanistan as “nations don’t invade other nations,” or is President Bush going to beat him to it?

We all know the answer.

 

The two stooges are astonished that the Americans have taught hegemony to Russians, who were previously operating, naively perhaps, on the basis of good will.

Suddenly the Western Europeans have realized that being allied with the United States is like holding a tiger by the tail. No European country wants to be hurled into war with Russia. Germany, France, and Italy must be thanking God they blocked Georgia’s membership in NATO.

 

The Ukraine, where a sick nationalism has taken hold funded by the neocon National Endowment for Democracy, will be the next conflict between American pretensions and Russia. Russia is being taught by the neocons that freeing the constituent parts of its empire has not resulted in their independence but in their absorption into the American Empire.

Unless enough Americans can overcome their brainwashed state and the rigged Diebold voting machines, turn out the imbecilic Republicans and hold the neoconservatives accountable for their crimes against humanity, a crazed neocon US government will provoke nuclear war with Russia.

The neoconservatives represent the greatest danger ever faced by the United States and the world. Humanity has no greater enemy.

 

Dá que pensar...

 

O original pode ser encontrado aqui

 

publicado às 08:49

Reis do leste (1): Miguel I de Hohenzollern-Sigmaringen

por Nuno Castelo-Branco, em 11.07.08

 

 

Trineto de D. Maria II,  o derradeiro sobrevivente  (além de Simeão II da Bulgária) dos chefes de Estado da II Guerra Mundial, é o rei Miguel da Roménia. Subindo ao trono durante um período de convulsão política no seu país, Miguel teve que gerir desde muito jovem, uma dificílima situação política e militar. No início da década de 40, o país foi incluído na esfera de influência do III Reich e o seu exército participou activamente na campanha da Rússia (1941-44). O golpe de Estado de 23 de Agosto de 1944, conduzido pelo monarca, levou ao rompimento com os alemães e à participação da Roménia na coligação aliada. O ditador soviético viria a condecorá-lo com a Ordem da Vitória, ..."pela acção corajosa de radical modificação na política romena, rompendo com a Alemanha de Hitler e aliando-se às Nações Unidas, num momento em que não existia ainda um claro sinal da derrota alemã". Impossibilitado de forçar abertamente a sua deposição, Estaline foi obrigado a recorrer aos usuais métodos de intoxicação de uma opinião pública fortemente pró-monárquica e sob a direcção de Anna Pauker - a agente soviética no país -, o PC conseguiu apossar-se do poder, obrigando o rei a abdicar em 1947. Viveu o exílio na Suiça e regressou à Roménia após a liquidação do regime de Ceausescu. Em 1992, tinha um milhão de romenos à sua espera em Bucareste e esta popularidade, levou o governo de Illiescu a proibir Miguel de visitar o país durante os cinco anos seguintes Em 1997 foi-lhe restituída a cidadania romena e reside hoje na capital romena, no palácio Elisabeta.

publicado às 16:16






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