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Antropofagia política de Sócrates

por John Wolf, em 21.10.13

Tinha feito a promessa de que não dedicaria mais uma linha a José Sócrates, mas como podem constatar, estou a mentir. Para além dos camaradas socialistas, não sei quem mais quererá dar o seu aval e desejar o regresso à vida política do antigo primeiro-ministro. Mas não foram apenas socialistas que o elegeram. Aqueles que vestem outras cores e que se dizem ultrajados pelos feitos do ex-governante, também o colocaram em São Bento. No fundo, todos esses eleitores são muito parecidos com Sócrates. Comprometeram o país, mas não o admitem. Deram a esferográfica ao lider socialista para que este assinasse o memorando com a Troika, mas sob juramento afirmam não se lembrar desse dia. E agora parece que estão prestes a repetí-lo, a conceder-lhe cama e roupa política lavada - nasceu um movimento para relançar o desenhador de Castelo-Branco na vida política activa. No meio da aparente naturalidade de entrevistas, livros, teses de mestrado e o direito ao contraditório, de um modo perversamente subtil, põem inimigos viscerais de Sócrates a dissecar os seus intentos, a grandentrevistá-lo. Acontece que esses antagonistas-jornalistas acabam por revelar que a sua vida anterior apenas se justificava porque Sócrates estava no poder. E esse facto deve ser analisado com grande rigor para entendermos como os jogos se fazem com os jogadores do costume. Um conjunto de negócios e afazeres gira em torno da polémica associada àquele que deu o derradeiro golpe de misericórdia em Portugal. Esse mesmos fazedores de opiniões baratas não chegam a ser abutres - não voam em círculos em torno de uma carcaça. O animal político Sócrates não está em cativeiro e não é uma espécie em vias de extinção. Demonstra aos cínicos que estes devem continuar a sê-lo sem vergonha na cara. Seguro, que desapareceu de cena nas últimas semanas, após a apoteose das autárquicas, vai ser o manjar da antropofagia política que Sócrates irá colocar sobre a mesa. Para distrair, dizem-nos alguns cronistas, que o ex primeiro-ministro aspira a poisos internacionais, que um cargo guterresiano o aguarda, que a sua tese serve para piscar o olho a um organismo mundial - quiçá a Amnístia Internacional. Contudo, o problema não tem nada a ver com amnistia. A questão tem mais a ver com amnésia. Os portugueses parece que desejam sofrer com a mesma dor. Sentem-se familiarizados com o torturador - já o conhecem. Há um certo conforto masoquista nisto tudo - saber de antemão que não haverá supresas. O homem apresenta-se como Deus o colocou sobre a terra, a condição crua que agora revela, a bocalidade em forma de ressurreição. Se os portugueses concedem tempo de antena a uma pessoa que cospe insultos e ofensas, não há muito mais a acrescentar. Para além do mais, não se conhece obra do mestre-engenheiro para além da grandeza do Freeport e os duvidosos Magalhães. As palavras gravosas que dirige a todos que se lhe cruzaram no caminho, serão parecidas com aquelas que dirigirá a quem se lhe atravessar à frente - em sede própria, no Rato. Estamos na fase de pré-qualificação do campeonato de Sócrates. Estes encontros amigáveis servem apenas de aquecimento para um jogador que não hesitará em entrar a pés juntos e em riste. Na fase de grupos em que se encontra, se eu fosse Seguro teria algum cuidado. Mas não deve ser o único a temer o sorteio do play-off - António Costa também deve levar em conta Sócrates. Uma coisa é arrumar Assis e Seguro em dois ou três rounds, outra coisa é entrar na corrida, num mano-a-mano com outro avançado que pretende a titularidade no mesmo clube - Costa que se ponha a pau, que ainda vai sobrar para ele. Os ares de França, os ventos de Le Pen parecem ter inflamado Sócrates e atirado o político para outro estilo. O socialista está cada vez mais parecido com intérpretes extremos que se encontram espalhados um pouco por toda a Europa. A coberto de uma qualquer ideologia de esquerda, Sócrates vai galgando margens e limites para se afirmar como um homem mudado. Um homem alterado pela ingestão de poder. Um regressado com vontade de vingar algo. E essa vendetta nada tem a ver com Portugal. Há algo atravessado na jugular do parisiense e, se não tiverem juízo, os portugueses também pagarão para ver.

publicado às 08:55

Em suma...

por Nuno Castelo-Branco, em 14.06.13

 

Nem os selos escaparam à reivindicação da autoria do 1º de Fevereiro de 1908

 

...aquilo que é válido para Miguel Sousa Tavares, também deverá sê-lo para Carlos Costal. Nada de "sumarices"!

 

O Ministério Público justamente segue uma salomónica linha quanto à atribuição de julgamentos e punições. "Palhaço", "chulo" ou "ladrão", a parada vai subindo. Também surgem as solidariedades que vão desde os incentivos com "muito bem!", até ao amealhar de pecúlios para as custas.

 

Felizmente ainda não tivemos de suportar romagens a campas de caídos por obra e graça do mediatismo, mas pelo andar da carruagem e vontades que seguirão as palavras dos Soares e Lellos da nossa praça, lá chegaremos. 

publicado às 14:58

Artigo 328º do Código Penal

por Nuno Castelo-Branco, em 25.05.13

"Se a injúria ou a difamação forem feitas por meio de palavras proferidas publicamente, de publicação de escrito ou de desenho, ou por qualquer meio técnico de comunicação com o público, o agente é punido com pena de prisão de 6 meses a 3 anos ou com pena de multa não inferior a 60 dias".


Bem cientes dos resultados da sua demolidora acção durante os últimos quarenta anos do regime da Monarquia, os republicanos sabem precaver-se. A ver vamos se ainda têm um resquício de força anímica para imporem a lei. A verdade é que o "opinion-maker" Sousa Tavares não é uma Cátinha ou um Maurinho qualquer. Nos tempos da PIDE, o tratamento variava consoante o indivíduo. Para o Zé dos anzóis, os agentes faziam chover os bofetões dados a tempo, enquanto o filho do ex-ministro da 1ª república, era cerimoniosamente admoestado com uns tímidos "ó senhor doutor, não ganha nada em andar nestas coisas!"


Como teria sido útil este artigo 328º nos tempos dos nossos trisavós... 

publicado às 09:56

Miúdos

por Samuel de Paiva Pires, em 28.04.11

A respeito disto, parece-me que está na altura de José Lello e António Nogueira Leite deixarem as bocas no Facebook para os miúdos de 15 anos e resolverem isto como homens. Se não quiserem sujar as mãos, podem sempre fazer um duelo com pistolas ou espadas, sei lá.

publicado às 11:33






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