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A barca do inferno e António Costa

por John Wolf, em 14.10.14

IU6A5120

 

 

António Costa diz que não existe solução para inundações em Lisboa. Minhas senhoras e meus senhores, entramos no reino do surreal, da estupefacção, da mediocridade, do abismo, da nulidade, da incompetência, e certamente, da ainda maior ruína de Portugal se apostarem neste cavalo para primeiro-ministro. O alegado presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) é que não existe (e não aparece em parte alguma para dar a cara em nome da população de Lisboa). Eu não deveria ficar espantado com o modo como este político se anula, e passa a si mesmo um atestado de burrice, de estupidez. Se não existe solução para um desafio menor como este, então poderemos concluir que António Costa nem por sombras terá soluções para Portugal. À primeira humidade, Costa revela bolor. À primeira contestação de um acto de Deus, Costa afasta os mau-olhados. À primeira contestação à sua responsabilidade, Costa passa a bola aos Sapadores. Poderemos concluir, sem margem seca de dúvida, que estamos sujeitos à atmosfera política que nos querem impingir e muito menos à pluviosidade. A Holanda não se encontra abaixo do nível do mar ou estarei enganado? Situações atmosféricas anómalas? O que o povo da cidade de Lisboa tem a fazer é mover uma acção contra a CML, sem se restringir a este ou aquele mandato. António Costa, o derradeiro de uma extensa fila de irresponsáveis, apenas tem uma coisa a fazer - assumir a bronca, a barca em que (se) transformou a cidade.

publicado às 17:38

Seguro e a apanha do fruto do crescimento

por John Wolf, em 03.06.13

Dizem eles que Seguro vai de partido em partido em busca do consenso e do crescimento. Cá para mim dá ares de outra graça que não tem piada nenhuma. Aliás, é tão caricato que nem chega a ser cómico, mas aparenta qualquer coisa de trágico. No meu entender, como a sua cabeça não é capaz de pensar uma para a cesta, resta-lhe ir bater à porta dos outros para ver se a sopa de pedra se compõe. Como afirma que vai quebrar o gelo, devemos concluir que as soluções de governação estão há muito tempo congeladas na arca frigorífica e que o brilhantismo de Seguro apenas se irá revelar quando o actual governo derreter por completo e ele chegar ao poder. Para além disso, penso que Seguro não quer apenas o governo de Portugal. Deseja um dois em um ou algo que ainda não tem um DNA definido. O consenso, ou a pretensão ecuménica que gira em torno de um abraço alargado aos diferentes actores políticos, parece uma versão B de um governo de salvação nacional. Pelos vistos, se falhar São Bento, poderá sempre se sugerir para Belém enquanto representante de todos os Portugueses (menos os laranjas). Sabemos que os pedidos para reunir com os prospectivos parceiros foram enviados por correio electrónico (já está a funcionar) e que provavelmente as receitas para o crescimento possam ser devolvidas pela mesma via. A pergunta que Seguro coloca aos outros nem precisa de palavras para se entender. O lider do partido socialista estende a mão para que lhe ofereçam umas ideias para o crescimento da economia, outras para o emprego, e se sobrarem algumas, para o próprio consenso que serve neste caso para levar e lavar as soluções pensadas por outros. Uma especie de plágio de amigo político ou compincha sindical, de Peniche. Se Seguro não é capaz de conceber um plano integrado de crescimento, como pode aspirar a ser chefe de governo? Seguro parece ter boa vontade, mas falta-lhe tanto para inspirar competência. Diz ele que o país fica e os políticos passam, mas eu não sei se é bem assim. No meu juízo os políticos não arredam pé e o país vai-se "passando" com a residência permanente de ex-governantes. Quando ele tiver esse consenso que tanto deseja o que fará? Será que leva esses partidos e sindicatos todos para o poder? Ou será que vai bater à porta dos que ele afirma terem vendido a alma à direita. Veremos o que irá acontecer a este quebra-cabeça. Quebra-gelo.

publicado às 12:04

Há dias enganei-me no caminho e fui parar aos Dias da Música em Belém. Foi no último Sábado, creio. Estava à pinha, o estádio do CCB. Havia gente a perder de vista. No pátio exterior (aquele que se encontra lá em cima, diante das garrafas vazias de tinto ou branco, sem casta, da tal Vasconcelos...) um palco deu as boas vindas a um "Ensemble de Trompetes" pouco passava das 15h. Salvo erro, eram oito marmanjos gaiteiros e uma garina com a boca no trombone e a mini-saia pelo umbigo. Tinha pernas jeitosas, sim senhor, mas não irei enveredar pelo cliché sexista, nem saxofonista. Limito-me a devolver em surdina o que pude avaliar dadas as minhas limitações culturais. Não sei o suficiente sobre música e gostaria que assim não fosse. E que, dada a pompa dos dias da música, os pudesse aproveitar para somar notas musicais, aprender algo. Devo dizer que fico sempre chocado com eventos realizados às três pancadas, que primam pela ausência de um conceito, um sentido de missão pensado por uma equipa competente de servidores públicos. Como podem ler no artigo celebratório do jornal Público, o que interessa são os números. A quantidade infernal de ingressos, um sem número de utentes que lá foi entreter-se, mas que porventura pouco mais leva para casa. E porque faço estas afirmações. Porque já vi como se faz. Em Graz, Áustria (que tem a única Universidade de Jazz do mundo) ou em Filadélfia, nos EUA (que tem um Mann Center). Porque razão o referido ensemble de trompetes não brindou o público com um apresentador que enquadrasse os temas musicais na sua paisagem? E que explicasse ao público a natureza de instrumentos de sopro? Porque razão o bando de sopradores não elegeu um líder? Um guia para orientar as dinâmicas das pautas? Andaram perdidos, desafinaram e não chegam aos calcanhares de trompetistas de um qualquer licéu da República Checa. A loira? Bem sei que a rapariga com o saiote pelos cotovelos distrai, mas regressámos sempre ao mesmo quando se trata de cultura em Portugal. Um fosso que separa aqueles que poderiam dizer algo, daqueles que nem sequer sabem escutar. Não quero estar a induzir-vos em erro, mas o primeiro tema que apresentaram, julgo ter sido uma composição de John Williams. Sim, o mesmo que compôs a banda sonora do filme o Parque Jurássico. Mas não interessa. O tema até poderia ser da idade da pedra, da idade do mármore picado de Belém.

publicado às 09:56

Ainda continuam, TRINTA E SETE ANOS depois?

por Nuno Castelo-Branco, em 08.11.11

No passado dia 9 de Junho, dirigi-me ao IMTT, pretendendo renovar a carta de condução. Cinco horas de espera, uma sala apinhada de gente justificadamente nervosa e quase em histeria e depois, uma guia provisória. Válida para quatro meses, mas ..."um simples pro forma, porque em Setembro receberá em casa um aviso do Correio para ir levantar a sua carta". Furibundo e exausto, de lá saí com a "guia" no bolso. Mais um papelinho dobrado em quatro.

 

Hoje, 9 de Novembro, cinco meses depois da primeira visita, voltei ao IMTT, pretendendo saber o que fazer com a "guia" já  obviamente caducada. 

 

- "Ah... não há problema, tire uma senha, espere um bocadinho e lá dentro colocam um carimbo para mais quatro meses".

- "Pois sim, mas primeiro quero ir ao gabinete onde possa escrever uma reclamação!"

 

E reclamei. Devido à oportuna greve dos transportes - feliz ideia num país à beira do que se sabe -, fui atendido uma meia hora depois e como resposta ao meu protesto pela demora na entrega da carta de condução, a senhora funcionária respondeu:

 

- "O senhor nasceu no estrangeiro e por isso estamos agora a instalar um novo sistema para resolver estas questões... e a emissão das cartas é da competência da Casa da Moeda!"

 

Reparando no meu súbito franzir de sobrolho ao ouvir a palavra "estrangeiro", logo acrescentou muito lampeira:

 

- "Pois... bons tempos... ainda era um território português!" (grande sorriso que desarma qualquer um).

 

Cinco horas de espera, cinco meses sem carta e cinco andares para fazer uma reclamação.

 

Conclusão.  Tal como ainda há uns anos éramos recambiados para a fila dos "estrangeiros" no Arquivo de Identificação de Lisboa (hoje sede da P.J.), pelos vistos, os nefandos "retornados" - que na sua maioria não o são - ainda servem de desculpa para várias tolices calãzeiras de alguns departamentos do omnipotente funcionaleirismo público. 

publicado às 17:11

Pretensa "ingenharia" filosófica

por Samuel de Paiva Pires, em 28.01.11

A respeito do lamentável sucedido com milhares de cidadãos portadores do cartão de cidadão, que encontraram dificuldades em votar nas eleições presidenciais, Sócrates, que do filósofo grego só tem mesmo o nome, veio dizer que "Não devia ter acontecido", (...), "mas só erra quem age".

 

Ora, meu caro José Sócrates, é elementar que não só a acção pode incorrer em erro, como também a omissão ou inacção.

 

E se o mesmo diz que os cidadãos deveriam ter sido “notificados” sobre as respectivas alterações do local de voto e deveria ter sido “montado um sistema para informar os cidadãos no próprio dia das eleições”, então deverá ter em consideração aquilo que já há dias veio a público: Seguindo o exemplo do que a DGAI e a Secretaria de Estado da Modernização Administrativa fizeram em 2009, que enviaram avisos individuais aos novos portadores do cartão, Jorge Miguéis propôs no Verão ao director-geral da Administração Interna que se voltasse a fazer o mesmo. Paulo Machado encaminhou a proposta para a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, que a despachou favoravelmente, como contou anteontem no Parlamento. Mas nada mais se terá feito.

 

É por isto que, mais do que uma questão técnica, esta é uma questão política. Se os Directores-Gerais e a Secretária de Estado despacharam favoravelmente a proposta, e nada foi feito, só há uma pessoa hierarquicamente superior a estes, no mesmo ministério, que é, em primeira e última análise, o responsável máximo pelo ministério: Rui Pereira. A sua demissão é mais que óbvia. Infelizmente, como muito oportunamente afirmou Miguel Macedo,"na Europa isto levaria à demissão do ministro responsável, num país em vias de desenvolvimento teria sido demitido, em Portugal pedimos desculpa e abrimos um inquérito".

publicado às 13:40

Devidamente noticiado pelo DN, o que seria uma piada e que à partida até faz soltar umas gargalhadas para logo depois se tornar uma triste evidência da incompetência à portuguesa, seguidamente colmatada pelo espírito do desenrasca do portuga, o nosso equivalente ao "jeitinho" brasileiro:

 

O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou ontem o concurso para a aquisição de "32 000 a 50 000 coldres de cintura", destinadas às pistolas Glock que a GNR e a PSP começaram a receber no ano passado.

O aparente esquecimento na compra atempada dos coldres - uma vez que o concurso daquelas armas de 09 mm foi iniciado em 2006 - tornou-se evidente ontem, com a publicação do anúncio (nas páginas do DN) assinado no passado dia 3 deste mês pelo director-geral de Infra-estruturas e Equipamentos do MAI.

A GNR, que já recebeu quase 9000 Glock, adoptou duas soluções temporárias para colmatar a falta dos coldres próprios, segundo o porta-voz dessa força de segurança: fez 60 coldres para as 300 pistolas distribuídas à Escola da Guarda, destinadas ao chamado treino policial dos oficiais, sargentos e praças (que envolve sacar e guardar a pistola); adaptou entre 200 e 300 coldres para uso dos militares dos regimentos de Infantaria e Cavalaria, uma vez que os agentes envolvidos na operação "Verão Seguro" (Algarve) já estão a usar as referidas pistolas Glock.

publicado às 18:37






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