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Não vejo as manas Mortágua ou a metediça Catarina Martins no protesto dos imigrantes em frente ao Parlamento. No seu lugar o Bloco de Esquerda mandou um piquete protestar a eleição de Israel no Festival Eurovisão da Canção - foi uma investida que não colheu frutos. O Partido Socialista e o Partido Comunista Português não mexeram um dedo para manifestar a sua oposição ao comportamento faccioso e tendencioso dos seus camaradas de governo - ou seja, deram o seu aval demagógico, mas não a cara. Os "palestinianos" que se encontram em frente à Assembleia da República não votam nem elegem governos de recurso, por isso são uma divisa de fraco interesse. Eu sei que hoje é um dia particularmente sensível com a comemoração dos 70 anos do Estado de Israel a coincidir com a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. Portugal não se associa ao evento, mas terá de decidir se envia uma Dina ou um Salvador da pátria ao certame da Eurovisão que aí se realizará na edição do ano que vem. São escolhas difíceis aquelas que Portugal está obrigado a tomar na ausência de direitos e garantias herdados do passado. O mundo está a mudar. O Médio-Oriente é a ferida aberta onde a dor da revolução de paradigma mais se fará sentir, mas não confundamos as causas com o rancor ideológico de que se alimentam certos actores de baixa estatura.

 

foto: John Wolf

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publicado às 15:23

Naturalização dos sefarditas: pedimos o esclarecimento

por Nuno Castelo-Branco, em 13.04.13

 

Este é um tema sensível, um poderoso explosivo político que a maioria evitará tanto como uma purga com óleo de rícino. No entanto, é imperioso - conhecemos os riscos - discutir o assunto que o Parlamento trouxe como boa nova redentora de ignomínias de outros tempos.

 

Neste blog foram publicados dezenas de posts - aqui, aqui ou aqui, entre muitos outros - em que Israel surge como parte sempre bem tratada e por vezes até beneficiada por aquela compreensão que se torna inevitável por parte de um Ocidente acossado e perante os dilemas colocados por aquela velha máxima dos "inimigos dos meus inimigos meus amigos são". Também é sabido o que para centenas de milhar de portugueses significou a expulsão das suas casas, para sempre deixando as terras onde nasceram e enterraram antepassados. Estes portugueses ainda existem e já aceitaram o veredicto de uma história que lhes foi imposta. Este é um assunto tabu.

 

O Parlamento unanimemente votou uma moção que tenciona reparar uma infinidade de crimes e tragédias pessoais ocorridas há perto de cinco séculos. Se a República já o fez pela voz de um dos seus titulares, o sucessor dos reis de Portugal - a multisecular Monarquia Portuguesa - não deixou de colocar no altar do remorso, um sonoro pedido de perdão por uma culpa que não lhe cabe, mas que historicamente herdou. O que hoje se discute, é uma situação que terá passado despercebida a uma opinião pública hipnotizada pelas transcendentes danças de cadeiras ministeriais e pelos humores dos inefáveis agentes políticos minoritários ou do poder eleito em exercício da autoridade constitucional.

 

A atribuição da nacionalidade a alguém ou a um grupo mais ou menos numeroso, não se reveste de uma mera formalidade festiva, da inconsequente aprovação de um voto de congratulação por um prémio literário internacional, ou da pública manifestação de pesar pelo passamento de uma individualidade de reconhecidos méritos. Trata-se de um assunto muito diferente e tendo sido esta reparação votada por unanimidade, ficamos na dúvida quanto ao aturado estudo dos direitos e obrigações legais que ela poderá acarretar.

 

Conhece-se a situação política, social e militar do sempre volátil Médio Oriente. O estabelecimento do Estado de Israel, a imediata reacção dos países árabes, as vitórias militares israelitas, a nakba e o inextricável problema palestiniano, dão-nos claros sinais daquilo que está em causa. Israel é um Estado de direito, cumpre uma boa parte das aceites regras da boa convivência democrática e sem surpresa alicerça os seus fundamentos constitucionais nos mesmos princípios que consagramos na Europa ou nos países americanos. É por essas evidências que a grande maioria dos ocidentais olha para esse país como entidade a preservar, embora sobejas vezes quase todos também discordem de abusos, faltas de discernimento e jactâncias que além dos demais povos em causa, prejudicam os próprios israelitas. Conhecem-se os casos, são supérfluas mais palavras.

 

A atribuição da nacionalidade aos "judeus sefarditas de origem portuguesa", consiste numa intenção nebulosa, quiçá generosa e decidida com as melhores intenções. Mas há que termos a inteira consciência do que poderá isso representar num futuro ainda bastante incerto, mas que alguns dados - entre os quais os demográficos avultam de sobremaneira - nos fazem adivinhar uma multiplicidade de problemas como possibilidades nada desdenháveis.

 

Quantos "judeus sefarditas de origem portuguesa" existem em todo o mundo? Não nos referimos apenas aos que têm hoje a nacionalidade israelita, mas a uma dificilmente contabilizável multidão que compõe múltiplas comunidades espalhadas pelas Américas, Europa, Médio Oriente, norte de África ou em lugares tão surpreendentes como o Irão. Que critérios usará a judaica comissão portuguesa para decidir quem é ou não é descendente dos banidos no século XVI e seguintes? Sabemos o que os judeus portugueses representaram para a pujança do comércio e  navegação dos Países Baixos onde obtiveram guarida. Também não nos é inteiramente desconhecida a sua acção no Ultramar onde continuaram a manter negócios, apoiando activamente as incursões holandesas que a Portugal definitivamente subtraíram o Ceilão, numerosas feitorias na costa indiana, Malaca e territórios na Insulíndia. No Atlântico, participaram activamente na conquista do nordeste brasileiro, na tomada de S. Jorge da Mina, S. Tomé e Angola. De todo o património perdido, apenas as possessões atlânticas foram reconquistadas por Portugal e após porfiados esforços dos Restauradores da independência nacional. A expulsão dos judeus foi assim pesadamente punida e vingada - não há que temer as palavras -, tendo Portugal perdido uma fundamental parte do seu poder económico, comercial, científico e político, a isto se juntando a perda de importantes parcelas da nossa soberania imperial. Devido à Guerra de África, Israel bastas vezes opôs-se a Portugal na ONU enquanto beneficiava dos serviços prestados pela base norte-americana nas Lajes, aquele essencial ponto de suporte que inegavelmente salvaria o Estado hebraico em 1973. Pois isto não é tido em conta para coisa alguma.

 

Há menos de duas gerações, Portugal abandonou dezenas - há quem fale em mais de duas centenas - de milhar de soldados que combateram nas fileiras do nosso Exército. Deixados à mercê das novas autoridades dos antigos territórios ultramarinos, em S. Bento ninguém mais se lembrou em honrar os compromissos assumidos pelo Estado quando incorporou aqueles mancebos negros que denodadamente e sem discutirem ordens, bem serviram a pátria. Na Guiné, por exemplo, foram fuzilados sem dó nem piedade e de Lisboa nem um protesto partiu. Para os que sobreviveram, hoje ainda vivos e com nomes retintamente portugueses - João, Pedro, Paulo, António, Joaquim, Mateus, Eugénio, Carlos, Acácio, Marcelino, Miguel, José ou Augusto -, não sobram atenções, actos reparadores, reformas que lhes garantam uma velhice minimamente digna. Foram ostensivamente esquecidos e embora pertencentes a comunidades de que Portugal desesperadamente necessita para sobreviver no concerto das nações, em S. Bento hoje não encontram quem deles se recorde ou lhes faça a devida justiça. Pior ainda, os negros foram banidos de um Parlamento onde noutro tempo se sentaram como representantes dos territórios onde nasceram. Quantos por lá discutem, discursam ou propõem leis?

 

Israel enfrenta enormes e indisfarçáveis problemas e a luta pela demografia vai sendo provisoriamente resolvida durante alguns anos, normalmente recorrendo-se a contingentes alegadamente judaicos que provêm dos territórios da antiga Rússia imperial e até da Abissínia. Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas temos a certeza da facilidade, já demonstrada no Caso Macau, com que se forjam naturalizações. Quanto ao assunto em discussão, falamos timidamente de árvores genealógicas e do potencial ressurgir de pujantes famílias há muito julgadas desaparecidas ou diluídas nas comunidades que em boa hora deram abrigo aos seus maiores.

 

As condições expressas pelo Parlamento parecem tranquilizar os mais receosos, mas os números são uma incógnita bastante inquietante. Terá Portugal capacidade para numa fatídica década ainda oculta por um futuro distante, poder receber 700.000. 1.500.000 ou ainda mais "judeus portugueses"? Os promotores do acto de reparação poderão garantir a completa transparência e lisura quanto aos critérios de atribuição de algo tão transcendentemente sério como a nacionalidade? Se é bem certa a previsibilidade da garantia da sobreposição dos princípios morais a factos ainda por comprovar e que desde logo podem displicentemente ser reduzidos a "números residuais e sem grandes consequências práticas", há que termos em conta a simples constatação de um dado que terá passado despercebido: trata-se já de uma questão geopolítica que o futuro poderá ou não confirmar. Mesmo esta incógnita é por si mesma um caso bastante plausível e na pior das hipóteses, a certeza não é fruto de qualquer delírio ou exagero. A prudência deve ser a norma.

 

Gostaríamos de saber algo mais. Quem poderá informar o país? 

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publicado às 20:59

Sobre a Retaliação de Israel

por João Teixeira de Freitas, em 20.11.12

Antes de mais, e não obstante aos esquerdismos sempre gritantes e à facciosidade do espetáculo pela metade com que se nos apresentam os meios de comunicação e muitos dos seus (pouco) doutos comentadores, é necessário ter alguns elementos em consideração quando olhamos para qualquer conflicto entre um Estado e um agente protótipo de Estado inegavelmente clandestino e ilegítimo (Hamas):


1) Como a própria nómina deveria indicar de forma dolorosamente evidente, uma análise deve ser analítica, nunca prescritiva e muito menos revisionista. A análise opera-se nos elementos do agora e o anacronismo apenas se deve estender até ao ponto do estritamente relacionado com/em seguimento de.

2) Os julgamentos de valor e moralidade de matriz devem vir no fim. Infiltrando-se na análise apenas dão azo a pressupostos falsos, incompletos e, muitas vezes, absolutamente ignorantes. Como se costuma dizer e bem: é preciso ser-se frio para se ter razão.

Procedendo ao meu ver sobre as críticas inanes à retaliação Israelita:

Quando um Estado dotado de valores, legislação e cultura largamente ocidentais se vê numa situação em que tem que retaliar com violência, não há obviamente nenhum prazer nisso. Achar que jovens adultos de 21 anos gostam de ir para o deserto colocar a sua vida em risco por causa de um conjunto de terroristas com demasiados apoios Estatais (nomeadamente o Irão e uma parte da própria sociedade palestina), é um pensamento tão ignorante como atroz.

No entanto, a retaliação é essencial. Em qualquer outra situação nem seriam colocadas dúvidas, mas o mediatismo impõe o debate. A verdade é que o direito à retaliação e à auto-defesa é um direito consagrado e muito bem formulado em termos de objecto no DIP. Israel sofreu um ataque proveniente de um grupo albergado por forças administrativas de um território vizinho, logo a retaliação tem e deve de ser, de acordo com o próprio Direito, focada contra essa proveniência.

Claro que, e aqui surge a problemática maior, o Hamas recorre a uma técnica muito típica dos grupos Islâmicos fundamentalistas: a infiltração em populações e localidades civis; neste caso a utilização de escudos humanos por via do disparo do armamento de longo alcance ser feito a partir de zonas civis. Afinal de contas, a ideia de nação Muçulmana (a Umma) impõe a conscrição não voluntária de todo o povo "fiel" à Jihad de qualquer grupo fundamentalista, e isso inclui crianças que são incentivadas a continuarem a frequentar a creche enquanto agentes do Hamas utilizam a mesma como base para lançamento de rockets e outros projécteis explosivos contra Israel.

Ora, é muito fácil ao cidadão ocidental típico - habitante a distâncias consideráveis destas realidades - emitir o seu pobre e precoce julgamento moral, acusando os Israelitas de "estarem a massacrar palestinianos". Na realidade, quem os está a massacrar é o próprio Hamas, o qual muito depressa se oferece ao sacrifício de civis palestinos como escudo humano para subverter o apoio legítimo e expectável à retaliação de Israel, e para desmoralizar as tropas israelitas. 

O Hamas é, objectivamente, o maior destruidor de vidas palestinas - a realidade dos factos fala por si. Não se pode tolerar a proveniência constante de ataques à distância, sabendo muitas vezes o perigo da trajectória dos mesmos para alvos civis e afins - a reacção imediata é a retaliação, e o Hamas conta muito conscientemente e estrategicamente com isso, de uma forma nojenta e insidiosa.

Isto constitui o complexo moral bélico. O retaliar de imediato para evitar mortes do nosso lado, sabendo da potencial utilização de escudos humanos pelo lado inimigo, levanta diversas questões morais que poucas pessoas se dão ao trabalho intelectual de tratar apropriadamente. 

O dilema é de uma brutalidade e desumanidade tremenda, mas a decisão é necessariamente a de responder com moralidade relativa à imoralidade absoluta do inimigo que utiliza escudos humanos: a protecção dos que nos são culturalmente, nacionalmente e identitariamente próximos evidencia-se como a acção instinctiva; mesmo sabendo o que isso poderá significar para as vidas inocentes reféns dos devaneios fundamentalistas do Hamas – o qual não parece claramente ter o mesmo apego à vida vizinha, mas esse é um dos critérios do fundamentalismo islâmico. Que decisão tomaria? Conseguiria sequer tomar uma? Duvido, é claro, que tomando uma, esta envolvesse sacrificar os seus compatriotas civis.

Claro está, esta complexidade tem implicações humanitárias tremendas, mas, mais uma vez, a mão de Israel é forçada pelo Hamas. E, diga-se de passagem, em nenhuma guerra houve ou alguma vez haverá charme ou civismo. Apenas podemos exigir o básico: o não sacrificar vidas inocentes com propósitos de avançar agendas políticas e estratégias paramilitares (como, devo sublinhar, o Hamas fez e faz com estas técnicas).

A minha insistência em delinear bem a culpa factual do Hamas tem uma razão muito simples: os meios de comunicação exploram a culpabilização total de Israel pelas mortes civis porque isso é o que vende mais em termos de audiência e ideologia ‘mainstream’. 

Infelizmente, a maior parte das pessoas, ora por ignorância destas questões ora pelo complexo de culpa branca, ignora o facto gritante e claro da culpa residir nas acções subversivas, provocadoras, nefastas e imorais do Hamas; acções contra tanto a população palestina (muitas vezes refém da influência destruidora do Hamas no futuro do seu povo) como com a população israelita (que ‘oferece’ centenas de mortes civis aos ataques terroristas do Hamas).

Israel é um bastião do Ocidente inserido num caldeirão de ódio religioso e frustração antiocidental. Apesar das suas tensões étnicas e rácicas internas (por vezes entre etnias judaicas), a sua legislação é clara e o sistema judicial penaliza de facto todas as situações de racismo e incitamento ao racismo, inclusive julgando casos de racismo incitado em contexto de claques de desporto (algo que Portugal ainda não fez). 

Aliás, Israel "prohibits discrimination by both government and nongovernment entities on the basis of race, religion, and political beliefs, and prohibits incitement to racism.[2] The Israeli government and many groups within Israel have undertaken efforts to combat racism (...)". 

Surgiram e surgem alguns casos de violência rácica nas comunidades, os quais foram de facto (e continuam a ser) punidos e julgados de acordo com a regulação e legislação mencionadas; o que significa que Israel, como Estado, segue em todas as dimensões o seu rumo de luz ao fundo do túnel numa região de outra forma obscurecida pelo Islão fundamentalista.

Livrem-se do complexo de culpa; assumam-se como Ocidentais que são em todas as vertentes da vossa vida e não tenham vergonha da vossa cultura. É tempo de apoiar Israel, e é tempo de apoiar o povo palestino condenando não Israel, mas sim o Hamas pelas acções subversivas que conduz.
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PS: Apenas deixo também uma breve adenda de alguns factos históricos e políticos que são muitas vezes esquecidos no discurso geral e produzem vários erros de análise:


1 – A Palestina nunca foi um estado soberano (ficará claro em breve o porquê de mencionar este facto). A Palestina era um protectorado de mandato Britânico, pelo que não tinha nenhuma vontade expressa em termos de relações de política externa e matérias complexas de administração interna – assim o ditava a legislação da época, sublinhe-se.


2 – Por conseguinte, exceptuando a crise do Suez em que Israel desenvolveu acções efectivamente preventivas/preemptivas (depende da perspectiva válida de cada um), Israel nunca foi o agressor em conflictos com Estados Árabes. Todas as outras operações militares não incluídas nestes casos constituíram acções defensivas e expedições de prevenção securitária no sul do Líbano – cujo Estado respectivo não quer e/ou não consegue policiar de forma eficaz.

 

 

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publicado às 00:41

Gaza

por Nuno Castelo-Branco, em 19.11.12

Naquela minúscula, quase insignificante faixa de terra que de imediato nos faz recordar uma região homónima que nos encheu páginas de livros de história com os nomes de Mouzinho de Albuquerque e da sua Némesis, o Gungunhana, volta a ouvir-se o silvo dos mísseis e o metralhar das armas automáticas. Se a situação no Médio Oriente já se encontrava num crescendo de belicosidade, a incursão israelita em Gaza, insere-se num padrão de escalada que apenas poderá ter como alvo o Irão e os seus aliados regionais. 

 

Este episódio teve início já há alguns dias, sabendo perfeitamente os dirigentes do Hamas que o lançamento de mísseis contra alvos israelitas teria uma rápida resposta. A estratégia não poderá deixar de a todos parecer intencional e assim estamos perante o possível alastrar do conflito sírio a um âmbito mais vasto e muito mais perigoso, no qual os contendores principais serão os israelitas e os persas. Talvez o governo de Netanyhau esteja a contar com a profunda desconfiança e espectável neutralidade dos países árabes, temerosos de um Irão armado de armas nucleares e apoios na Síria, Iraque e Líbano. A chuva de 500 mísseis que caíram em Israel, não poderá deixar de ser encarada como uma intencional provocação e os dirigentes iranianos poderão ter tido alguma influência no despoletar de mais esta crise.

 

A verdade é que esta guerra parece ser conveniente a ambas as partes e a incursão na Faixa de Gaza poderá ser o prelúdio de uma operação mais vasta, esperando os israelitas uma retaliação do Hamas e ser assim responsabilizado o tutor iraniano. Há quem avente a certeza de uma guerra cirúrgica visando as instalações nucleares que o regime dos aiatolás fez espalhar pelo seu território, mas não existe qualquer certeza acerca do verdadeiro potencial bélico com que Teerão conta, além de serem possíveis ataques directos directos ao território de Israel, dada a situação dos aliados do Irão no Líbano e na Síria. Neste último país, este distrair das atenções para outras áreas do Médio Oriente, poderá servir os interesses do regime de Assad, levando-o a um supremo esforço  que liquide a oposição interna e os seus apoiantes brigadistas, armados e financiados por alguns países pró-ocidentais. Resta-nos então aguardar a evolução dos acontecimentos e verificadas as díspares posições dos países muçulmanos, a capacidade ou vontade da administração norte-americana do exercício da sua influência sobre israelitas e outros aliados .

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publicado às 10:53

A genialidade de Schoenberg

por João Pinto Bastos, em 18.11.12

Arnold Schoenberg, Um Sobrevivente de Varsóvia, 1946


Por vezes, ouvir a genialidade de Arnold Schoenberg dirime qualquer dúvida que possamos ter a respeito da legitimidade do belicismo defensivo  protagonizado pelo Estado israelita.

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publicado às 13:26

Sunday Morning

por João Quaresma, em 17.11.12

Noite em Beersheba, Israel.

Rockets disparados pelo Hamas caem dos céus, invisíveis. As pequenas luzes que sobem lentamente pelo céu são mísseis israelitas, disparados automáticamente e guiados por radar, para interceptar os atacantes. As explosões são os rockets que são atingidos. As sirenes da Protecção Civil avisam a população para correr aos abrigos. Cá em baixo assiste-se à guerra robotizada que, na noite, mais parece fogo de artifício.


«That may be all I need
In darkness, she is all I see
Come and rest your bones with me
Driving slow on Sunday morning
And I never want to leave»

 

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publicado às 03:00

Dê uma estalada na El Al

por Nuno Castelo-Branco, em 18.06.12

AQUI

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publicado às 10:25

«Um bebé de um ano matou uma cobra de 35 centímetros após lhe ter arrancado a cabeça à dentada, na passada quinta-feira, em Shfaram, em Israel.»

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publicado às 23:10

Imagens da "revolução egípcia" (9): a outra "irmandade"

por Nuno Castelo-Branco, em 10.02.11

Sem qualquer dúvida, um dos piores e mais inoportunos discursos de que há recente memória. Ao início desta noite, o sr. Barack Obama ultrapassou pela ora, as bem conhecidas expressões faciais de parvoíce encartada do seu antecessor. Insistiu em falar daquilo que não devia e que neste momento, nem sequer pode. Atabalhoadamente, colocou-se ao lado das dezenas de milhar de manifestantes da Praça Tahrir, enquanto as restantes dezenas - muitas dezenas - de milhão de egípcios permaneciam nas suas casas, aguardando pelos acontecimentos. Tal como Mubarak fez questão em afirmar, o Egipto existe há seis milénios. Só os americanos parecem não compreender esta evidência. Os americanos e os imbecis militantes das televisões portuguesas RTP, SIC - onde esta noite o "sapiente" Severiano Teixeira  mastigou umas banalidades - e TVI, enfim, a gente do copy-paste e das "grandes desilusões".

 

O lóbi de outra "irmandade", já havia proferido através do Departamento de Estado umas tantas sandices securitárias quanto a Israel, antecedendo aquelas que Obama diria umas horas mais tarde. Os nossos preciosos aliados norte-americanos não aprendem, insistindo no acumular de erros que lhes alienam amigos e acicatam os inimigos, bem cientes da fragilidade ou inconsistência da política externa da ainda superpotência.

 

Com um exército aparentemente decidido a manter o poder, Mubarak pretende aguentar-se e isto, para o imediato alívio de Israel e apesar dos entusiasmos "revolucionários" dos srs. steins e bergs além-Atlântico. No seguimento daquilo que há perto de um ano sucedeu em Bangkok, os grandes interesses da city nova-iorquina parece investirem invariavelmente, na desestabilização de países onde se verifica um importante crescimento económico. Estranho, demasiadamente estranho!

 

De forma bastante risível, os pigmeus europeus - Merkel, Sarkozy, o kisslichei Barroso e mais umas tantas insignificâncias - atrevem-se a considerar "lamentável" a recusa do presidente egípcio em fazer aquilo que eles próprios fariam: fugir.

 

Não se percebe o pendor euro-americano para deixar o poder cair na rua. Na rua dos outros, claro.

 

Ainda é cedo para concluir este caso, mas os próximos dias serão decisivos. No entanto e apesar dos líricos entusiasmos, duvida-se muito acerca de reais transformações - queremos dizer radicais - no Egipto. Aventurarem-se a tais suposições, é não conhecerem o real peso dos militares na vida do país. Os americanos sabem-no melhor que ninguém.

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publicado às 23:54

Portadores de nomes que invariavelmente terminam em berg ou stein, os arautos da administração do sr. Barack Obama, prosseguem a habitual táctica do cantar yé-yé em velório, ou seja, trauteiam o nome de Israel. Sem cessar e em público, grasnam precisamente aquilo que a Irmandade quer ouvir: mostram fraqueza, medo e acima de tudo, insinuam a ingerência que justifica qualquer discurso de imã de terceira categoria. Os militares egípcios ou ficam aterrados, ou então, são parte de um esquema elaboradamente montado.

 

Porque não se calam?

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publicado às 18:04

O regresso da Sublime Porta?

por Nuno Castelo-Branco, em 01.06.10

Um video que mostra bem o acolhimento reservado aos israelitas. Conhecem-se bem os activistas a bordo e o tipo de influência político-religiosa em causa.

 

 

Apenas os entusiastas das "grandes causas" poderão negar a evidência: o governo Erdogan optou por uma saída airosa - mas com bastante ruído mediático - da já tradicional aliança entre a Turquia e o Estado de Israel. Hoje ninguém duvida da escalada de um islamismo mais radical que o primeiro-ministro turco tenta ingloriamente colocar em paralelo com a democracia cristã europeia. Nada de mais falso. O assalto ao poder total, a destruição do Estado khemalista, a obliteração do poder das forças armadas, a conquista do palácio presidencial e a aproximação ao Irão, são factos que denotam uma evolução que apenas poderá preocupar os europeus. Praticamente afastado o ingresso na periclitante União Europeia, a Turquia prepara-se para se tornar numa potência regional com influência segura em algumas regiões da Ásia Central e no Médio Oriente, ao mesmo tempo que recupera o papel outrora reservado à Sublime Porta como protectora dos muçulmanos. No entanto, este afastamento acaba por ser uma feliz ocorrência para uma Europa ciclicamente ameaçada pela recessão e declínio demográfico. Serve como um alerta.

 

Entretanto, os apoios que Erdogan recebe imediatamente, são bastante elucidativos. Pequim já disse presente!

 

Não está em causa a crítica à abusiva política israelita na região, mas esta incursão à Faixa de Gaza consiste num mero pretexto para o corte de relações e realinhamento político. O planeamento foi cuidadoso e o efeito mediático esclarece quem disso tenha qualquer dúvida. Restará saber qual será a reacção norte-americana e as consequências na OTAN.

 

Uma questão que poucos colocam, é a presença de mais de 600 "activistas" a bordo de um navio de ajuda humanitária. Conhecendo-se o tipo de "activismo" de certo recorte, imagina-se o tipo de missão a que iriam.

 

Apesar da solidez da sociedade liberal de Constantinopla, terá início uma escalada nas ruas e coloca-se a questão de uma reacção turca, no caso de uma atitude estrangeira relativamente ao problema curdo. É uma arma que decerto não tardará a ser utilizada em caso de imperiosa necessidade. Junto dos radicais islamitas, a Turquia perfila-se já como o seu próximo campeão, infinitamente mais credível, poderoso e ameaçador do que qualquer arrivista iraquiano, sírio ou líbio. Sem comparação possível.

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publicado às 10:40

 

A política internacional, desde sempre obedeceu a critérios que podem por vezes ser considerados como estranhos à conveniência de um certo momento. Ontem, o presidente Shimon Peres proferiu um desastroso discurso que ao invés daquilo que aparenta pretender, vem ajudar a causa de Khamenei e do seu títere Ahmadinejad. 

 

Liberdade, democracia, fim da violência e direitos das mulheres, eis alguns dos pontos fundamentais da comunicação do presidente israelita, exactamente no momento em que o periclitante regime dos aiatolás aponta o dedo a claras "interferências externas" no incitamento a "terroristas, agentes desestabilizadores e traidores" infiltrados nas manifestações na capital iraniana. Peres não podia prestar um melhor serviço a Ahmadinejad, tornando-se simplesmente inacreditável que um discurso deste teor não fosse previamente analisado e avaliado quanto às possíveis consequências internas no Irão. Aparentemente, a Israel interessa a manutenção deste regime radical e odioso para um Ocidente sempre timorato face a ameaças proferidas por extremistas.

 

Israel desde sempre pretendeu ser o exclusivo peão de confiança do Ocidente naquela conturbada região. Na derradeira década do reformista reinado do Xá Mohamed Reza Pahlevi, a perspectiva de um Irão hegemónico e desfrutando da categoria de mais forte aliado dos EUA, fez com que Telavive temesse uma gradual perda de influência na política externa de Washington. As entrevistas do imperador a respeito da excessiva preponderância do lóbi pró-israelita nos EUA, a progressiva manifestação de autonomia persa na zona do Golfo, as reformas internas e uma acção mais activa e exigente no seio da OPEP, levaram a administração Carter a condescender quanto à hipótese da queda do regime, despoletando uma série de acontecimentos que os EUA não puderam controlar.

 

Não considerando ser credível uma iniciativa israelita que se furte à habitual e cuidadosa análise das conveniências e do simples bom sendo, é bem provável que este discurso de Peres sirva como um excelente argumento, ao crispar da reacção dos aiatolás face às manifestações de rua. Aos olhos dos seus pouco quantificáveis apoiantes, Ahmadinejad está carregado de razão. O Irão não é Portugal e o nacionalismo é ali cultivado como a razão de ser do próprio país, surgindo sempre o ameaçador espectro da teoria do cerco e da conspiração dos inimigos ansiosos por espoliar o velho império.

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publicado às 00:56

Porque foi Reza Pahlevi destronado ? (1)

por Nuno Castelo-Branco, em 22.06.09

Um dos motivos do actual estado de coisas. O discurso do presidente de Israel confirma a suspeita.

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publicado às 00:04

Sobre os ataques do Hamas e de Israel

por Samuel de Paiva Pires, em 28.12.08

 

(imagem picada daqui)

 

Apesar de ser um estudante de Relações Internacionais há assuntos da realidade internacional pelos quais não nutro especial interesse. Um deles é o conflito israelo-palestiniano. Embora as questões relacionadas com a segurança se constituam como primordiais nas minhas preocupações/interesses, este conflito dura há demasiado tempo e ao longo de 60 anos transformou-se numa escalada irracional de ataque, resposta a esse ataque, tréguas, rompimento das tréguas, novo ataque, nova resposta a esse ataque, novas tréguas, e aí por diante. Imensos acordos foram firmados, todos eles com pouco ou nenhum efeito. Tornou-se por isso previsível e banal, sem fim à vista. E é por isso que, ao contrário do que aqui fiz em Agosto durante o conflito entre Rússia e Geórgia, não me vou debruçar muito sobre estes novos ataques. Noto apenas que o Hamas já tinha anunciado o fim das tréguas (via Blasfémias), e que Israel respondeu aos ataques do Hamas, embora, como nota o JCS, de forma desproporcional, se bem que a regra da proporcionalidade em Direito Internacional Público é difícil de observar e respeitar, como tantas outras prerrogativas desse e, neste caso, é um argumento cada vez mais incoerente porque sempre utilizado contra Israel, como nota Carlos Botelho. Por isso sou forçado a concordar com o António de Almeida, todos os governos têm o direito e dever de proteger os seus cidadãos, e concordo até por uma questão de coerência para comigo próprio, pois considerei esse argumento como acertado e justificável quando utilizado pelos russos no caso do conflito georgiano. Aconselho ainda a leitura da súmula realizada por Alexandre Guerra.

 

É triste notar que dois milénios depois de Jesus Cristo, séculos depois das cruzadas e imensas transformações na hierarquia das potências e sistema internacional, a religião ainda continua a ser responsável pela instabilidade e flagelo da guerra naquela região. E creio que assim continuará, por muitos e longos anos.

 

No entanto, para finalizar, gostaria de deixar uma sugestão irónica para acabar de vez com um conflito que em conjunto com muitos outros no Médio Oriente e Ásia Central se apresenta como potencialmente desestabilizador da ordem internacional, sugestão essa que já há uns tempos tinha lido algures e que não é, portanto, originalmente minha: porque é que os Estados Unidos não dão aos Israelitas um estadozeco qualquer e deixam-nos ser independentes? Aliás não são também os Estados Unidos também propagandeados  como a "terra prometida"?

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publicado às 13:58

Geórgia, Israel e a propaganda Ocidental

por Paulo Soska Oliveira, em 21.08.08

Torna-se interessante ler o seguinte artigo:

 

Georgian minister tells Israel Radio: Thanks to Israeli training, we're fending off Russian military
By Haaretz Staff

Georgian Minister Temur Yakobashvili yesterday praised Israel for its role in training Georgian troops and said Israel should be proud of its military might.

"Israel should be proud of its military, which trained Georgian soldiers," Yakobashvili, who is Jewish, told Army Radio in Hebrew. He was referring to a private Israeli group Georgia had hired.

Yakobashvili, Georgia's minister of reintegration, said this training enabled Georgia to defend itself against Russian forces in the warfare that erupted last week in the separatist region of South Ossetia, Georgia.

Yakobashvili said a small group of Georgian soldiers were able to wipe out an entire Russian military division, thanks to the Israeli training.

"We killed 60 Russian soldiers yesterday alone," said Yakobashvili. "The Russians have lost more than 50 tanks, and we have shot down 11 of their planes. They have sustained enormous damage in terms of manpower."

Yakobashvili warned that the Russians would try to open another front in Abkhazia, another separatist region in Georgia, and he denied reports that the Georgian army was retreating. "The Georgian forces are not retreating. We move our military according to security needs," he said.

He also denied that Russian troops had struck Georgia's international airport.

"There was no attack on the airport in Tbilisi. It was a factory that produces combat airplanes," said Yakobashvili.

"The whole world is starting to understand that what is happening here will determine the future of this region, the future price of crude oil, the future of central Asia, and the future of NATO," the Georgian minister added. "Every bomb that falls over our heads is an attack on democracy, on the European Union and on America."

 

Algo está podre no reino do Ocidente...
 

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publicado às 09:20

Arrastões e arrastadeiras de Ahmadinedjad

por Nuno Castelo-Branco, em 13.07.08

 

 

O programa do Eixo do Mal de ontem, consistiu numa já costumeira catilinária das sumidades de serviço, mosqueteando a torto e a direito, no mais corriqueiro "parece bem do politicamente correcto" nacional. Nada de novo. Passando sobre todas as minudências tratadas por suas excelências, apenas um assunto mereceria uma reflexão, mas a falta de credibilidade de quem o trouxe à lide, dispensa considerações de maior. 

 

O senhor Daniel Oliveira do Arrastão do B.E., lá atirou a rede para pescar a tainha habitual que é condimento indispensável para todo e qualquer autopromovido cozinhado intelectual do burgo. O trapinho vermelho ao pescoço, numa tardia reminiscência do pioneirismo dos heróicos Trotski e Estaline, sempre vai servindo como biombo de disfarce para o mais descarado programa anti-semita. De facto, o senhor Oliveira lá empurrou a arrastadeira pró-iraniana, manifestando estupor pela preocupação mundial, nascida do anúncio da posse de um pequeno míssil, por parte do modelar e democrático regime de Teerão. O argumento arrasta-se há décadas: se Israel alegadamente possui mísseis capazes de atingir o Irão, porque razão não será legítimo conceder aos senhores aiatolás a reciprocidade, isto é, a obtenção de armas capazes de atingir Israel ? Não contente com a alforreca arrotada, o senhor  do Arrastão ainda teve o desplante de sublinhar que este armamento iraniano até é uma boa notícia, porque evita tentações agressivas por parte dos costumeiros intervencionistas, os EUA e Israel, claro está.

 

Não vale a pena forçarmos o timoneiro a pescar noutras águas. Esgotado o banco de pesca do Pacto germano-soviético, decerto passou a atirar a linha ao arenque do Mar  de Barents. Acabada abruptamente a possibilidade da faina naquele sector do planeta, os armadores da pesca furtiva lá vão conduzindo embarcações e tripulações para águas mais auspiciosas, lá para a zona do golfo pérsico. A esperança é a última a morrer. A estupidez também. Infelizmente.

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publicado às 19:13






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