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Get over it....

por José Maria Barcia, em 07.02.13

1. Portugal afunda-se hoje numa profunda crise económica e social, a que não é alheia a teia legislativa dos últimos seis anos de governação, destruidora dos pilares estruturantes da Sociedade. 

2. A reforma da Sociedade não deve ser realizada apenas na área económica e fiscal. Carece de uma intervenção mais profunda, designadamente no que diz respeito à Dignidade da Pessoa, em todas as etapas da sua vida, desde a concepção até à morte natural, à cultura da Responsabilidade, do compromisso no Casamento e na Família; por outras palavras, é necessária uma verdadeira cultura da Liberdade. 

3. As leis que têm vindo a corroer o tecido social do País foram sempre objecto da voz crítica do Presidente da República que, quer através do veto, quer através de mensagens ao Parlamento ou ainda por declarações ao País, indicou alguns dos erros em que incorriam. Urge pois atender de novo às suas razões.



Petição Defender o Futuro


O casamento homossexual foi aprovado no Parlamento a 8 de Janeiro de 2010. Três anos antes, foi legalizado o aborto.

 

Segundo os signatários desta petição, há uma relação - ao que parece - muito forte entre ''a crise económica'' com a ''dignidade da pessoa'', o ''compromisso no casamento e na família'', concluindo com a necessidade de uma ''cultura de liberdade''.

 

Ora, estes dois aspectos não vieram em lado algum prejudicar o clima económico ou social de Portugal. Aliás, só de má-fé intelectual se pode argumentar a relação entre crise económica, liberdade, valores familiares e dignidade.

 

Esta petição, no mínimo, fará com que se volte a abrir a discussão sobre estes dois temas. Não há nada de novo. A sociedade não ficou destruída com o aborto legal ou porque indivíduos homossexuais se podem casar civilmente. Um não-assunto que apenas mostra que alguns sectores da sociedade lidam mal com a liberdade alheia. 

 

Como dizia Stuart Mill, ''os conservadores não são necessariamente estúpidos, mas a maioria das pessoas estúpidas são conservadoras''.

publicado às 17:50

Codex Iuris Canonici

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 12.09.11

A homosexualidade, que fique esclarecido, não é de forma alguma motivo para pedido de dissolução de matrimónio.

 

A tendência homosexual, só dentro de certos parâmetros que desenvolvo de seguida, poderá ser enquadrada canonicamente na “incapacidade para assumir as obrigações essenciais do matrimónio por causas de natureza psíquica” (cân 1095, ponto 3.), como um dos motivos que pode ser invocado para dissolver um matrimónio à luz do direito canónico (portanto respeitante exclusivamente à comunidade eclesial).

 

As anomalias psíquicas a que este ponto diz respeito podem ser (mas não se esgotam aí) de natureza psicossexual, em que um desejo passa a vício, compulsão, obsessão, e que acaba por dominar a vida de uma pessoa, impedindo-a de cumprir com as suas obrigações matrimoniais. Isto não difere, no seu princípio, de outras anomalias psíquicas que afectem, por exemplo, a capacidade de alguém cumprir com normalidade a sua actividade profissional, ou desenvolver relações sociais saudáveis.

 

Não existe, por parte da Igreja, qualquer imposição para a correcção de uma tendência homosexual – que o/a jornalista da Lusa (oh, surpresa!) tomou a liberdade (artística) de inferir estrategicamente ao discurso do presidente da APC; poderá, pelo contrário, e a partir da vontade expressa da pessoa afectada por uma determinada anomalia psíquica, ser utilizado um conjunto de métodos de correcção dessa anomalia. Os métodos passam necessariamente por uma avalição psiquiátrica, de modo a poder avaliar-se o grau e a natureza da anomalia (e assim, se for o caso, corrigir a causa e não exclusivamente o efeito) e, se for considerado necessário, a aplicação de medicamentos “que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar”.

 

Isto reflecte, portanto, um valor fundamental e imprescindível de toda a doutrina Cristã – a liberdade individual.

publicado às 15:30






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