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Em destaque

por Samuel de Paiva Pires, em 30.01.09

Peço desculpa pela recente ausência mas em época de muitos trabalhos, com frequências à porta, outras prioridades têm que ser acauteladas.

 

Quanto ao blog em destaque, depois do anterior espaço ter sido encerrado, eis que o humor de intervenção ISCSPiano mais activo do momento passou para outro espaço. Por mim, continuo a deliciar-me com o humor, embora já não tenha muita paciência para aturar tantos comentários de baixo nível, especialmente quando pessoas que não me conhecem de lado algum se dirigem a mim de forma injuriosa. Não é de forma difamatória, com isso posso eu bem como bem sabe quem me conhece (e mais uma vez, um conselho, se não aguentam que falem mal de vocês, que vos critiquem, então não se metam em política), é mesmo de forma mal educada e com palavrões à mistura, o que nem sequer me merece qualquer resposta.

 

Em particular, é de constatar que essas pessoas pertencem ao que vulgarmente se designa por Juventude Socialista. Não tomando o todo pela parte, volto aqui a dizer o que há dias dizia a um amigo da JS que muito estimo em ter como habitual leitor deste espaço: com tantos militantes e gente capaz, será possível que deixem um blog do alegado Núcleo de Estudantes Socialistas do ISCSP nas mãos de pessoas que, para além de escreverem um português que nem de macarrónico se pode classificar, pelo menos uma delas nem sequer é matriculada no ISCSP?

 

Depois venham para aí dizer que são certos e determinados blogs que dão má fama ao ISCSP. Eu se fosse actualmente um estudante do 12.º, ao deparar-me com isto, decididamente não ingressaria no ISCSP. Tratem lá disso se faz favor!

 

E já agora, controlem lá os vossos militantes, é que ameaças à Don Corleone, como as que fizeram ali, são no mínimo risíveis e envergonham aqueles que realmente são alguma coisa nas estruturas da JS, alguns deles meus conhecidos e pessoas por quem tenho estima e respeito.

publicado às 00:55

Em especial, à atenção do Sr. Dr. Duarte Cordeiro, Secretário Geral da Juventude Socialista:

 

Constituição da República Portuguesa, edição Almedina, 2006:

 

Art.º 155.º - Exercício da função de Deputado


1. Os Deputados exercem livremente o seu mandato, sendo-lhes garantidas condições adequadas ao eficaz exercício das suas funções, designadamente ao indispensável contacto com os cidadãos eleitores e à sua informação regular.

 

Só para que conste e fique registado que o Sr. Dr. Duarte Cordeiro, que se prestou a fazer campanha eleitoral numa conferência organizada no ISCSP subordinada ao tema das Juventudes Partidárias, talvez não tenha lido este pequeno artigo da Constituição, e deve ser por isso que considera furar a disciplina partidária um "acto de insubordinação". 

 

Já agora, em minha opinião, é ridículo falar-se em democracia quando existe disciplina partidária. Acho que as pessoas finalmente começam a aperceber-se desta incongruência. Neste aspecto particular, devo dizer que democracia há nos Estados Unidos da América ou no Reino Unido, não aqui. Dizer que a Assembleia da República é democrática havendo disciplina de voto é uma incongruência e uma desonestidade intelectual do ponto de vista da teoria política da democracia liberal.

 

Continuando, relativamente ao Sr. Dr. Duarte Cordeiro, só alguém com uma grande escola de jotinha, em todo o esplendor negativo da expressão, pode realmente afirmar que "ao Bloco de Esquerda dá muito jeito que os jovens concordem sempre com o Partido", visto que o BE não tem estrutura formal como as outras juventudes partidárias. Ainda tentei explicar, mas duvido que o Sr. Dr. tenha entendido que não havendo estruturas formais, os jovens fazem parte do próprio partido, logo os outputs finais em termos de decisões e efeitos políticos já têm uma carga formal e substancial que deriva da sua participação no jogo social interno do partido, ao contrário das juventudes partidárias que tal como o representante do BE referiu, servem muitas vezes como face moderna de estruturas mais conservadoras e não contribuem directamente para o processo político interno do próprio Partido. Aliás, o mais das vezes têm é que se subjugar ao que o partido ordene, mesmo que seja contra o aparente interesse ou posição do partido em termos eleitorais, o que acaba por servir frequentemente os interesses latentes, a tal agenda desconhecida do grande público.

 

Continuo com a mesma ideia, não deveriam existir juventudes partidárias e entendo que a melhor forma será a do Bloco de Esquerda, não tendo uma estrutura formal de jovens. Assim realmente todos são tratados por igual, e todos os cidadãos maiores de 18 anos (essa é outra, acho que ninguém com menos de 18 anos se deveria poder filiar em qualquer partido ou juventude partidária) podem intervir activamente na vida de um partido.

 

Resta-me continuar a constatar o crescente autismo mesmo daqueles que vão suceder aos autistas de serviço, nesse constante divórcio das juventudes partidárias em relação aos jovens e à realidade (expressão de um outro colega na conferência). É por isso que quando o Presidente da República chama a Belém os líderes das juventudes partidárias para tentar entender porque é que os jovens estão afastados da política, não está sequer a raspar a mais pequena lasca da rocha que constitui tal problema. É contraproducente chamar as associações que em grande parte são as principais responsáveis por esse afastamento, ainda que as juventudes partidárias não esgotem o activismo político. Pior ainda, passa completamente ao lado do problema quando não chama o Bloco de Esquerda, o único partido que ao não ter estrutura formal de juventude partidária, tendo ainda uma mensagem apelativa aos jovens, sabe naturalmente o que fazer a este respeito. 

publicado às 00:15






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