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Não mudem, não. Depois não se queixem

por João Pinto Bastos, em 01.03.13

Sim, Henrique, tens razão, na periferia os mandarins vão mudando, mas na Europa tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. O problema é mesmo esse, uma Europa que ordena, manda e esquarteja, sem que os ventos da revolta trespassem os suaves e cómodos cadeirões do Berlaymont. No entanto, e como nada é linear, eu recomendaria alguma atenção aos comandantes deste navio desgovernado. É que com tanto ódio à solta, e tanta raiva pronta a explodir em gritos e pontapés a eito, todo o cuidado é pouco. Quando não se cuida dos alicerces dos edifícios, não esperem que os mesmos se mantenham indefinidamente de pé. A lógica é simples, mas cruel. Muito cruel.

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publicado às 12:54

Noite sem lua

por João Pinto Bastos, em 03.12.12

Noite de Abril

 

Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.

Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.

Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera
Alguém que ela conhece.

E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Poesia, 1944"

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publicado às 01:38

Um dos argumentos que muitos dos defensores do Acordo Ortográfico têm invocado com insistência é o de que já se realizaram várias reformas ortográficas. Dando de bandeja que, como aqui referi, foram feitas sempre por critérios políticos, por um regime inspirado pelo racionalismo construtivista (I República) e por outro autoritário (Estado Novo ou II República), a verdade é que este argumento cai na falácia da pressuposição. Entre outros, Henrique Monteiro tem sido notável a cair nesta e noutras falácias, como a falácia do historiador e a de argumentum ad consequentiam.

 

O director do Expresso parte de uma premissa que não discute se é verdadeira ou falsa (e que é claramente falsa, pelos motivos a que aqui aludi, nomeadamente por a língua ter origem espontânea, sendo uma instituição pré-política na qual o Estado não se deve intrometer), para concluir que pelo facto de existir esse antecedente, será correcto que incorramos novamente no mesmo tipo de premissa. A conclusão está logicamente errada, e até agora não tenho visto quem nesta incorre a tentar pelo menos justificar a premissa como verdadeira. Porque não o é, e ou não o sabem, ou sabem e de forma intelectualmente desonesta o omitem.

 

Leitura complementar: Contra o processo de apagamento da identidade portuguesa em cursoContra a novilíngua do acordêsContra a submissão ao estado moderno na forma do acordês, acordai portugueses!

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publicado às 12:22






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