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Vergonha, porquê!?

por João Pinto Bastos, em 02.05.13

Porque é que o convite endereçado pela organização das Conferências do Estoril a Viktor Órban é uma vergonha? A Shyznogud tem uma concepção muito peculiar do que é a liberdade de expressão, mas andiamo. Viktor Órban é, como qualquer político com responsabilidades governativas, susceptível de ser criticado. Mais: a presente situação política na Hungria é, em muitos aspectos, nebulosa e, admito, censurável. O que já não é de todo tolerável é a imposição de uma espécie de lei da rolha só porque o senhor em questão provém da direita. Sim, caríssimos leitores, como o senhor Órban é um perigoso direitista, há que silenciá-lo. Já, de preferência. É esta a concepção de liberdade provinda da esquerda jugularenta. Para estes figurões a liberdade só funciona se servir os seus propósitos, caso contrário, a solução é o cadafalso. Os descendentes do "Candeia de Arras" são assim por natureza. Não há volta a dar.

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publicado às 00:10

Risinhos de hiena

por Nuno Castelo-Branco, em 23.01.12

Não cabe aos monárquicos o papel de defender o Presidente da República, nem nisso temos qualquer interesse, seja ele quem for. Ninguém disso está à espera e jamais o faremos. Defenda-o quem nele confia ou quem dele dependa. Desta forma, estamos muito à vontade para opinar acerca do entusiasmado indignar e risos de hiena que andam pelas redes sociais e via alguns blogs conotados com a eleitoralmente deposta antiga maioria parlamentar.

 

Cavaco Silva cometeu uma tremenda gaffe, é verdade. O que se torna ridículo e bem sintomático do enveredar pelo "vale tudo", é este aproveitar até à exaustão e precisamente por parte daqueles que sempre andaram vendados nos tempos dos imediatos antecessores de ACS. Já se leu alguma vez, uma linha que fosse acerca das estranhas amizades e do patchwork relacionado com Macau, aliás volatilizado pela inexistente censura que existe? Este é um exemplo entre muitos outros, aos quais se somam escandalosas omissões, descarado conluio com a incompetência governamental, desleixo ou contemporização relativa a más políticas oportunamente denunciadas. Os antecessores de Cavaco, inventores dos "direitos à indignação" que tão bem lhes serviu para ocultarem as próprias pústulas, puderam sempre dormir descansados, pois os trolhas de serviço obravam judiciosamente para lhes erguer poderosa paliçada protectora. Negócios, amizades impensáveis, viagens perdulárias à conta do contribuinte, atropelos à normalidade constitucional, uma lista civil sempre em vergonhoso crescendo de mordomias, faltas de respeito para com entidades estatais que lhes garantiam a segurança e a dignidade do cargo, tudo, tudo passou em branco numa imprensa medrosa e bem controlada.

 

Devíamos estar satisfeitos por esta onda que visa achincalhar o actual Presidente, mas os monárquicos são por regra gente decente, ordeira e respeitadora da legalidade e das instituições, mesmo - como é o caso - não mercendo estas qualquer tipo de homenagem.

 

Denegrindo o titular do cargo máximo do Estado, atingindo a sua honorabilidade, arrastando-o pela lama ou encostando-lhe o canivete à jugular, os refastelados patetas estão precisamente a fazer um trabalho que parecia impossível: dão a machadada final, na única instituição que até há pouco era passível de contemporização por parte de um povo farto de abusos. Se um dia destes começarem a ouvir-se uns tiros aqui e ali, não se admirem. Uma vez mais, a responsabilidade será deles, precisamente dos herdeiros dos bandidos de 1908 e 1910. 

 

Entretando, já entrámos naquela fase do soma e segue. Ainda bem.

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publicado às 23:45

Jugular School of Economics (*)

por Samuel de Paiva Pires, em 05.05.11

Não tenho por hábito ler blogs socráticos, como é o caso do Jugular, ao qual só vou dar por via de outros blogs, desta feita, através do Blasfémias. Pura e simplesmente porque assim preservo a minha sanidade mental e escuso de me estupidificar. Acham que não? Ora atentem neste argumento do João Galamba. Segundo o jovem deputado socialista, o governo do querido líder é que decidiu esperar pelo momento de pedido de ajuda externa, para que a troika pudesse reconhecer que estava a errar nas respostas dadas às crises grega e irlandesa.

 

Como escreve o Adolfo Mesquita Nunes perante o descaramento do ilustre deputado Galamba, Sócrates "É tão bom, tão diligente e tão comprovadamente competente que ele é que ensina à Troika como é que se ajudam países sem dinheiro para cumprir com os seus compromissos".

 

Para bem das expectativas dos esquizofrénicos spin doctors de serviço, espero que o querido líder os recompense por tamanha dedicação mostrada nessa arte muy portuguesa de dobrar a espinha dorsal - se a tiverem sequer.

 

(*) título roubado aos insurgentes.

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publicado às 21:19

O dia em que o Jugular nos linkou

por Samuel de Paiva Pires, em 01.11.10

Tudo graças à ideia do João. Vai daí, um tal de Paulo Pinto (que me merece o mesmo desprezo a que vota este "blog", até porque nem sei quem seja), irritou-se com a coisa e está extremamente preocupado com o facto de não terem sido incluídas monárquicas na lista (João, vamos lá tratar disto sff que no 31 também já o reclamaram!).

 

E eu pergunto: por esses lados, não deveriam andar mais preocupados com a cor dos racistas pensos rápidos? Enfim, é preciso arranjar causas fracturantes ou fait-divers enquanto o chefe se vai afundando - e com ele, o país, mas isso são questões de somenos importância para tamanhos arautos da blogosfera "xuxialista".

 

Mas já agora, se me permite o auto-proclamado historiador (?), caso arranje tempo para fazer uma sondagem nesse magnífico blog, sugiro que faça antes qualquer coisa como "Quem é o/a blogger mais obtuso/a do Jugular?". A concorrência será feroz, e a votação, com toda a certeza, extremamente participada. Prevejo, contudo, que a Fernanda Câncio vença a contenda, com larga distância em relação aos restantes.

 

Por último, gostaria ainda manifestar o pesar que sinto por nunca antes se terem dado ao trabalho de linkar ou discutir connosco, quando de assuntos sérios se tratava. É compreensível.

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publicado às 12:44

A mulher e a república sopeiral

por Nuno Castelo-Branco, em 08.03.10

 

 

Eram muito "simpáticos e libertários", estes republicanos...

 

"As mulheres na  sua maioria são  verdadeiras crianças, com caprichos   singulares,  excêntricas exigências, são histéricas, nervosas, morbidamente tímidas, deploravelmente ignorantes. Em frente desta fotografia, o que pretendem as feministas, onde quer que elas existam?
Para disfarçar a sua infantilidade, os seus caprichos, as suas exigências, envergam um trajo tanto ou quanto possível semelhante ao do homem, para proteger o nervosismo, o histerismo, e a sua timidez, usam pistola e para acabar de vez com a ignorância, uma formatura. (…) Basta que ela saiba ser mãe para o que é preciso aprender. Uma parte desta sublime missão sabe-a ela instintivamente, outra desconhece-a geralmente - a educação dos filhos.Para isto é preciso despartilha-la; despi-la de muitos preconceitos  que a perseguem e gritar-lhe bem alto ao ouvido: não sacrifiques a tua saúde ao rigor artístico dos figurinos porque ao desenhista nada custou a manejar o lápis sobre um pedaço de papel! "

 

Leia o resto do naco  A Q U I !

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publicado às 14:47

O canalha de quem a "esquerda" gosta e quer ver "eleito"

por Nuno Castelo-Branco, em 17.06.09

 

 Mir-Hossein Moussavi nada mais é, senão uma criatura abjecta que se tornou no mais actual alvo da histeria colectiva que uma certa esquerda exibe por estes dias. Tendo sido um dos escolhidos "candidatos à presidência"  pelo Conselho dos Guardiães da Revolução - entidade criminosa que desde há trinta anos assassina, explora e oprime os iranianos -, serviu decorativamente para o simulacro eleitoral, sendo previsivelmente derrotado pelo eleito dos eleitos, o inefável Ahmadinedjad.

 

A gente do Jugular entrou em paranóia colectiva, parecendo iludir-se com a verdadeira situação interna no país, onde a multidão apenas parece estar a usar Moussavi como um excelente pretexto para uma generalizada revolta contra o regime dos aiatolás. Mas convém saber um pouco mais acerca deste "libertador" tão do agrado dos nossos colegas "socialistas libertários":

 

1981 - "Consiste no segundo estádio da revolução... foi depois destes acontecimentos que redescobrimos a nossa identidade islâmica" , dizia esta criatura a propósito da tomada de reféns na embaixada dos EUA. 

 

1981-88 Primeiro ministro da total e absoluta confiança de Khomeiny, tornou-se num zeloso promotor de uma política radical, rodeando-se de extremistas. Promoveu a criação do Hezbollah e incentivou operações terroristas no Líbano. Foi  um férreo partidário do controle estatal sobre a economia  - aqui está um tema querido ao BE e PS's "modernos" - , ao mesmo tempo que encabeçava o partido da guerra total contra o Iraque.  Ainda no campo da economia, durante o seu governo ocorreram os conhecidos esbulhos de propriedade e instalou-se a política de primazia clerical em todos os campos do mundo dos negócios, com o pagamento de pesados dízimos, corveias, subornos e taxas de "autorização".

 

Apadrinhou a formação de contingentes de crianças-soldado que serviram de "carne para canhão" durante o conflito.

 

Durante o seu mandato como primeiro-ministro, organizou a polícia política, destinada à violenta e radical repressão de qualquer oposição ao Estado teocrático. São do seu tempo as grandes purgas, nas quais foram sumariamente executadas milhares de pessoas - mais de 30.000 - próxima ou remotamente relacionadas com o regime imperial. 

 

2009, o grande liberal e democrata Mussavi, propõe:

 

- Continuação do projecto de armas nucleares.

 

- Oposição a toda e qualquer modificação na Constituição do regime, sendo favorável à manutenção do princípio do Velayat- e -Faih, ou seja, o governo absoluto clerical.

 

As nossas mais esfusiantes congratulações aos seus politicamente correctos admiradores do BE e de alguns compagnons de route ex- e futuros PS. Temos assim uma magnífica oportunidade para avaliar a coerência destes defensores da igualdade, questões fracturantes, etc.

 

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publicado às 17:55

Correlação improvável

por Samuel de Paiva Pires, em 19.10.08

 

Terá o mau tempo de ontem na capital provocado as cisões no 5 Dias e Corta-fitas

 

Quanto à esquerda expoente máximo do politicamente correcto e superioridade moral do 5 Dias não tenho muita paciência para tentar perceber o que aconteceu, resta-me apenas desejar felicidades, enquanto leitor esporádico mas interessado de alguns dos autores, aos que saíram e formaram o Jugular, e aos que se mantêm no 5 Dias.

 

No caso do Corta-Fitas, pela amizade que nos liga particularmente ao Paulo Cunha Porto e ao João Távora, é de lamentar o sucedido, o que já revelámos aos próprios a quem esta humilde casa estará sempre aberta, bem como a qualquer outra pessoa, da esquerda à direita, dos monárquicos aos republicanos, dos liberais aos conservadores etc etc.

 

O segundo caso, em particular, em conjunto com certos preconceitos que por vezes assolam as cabeças mais ou menos livre pensadoras de uma sociedade, as mesmas que não se imiscuem de acusar a torto e a direito de "fássistas", "comunas" ou outros adjectivos igualmente interessantes aqueles que não compreendem, fingem não compreender ou não querem mesmo compreender, faz-me pensar que algo está mal quando na própria blogosfera a tolerância e a liberdade de expressão deixaram de ser o que eram.

 

Aqui, nesta despretensiosa e modesta casa preferimos continuar a ser iguais a nós próprios, mais liberais ou conservadores, mais à esquerda ou à direita quanto as nossas consciências nos ditem ser a forma de análise dos diversos assuntos. E como acreditamos na liberdade de expressão linkamos e referimos blogs da esquerda à direita, dos mais liberais aos mais conservadores, dos republicanos aos monárquicos, dos nacionalistas (fascistas para muitos...) aos comunistas, porque todos têm algo eventualmente válido a dizer e a ensinar.

 

Nunca nos será possível, a nós humanidade, entender a essência do fenómeno da política se nos deixarmos ficar por lógicas reducionistas, atomistas e muitas vezes maniqueístas. E para tal há que recuperar muito da lógica liberal de John Locke e/ou de outros teóricos da tolerância ou da liberdade individual (Espinosa ou Stuart Mill por exemplo), para podermos seguir num sentido de cosmopolitismo, modernidade, quiçá até mesmo pós-modernidade, que tenha a compreensão e, mais uma vez, a tolerância, na base das relações entre os homens.

 

Vamos tentando, prosseguindo como podemos...

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publicado às 17:07






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