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Islamices repúblico-francesas

por Nuno Castelo-Branco, em 12.03.12

 

Não gosta do chador, mas usa uma mascarilha que impossibilita o seu reconhecimento. Também será mesquiteira?

Já que andamos em fase eleitoral pelo lado das Gálias, aqui estão algumas curiosidades que decerto agradam aos nossos sempre rendidos amantes da moda parisiense. Após gerações de obrigatória religião do Ente Supremo, a França está encurralada  nesta situação em que todos os valores subjacentes à própria trilogia revolucionária, são espezinhados através do recurso à sua própria invocação! Assim, sabia que:

 

1. Segundo o Nouvel Observateur, as muçulmanas exigiram ser dispensadas da frequência de aulas de biologia e desportos, sem que isso tenha alguma influência no cômputo do seu aproveitamento escolar. As ditas raparigas podem ainda legalmente ir a exame acompanhadas pelos maridos, sendo sempre a examinadora uma mulher.

 

Pergunta: as cristãs poderão exigir algo de semelhante?

 

2. Segundo noticia o Express, a associação de estudantes muçulmanos da Universidade de Paris, contesta o direito de avaliação de um "professor ocidental" - leia-se, formalmente cristão -, no caso do trabalho ser apresentado por um estudante muçulmano.

Sabia que convencidas da sua "irresistível beleza", as muçulmanas vestem as túnicas antes de cumprirem as suas obrigações escolares diante do quadro, para "não despertarem qualquer desejo" (sic)?  E que nas escolas primárias, os pais muçulmanos recusaram deixar as suas filhas na classe de um professor substituto, devendo ser uma mulher a substituir a outra professora? A escola teve que criar um compartimento sem janelas, para reconhecer as mães cobertas da cabeça aos pés, antes de lhes entregarem os seus filhos. Sabia que nas escolas primárias, os alunos têm dois banheiros e torneiras separados, sendo um reservada para os 'muçulmanos', e outro para 'franceses' ou "funcionários escolares"? Exigem ainda que existam vestiários separados nos ginásios, porque, segundo eles, um circuncidado não pode despir-se ao lado de um "impuro". (Le Monde)

 

Pergunta: aplicam então "os laicos" o princípio do Apartheid

 

3. Le Parisien informa que recorrendo à desculpa da "laicidade", associações muçulmanas exigem a abolição da comemoração do Natal nas escolas primárias e a proibição de árvores natalícias nas escolas e jardins de infância.

 

Pergunta: como é possível ainda não ter a menina Câncio aderido a esta luminosa ideia?

 

3. Organizações laborais exigem para os muçulmanos férias adicionais e em conformidade com as suas "férias islâmicas". A isto, ainda acrescentam a "mitigação de horários" em locais de trabalho, escolas e universidades, adequando-os às suas "obrigações" religiosas (Nouvel Observateur). 

 

Pergunta: qual será a resposta do poder, no caso do episcopado francês exigir o mesmo para os cristãos?

 

4. Segundo o N. Obs., os mafomitas exigem também a revisão dos livros escolares franceses, de modo a incluírem a história dos seus países de origem e da sua religião. O Libération informa ainda acerca da retirada imediata de qualquer referência a Charles Martel e a Joana d'Arc, pois "ofendem" a comunidade muçulmana. Já agora, questionamos nós, o que terão a dizer de S. Luís e de todos os Cristianíssimos monarcas até Luís XVI? Desaparecem de cena, reduzindo-se os manuais de história a contos sobre tapetes voadores, cavernas de ladrões, paradisíacas rechonchudas virgens de quádruplo queixo e ancas de padaria, chás no deserto e lendinhas sobre Saladino?

 

Pergunta: o que teríamos de fazer por cá em relação a toda a 1ª e 2ª Dinastia, seus principais soberanos, guerreiros, navegadores, etc? Teríamos também de queimar os Lusíadas?

 

5. O Libération noticia a exigência das médicas muçulmanas que pretendem apenas tratar outras mulheres. Por outro lado, as funcionárias públicas desta seita, reivindicam trabalhar de chador na cabeça. Imagine o nosso leitor qual seria a resposta da sua entidade patronal, se por exemplo pretendesse atender clientes com uma máscara do homem Aranha ou do Batman? No caso de ser uma leitora, até podia dar-se o caso de lhe apetecer servir à mesa com a mascarilha e o chicote da Tiazinha... Segundo o Figaro e Le Monde, os médicos correm o normal risco de serem espancados, se tratarem mulheres muçulmanas sem o consentimento de seus maridos. 

 

5. O L'Express diz que um manual de boas condutas "lícitas e ilícitas no Islão", explica como um bom muçulmano deve bater na sua esposa: com a mão, chicote ou um pedaço de madeira (leia-se vergasta).

 

5. Segundo o próprio governo francês e os sindicatos, sabia que a nova legislação exigirá que a polícia, o exército e o serviço civil, passarão a contratar prioritariamente jovens imigrantes, tendo-se já assinado em 35 empresas na França, (televisão, Peugeot, cadeias de distribuição e casinos), um acordo para contratação preferencial de pessoal estrangeiro?  Sabe o que em França quer dizer "estrangeiro"?

 

publicado às 10:17

Aviso a Espanha: depois, não se admirem (outra vez?!)

por Nuno Castelo-Branco, em 07.03.12

A partir de 1932, tudo fizeram para que o desenlace fatal ocorresse, com o conhecido cortejo de horrores, a intervenção de Estaline, de Hitler e a destruição do país. Estas imagens, não são notícias que cheguem a RTP's e outros canais, nem tampouco aos jornais. As bestas andam à solta, esperando uma terceira oportunidade. Claro que por cá também existem umas alimárias bem gordas, "chupistas de classe" e sempre prontas a solidariedades várias. Até escrevem em jornais e comentam aqui e ali. Iguais, mas sem coragem de assumir o que desejariam fazer.

 

 

 

publicado às 14:08

O Centenário da Lei da Separação Igreja-Estado

por Nuno Castelo-Branco, em 18.04.11

Um interessante artigo de Pedro Picoito, traça o quadro geral da lei que envenenou as primeiras décadas do século XX português. A sua promessa ajudou a destruir a Monarquia Constitucional, a sua promulgação esmagou a 1ª República e ajudaria à instauração da 2ª República, conhecida como Estado Novo. Para que Portugal não esqueça.

publicado às 20:48

... Ei-la, em nome da Laic(k)idade!

publicado às 18:23

 

 

A comissão para a celebração do centenário da república não tem tido uma vida fácil. Iniciando a sua actividade sob o estigma do desperdício de recursos a esbanjar em inutilidades que consistem num insulto à actual situação da esmagadora maioria dos portugueses, tem ainda pela frente, o intransponível fosso do desinteresse geral pela efeméride e até a viva hostilidade de muitos. O próprio governo tem enviado sinais contraditórios, ao apontar como momento alto do centenário, a inauguração de um Museu que em si condensa todo o imaginário popular acerca da grandeza passada simbolizada pela Monarquia.

 

O anúncio da canonização do Condestável Nuno Álvares Pereira consiste numa contrariedade maior e disso se aperceberam aqueles que com o mesquinho pretexto  do julgamento ateísta da questão religiosa, contestam na sua natural reserva mental, a visibilidade de mais este vulto histórico que consubstancia a ideia monárquica. Para cúmulo da infelicidade, o Condestável é geralmente considerado como a raiz fundamental da Casa de Bragança e as cerimónias que decorrerão em Roma consagrarão a evidência, colocando em posição de destaque a família real portuguesa. 

 

A ignorância, má fé e profunda estupidez congénita que vitima a maior parte dos escribas e arautos de uma certa ideia de esquerda positivista e nada moderna, trouxe à arena a histérica cacofonia que a inteligência aconselhava a evitar. Nuno Álvares é para todos um dos grandes heróis nacionais, a par de Afonso Henriques, João I, João II, Vasco da Gama, Albuquerque, João IV e tantos outros. Para os portugueses, a sua santidade deriva primordialmente, da total entrega a uma ideia de preservação da identidade que à época se tornou nacional e impôs a presença do nome Portugal nos mapas e na história.  O reconhecimento da santidade do Condestável - não a queremos sequer discutir no plano religioso - possui um intenso significado político para aqueles que acreditam no porvir deste país como pátria, num conceito tão alargado que pode incluir aqueles que no mundo a nossa língua têm como sua.

 

A apressada adesão do presidente da república  à Comissão de Honra, consiste num alto serviço que Aníbal Cavaco Silva presta ao desacreditado regime que representa, dado que a sua ausência ou silêncio, iria reforçar as generalizadas certezas ou desconfianças quanto ao destino a todos reservado por um estado de coisas que de uma forma sem precedentes, faz perigar a independência nacional.

 

Em boa hora o Parlamento se congratulou com a decisão papal, comprovando que a maioria dos deputados sabe que durante séculos um poder maior impediu junto do Vaticano, qualquer acção que reconhecesse sequer a existência do beato Nuno de Santa Maria. Aljubarrota pesa como vergonha escondida, anulada ou omitida nos livros de história além-fronteira.

 

É que para muitos, por detrás do burel, encontrar-se-á para sempre, a armadura do grande Condestável do Reino de Portugal. E isso, eles não podem esquecer. Nem nós jamais o faremos.

 

publicado às 20:32

Liberalismo, laicidade, pseudo-censores e afins

por Samuel de Paiva Pires, em 14.02.09

A respeito da polémica que para aí vai em relação às declarações da Igreja, porque muita gente já disse de forma bem melhor o que penso, aqui ficam algumas sugestões de leitura, deixando apenas umas breves notas, para começar, a de que como bom liberal, concordo em absoluto com o Michael Seufert:

 

…mas só queria dizer que, não sendo religioso, acho perfeitamente normal que a hierarquia da igreja indique quais partidos melhor representam as suas ideias. Sindicatos, corporações, clubes, etc, etc, fazem o mesmo. Só mails recebidos de professores (organizados ou não, nem interessa) a apelar contra o PS, são às dezenas.

 

Faz-me confusão esta gente que confunde laicidade (separação da Igreja do Estado) com a negação total das opiniões da Igreja apenas porque vão contra as dos que se consideram herdeiros da tal "ética republicana". O que é feito da democracia e da liberdade de expressão? Eu que, nem sendo particularmente religioso, embora seja crente, tendo como apenas natural o facto de sermos uma sociedade com uma matriz cultural católica, e independentemente de ser ou não a favor do casamento entre homossexuais, não vejo qual é o problema da Igreja manifestar a sua opinião. Aliás, a Igreja, em Portugal, historicamente ocupou-se de áreas como a educação e a saúde, e sempre foi um dos tais corpos intermédios que diminuem a perigosidade do Estado contra o indivíduo, goste-se ou não do poder que a Igreja também detém em si. Não deixa de ser irónico que nestes tempos de crise sejam precisamente as instituições ligadas à Igreja quem mais apoia os menos afortunados. E não deixa também de ser irónico que se verifique uma maior liberdade de expressão precisamente nuns quantos países como o Reino Unido em que não há separação entre a Igreja e o Estado (embora haja certas pessoas como Vital Moreira que consideram os britânicos completamente atrasados). E, não deixa ainda de ser irónico que o "pai" do regime, Mário Soares, tenha sido das pessoas que melhor soube lidar com a Igreja. Os censores demagogos como o ministro da propaganda Santos Silva talvez devessem aprender com ele. 

 

A ler:

 

Apolíticos?, Joaquim, no Portugal Contemporâneo.

 

Regras legais universais, João Luís Pinto, n'O Insurgente.

 

A ICAR é contra o casamento homossexual. E depois?, Miguel Madeira, no Vento Sueste.

 

*texto e título posteriormente corrigidos em virtude do comentário do João Pedro em relação ao laicismo e laicidade.

publicado às 17:51






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