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 é,aqui que tem lugar a romaria onde vêm muitos dos emigrantes da região, chegados das Estranjas cheios de saudades destas terras que eram outras, pitorescas ainda, quando daqui foram nos anos sessenta. Nunca foi, não é ainda, uma festa igual a muitas outras que foram evoluindo quase para um parque de diversões, com corrosséis, rodas gigantes ou montanhas russas: aqui a romaria é feita de concertinas, cavaquinhos e cantares ao desafio.
Não faltam, no entanto, à sombra dos muitos carvalhos e sobreiros, que proliferam nesta Falperra, as tendas de comes e bebes, onde o calor faz do vinho verde carrascão, bebido nas grosseiras malgas, quando não pela própria caneca, a coisa por todos mais procurada.
As regueifas pendem dos braços femininos, quais pulseiras gigantescas, à espera da fome que há-de chegar.
Um dos poucos lugares onde a mão do homem não chegou ainda, com intenções depradadoras, aqui, nesta capela, junto à da irmã, Santa Madalena, casou, num lindo dia de Junho, com o carvalhal no auge do muito que de belo tem, uma irmã. Em Santa Marta do Leão - muito perto correm as afamadas águas frescas da fonte com esse nome -. Mas é neste dia de Julho que a Santa é festejada.

publicado às 19:55

Procuro no fim da memória,

por Cristina Ribeiro, em 16.01.09

e só encontro um postal desbotado:  toda a gente da aldeia, reunida na frente da capela de Santo Amaro, bancas de venda de cavacas e regueifas; as crianças que acorriam ao local da « Pesca », com a esperança de trazer na cana, mergulhada no serrim, uma figura  de barro pintado, talvez de Barcelos, ou, se tivessem sorte, uma boneca para as raparigas .

             Era este o único atractivo, além de ser mais uma ocasião de encontro.

 

Festejava-se o Santo.

Embora o Padroeiro seja aquele São Martinho de Tours, as gentes de Sande sempre tiveram por ele uma grande devoção , e ali, à capela que lhe é dedicada, acorrem, também, as populações das freguesias vizinhas, no fim-de-semana que se segue ao dia 15 de Janeiro.

publicado às 21:22

Festas e mais festas

por Cristina Ribeiro, em 10.08.08

Disse a Luísa ter ficado com a impressão de que Agosto era o mês de todas as festas no Norte. E é-o, pelo menos na parte do Norte que chamo minha.

Todos os fins-de-semana acordo com o barulho do rebentar dos foguetes, anunciando novo festejo.

Terra de muita emigração, é, além disso, o mês de todos os casamentos,  comunhões e baptizados, que foram marcados para esta altura,  quando as famílias e amigos estão reunidos.

É assim que a estrada que desce a  Falperra se enche todos os dias da semana de enervantes  buzinadelas, maneira importada das estranjas de cumprimentar os noivos.

Música de folclore e pimba massacram-nos os ouvidos a toda a hora; e perguntamo-nos: quando acabarão?

 

publicado às 23:37

Neste primeiro fim-de-semana de Agosto

por Cristina Ribeiro, em 03.08.08

a festa é na cidade.

Homenageia-se o frade que nos inícios do Século XIII foi enviado por São Francisco de Assis a  Guimarães, para aí erguer um convento, a partir do qual difundiria os princípios que regem a Ordem por ele fundada: São Gualter.

As Festas Gualterianas, cujo ponto alto é a Marcha, são um grande acontecimento popular, a nível local, que nesta altura do ano dão um colorido e agitação muito peculiares aos dias dos vimaranenses, mas principalmente às noites, pois que, normalmente, o clima também se junta ao folguedo.

publicado às 12:17

Há festa na aldeia

por Cristina Ribeiro, em 24.07.08

 

Hoje Santa Cristina de Longos (concelho de Guimarães) celebra o Dia da Padroeira.

É o ponto de partida para uma longa série de festejos populares, que só terminam em finais de Agosto, quando os emigrantes, que já cá estão todos a passar férias, regressarem aos países onde trabalham.

Amanhã festeja-se Santiago, na Terça-Feira, Santa Marta...; mas será fácil arranjar pretextos para,nos intervalos, pôr o Rancho Folclórico a dançar, os homens a cantar ao desafio, as sardinhas a assar, os ajuntamentos na Falperra...

publicado às 00:57

Hoje é véspera do dia

por Cristina Ribeiro, em 28.06.08
de São Pedro, o terceiro dos Santos Populares, e o que se festeja na vila que me é geograficamente próxima, e onde nasci.
Dos dez/onze anos até ao fim da adolescência, não falhei uma única noitada- muito mais calma, sem martelos de plástico, nunca fui calcada como daquela vez quando fui ao São João de Braga.
Nessa altura, como gostava de andar no carrossel e nos "carrinhos eléctricos"...

E se é certo que o Santo não tem a fama de "casamenteiro", que é a de Santo Antóonio, nem a de "advogado do amor", de São João, patrocinou o namoro dos meus pais: foi só o tempo para o meu pai pedir à minha avó materna que deixasse "a rapariga ir divertir-se".
Deixaram a festa já namorados...

publicado às 20:17

Vivó São João

por Cristina Ribeiro, em 24.06.08

Ó S. João d'onde vindes
Pela calma, sem chapeu.
Venho de ver as fogueiras
Que me acenderam no ceu

Mas acendem-lh'as cá na terra egualmente! Ou ellas não servissem para queimar as alcachofras, onde as raparigas vêem a sorte dos seus amores! Santos mais milagrosos poderá haver; mais populares não, que elle é a personificação mythica da alegria, e o advogado do amor."
«O Minho Pittoresco»

publicado às 15:17






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