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O meu balanço de 2012 e resolução de Ano Novo

por Samuel de Paiva Pires, em 30.12.12

 

Albert Camus, The Rebel:

 

«What is a rebel? A man who says no: but whose refusal does not imply a renunciation. He is also a man who says yes as soon as begins to think for himself. A slave who has taken orders all his life, suddenly decides that he cannot obey some new command. What does he mean by saying “no”?

 

He means, for instance, that “this has been going on too long”, “so far but no farther”, “you are going too far”, or again, “there are certain limits beyond which you shall not go.” In other words, his “no” affirms the existence of a borderline. You find the same conception in the rebel's opinion that the other person is “exaggerating”, that he is exerting his authority beyond a limit where he infringes on the rights of others. He rebels because he categorically refuses to submit to conditions he considers intolerable and also because he is confusedly convinced that his position is justified, or rather, because in his own mind he thinks that he “has the right to...”. Rebellion cannot exist without the feeling that somewhere, in some way, you are justified. It is in this way that the rebel slave says yes and no at the same time. He affirms that there are limits and also that he suspects - and wishes to preserve - the existence of certain things beyond those limits. He stubbornly insists that there are certain things in him which “are worth while ...” and which must be taken into consideration.

 

In every act of rebellion, the man concerned experiences not only a feeling of revulsion at the infringement of his rights but also a complete and spontaneous loyalty to certain aspects of himself. Thus he implicitly brings into play a standard of values so far from being false that he is willing to preserve them at all costs. Up to this point he has, at least, kept quiet and, in despair, has accepted a condition to which he submits even though he considers it unjust. To keep quiet is to allow yourself to believe that  you have no opinions, that you want nothing, and in certain cases amounts to really wanting nothing. Despair, like Absurdism, prefers to consider everything in general and nothing in particular. Silence expresses this attitude very satisfactorily. But from the moment that the rebel finds his voice - even though he has nothing to say but “no” - he begins to consider things in particular. In the etymological sense, the rebel is a turncoat. He acted under the lash of his master’s whip. Suddenly he turns and faces him. He chooses what is preferable to what is not. Not every value leads to rebellion, but every act of rebellion tacitly invokes a value. Or is it really a question of values?

 

An awakening of conscience, no matter how confused it may be, develops from any act of rebellion and is represented by the sudden realization that something exists with which the rebel can identify himself – even if only for a moment. Up to now this identification was never fully realized. Previous to his insurrection, the slave accepted all the demands made upon him. He even very often took orders, without reacting against them, which were considerably more offensive to him than the one at which he balked. He was patient and though, perhaps, he protested inwardly, he was obviously more careful of his own rights. But with loss of patience – with impatience – begins a reaction which can extend to everything that he accepted up to this moment, and which is almost always retroactive. Immediately the slave refuses to obey the humiliating orders of his master, he rejects the condition of slavery. The act of rebellion carries him beyond the point he reached by simply refusing. What was, originally, an obstinate resistance on the part of the rebel, becomes the rebel personified. He proceeds to put self-respect above everything else and proclaims that it is preferable to lie itself. It becomes, for him, the supreme blessing. Having previously been willing to compromise, the slave suddenly adopts an attitude of All or Nothing. Knowledge is born and conscience awakened.

 

But it is obvious that the knowledge he gains is of an “All” that is still rather obscure and of a “Nothing” that proclaims the possibility of sacrificing the rebel to this “All.” The rebel himself wants to be “All” – to identify himself completely with this blessing of which he has suddenly become aware and of which he wishes to be recognized and proclaimed as the incarnation - or “Nothing” which means to be completely destroyed by the power that governs him. As a last resort, he is willing to accept the final defeat, which is death, rather than be deprived of the last sacrament which he would call, for example, freedom. Better to die on one’s feet than to live on one’s knees.»

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publicado às 18:42

Hoje, dia 20 de Dezembro de 2012, cheguei a uma triste conclusão: Em Portugal é possível fraudar a Segurança Social e, simultaneamente, obter a carta de alforria por banda do poder judicial. Imaginem o seguinte - apelo à vossa imaginação, mas, aproveito para dizer que estamos perante um caso bastante verídico: (1) um determinado departamento jurídico da Segurança Social investiga e instrui um caso de fraude, passado algures em solo nacional, em que conclui pela existência de fortes indícios de fraude e abuso dos dinheiros públicos; (2) remete o caso para o Ministério Público que, perante as seriíssimas evidências de atropelo aos normativos legais e de locupletamento dos recursos públicos por parte de um determinado cidadão, emite o respectivo despacho de acusação; (3) o juiz, por fim, e a destempo, arquiva o processo, afirmando, vejam só, que os indícios são fortes, mas que, perante o não cumprimento do prazo de contestação por banda do departamento jurídico da Segurança Social, não pode dar seguimento ao julgamento. Em suma, neste país qualquer cidadão, maior de 18 anos e com dois dedos de testa, tem via livre para usar os dinheiros da Segurança Social a seu bel-prazer, designadamente através do reles esquema das baixas fraudulentas com o recebimento, em simultâneo, do salário, sem que tenha de temer a acção correctora do Leviatã. E tudo isto porquê? Porque há profissionais do direito pagos pela Segurança Social que não cumprem a tempo e horas os objectivos que lhes foram cometidos e, também, porque temos um sistema de justiça medieval, estribado em manobras dilatórias e num processualismo bacoco e pombalino, em que o que verdadeiramente compensa é o chico-espertimo que se aproveita inteligentemente da leniência generalizada vigente neste "torpe dejecto de romano império". Acreditar neste país torna-se a cada dia que passa mais difícil. Com exemplos destes, não sairemos deste lodaçal peçonhento.

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publicado às 20:36

A fogueira das reputações

por João Pinto Bastos, em 07.12.12

Não sei se Medina Carreira está ou não envolvido no caso "Monte Branco". Na verdade isso é o que menos importa, ainda que, doravante, os caçadores da infâmia possam aproveitar este pseudo-caso para atirarem-se, como feras sedentas, às fauces de Medina. O que me preocupa é a facilidade ominosa com que, em Portugal, se destrói a reputação de uma personalidade pública. Este país tornou-se num paraíso dos destruidores do nome e bem alheios. Petrónio dizia, não sem alguma ironia, no tão celebrado Satyricon, que a justiça é um mercado público onde a honra é lançada ao acaso. Eu acrescentaria que, além de mercado, é um poço sem fundo onde a iniquidade brota constantemente.

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publicado às 15:13

Vitória

por Samuel de Paiva Pires, em 27.01.11

Sobre isto, daqui a 3 meses e 500 euros falarei sobre o assunto.

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publicado às 15:41

Justiça cega my ass

por Samuel de Paiva Pires, em 27.01.11

Daqui a pouco mais de uma hora, será o debate instrutório de um kafkiano processo em que o Ministério Público  me acusa de "falsidade no testemunho", por a minha memória ir contra o ardil montado noutro processo em que testemunhei, que já transitou em julgado em 2008. Anteontem Carlos Silvino disse ter mentido no processo Casa Pia e Eurico Reis não acha necessário reabri-lo.

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publicado às 12:48






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