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Não vejo as manas Mortágua ou a metediça Catarina Martins no protesto dos imigrantes em frente ao Parlamento. No seu lugar o Bloco de Esquerda mandou um piquete protestar a eleição de Israel no Festival Eurovisão da Canção - foi uma investida que não colheu frutos. O Partido Socialista e o Partido Comunista Português não mexeram um dedo para manifestar a sua oposição ao comportamento faccioso e tendencioso dos seus camaradas de governo - ou seja, deram o seu aval demagógico, mas não a cara. Os "palestinianos" que se encontram em frente à Assembleia da República não votam nem elegem governos de recurso, por isso são uma divisa de fraco interesse. Eu sei que hoje é um dia particularmente sensível com a comemoração dos 70 anos do Estado de Israel a coincidir com a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. Portugal não se associa ao evento, mas terá de decidir se envia uma Dina ou um Salvador da pátria ao certame da Eurovisão que aí se realizará na edição do ano que vem. São escolhas difíceis aquelas que Portugal está obrigado a tomar na ausência de direitos e garantias herdados do passado. O mundo está a mudar. O Médio-Oriente é a ferida aberta onde a dor da revolução de paradigma mais se fará sentir, mas não confundamos as causas com o rancor ideológico de que se alimentam certos actores de baixa estatura.

 

foto: John Wolf

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publicado às 15:23

A estátua da liberdade portuguesa

por John Wolf, em 08.02.14

O governo de Portugal pende desavergonhadamente para o perfil de um regime extremo que faz tábua rasa de princípios civilizacionais. A discriminação positiva assente na decisão de atrair imigrantes "de primeira" colide com a universalidade da condição humana, frágil e enferma. Certamente Pedro Lomba ignora o famoso poema de Emma Lazarus inscrito aos pés da estátua da Liberdade: "Give me your tired, your poor..."(...). A poetisa Emma Lazarus de origem sefardita portuguesa, decretou nos seus versos o desespero da diáspora, assim como o abraço caloroso de quem acolhe. A condição migrante é a antítese de sofisticação. Ela é miséria à chegada e glória na partida que muitas vezes não chega a acontecer. O que o governo pretende fazer soa a lei emanada de um regime nacional-socialista. Será que Pedro Lomba não sabe que um país se constrói através de um processo aleatório de selecção natural? Este tipo de engenharia social é muito perigoso – é fascista. Demonstra que estão dispostos a sacrificar o espírito humano em nome da eficiência, da economia, da produtividade, dos resultados - seja qual for o preço a pagar. Não sei se esta medida viola os princípios consagrados na Carta Universal dos Direitos Humanos, mas ofende descaradamente os indigentes dispostos a deixarem as suas pátrias em busca de uma vida melhor. Portugal, se deixarmos, tornar-se-á num reino distante daquele que pioneiramente aboliu a pena de morte. Aqui vos deixo o poema da portuguesa Emma Lazarus;

 

The new colossus

 

Not like the brazen giant of Greek fame

With conquering limbs astride from land to land;

Here at our sea-washed, sunset gates shall stand

A mighty woman with a torch, whose flame

Is the imprisoned lightning, and her name

Mother of Exiles.  From her beacon-hand

Glows world-wide welcome; her mild eyes command

The air-bridged harbor that twin cities frame,

"Keep, ancient lands, your storied pomp!" cries she

With silent lips.  "Give me your tired, your poor,

Your huddled masses yearning to breathe free,

The wretched refuse of your teeming shore,

Send these, the homeless, tempest-tossed to me,

I lift my lamp beside the golden door!"

 

 

by Emma Lazarus, New York City, 1883

 

 

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publicado às 13:39






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