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Já havia tido a ocasião de testemunhar a ortodoxia preconceituosa e irascível de Fernando Rosas há um bom par de anos na apresentação de uma obra escrita a quatro mãos, por si e pelo Prof. Mendo Castro Henriques (sim, despromovi o Rosas - não é professor, é sargento-môr) - "1910 a duas vozes" - na Livraria Buchholz em 2010 (estou ali de blazer claro, e já careca...). Sem o mínimo de fair-play intelectual e sem denotar vestígios de democraticidade e tolerância, Fernando Rosas arrasou a historiografia monárquica apresentada por Mendo Castro Henriques, insultando o co-autor do livro e humilhando o público vindo em paz. Penso que as palavras exactas foram: "recuso debater o que quer que seja para além da República". Portanto, o que agora sucede no que toca à homossexualidade de Adolfo Mesquita Nunes e as palavras proferidas, assenta que nem luvas ao carácter de alguém que não se inibe na demonstração do seu nível ético. Resta saber se a Comissão para a Igualdade de Género actuará juridicamente à luz de afirmações atentatórias à liberdade de orientação sexual, aliás consagrada na Constituição da República Portuguesa. Mas nem precisamos de ir por aí. Trata-se de algo diverso. Rosas já não tem força na verga intelectual para se digladiar com o avantajado Adolfo Mesquita Nunes. O Fernando Rosas tem-nos pendurados. E não falo de suspensórios.
...há uns 102 anos. Uma ínfima e violenta minoria eleitoral conseguiu derrubar um regime legítimo e infinitamente mais tolerante que aqueloutro desastrosamente parido em 1910. O notoriamente minguante Bloco, vendo as principais ratazanas abandonarem a chalupa furada - agora até já fazem olhinhos para umas cadeiritas "independentes de esquerda" em S. Bento -, opta então pelo golpe, militar de preferência e com craveirada reeditada. Foi o Senhor Rosas quem alegadamente o garantiu.
Apesar destes painelismos não serem coisa de grande importância, por vezes mostram uma realidade bem escondida pelas regies televisivas. Desta vez, ao bem refastelado Dr. Rosas do pau de marmeleiro vermelho no toutiço, Santana disse duas ou três coisas que qualquer um está ao alcance de proferir numa fila de caixa de supermercado. Até que enfim!
Miguel Portas quer ver os fundadores do BE porta fora. Ao primeiro abanão desferido pelo "povo urneiro", o aglomerado de foicezinhas logo iniçiou um mútuo picanço entre si. Era de esperar e uma vez mais, cumpriu-se a tradição.
Não fiquem irritados, até porque a Croácia vai aderir à U.E. Um dia destes, será a querida Albânia. Quem diria?
(imagem tirada daqui)
Decorreu ontem, na Livraria Bucholz, o lançamento de "1910 a duas vozes", uma obra ensaística escrita pelos Professores Mendo Castro Henriques e Fernando Rosas. Perante uma plateia de cerca de 50 pessoas, vincadamente monárquica, onde S.A.R. D. Duarte e o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles marcaram presença, o editor, Eduardo Boavida, apresentou os dois autores que, na verdade, dispensam apresentações, passando de seguido a palavra ao primeiro.
Durante cerca de quinze minutos, o Professor Mendo apresentou a sua visão, de forma incisiva e equilibrada, dos precedentes que levaram ao 5 de Outubro.
De seguida, passada a palavra ao Professor Fernando Rosas, este se não deixou boquiaberta a plateia, deixou-a certamente espantada. Recusou-se a tecer quaisquer considerações, dizendo de forma rude que "não entro em debates para os quais não fui convidado, o livro está aí", o que não se imiscuiu de repetir várias vezes. Uma total falta de educação e de consideração pela plateia, pelo colega de edição e pelo editor.
A má educação e a presunção é coisa que sempre serviu para disfarçar a falta de argumentos e a incapacidade de tolerar outras visões.
Às 22:30 o Professor Maltez vai estar no Câmara Clara a falar sobre o 5 de Outubro e a Implantação da República com o bloquista Fernando Rosas.