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O homem sem qualidades

por Fernando Melro dos Santos, em 20.09.12

Bom dia a todos.

 

Noticia hoje o "i", pela pena da jornalista Rosa Ramos, que andam à solta centenas - em concreto, uns duzentos e cinquenta - toiros bravios nos arredores de Idanha-a-Nova. 

 

Eu nada direi sobre isto que não o seguinte: leiam o artigo, que está lá tudo. A inveja, as quezílias, a portugalidade aldeã, os labirintos do poder local, e em ulterior análise a insolvência da mente lusitana. 

 

Está lá tudo, como na obra de Musil cujo título aproveito.

 

As minhas mais sinceras desculpas pela fugacidade desmesurada com que hoje comparecerei, mas estou mesmo cheio de trabalho, o que até vai sendo bom enquanto o povo não se encarrega de eleger quem venha sugar o que ainda ganho, em nome de um observatório qualquer, como por exemplo o "Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira ". 


É só googlar enquanto o tempo escoa.

publicado às 12:07

Coisas que escapam à minha compreensão

por Samuel de Paiva Pires, em 03.10.08

 

Não sendo simpatizante da causa da chamada extrema-direita portuguesa, não posso deixar passar isto em branco:

 

O Tribunal de Monsanto, em Lisboa, condenou Mário Machado pelos crimes de ameaça, coacção agravada, detenção de arma ilegal, dano, ofensa à integridade física qualificada e discriminação racial, tendo esta última sido punida com dois anos e seis meses. No cúmulo jurídico Mário Machado foi condenado a quatro anos e dez meses de prisão efectiva, aos quais vai ser descontado os meses em que esteve em prisão preventiva, antes de ser libertado a 12 de Maio.

 

É que ciganos e pretos (perdoem-me o politicamente incorrecto, mas eu acho que é mais correcto chamar preto, não negro, porque como dizia há dias um Professor, o contrário de branco é preto, não é negro, nem africano porque há africanos que não são pretos) andam para aí aos tiros na Quinta da Fonte, passa-se um verão de assaltos à mão armada a bancos, ourivesarias, tribunais e afins, fora os homicídios, sendo os suspeitos presentes a tribunal, saindo em liberdade e incorrendo novamente em crimes, e estão a condenar alguém por descriminação racial a 2 anos e seis meses de prisão? E por posse ilegal de arma? Mas alguém acha que os ciganos e restante mitralhada que para aí anda tem licença de porte de arma? 

 

Belo sistema de justiça este. Nada que me surpreenda depois de ter sido testemunha num processo cheio de arbitrariedades onde era clara a montagem feita contra a arguida. Já agora o Senhor Procurador-Geral da República (e sim eu sei que o Ministério da Justiça já veio por diversas vezes a este blog), já se dignava a responder à exposição que lhe fiz. Entretanto deixe lá que a arguida já pagou a estúpida quantia constante da sentença. 

 

Um dos sectores de qualquer aparelho estatal que tem que ser o garante da imparcialidade é precisamente o sector da justiça. Pena que em Portugal o é cada vez menos, sem contar com a ineficácia que o perpassa.

 

Já agora, a respeito de Mário Machado, acho que daqui a uns anos ainda vamos ouvir falar deste senhor. Estão a transformá-lo num mártir, depois não digam que não avisámos.

publicado às 22:18

Nzingalis - o projecto de um Estado africano em Lisboa

por Samuel de Paiva Pires, em 03.09.08

Nunca tinha ouvido falar de tal coisa, e apenas devidamente alertado pelo caro confrade Demokrata tomei conhecimento deste projecto, ver aqui e mais detalhadamente ali.

 

Não consigo sequer encarar a possibilidade de ver surgir um Estado com o crioulo como língua oficial e presidido rotativamente pelos Presidentes de países da CPLP, "um Estado, cujas fronteiras, a Sul, chegariam a Sesimbra/Setúbal, a Este, a Benavente e Cartaxo e, a Norte, às Caldas da Rainha e Rio Maior. No seu interior ficariam, naturalmente, Lisboa, Cascais, Sintra, Setúbal, Almada e Torres Vedras."

 

O mais engraçado mesmo é o assumir de valores arianos de apuramente da Raça em relação aos mestiços: "nós acreditamos que a variabilidade humana é uma componente importante da biodiversidade global (...) A mestiçagem é um empobrecimento dessa biodiversidade. Não criaremos nenhuma lei para dificultar a formação de casais multirraciais, mas implementaremos nos programas escolares aplicáveis ás crianças a partir dos 13 anos aulas próprias em que lhes serão explicadas as consequências dessa descaracterização racial"

 

A política externa portuguesa e o nosso modelo colonial sempre foram adeptos da miscigenação (não podia ser de outra forma), e Portugal tem sem dúvida uma ligação inegável a África. Agora isto é ir longe demais, é uma subversão completa do que é uma nação com 9 séculos de História!

 

Quanto a cenários, um primeiro cenário que perspectivo é o de uma crise e se é em momentos de crise que se vêem surgir os grandes líderes, se alguma vez esta brincadeirinha estivesse em vias de concretização, rapidamente seriam todos expulsos do país sendo-lhes naturalmente retirada a nacionalidade. Escudam-se no facto de Portugal não controlar as fronteiras e a entrada de migrantes, mas esquecem-se que a qualquer momento se pode denunciar Schengen e fechar as portas.

 

Um segundo cenário, risível e porventura até mais aprazível para os menos apegados ao território, é o do aproveitamento por parte dos portugueses e/ou europeus do facto de que dentro de 50 anos também já deverão ter morrido todos ou grande parte dos habitantes de África, portanto mudamo-nos para lá novamente.

 

Brincadeiras à parte, ainda ontem falava com uns amigos sobre este cercar da cidade de Lisboa com Bairros Sociais à sua volta. Um dia isto vai mesmo dar mau resultado, com tantas armas, com a insegurança crescente, com as condições sociais degradantes em que vive muita gente, não se augura nada de bom.

publicado às 22:54

"Em política o que parece é"

por Samuel de Paiva Pires, em 29.08.08

Aprova-se uma lei que acaba com a prisão preventiva e incentiva ao aumento da criminalidade, com a ajuda mais ou menos aparente ou latente da comunicação social faz-se crer os cidadãos num panorama de insegurança generalizado, utilizando o mote do sentimento de insegurança aprova-se a criação de um cargo que centraliza e governamentaliza a investigação e o combate ao crime e logo de seguida volta-se a implementar a aplicação da medida de prisão preventiva. Daqui a uma ou duas semanas a comunicação social já não dará tanto destaque ao sentimento de insegurança. Daqui a um mês já pouco ou nada se falará sobre isso. Efectivamente, como diria Salazar, "em política, o que parece é".

publicado às 18:04

Mas que MERDA é esta?

por Paulo Soska Oliveira, em 26.08.08

Desculpem-me os nossos leitores mais sensíveis, mas apenas consigo mostrar a minha mais TOTAL estupefacção perante o cenário de faroeste que a Comunicação Social nos apresenta.

 

Sentimento agravado quando se vive fora do 'burgo'.

 

Com notícias de que em Loulé, os agressores de 2 GNR ficam e liberdade a aguardar julgamento, pessoal baleado por tudo e por nada, bombas de gasolina assaltadas dia sim-dia sim, carjackings...

 

Mas afinal onde estamos?

 

Porque razão não pode a polícia ser reforaçada em meios?

E qual a razão da culpabilização da polícia? Porque carga de água é que um assaltante violento sai em liberdade e um polícia que limpa o sebo a esta gente asquerosa é olhado pela sociedade como um vilão, sendo sujeito a procedimento disciplinar? Mas que POUCA VERGONHA é esta?

 

E o governo Xuxa tem o desplante de dizer 'tudo vai calmo no burgo'?

Meus senhores... saiam de casa sem a polícia à porta que logo verão a 'segurança'.

 

Estou quase a defender a inclusão da Segunda Emenda na Constituição Portuguesa...

 

Revolta. PQP!

 

 

publicado às 10:25

Imaginemos esta gente com armas de fogo nas mãos...

por Nuno Castelo-Branco, em 24.08.08

publicado às 23:18

A chegada dos gangs boulevard

por Nuno Castelo-Branco, em 23.07.08

 

 

Os acontecimentos violentos entre etnias diferentes, trouxeram à realidade comezinha do quotidiano, o potencial paiol em que os subúrbios das grandes cidades europeias se vão irreversivelmente transformando. Se em França - Paris é a imagem de marca para o melhor e para o pior - os problemas decorrem de uma evidente coligação - africanos negros e magrebinos e alguns brancos banlieu - de todos aqueles que se renderam à subcultura do gang organizado e que actua através da mais directa coacção física, em Portugal os focos problemáticos vão alastrando a todas as zonas circundantes das duas principais cidades. Aqui, os conflitos vão atravessando todas as fases que caracterizam a passagem ao estádio da insegurança final. A péssima solução de confinamento que o regime permitiu ou impôs, aliada à desastrosa ausência de uma verdadeira política de reordenamento territorial que liquidou todas as esperanças de encorajamento do necessários equilíbrio entre o norte e o sul e entre as zonas costeiras e o interior - é necessário reler Ribeiro Telles -, tem permitido a criação de grandes cidades satélites que não o sendo formalmente, consistem numa inegável realidade que desafia qualquer estudo sociológico e de planificação urbana. A palavra desastre é decerto a mais apropriada para caracterizarmos a situação.

 

Num primeiro estádio, os clãs vão-se organizando na base da sua origem étnica, como é compreensível e lógico. Disputam o espaço da zona de controle e residência, para logo depois, passarem a atacar na cidade propriamente dita, seja ela Lisboa ou o Porto. As zonas de actuação são aquelas que oferecem maior possibilidade de lucros rápidos e seguros, como os centros de diversão nocturna ou de passeio. Aqui vão estabelecendo os seus entrepostos de venda de produtos ilícitos, definindo as áreas de faina de cada grupo, inicialmente evitando contactos susceptíveis de conduzir a uma intervenção mais decidida da autoridade. A organização assenta não apenas na venda das drogas sociais, como também, passadas as horas de maior tráfego de noctívagos, em assaltos pontuais a transeuntes isolados.

 

Numa segunda fase - e esta varia consoante a disponibilidade de stocks de produtos consumíveis -, assiste-se a um crescendo de rixas mais ou menos violentas a que os noticiários fazem crónica menção. O território parece reduzido, a necessidade de proventos vai-se concentrando cada vez mais em chefes bem identificados e pelos grupos reconhecidos como tal. É a actual situação que se vive no Bairro Alto, onde o descaramento da venda de drogas às claras a toda e qualquer pessoa, se tornou na imagem de marca da zona de lazer da capital. A isto, acrescentemos a para muitos imperceptível demarcação de limites através do flagelo dos graffiti, com mensagens lubliminares apenas compreensíveis para alguns iluminados. A violência vai-se tornando habitual e os meses de maior afluxo turístico (Junho-Setembro), assistem a um autêntica invasão por bandos facilmente reconhecíveis e que traficam em plena luz do dia. Não é possível convencer alguém de que as autoridades não sabem quem são, como actuam e onde podem ser encontrados os meliantes. Todo o percurso entre o início da Rua da Rosa (pela D. Pedro V)  e a Diário de Notícias, é pontilhado por autênticas emboscadas feitas pelos comerciantes de cavalo, branca, pastilhas, etc, que perseguem quem entra no Bairro, propondo insistentemente aquilo que têm para vender. Há zonas de brancos, outras de ciganos e um pouco por todo o lado - e em número mais reduzido - de negros, à porta de bares, salões de jogos, discotecas e restaurantes. Esta é a verdade que os "politicamente correctos"  da esquerda e da direita insistem em negar.

 

A terceira fase é previsível, pois a constante extensão de novas zonas ditas de "habitação social", trará a infalível e final coligação de todos aqueles que hoje aparentemente só encontram motivos de mútua hostilidade. É a fase boulevard, com o ataque generalizado à propriedade urbana e até suburbana, assaltos recorrentes nos transportes públicos com o uso de violência física extrema e situações que raiam a insurreição. É previsível e inevitável, com as consequências políticas que se conhecem. Tempos promissores se avizinham para os extremistas do quadro político-partidário, enquanto os bem pensantes de uma certa "esquerda do condomínio de luxo", comodamente discutem a transcendência das limpezas étnicas  camufladas de mises au pas, da dupla Estaline-Trotski, numa qualquer amena jantarada à beira Tejo.

publicado às 18:05






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