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Permitam-me dar-vos um exemplo prático de como a academia pátria foi tomada por medíocres e está povoada por idiotas que vivem em concubinato com o poder político. Pedro G. Rodrigues era conselheiro do Secretário de Estado do Orçamento do segundo governo de José Sócrates. Quando este caiu, João Bilhim, recrutado por Miguel Relvas para presidir a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública, mas à altura presidente do ISCSP, próximo do Partido Socialista e responsável pela elaboração do fiasco que dá pelo nome de PRACE, começou a contratar amigalhaços que tinham acabado de perder o emprego, conforme já aqui eu havia escrito, entre os quais Pedro G. Rodrigues. E por que é que isto importa? Porque Pedro G. Rodrigues, que, vá-se lá saber porquê, teve a honra, que não me recordo de ter sido dada a qualquer outro docente - digno desta qualificação -, de ter um paper seu publicitado na primeira página do site do ISCSP, revela hoje no Jornal de Negócios uma das ideias mais bárbaras - e estou a ser simpático - que tive o desprazer de ler nos últimos anos (via João Miranda e Ricardo Arroja).

 

«Proponho que o Estado imponha temporariamente um regime de despesa privada obrigatória. Nesse regime os titulares de depósitos bancários dispõem, no máximo, de seis meses para gastar uma fracção do saldo na compra de bens e serviços em território nacional. Findo esse prazo, do montante ainda por gastar é transferida para o Tesouro a parte que corresponde à taxa média actual de IVA e de impostos específicos. Na prática, não há qualquer transferência porque não haverá nenhum montante por gastar ao fim de seis meses. Esta é uma solução equilibrada, dado que quanto maior é o saldo, maior é a responsabilidade e a capacidade de relançar a economia. Cada um é livre de comprar o que quiser, desde que seja em território nacional e até ao prazo limite, mas deve saber que a compra de um bem ou serviço importado não aumenta o PIB.»


Sim, este senhor é docente universitário. E sim, a academia portuguesa é muito isto. 

publicado às 22:45

Continua o desgoverno dos medíocres

por Samuel de Paiva Pires, em 18.03.13

André Azevedo Alves, Rescisões na função pública: quem se lixa é o mexilhão...:

 

«To add insult to injury, não faltaram sequer as declarações de João Bilhim, que em 2005 dirigiu o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) e foi nomeado pelo actual Governo para o cargo de presidente da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap), que simboliza exemplarmente o absoluto fracasso do Estado no que diz respeito à reforma da Administração Pública.»

publicado às 19:26

No Público:


«O deputado comunista João Ramos quer explicações sobre a nomeação para director-geral de Veterinária, em termos efectivos, de Alexandre Nuno Vieira e Brito, dois dias antes de tomar posse como secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar.


(...)


O deputado comunista refere ainda que Alexandre Nuno Vieira e Brito era membro da Comissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública, que em Outubro do ano passado abriu concurso para o cargo de director-geral de Veterinária. "Como perito indicado pelo Ministério da Agricultura [Alexandre Vieira e Brito] avaliou o seu próprio currículo", acusou João Ramos.»


Leitura complementar: Uma garantia, uma história de vida que fala por si e uma boa dose de humor negroBoys juniores e boys seniores: a podridão do regime vai muito além dos jotinhas…A Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública como um caso exemplar da decadência do regime (2)Resta a João Bilhim demitir-se de Presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração PúblicaComissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública (CReSAP)Morreu à nascença a já célebre Comissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública; Quando é que este descaramento acaba?

publicado às 23:03

Quando é que este descaramento acaba?

por Samuel de Paiva Pires, em 06.12.12

Uma pergunta que cada vez mais coloco a mim próprio é se certos indivíduos acham que Portugal é assim tão grande que as suas façanhas não sejam conhecidas por um certo número de pessoas. É que eu leio isto  e fico a pensar que só posso estar a ler o Inimigo Público. Deixo só uma dica: vão verificar quantas pessoas do segundo governo Sócrates (de assessores a Ministros) foram contratadas como docentes pelo ISCSP quando se tornou eminente a queda daquele governo e após esta queda, enquanto João Bilhim ainda era presidente do ISCSP.

 

Aqui fica parte da notícia:


«Questionado sobre se a célebre frase do antigo primeiro-ministro António Guterres sobre 'no more jobs for the boys', referindo-se ao fim dos chamados 'tachos' na Administração Pública, era agora uma realidade, João Bilhim foi perentório: "Ah, isso posso garantir. Eu tenho uma história de vida que fala por mim, e só sofre influências quem se põe a jeito, eu tenho 66 anos, não dependo disto, presido a um órgão que não pede nem recebe instruções do governo, e desde o princípio que disse que não sou influenciável".»

publicado às 20:00

À parte o facto de ser principescamente paga - o menor dos problemas, como referiu há dias o André Azevedo Alves -, quem conheça as personagens envolvidas nesta Comissão dificilmente ficará surpreendido por esta já estar envolvida numa polémica que deveria levar à demissão do seu Presidente, João Bilhim. 

 

No Jornal de Notícias, escreve assim Paulo Ferreira: «Há outro motivo para verberar a atuação de Passos Coelho: ele permitiu que a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública fosse instrumentalizada até à náusea. Quer dizer: matou-a à nascença. O currículo do vogal executivo da Metro foi três vezes analisado, até estar em conformidade. Seria outras tantas, caso fosse necessário. Só não é ridículo e vergonhoso para o presidente da dita, que continua serenamente à espera de novas instruções, em vez de fazer o que as circunstâncias impõem: demitir-se.»

publicado às 20:33






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