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O que acontece a um simples empregado que não se apresenta ao serviço? O trabalhador que decide não aparecer no horário de expediente? Numa primeira fase será administrativamente repreendido, chamado ao gabinete do chefe para ouvir das boas, e, os dias de ausência laboral serão certamente descontados do salário. É mais ou menos este o procedimento. Nem sequer estou a considerar o despedimento com justa causa ao fim de um número assinalável de faltas. É assim que funciona o mercado laboral, o conceito de emprego e assiduidade no trabalho. E o que sucede na Assembleia da República? Existe um conjunto de justificações que pode servir os deputados. Esta é especialmente simpática: (...) "O n.º 4 do mesmo artigo estipula que, “em casos excepcionais, as dificuldades de transporte podem ser consideradas como justificação de faltas”. Segundo as contas do "centro de emprego do parlamento", o deputado João Soares é o mais faltoso de todos. Mas deixemos em paz o filho do pai da democracia em Portugal. Ele não é melhor nem pior que os outros colegas. No meu entender a solução é simples. Não aparece, não recebe. Ponto final. Não sei por que razão os deputados devem merecer tratamento discriminatório positivo - apresentam um atestado assinado pelo encarregue de educação política e fica tudo resolvido? É isso? Não. Se não contribuem para a produção legislativa e não estão presentes na Assembleia da República, acho que devem explicar muito bem a "missão parlamentar" e o "trabalho político" levados a cabo fora de portas. Porque como em tudo na vida há bons e maus. Tidos e achados. Perdidos. Pagos por cada um de nós.

publicado às 18:05

Ainda hoje em conversa com o meu estimado amigo Melekh Salem esse me dizia em relação a este post que a política portuguesa tem sim um grande sentido de humor. Só pode, como bem assinala Manuel Azinhal:


«Plenário só às terças, quartas e quintas-feiras para evitar as faltas dos deputados». A ideia é de Guilherme Silva, ex-líder parlamentar do PSD, que esta terça-feira comentou a polémica da passada semana.
Guilherme Silva explica que os deputados estão deslocados de casa e que as faltas à sexta-feira indicam que os parlamentares regressam às suas famílias mais cedo, o que poderia ser evitado com outra agenda na Assembleia da República. «É preciso não esquecer esta componente humana, uma vez que o Parlamento tem deputados de todo o país».
Nós aplaudimos a ideia de Guilherme Silva.
Desde logo, acabavam de todo as faltas às sextas-feiras e às segundas-feiras, cessando o escusado falatório que daí tem resultado. Quanto às faltas que ocorressem às terças, quartas e quintas, é natural que continuassem - mas sempre se arranjaria uma solução. Além de que, como concordarão todos os portugueses pensando um pouco no problema, os deputados são muito mais prejudiciais quando estão presentes do que quando estão ausentes. Portanto, tudo o que seja feito para os manter em casa é de indiscutível interesse para o país. E louve-se a criatividade e a originalidade da proposta: a semana de três dias, o fim de semana de quatro dias... Isto é já século XXII.

 

Eu arriscaria a dizer que é de facto um sentido de humor inigualável. Proponho é o que o meu amigo Melekh Salem ainda há pouco me dizia, se assim é esperamos que isso implique cortes salariais. É que sempre são menos dois dias úteis por semana.

publicado às 00:24






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