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Um milenar conselho a Sócrates e à oposição

por Nuno Castelo-Branco, em 07.03.10

 

Muito a propósito da actual discussão do PEC, aqui deixamos os princípios basilares para boas finanças, economia e decência do Estado. 

publicado às 14:20

Gozar com os contribuintes

por Samuel de Paiva Pires, em 02.12.08

 

O Estado vai garantir 450 milhões de euros de empréstimos concedidos por seis instituições nacionais ao Banco Privado Português e recebe de garantia activos do banco avaliados em 672 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal.

 

Neste caso concordo com Francisco Louçã:


"As condições legais não se verificam porque o Estado não tem interesse no empreendimento, não há projecto concreto de investimento nem garantia com segurança suficiente"

 

Isto depois de se ter verificado a incoerência de Teixeira dos Santos que há uns dias parecia que que estava disposto a deixar cair o BPP ao afirmar que a sua falência não colocava risco sistémico ao sector, e agora diz que o Governo decidiu salvar o BPP para defender a imagem de Portugal em termos externos e para evitar uma histeria doméstica.

 

Portanto o Estado empresta o dinheiro dos contribuintes a bancos com peso considerável na economia portuguesa para depois esses emprestarem dinheiro a um banco que gere fortunas e tem uma reduzidíssima expressão na economia real, o que o impede de receber os tais 700 milhões de dólares que João Rendeira pretendia. É só impressão minha ou a isto chama-se  engenharia financeira/contabilística ou lavagem de dinheiro?

 

Aquando o início da crise financeira internacional, por aqui fomos dos mais acérrimos críticos dos tais fundamentos do neo-liberalismo predador do homem e propenso à corrupção, à ganância e sem verdadeiro impacto no desenvolvimento das sociedades. Mas quanto a Portugal parece-me que os fundamentos do mercado e do liberalismo deveriam ter imperado não só no caso do BPN mas ainda mais no caso do BPP. No primeiro caso, aproveitou-se para nacionalizar um banco que muita gente sabia ser perpassado por uma gestão danosa e actos de corrupção. No segundo, salva-se um banco através de uma complexa engenharia financeira e contabílistica utilizando dinheiro dos contribuintes e um aval do Estado, para eventualmente executar uma hipoteca em caso de incumprimento das obrigações de pagamento destes empréstimos no futuro, ou seja, concretizando-se então a nacionalização do BPP à posteriori. Nenhum deles tem verdadeiramente impacto na economia das famílias e empresas, pelo que as respectivas situações não são sequer comparáveis às falências de instituições financeiras fundamentais para a economia real dos respectivos países.

 

Como li já não sei onde, parece que andamos a brincar aos países grandes e às nacionalizações. Falando em termos de imagem externa, acham que isto parece melhor do que deixar o mercado funcionar quando realmente deve? E em termos internos, gozar com os contribuintes é engraçado não?

publicado às 20:43






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