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Hoje, pela primeira vez, apaguei um post que me incomodava - o que normalmente não faria. Tendo acontecido por uma vez uma situação semelhante, preferi manter o post e pedir desculpa ao visado, reconhecendo prontamente que tinha errado. Se naquele caso escrevi o post de livre e espontânea vontade, neste senti-me forçado a publicá-lo - uma conversa no Facebook - com o objectivo de tentar terminar de vez com a polémica que ao longo dos últimos dias se veio desenrolando entre mim e o Rodrigo Moita de Deus, Afonso Azevedo Neves e Jacinto Bettencourt, que hoje alcançou níveis verdadeiramente escusados. Agora que, julgo, já todos esfriámos um pouco a cabeça, achei por bem apagar o post. O Nuno Pombo tem muita razão no que escreve. Com o tempo, as coisas irrelevantes perdem significado.
Mas limito-me a umas breves observações. Já o disse e volto a dizer: sinto-me um privilegiado por pessoas cuja dimensão é infinitamente superior à minha perderem tanto tempo comigo. Claro que já toda a gente percebeu que se trata da técnica abrantina de desviar o assunto, como se nos esquecêssemos que é o caso Miguel Relvas que realmente importa. Seja como for, o que vale é que já há muito adoptei a máxima de Gore Vidal de que "aquilo que penso dos outros é mais importante do que aquilo que eles pensam sobre mim". De há uns 10 anos a esta parte que cultivo uma, julgo eu, saudável virtude, a de não responder directamente a quem procure denegrir-me recorrendo a um nível de argumentação que, por não ser conforme à minha natureza, prefiro não alimentar. O exemplo vale mais que mil palavras. Os meus escritos e actos falam por mim, não preciso de fazer campanhas propagandísticas - limito-me a dizer o que penso, a "viver como penso e não a pensar como vivo", nas palavras de um mestre pensador português. De resto, coíbo-me de qualificar o argumento das credenciais anti-abrantes (a fazer lembrar, como o Carlos M. Fernandes me chamou a atenção, os argumentos dos anti-fascistas), observando apenas que a lógica, de facto, não é para todos, muito menos para os aprendizes de Maquiavel, e termino com uma citação de Samuel Johnson que me parece mais do que apropriada: "O patriotismo é o último refúgio de um canalha."