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Não perceberam?

por Nuno Castelo-Branco, em 18.07.13


Compreende-se o dilema soareiro que o próprio ainda não assimilou: "haverá" cisão - talvez uma meia dúzia de reedições do caso Manecas das Intentas - se o PS chegar a um acordo que salve o regime. Se tal consenso não existir e acontecer uma improvável deriva para aquilo que Cunhal queria, não ocorrerá nenhuma cisão, mas sim uma extinção. Lembram-se do PS italiano e da fuga do mafioso Craxi para a Tunísia? 


Os rotineiros imbecis de serviço, já nem sequer zelam pelos seus portentosos interesses pessoais bem postados à mesa do Estado. Ainda não entenderam que a queda do esquema vigente está aí mesmo ao virar da esquina. 


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publicado às 12:00

Mmmmmmm....chuac, chuac, chuac!

por Nuno Castelo-Branco, em 09.02.13

 

Há cerca de trinta anos, ficou famosa aquela foto em que os camaradas Brezhnev e Honnecker gulosamente trocaram os respectivos ADN. Hoje ficámos de lágriminha ao canto do olho. Antóno José Seguro fez o anúncio e emocionou-se por saber da reconciliação entre Soares e Alegre. Ora aqui está um projecto nacional com futuro garantido.

 

Como foi a renovada amizade selada, isso não se sabe mas duvida-se muito do recurso à saliva, a menos que esta tenha servido para uma lauta patuscada num daqueles restaurantes do eixo do bem Chiado-Bairro Alto. Desde que não tenha passado pela cabeça de Soares reconciliar-se com Alegre através de uma longa discursata, tudo bem. É que fazer uma coisa dessas com  a boca a abarrotar de souflée do Bel Canto, cai mal. Para perdigoteiro já bem basta Jorge Miranda e as suas babadas explicações acerca do processo da "dupla revisão" constitucional. Coisas dos Limites Materiais, claro.

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publicado às 19:47

Precisamos de um Romário lusitano

por João Pinto Bastos, em 04.12.12

Romário, certa vez, disse, com o seu habitual desembaraço verbal, que Pelé - um mestre da vaidade exacerbada - calado é um poeta. Não sei, sinceramente, se Pelé é um poetastro da categoria de Manuel Alegre quando está calado, contudo, o que sei é que Mário Soares devia, até por razões de sobriedade intelectual, estar silente. Ouvir Mário Soares perorar sobre a segurança física de Passos Coelho é o fim da linha. O Paulo Pinto Mascarenhas resumiu bem a coisa: Mário Soares, se quiser ser sério, devia ter uma sobretaxa de 10% no IRS e um corte total do financiamento público à sua inútil e patusca fundação. Remédio simples e eficaz.

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publicado às 00:08

+ 40Kg/média em 38 anos

por Nuno Castelo-Branco, em 25.04.12

Com uma saudação ao estilo Breivik, os militares norte-coreanos prosseguem as coreografias de entretenimento, consagrando a sucessão Kim.  Evocando a "ideia Zuche", uma espécie de contrafacção fanqueira das colectâneas de textos de Marx e Lenine, garantem poder liquidar os  americanos através de um só golpe, aproveitando para prometerem a redução da Coreia do Sul a cinzas. 

 

Aqui está um tipo de regime cheio de optimismos e entusiasmos, recorrendo a todos os pretextos para realçar o papel dos militares. Para aquele que hoje numa Lisboa chuvosa dizia que o Parlamento não representa o povo, a "ideia Zuche" poderá ser uma hipótese a considerar, apesar deste tipo de coisas que alguns preferem esconder. A grande questão a colocar é de peso, pois os amuados ausentes nas comemorações oficiais - pelo menos os nomes mais sonantes - deverão ter engordado cada um deles, um mínimo de 40Kg desde 1974.  Ora, isso é escandalosamente notório e proporciona um confortável crescimento pneumático de mais de 1Kg/ano. Espantoso.

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publicado às 19:54

Patetices alegristas

por Samuel de Paiva Pires, em 07.04.12

 

Alegre dá graças por não ser Presidente da República, justificando-se com a humilhação da intervenção externa, que considera intolerável. O André Azevedo Alves diz o que há a dizer sobre a recente patetice alegrista: «É curioso constatar que a causa primeira do sentimento de humilhação parece ser a intervenção externa motivada pela falência do Estado português e não a falência em si mesma. Ou seja:«, desde que se tivesse encontrado forma de continuar no mesmo curso, tudo estaria bem.»

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publicado às 17:50

O Bardo de Argel recebe apoio inesperado

por Pedro Quartin Graça, em 16.01.11

O "bardo de Argel" recebeu hoje um inesperado tónico para a sua paupérrima campanha presidencial. E foi o PCTP-MRPP que lhe deu esse novo fôlego ao deliberar no seu Comité Central dar o apoio ao candidato socialista-bloquista.

Diz o PCTP-MRPP:" O objectivo principal dos trabalhadores e do povo português nas próximas eleições presidenciais é derrotar Cavaco Silva.

Cavaco Silva é, com José Sócrates, o principal responsável pela gravíssima crise em que o país se encontra, não apenas pelos dez anos em que foi primeiro-ministro, mas também pela cobertura e incentivo que, enquanto Presidente da República, prestou às medidas celeradas do governo Sócrates contra os trabalhadores e o povo português.(...)

Manuel Alegre é o único candidato em condições de impor uma derrota a Cavaco Silva na segunda volta das eleições presidenciais. O apoio oportunista, envergonhado e equívoco do PS a esta candidatura não deverá desmobilizar o voto dos democratas e patriotas à candidatura de Manuel Alegre. Esse voto deve ser dado maciçamente já no dia 23, para impedir uma eventual vitória de Cavaco Silva à primeira volta e para criar a mobilização necessária para derrotar o candidato da direita na segunda volta.(...)

 

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publicado às 23:23

Santa ignorância!

por Pedro Quartin Graça, em 14.01.11

O candidato socialista fala na possibilidade de o PSD ser governo e caso isso aconteça Alegre garante que vai impedir a revisão da Constituição: "Comigo não passará. Comigo não irão por aí"

 

“3. O Presidente da República não pode recusar a promulgação da lei de revisão.”

Constituição da República Portuguesa, n.3, Artigo 286.º


Mais de 30 anos como Deputado e duas vezes candidato a Presidente. Ainda assim MANUEL ALEGRE, é dele quem falamos, demonstra uma inacreditável ignorância sobre a Constituição que diz defender. E querem alguns entregar Belém a esta personagem... Pobre Portugal!

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publicado às 13:07

 

Meus caros leitores, o meu apelo para estas eleições é que não sejam burros na hora de porem a cruz no boletim de voto. Podia ter aquele discurso chato de dizer que o importante é irem às urnas e votarem, independentemente de ser num ou noutro candidato, mas a verdade é que o país se encontra completamente perdido, perto da bancarrota, com uma justiça podre e desorganizada, com um dos maiores índices de corrupção da Europa e com uma taxa de desemprego descontrolada que parece que vai subir ainda mais no próximo ano. Perante isto, não basta votarem num qualquer candidato, não chega continuarem a votar nos tipos do costume.

Se pretendem sair de casa para legitimar a marcha triunfal de Cavaco Silva, o candidato cujas amizades fazem lembrar os companheiros de Roberto de Niro no "Tudos Bons Rapazes", então por favor fiquem em casa. Por outro lado, se estão a pensar ir até à vossa mesa de voto pôr a cruz em Manuel Alegre, então pelo menos pensem duas vezes e lembrem-se que este senhor está na política desde o 25 de Abril e que nunca conseguiu evitar o estado a que o nosso país chegou. Por outro lado, se pensam votar como protesto em Defensor Moura, José Manuel Coelho ou Francisco Lopes, então aconselho a aproveitarem o dia 23 para se dirigirem ao hospital mais próximo da vossa área de residência, assim como assim deve ter menos gente do que é costume, pois ainda há uns 30% de eleitores que devem ir às urnas, o que irá diminuir o vosso tempo de espera.

Caso estejam realmente preocupados com o nosso país e estejam interessados em ter um chefe de estado que está distante dos partidos, dos lobbys instituídos e de toda a outra merda que afundou o nosso país nos últimos anos, então vão votar, pois finalmente têm uma alternativa. Falo obviamente de Fernando Nobre, um homem com provas de vida na solidariedade, com conhecimento da nossa realidade social e com coragem para ser um verdadeiro mediador do sistema, capaz de enfrentar esta ordem instituída. É muito raro quando um homem destes se oferece para dar o seu contributo para meter o país em ordem, por favor não desperdicem esta oportunidade.

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publicado às 10:18

Aspiradores de Euros

por Nuno Castelo-Branco, em 08.01.11

Pelo que aqui se diz, o processo de eleição do "candidato BPN" ou do "candidato BPP", custará mais 9,5 milhões de Euros aos contribuintes. Acrescentem-nos à pilha de notas destinadas à comemoração do Centenário e ficamos todos cientes da parcimónia desta gente.

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publicado às 00:45

Luvas e fábulas

por Nuno Castelo-Branco, em 07.01.11

Em Portugal, para liquidar-se um regime, apenas se requer a criação de um não-tema. Qualquer coisa que alimente os sonhos de vingança, açule a inveja pelo chinelo do vizinho e seja susceptível de corresponder à máxima popular de "quem conta um conto, acrescenta um ponto", terá um inesgotável manancial para estorietas. Nos tempos de Pombal, existia a "conspiração nobiliárquico-jesuíta", copiosamente reproduzida cento e cinquenta anos depois pelo sucedâneo PRP. Após as invasões francesas, acentuou-se a quase fábula do "absolutismo" e criou-se a lendária pugna pela "liberdade e representatividade", mesmo que isso significasse a clausura do país inteiro, nos ávidos cofres de uma mão cheia de oportunistas bem instalados. Com a República, foi o que se sabe, desde as maluquices positivistas do Teófilo, até ao repescar do libelo condenatório de Maria Antonieta, aqui tendo como alvo a Rainha de Portugal que por si, valia mais do que todos os directórios republicanos juntos, fossem eles os dos Centros políticos sitos ao Chiado, ou os das tabernas alçadas a Academias. Bem vistas as coisas, estamos como sempre, perante a real proporção das coisas. Quando na Alemanha e cada um à sua maneira, Marx ou Hegel escreviam e vociferavam, sendo acompanhados na invenção de uma outra história tão nebulosa como as óperas de Wagner, por uma plêiade de homens dados "às novidades" do seu tempo, aqui em Portugal tirava-se o chapéu perante o citado Teófilo, génio incomparável entre aqueles outros que no Casino também souberam interpretar, ou melhor dizendo, inventar um passado tão credível, como a felicíssima e dourada "época do municipalismo" medieval de Herculano. Contentamo-nos com pouco, tudo se reduzindo a uma mudança de bandeira, esta com as tais "cores positivistas", por mais negativas que elas se tenham mostrado.

 

Há cem anos troavam "casos da Monarchia", confundindo-se deliberadamente a cobiça mais básica de um ou outro agente político estabelecido nas empresas - tal como hoje -, como se de questões de regime se tratassem. Sabia-se que a Coroa estava acima, muito acima de qualquer tipo de participação nas negociatas imobiliárias de tabacos, de fomento ou de fósforos, por mais incendiários que estes últimos fossem. Apesar desta ser uma verdade por todos conhecida - o Rei D. Carlos era de longe, o monarca mais pobre de toda a Europa -, todos os males advinham "da Monarchia". Naquela teimosia infantil em que nos reconhecemos, assim era e assim tinha que ser, "porque sim". Uma lista civil que datava de há oitenta anos e que jamais sofrera qualquer actualização e que para agravar a situação, ainda era cortada a cada anual entrega, servia para pretexto de grande escândalo público. Os bens pessoais - o património da Casa de Bragança - do monarca, eram usados para as próprias despesas de representação do Estado e pasme-se, quando da "Grande Subscripção Nacional" pós-Ultimatum, a aviltada Casa Real foi quem mais contribuiu para a aquisição do cruzador Adamastor que sintomaticamente, iniciaria a sedição que a derrubaria! Mas disso poucos terão o devido conhecimento, pois a história é escrita pelos vencedores, por momentâneos que eles sejam.

 

Alguém conseguiria imaginar os senhores Cavaco Silva ou Manuel Alegre abrirem os cordõezinhos das suas preciosas bolsas, para subsidiarem uma viagem num Falcon ou um banquete oficial durante a visita de um Chefe de Estado estrangeiro a Portugal? Claro que não. Seria ridículo, desprestigiante para o Estado português e um esbulho da propriedade alheia, neste caso, a do Chefe de Estado em exercício no gabinete belenense. Em suma, uma injustiça, para não dizermos roubo descarado e sob coacção moral de uma imprensa ávida por misérias.

 

A República Portuguesa está agora a provar do veneno que prodigamente espalhou, por quantos "anéis de caixa-falsa" pôde distribuir ao longo de mais de um século. Criou o escabroso princípio basilar da total credibilidade da insinuante atoarda, por mais miserável, mesquinha e torpe que ela fosse. Não é preciso empunhar um telescópio para claramente vermos que os "escândalos" dos Tabacos, do Predial, dos Tratados de delimitação colonial com a Inglaterra, da "filha do jardineiro" ou dos "Adeantamentos", são mixuruquices ou míseras migalhas, se compararmos com o que hoje se passa. Sem qualquer exagero no paralelismo anacrónico, o que são os "escândalos" da viragem do século XIX-XX, quando confrontados com os roubos ou desperdício de biliões  provenientes dos Fundos Comunitários, a ostensiva má gestão e fiscalização dos mesmos, as falências criminosamente induzidas de tantas empresas outrora produtivas e de todos os sectores, os caixotes e caixotes de "luvas" a propósito de armas, computadores, adjudicações, viaturas e outros bens mais, os favoritismos nos concursos públicos, os casos Freeport, Face Oculta, Casa Pia, os "sobreiros Portucale", do BPP, do BPN, etc, numa exaustiva lista sem fim e que a memória já não comporta?

 

A ser dita, a verdade prende-se com a inextricável rede de interesses de casta que "a política e os negócios" criaram, nela fazendo cair - quantas vezes inadvertidamente? - muitos dos utentes e comensais dos vários palácios que conformam o poder. Não se trata de contabilizar números mais ou menos extensos pelos zeros colocados à direita do 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 10, mas sim, de um princípio em si. Justa ou injustamente - e preferimos acreditar que este é um caso de indecente injustiça -, Cavaco e Alegre estão a ser fustigados em plena praça pública, por uma uma corrente que impiedosamente lhes vergasta as costas. Corrente velha e enferrujada, mas sempre activa e símbolo de poder, porque forjada na bigorna republicana que eles ainda há quatro meses exaltaram em ditirâmbicos discursos. Agora, que chamem o ferreiro que a consiga atirá-la para o incandescente cadinho.

 

Têm o que quiseram. Têm o que bem merecem, como representantes de um passado do qual tiram o institucional benefício.

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publicado às 11:01

Não posso comentar

por Pedro Quartin Graça, em 30.12.10
Quando os dois principais candidatos presidenciais, Cavaco e Alegre, se recusam antecipar em que circunstâncias dissolveriam o Parlamento, está tudo dito sobre aquilo que é de esperar de um Presidente da República. O actual chefe de Estado, que se recandidata a um segundo mandato nas eleições de 23 de janeiro, sublinhou ainda que apenas "uma situação extraordinária" pode levar o Presidente da República a dissolver o Parlamento e recordou que "o Governo responde politicamente perante a Assembleia da República". Foi uma novidade esta declaração que em muito esclareceu os Portugueses acerca daquilo que o recandidato pretende fazer. Foi mesmo uma sorte não termos ouvido dizer que não podia comentar este tipo de matéria.

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publicado às 10:30

Debate Cavaco-Alegre

por Nuno Castelo-Branco, em 30.12.10

É este, o desejável resultado da pouco amena cavaqueira entre os aspirantes a comensais dos tais 17 milhões €/ano.

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publicado às 01:57

Congruência eleitoral

por Rudolfo de Castro Pimenta, em 20.12.10

Se há coisa que marca a campanha de Manuel Alegre é a coerência. É coerente ao ser o candidato do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista. É coerente quando antigamente ninguém o calava; ainda que ninguém tivesse paciência ou interesse em ouvi-lo, e agora entra mudo e sai calado relativamente à governação "socrática". É coerente ao responsabilizar Cavaco Silva pela crise e não o agora seu camarada Sócrates. É coerente uma vez que se diz um candidato representativo de toda a esquerda e se insurge contra a falta de apoio do Partido Socialista em campanha.

É coerente quando sem preparação nenhuma para matérias económicas fala de ex cathedra sobre o assunto; com resultados assombrosos evidentemente. É coerente ao acusar Cavaco Silva de ter prestado provas de bom comportamento à PIDE (dado o seu estatuto de funcionário público e precisar de tal para trabalhar) quando ele na mesma altura diletantemente escrevia e passeava pelos cafés argelinos. É coerente pois pretende ser o Chefe Supremo das Forças Armadas tendo acicatado e apoiado as guerrilhas contra as tropas portuguesas no Ultramar.

 

Não me esqueço de uma das suas brilhantes tiradas; também coerente como seria de esperar: Portugal em tempos de crise não precisa de um economista em Belém. Pois não. Aquilo de que mais precisamos é de poetas. E baralhados, to say the least.

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publicado às 20:07

Vai começar o pagode

por Samuel de Paiva Pires, em 15.12.10

 

(foto do El País)

 

A partir de hoje, a crise financeira ficará suspensa por uns dias. A comunicação social irá concentrar-se no assunto que ocupará o topo da hierarquia da agenda mediática: a Wikileaks trouxe a público telegramas que confirmam as autorizações de José Sócrates e Luís Amado ao sobrevoo do espaço aéreo português por aviões da CIA que transportavam suspeitos de terrorismo. Não me interessa debruçar-me do ponto de vista moral sobre o assunto. O que interessa é que nos próximos tempos, a começar pelas manchetes dos jornais que sairão daqui a umas horas, andará meio país a falar deste assunto.

 

Ana Gomes, classificada por um assessor diplomático do Primeiro-Ministro como "uma senhora muito excitada que é pior que um rottweiler solto", voltará à ribalta já amanhã. Alguns pedirão que Amado cumpra o prometido e se demita. Sócrates será, também ele, instado a demitir-se - o que, obviamente, não fará. Cavaco, em campanha, não saberá bem como se manifestar e, provavelmente, optará pela gestão de silêncios. Alegre, a quem Lello se refere jocosamente, preferirá, também ele, a gestão de silêncios a comprometer o fraco apoio que tem do PS Socratista. Marcelo Rebelo de Sousa fará deste o tema central do seu comentário de Domingo. O Prós e Contras da próxima semana será dedicado ao assunto.

 

Passadas umas semanas, tudo ficará na mesma, excepto a situação do país, que continuará a agravar-se. Nessa altura, a crise voltará.

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publicado às 23:52

Notícias presidenciais

por Nuno Castelo-Branco, em 08.06.10

 

Quantos portugueses terão recebido amáveis convites da banca, sempre desejosa em satisfazer a clientela? "Quer ir de férias? Vá e pague durante os próximos cinco anos! Quer um pedaço de lata nova com jantes de liga leve? Vá ao stand e quando estiver pronto para a troca, faremos outro crédito!"

 

Os portugueses habituaram-se a aderir. Passivamente aderiram ao 5 de Outubro e entusiasticamente adeririam ao 28 de Maio, 25 de Abril, 11 de Março, 25 de Novembro, NATO, CEE, etc. Aderem a tudo o que lhes é proposto. Até à moda das férias a crédito, coisa absurda e fora de cogitação para qualquer mente mediana.

 

A campanha presidencial já terá começado de forma mais ou menos declarada. À guinada à direita que Manuel Alegre de Mello Duarte terá protagonizado, juntou-se a "adesão" à República do até agora membro da Causa Real, o Dr. Fernando Nobre. Apesar do seu republicanismo de pacotilha, ficámos sem saber se ainda é, ou não, membro da Real.

 

É a reserva mental a funcionar a toda a força, esperando enganar uns tantos incautos. Pois não contem com qualquer colaboração.

 

Agora chegou a vez de Cavaco Silva, aconselhando os portugueses a fazerem "férias cá dentro". Com a profusão de carteiras vazias, que remédio...!

 

Devido a inexplicáveis lapsos de memória, o residente de Belém anda a precisar urgentemente de um tratamento à base de fosfoglutina. Aquilo que aconselha aos outros, rejeita para si próprio e respectiva família. Quem já se esqueceu da hilariante viagem à Capadócia, terra montanhosa e distante que lhe emprestaria o cognome pelo qual ficará conhecido para a micro-história?

 

Quem já se esqueceu das recentes "bacánces" familiares na Ilha do Bazaruto (Moçambique), num resort de exclusivo luxo, à beira Índico e com todas as mordomias de que os velhos colonos jamais puderam desfrutar?

 

Para nem sequer referirmos os tais tostões acumulados e ainda mais relevante, o subrepticio "adiantamento" de mais 4.000.000 de Euros, para juntar à verba de 17.700.000 de Euros auferidos por Belém.

 

Começou a patetice encartada em Instituição. Durante uns sete ou oito meses, o ruído será ensurdecedor e apenas teremos de esperar pelos próximos episódios.

 

Entretanto e para deleite geral, os comemoracionistas da república já começaram o inevitável processo de autofagia. Que lhes faça bom proveito.

 

 

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publicado às 16:29

O momento da verdade

por Nuno Castelo-Branco, em 19.02.10

 Portugal tinha 2.000.000 km2 e 25.000.000 de habitantes. Hoje, com 89.000 km2, soberania evacuada e muito computador, são 700.000. Pedem aumentos. É a soltura. O país pode andar aos caixotes de lixo, mas o Estado é rico e os seus funcionários pedem mais. Uma vergonha.

 

Este post no Combustões, alerta-nos para uma realidade que todos conhecem, mas que ninguém pode atrever-se a combater. O regime assenta totalmente nestas fidelidades impostas por uma manjedoura que por pouca ração que sirva, sempre garante o sustento à maioria de dependentes directos e indirectos.  Na verdade, por detrás dos parcos salários de 750 Euros, esconde-se um outro Portugal, bastante exclusivista e quase secreto para milhões de distraídos. É o contentamento pela malga meio vazia, mas garantida para a maioria. No entanto, existe aquele outro país das comissões instaladoras, das comissões executivas, dos gabinetes de paus-para-toda-a-obra nomeados pelo partido que esteve, está ou estará no poder e que numa ciranda, vai  garantindo os necessários postos para o efectivo controlo do todo. 

 

A ilusória separação de poderes encontra-se constitucionalmente garantida, tal como as liberdades públicas eram reconhecidas pelo texto constitucional da 2ª república (1933). São formalidades necessárias ao reconhecimento de um Estado de Direito europeu, mas sem autêntico reflexo na praxis em sociedade. O país é outro, onde as aparentes dicotomias entre o Estado, as empresas e as entidades da sociedade civil se encontram de tal forma emaranhadas pelos laços de dependência mútua, que a realidade orwelliana se agiganta a cada dia que passa., com o esperado aplauso de muitos que pretendem antes de tudo, garantir o pouco que lhes resta.

 

Por muito que queiramos confiar na boa fé dos agentes políticos - porque há quem seja sério, o clientelismo instalado impede qualquer veleidade  reformista.

 

Bem fizemos em  aqui evitar comentar sectariamente os últimos episódios relativos ao estertor do sistema que temos vivido nos derradeiros trinta anos. O que se pode ler quotidianamente na imprensa e na blogosfera, deixa-nos aquela sensação de prolongamento da estéril luta partidária, aferrada a ódios pessoais sem nexo e pasto de parlapatices que exaltam um ou outro transitório "agente de mudança". Nenhum discurso ou entrevista tranquiliza seja quem for e muito menos ainda, aponta um caminho de mobilizadora esperança. Tudo isto não passa de um Grande Nada orgulhoso do poder a conservar por uns e a atingir por outros.

 

Bem vistas as coisas, pouco interessam os escândalos à volta das escutas, os mandatos milionários em golden shares, as pressões de e sobre jornais ou televisões. Aqueles que hoje criticam, amanhã farão exactamente o mesmo e pior ainda, usarão dos mesmíssimos argumentos daquela confusão acerca do interesse geral que afinal não mais é, senão o delírio pela garantia de vaidades  e dos patacos para apenas alguns. 

 

O que se adivinha para o "grande partido da oposição", mais não será, senão um afiar de cutelos para o almejado talhar de fatias a distribuir num poder que talvez esteja mais próximo do que poderiam supor.  Do outro lado, resiste-se até onde se puder.

 

É necessário mobilizar o país inteiro, mostrar o que deve e tem que ser feito sem mais tardança. Não é com o grupo Cavaco Silva, nem com Manuel Alegre, Pedro Passos Coelho - e os outros contendores PSD - que Portugal conseguirá o rumo que todos desejam sem ousar dizer aquele sonoro e inevitável basta! Não está em causa a lista dos homens do regime, mas sim uma ideia refundadora do país. Todos eles terão forçosamente abdicar de fátuas titularidades e dos cartéis de interesses de grupo. As manobras dilatórias, as mentiras - hoje eufemísticamente  chamadas de ocultação da verdade - e a calendarização de projectos pessoais no país ou "nas Europas", deixaram de ter lugar.

 

Para que compreendamos que algo mudará e que se rasga a cortina que nos tem impedido de ver o que importa - este triste espectáculo de um Estado sem carisma, decrépito, lasso e conspurcado por quem dele apenas se serve -, muito  deverá desaparecer de forma inequívoca.

 

Embora tentem insistir neste modelo, a verdade é outra. Há lugar para uma outra democracia. Uma outra democracia eleitoral, uma outra democracia constitucional que organize as instituições e o território, uma outra democracia avara na distribuição de recursos e sábia na atribuição de prioridades de investimento. Uma outra democracia que eduque para o sentido do serviço e do dever e que premiará condignamente pelo desempenho. Uma outra democracia que alije o despesismo consumista do Poder e que faça respeitar o Estado que afinal somos todos.

 

Para que mudemos Portugal, precisamos daqueles que todos os dias garantem a solvência do país através do seu trabalho, ideias e impostos. Precisamos que estejam conscientes do momento histórico e sem retorno que vivemos. Precisamos que vislumbrem a autenticidade das instituições que conformam a sociedade organizada em país independente e olhadas como fortalezas intransponívels para a sobrevivência de um Portugal que dentro de poucas gerações será milenar.

 

Para que tal aconteça, os portugueses necessitam de fazer exactamente aquilo que as libertadoras revoltas de há vinte anos impuseram no leste europeu. Novos símbolos que mostrem ao mundo o que fomos e a consequente nova organização política constitucional, territorial e eleitoral. Novas regras na Justiça, no ensino, na preservação do interesse geral que a defesa do património impõe sem mais atrasos.  

 

Chegámos ao fim das ilusões e é o momento da verdade.

 

 

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publicado às 13:10

Manuel Alegre e alguns monárquicos

por Nuno Castelo-Branco, em 20.01.10

 

 

A propósito de algumas reacções a este post, torna-se necessário aqui deixar algumas notas.

 

1. Não nutro qualquer antipatia pessoal por Manuel Alegre. Pelo contrário, agrada-me a sua irreverência, o pendor para a excentricidade e a não submissão a ditames provenientes de gente que não se lhe pode remotamente comparar. Quando da recolha de assinaturas para a sua primeira candidatura em Belém, colaborei com a angariação de um bom número delas e essa contribuição monárquica foi anónima, voluntária e apreciada.

 

Com o que não posso concordar ou pactuar, é com esta monomaníaca e inoportuna evocação de um certo passado já bem distante e ofensivo daquilo se considera ser a dignidade de um Estado de Direito. Se na transacta candidatura Manuel Alegre dispensou esse tipo de afinidades, agora parece ir ao encontro do pior que as comemorações oficiais do regime parecem indicar. Há quatro anos esqueceu-se e muito bem, do legado do sr. Afonso Costa e de todo o rol de desgraças implícitas ao seu consulado.

 

2. Hoje, a situação é bem diversa. Após a eleição de Cavaco Silva, o poeta deixou-se envolver na confusão habilmente tecida pelo BE, grupo já com uma certa relevância numérica em S. Bento, mas completamente inútil para o funcionamento do Parlamento, como órgão essencial para a prossecução das grandes políticas reformadoras de que Portugal tanto carece. Definitivamente, o dr. Louçã não pode ser confundido com as boas intenções da arq. Helena Roseta! Dar-se-á Manuel Alegre conta disso?

 

Um candidato à chefia do Estado, não pode tornar-se mesmo que de forma involuntária, na cabeça de cartaz de um grupo claramente inimigo do regime e que dele beneficia para o destruir.

 

3. Manuel Alegre é um homem interessante, estejamos ou não de acordo com a sua impulsividade, muitas vezes fruto da irreflexão própria dos artistas.

 

A clara derrota sofrida pelo chefe do BE nas últimas presidenciais, conduziu os extremistas à oportuna aproximação de quem mais simpatias colheu em sectores muito diversificados da sociedade.  Como ontem muito bem disse Strech Ribeiro (PS) a Vitalino Canas (PS), Manuel Alegre conseguiu mesmo o extraordinário, mas discreto apoio de muitos monárquicos, agradados com o discurso da portugalidade e - acrescentamos - instintivamente conscientes de uma certa pertença de grupo. 

 

Manuel Alegre possui sem dúvida, uma personalidade mais rica e diversificada que a do actual presidente e as suas preferências de esteta não causam incómodo à imensa maioria dos eleitores. Coisa bem diferente será a análise dos compromissos a assumir com certos sectores que tal como carraças, apressadamente se colaram  ao seu "movimento de apoio", assim que se contabilizaram os mais de  20% de votos recolhidos nas últimas presidenciais.

Os radicais sabem que a apresentação de uma candidatura autónoma do BE, condenaria os trotsquistas a um resultado irrisório e assim, o poeta surge como providencial alavanca de afirmação.

 

4. Tertúlias e saraus de poesia, caçadas reais ou virtuais, algumas balzaquianas para tiradas espirituosas, cantorias ou relatos de memórias de outros tempos. Quem não gosta de os frequentar? 

A situação presente, não se compadece com simples tiradas de inventividade, inspiração discursiva e bem conhecidas formas de "aberturas de espírito", sinónimas de desastre social anunciado. Manuel Alegre precisa de ser muito mais explícito acerca do que pensa ser o caminho a trilhar para a resolução dos grandes problemas nacionais. Não o fez há quatro anos e hoje, os seus primeiros aliados que aparecem como claros promotores, apenas podem ser motivo para geral apreensão. Ao não apresentar um conteúdo programático exequível - e aqui está a permanente confusão entre aquilo que pode ser um Chefe do Estado e os desígnios pessoais dos candidatos -, a sua candidatura corre o risco de mais nada parecer ser, senão a satisfação da vaidade pessoal, mordomias anunciadas e pior ainda, num recurso às mão da demagogia extremista.

O problema não reside em Manuel Alegre, mas sim naqueles que descaradamente surgem como arautos do seu nome. Oxalá saiba demarcar-se.

 

5. Em ano de Centenário, como poderão voltar a apelar - como ontem Strech pareceu fazer - ao apoio de monárquicos de vários sectores? Manuel Alegre não teve até agora, a sageza de limitar-se à evocação dos princípios liberais de um conveniente e consensual Vintismo. Muito pelo contrário, deixou-se apanhar na fatal malha radical do pior que a República de 1910 significou: o prepotente regime do sr. Afonso Costa e do seu grupo de caceteiros, agora tornados como luminosa luz de referência dos órfãos de Lenine, Trotsky,  Estaline, Enver Hoxha e afins. No fundo, cumpre o gizado pela absurda Comissão oficial do Centenário. Um erro.

 

6. A linguagem sobranceira de que nos acusam. Parece que houve alguma grosseria da nossa parte (?). Talvez tenha havido algum exagero, é verdade.

 

Curiosa indignação esta, quando todos os monárquicos têm sido ao longo de tantas décadas, insultados, vilipendiados de todas as formas e atirados para o monturo dos objectos disponíveis para casos de premente necessidade. É que estes senhores da centenária mordaça, ainda não compreenderam que o seu Estado tem contado com a preciosa colaboração desinteressada, de nomes bem conhecidos e afectos à Causa Real, que interna e externamente muito têm prestigiado o país. Ministérios, embaixadas, secretarias de Estado, academias e universidades, ONG, actividades económicas e científicas, são alguns dos exemplos onde os monárquicos têm provado o seu valor e a dedicação a Portugal. 

 

Hoje, tornou-se normal evocá-los para as questões da política nacional. Isto demonstra bem a vacuidade do costumeiro argumento da "exiguidade" ou "não existência". Eles estão a bem visíveis e sendo sempre tão atacados, são por isso mesmo relevantes e manifestam-se. 

 

O desprezo oficialista plasmado por uma Comissão manipuladora da verdade da História, leva-nos a intempestivas reacções e estamos no ano ideal para alguns ajustes de contas. Oferecem-nos o discurso da demagogia, em vez de uma análise rigorosa de um conturbado e dispensável período da nossa história.

 

Não cederemos.

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publicado às 14:38

Disparates Alegres em ano de Centenário

por Nuno Castelo-Branco, em 16.01.10

 

 O dia das eleições presidenciais, consiste sempre num motivo para testar as certezas, ou melhor, a força de vontade de cada um. É com prazer que ao fim da manhã me desloco à Cister e deparo com aquela mole de gente com "ar de caso sério", vista turva, sobrancelhas em interrogativo arco.  Uns rosnam baixinho à entrada de um vizinho suspeito de ter ido votar no candidato que não interessa, para logo de seguida se iniciar um pisca-pica de olhos aos outros de quem se conhece a fidelidade à inexistente barricada.

 

Lá fico pelo café, divertidamente a escutar o opinionimo daquelas duas dúzias de decisores do porvir nacional. Se o fulano tal é um homem dos interesses que se sabem, o sicrano, bem pelo contrário, é o redentor dos aflitos, que "já deu provas, fez e aconteceu". Em suma, os parlapatões do pastel de bacalhau mais bica por preço único de desconto, por breves momentos julgam-se senhores de algo ou da vida de alguém. Pior,  acreditam mesmo ter o poder de decidir. Como se fosse verdade!

 

Ontem, o sr. Manuel Alegre, conhecido mastigador de manjares, bebericador de puras castas e caçador-recolector de perdizes descongeladas no sítio do costume, apresentou-se como candidato às presidenciais. Está no seu direito, até porque para tal coisa tem sido insistentemente mordido pela carraça BE. 

 

O discurso, bem à maneira do rouco ninguém me cala!, versou temas tão interessantes como a Inovação, problemas oculares - A Visão - e brincadeiras com caixas de Lego sob o tema de A Criatividade. Ficámos todos a saber que é necessária a ...mudança da política, da economia e especialmente, ser imprescindível ter em Belém alguém com "capacidade de inventar e de se inspirar". Bem seguro de si, depreende-se que Alegre nomeou-se como o perfeito rapaz patriota e cidadão - como se uma coisa não implicasse a outra -, identificando-se com as raízes profundas da nossa história e cultura, sendo em simultâneo, um cosmopolita. Mas afinal como é que ficamos?

 

Nada de novo. O vozear fácil após uma boa mesa, até ajuda à digestão e à falta de dotes canoros, tonitroa-se qualquer coisa que siga a expedita linha do alçar-se em bicos de pés da suposta intelectualidade que ainda intimida os parvos do costume.

 

Num país à beira de cair na bancarrota, o sr. Alegre vem falar-nos de aberturas de espírito que impliquem pontapés na contabilística e na tecnocracia. Uma patetice de todo o tamanho, como qualquer néscio facilmente atinge. Palavras ocas e vãs que são o perfeito elixir que serve de antídoto à captação do voto de quem tenha um dedo de testa. São os ronhonhós do Maio 68 com o imenso caudal de asneiras que trouxeram a ruína a nações inteiras, mas que também propiciaram bem conhecidas satrapias aqui na praça. Gente desta, putativa defensora daquilo que mais caricato a política mundial oferece como bodo aos pobres de espírito, vem falar de criatividade. Que tipo de Criação pode a gente de Manuel Alegre engendrar? Analfabetizando de vez o país, enquanto reservam a sua inútil sapiência prática para os salões da moda? Como pensam poder agradar a patrões e empregados? Como julgam resolver o défice? Pensarão recorrer aos conhecidos patrioteiros calotes que noutras instâncias os homens do sistema introduziram como norma? 

 

Ficamos a saber que Manuel Alegre quer inventar. 

 

Pelo menos, já conseguiu uma vitória: encalacrou o Partido Socialista, habilidade em que se tornou perito, não se sabe bem com que fim.

 

Esta fatal geração, encarna o bloqueio de todo e qualquer porvir. A arrogante pázada de lama que atira à cara do adversário que ocupa o  suculento e almejado posto de mordomias aos milhões, vem sempre carregada daquela empáfia de uma reclamada sageza disfuncional que a ninguém interessa. Se o sr. Cavaco não terá optado pelo melhor modelo de desenvolvimento para Portugal - e por isso mesmo hoje todos pagamos as consequências -, o sr. Alegre faz pior. Nada risca em economia, enquanto na sua fervilhante cabeça, as finanças se resumem à sua segurança. De inovação, talvez garatuje no guardanapo uns versos de alheias e calculadas gestas, postas depois em partitura a tocar num piano antigo e desafinado. A criatividade, essa, conhecêmo-la bem das amarelentas revistas do Grand Tour  de há cento e cinquenta anos.

 

Como dizia a minha professora primária, toda esta conversa não passa de "cantigas de Ti ó Rosa, cantadas por Ti ó Rita". 

 

Os republicanos, exímios grilos falantes de ambos os bandos, que se divirtam como puderem e quiserem.

 

À falta de cera nos ouvidos, lá irei escutar na Cister, os peroranços do costume. Não votarei, nem que a vaca tussa no dia do Centenário da República.

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publicado às 15:29

A crise das instituições

por Nuno Castelo-Branco, em 07.12.09

 

Crise, financeira, crise económica, crise na Justiça, crise social e crise política. Com tão escassos e negligenciáveis motivos de preocupação, quem quer e manda, assoberba-se com preocupações maiores, como a empresa produtora do Magalhães ou os pés dentro ou fora do edredão PS. A inconsciência, ou pior ainda, a irresponsabilidade perante uma situação que ameaça o próprio regime, alienou qualquer capacidade de discernimento de todos os agentes políticos, sejam eles da esquerda ou da direita parlamentar. Perdem o seu tempo - e o do país - em bizantinices ancoradas em vácuas vaidades, ou marcação de lugares cativos de figuras de proa de uma nave em naufrágio.

 

Em boa verdade, já não se trata de um conjunto de crises que conformam a política. Estamos, isso sim, perante a crise das instituições. Encontramo-nos, uma vez mais, algures no tempo, em 1909. 

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publicado às 19:57

FMI

por Nuno Castelo-Branco, em 04.11.09

Percebe-se bem a gritaria contra a entrada do FMI na República Portuguesa. Pelas notícias que correm e por tudo aquilo que a população há muito suspeita, há quem tenha muito a perder.

Veja mais AQUI!

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publicado às 11:36






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