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Cristiano Ronaldo não é Mário Soares. Poderia escrevê-lo ao contrário; Mário Soares não é Cristiano Ronaldo, mas isso seria dar excessiva importância ao alegado pai solteiro da Democracia em Portugal. Cristiano Ronaldo vai fazer mais pela economia do país do que vários Mários juntos - sim, a Madeira ainda é Portugal, embora os nativos afirmem que o craque está a ajudar a terra e "mai nada!". Cristiano Ronaldo não está à espera para pendurar as botas, para que lhe dêem dinheiro suado dos contribuintes para inaugurar uma fundação com o seu nome. Ainda nem sequer completou dois terços da sua carreira e já está  a criar o seu próprio museu. Ou seja, irá atrair visitantes à região autónoma agora que os madeirenses reclamam uma parte dos dinheiros da privatização da CTT (Já me estou a esticar. Estou aqui para tratar das diferenças entre o Ronaldo e o Mário). Na minha opinião é uma grande jogada do avançado da selecção nacional. Ouviram bem? Selecção nacional. Houve tempos em que Mário Soares era um magriço da política, mas ainda não percebeu que cada vez que quer dar uns toques, lá para os lado do Rato e arredores, vai perdendo o pouco do estatuto que ainda lhe resta. Mas adiante. A Fundação Mário Soares será porventura a antitese do Museu Cristiano Ronaldo. Recebeu mundos e fundos, mas pouco dá em troca, a não ser umas conferências catitas em nome da "sua" democracia e umas quantas exposições disto e daquilo. O que Ronaldo inaugura na Madeira não deve a ninguém. Os troféus ganhos são seus e só seus, e não foram comprados com dinheiros públicos. Há aqui um mar de diferenças entre o comandante e o ex-presidente da república.

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publicado às 09:36

A fundação Soares e que se lixe a Troika

por John Wolf, em 26.10.13

O movimento "que se lixe a Troika" já mudou o sub-título várias vezes. A extensão da frase inicial já foi "queremos as nossas vidas de volta" e agora é "não há becos sem saída". Eu entendo que queiram ir tornando o slogan cada vez mais actual, mas parece que falta algo ao departamento de copywriters dos manifestantes. O cruzamento entre crítica política e criatividade não deveria conhecer limites conceptuais. Mas não parece ser o caso. A frase-feita da manifestação parece ter sido encomendada aos mesmos do costume, sem concurso público, mas por ajuste directo. Na minha opinião o cabeçalho "que se lixe a Troika" carece de uma reforma do seu estado, de uma reorientação programática, de uma revisão constitucional, por forma a que possa ter um sentido mais amplo e representativo das várias frentes de luta. Por exemplo, o novo slogan poderia ser; "que se lixe a Troika e mais uns quantos da casa" e poderiam aproveitar a localização do protesto de hoje para demonstrar a sua indignação para com outros obreiros da nação. O mesmo corpo de protesto poderia apontar as suas baterias à fundação Mário Soares. No fundo, esse grémio simboliza muitos dos males e desvios que lesáram a pátria - dinheiros públicos atribuídos a uma elite familiar, a evasão da responsabilidade política no processo que vai pelo nome de Portugal, entre outras questões que nada beneficiaram o país. Não é apenas nas escadarias da Assembleia da República que as canções de protesto devem ser entoadas. Basta que os protestantes  rodem aproximadamente 160º e estarão de frente para aquela fachada política que também merece uns reparos. Os indignados também devem ser justos e equitativos na distribuição de sovas e recriminações. O protesto no seu sentido mais amplo deve integrar outros lanços e escadotes, outras passagens avassaladas pelos interesses de uns poucos que já salvaram o seu coiro. Becos sem saída? Onde estão? Estão a perceber o que quero dizer? Mais valia a frase de arremesso ser "que se lixe a Troika, não vamos cair das escadas abaixo". E se não puder ser, talvez possam imitar outros organismos que já registaram a patente da sua forma de protesto. Eu sei que os portugueses já ficáram pendurados tantas e tantas vezes pela prática danosa daquela empresa que dá pelo nome de assembleia da república, mas convenhamos; grande parte dos arranjinhos, negócios e acordos duvidosos, acontecem fora de portas e longe daquela instituição. O movimento que organiza este evento parece ser da velha escola - vai repetindo a mesma fórmula com uma insistência semelhante àquela utilizada pelos advogados da austeridade. Falta, na minha opinião, um interface de comunicação mais poderoso, uma linha de comando que possa transitar da rua para as cabeças ocas dos decisores políticos. A chamada parece estar sempre a cair das escadas abaixo.

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publicado às 13:27






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